ÍNDIGO

AS CRIANÇAS ÍNDIGO

Essas crianças são frequentemente muito inteligentes e encantadoras, mas de convívio extremamente difícil.

Conseguem ter idéias novas e brilhantes a cada dez segundos.

Enquanto estamos apagando o incêndio que fizeram tentando derreter marshmallows, elas já estão com os peixes do aquário na banheira para ver se conseguem sobreviver em água quente.

Natasha Kern, mãe escolhida por Nancy Gibbs

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Seus filhos não são seus.

São filhos e filhas da vida e da ânsia de viver

Vêm ao mundo através de você,

mas não são uma extensão do seu ser.

Estão com você, mas não lhe pertencem.

Podem receber o seu amor, mas não os seus

pensamentos, pois têm os seus próprios.

Você pode acolher seus corpos, mas não suas almas.

Pois elas habitam o amanhã, algo que você

não conhece sequer em sonhos.

Pode tentar ser como eles, mas jamais

fazê-los serem iguais a você.

Pois seja flexível e deixe que o arqueiro as

arremesse diretamente para a felicidade.

Gibran Khalh Gibran (O PROFETA)

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INTRODUÇÃO

A medida que você for lendo este livro, é possível que se pergunte: será que é mais um daqueles livros chatos sobre como a sociedade está afetando as crianças? Não. Este livro trata da alteração possivelmente mais emocionante, ainda que peculiar, de princípios básicos da natureza humana de que a sociedade já teve notícia. Convido o(a) para que continue a leitura e veja por si mesmo.

Jan e eu somos escritores e palestrantes na área de auto-ajuda. Nos, últimos seis anos, temos viajado pelo mundo todo ministrando palestras para grandes auditórios e pequenos grupos de todas as idades, Idiomas e culturas. Meus filhos já estão crescidos e não moram mais comigo. Jan não tem filhos, mas sempre sentiu que acabaria de alguma forma envolvida com crianças (e estava certa). Mas nenhum de seus seis livros anteriores trata de crianças, pois este não é o foco de seu trabalho.

Por que então escreveríamos um livro sobre esse assunto?

Quando se trabalha prestando consultoria, passa-se muito tempo com pessoas e é impossível deixar de observar alguns padrões de comportamento que se tornam cada vez mais evidentes. Nosso trabalho, assim como o de Louise Hay, cuja editora publicou este livro, está voltado para o autodesenvolvimento e para o aumento da auto-estima. Desperta a esperança nas pessoas e isso lhes dá condições de perceber que são, na realidade, muito melhores do que imaginavam. Envolve também a cura espiritual (não religiosa) e o estímulo para buscarem "Deus" dentro de si e não em seu exterior. Trata-se da autocura e da libertação das preocupações excessivas do mundo de hoje. E um trabalho extremamente gratificante porque também nos faz perceber o que se passa ao nosso redor.

Há alguns anos, as pessoas começaram a falar de certos problemas que tinham com seus filhos. Sabemos que eles são nossa maior bênção, mas também o nosso maior desafio na vida. Muito já se escreveu a respeito de psicologia infantil e sobre como ser um bom pai ou uma boa mãe, mas estamos falando de algo um pouco diferente.

Começamos a ouvir falar cada vez mais sobre um novo tipo de criança, ou pelo menos sobre um novo tipo de desafio para os pais. O problema era diferente e exigia um nível diferenciado de interação entre adultos e crianças, em relação à nossa geração. Mas não demos atenção ao fato, até que alguns profissionais que trabalham com crianças começaram a comentar o assunto e a mencionar novas dificuldades que os pais estavam enfrentando, sem saber como agir. Funcionários de creches e escolas, alguns com mais de 30 anos de experiência, também mencionavam frequentemente as mudanças na geração mais recente. Então percebemos que algo terrível estava acontecendo: quando esses problemas se tornavam mais sérios, a tendência era usar medicamentos extremamente fortes para dopar as crianças!

No início, pensamos se tratar de um sintoma cultural e de um sinal de que o país passava por modificações. Mas, se perguntarmos a qualquer docente em atividade hoje, sobre o sistema educacional, ele dirá que necessita ser revisto. Talvez seja mesmo o momento de se empreender tal revisão, mas isso não é uma grande novidade e também não foi o que nos levou a escrever este livro.

Trabalhamos sempre com os aspectos individuais do ser humano e não costumamos nos envolver em "causas" políticas ou ambientais. Isso não quer dizer que esses assuntos não nos interessem, mas, sim, que o foco de nosso trabalho como consultores e palestrantes é ajudar pessoalmente quem nos procura (mesmo quando falamos para grandes platéias). Partimos do princípio de que todo ser humano equilibrado, positivo e que esteja bem consigo mesmo é capaz de realizar as modificações de que necessite, ou seja, toda grande mudança social tem de partir da mente e do coração de cada indivíduo.

Além disso, imaginávamos que se realmente estivessem ocorrendo grandes mudanças no comportamento das crianças e os profissionais e pesquisadores da área começassem a divulgar o fato, os aspectos positivos também seriam mencionados. Esperávamos ver artigos e publicações sobre "as qualidades das novas crianças" em jornais e revistas especializadas em educação. Mas isso não aconteceu, pelo menos não em escala suficiente para chamar a atenção ou, no mínimo, para informar e orientar os pais.

Então, percebemos que essas informações ainda não eram de conhecimento público. No entanto, como nosso foco de trabalho não envolvia crianças, levamos vários anos para nos decidir a documentá-las e divulgá-las, por mais estranhas que parecessem. Elas existem e todos devem ter acesso a elas!

Diversos fatores nos levaram a escrever este livro e por isso os Apresentamos um a um para que os leitores possam tirar suas próprias conclusões e não simplesmente aceitar ou categorizar esse fenômeno como "algo que acontece no mundo todo, mas que permanece sem explicação". Nossas conclusões:

1. Não se trata de algo que ocorre exclusivamente nos Estados Unidos. Já pesquisamos e comprovamos sua ocorrência em três continentes.

2. Ultrapassa as barreiras culturais e linguísticas.

3. Não chamou a atenção por ser demasiado "estranho" para se enquadrar nos limites do paradigma da psicologia humana, que nos considera estáticos e incapazes de mudanças. A sociedade acredita na evolução, mas somente em termos de passado. A possibilidade de que um novo tipo de consciência possa estar lentamente se estabelecendo no planeta agora, pelas crianças, está além dos padrões de pensamento tradicional.

4. Trata-se de um fenômeno crescente. Novos relatos surgem diariamente.

5. Ocorre já faz um certo tempo, pois diversos profissionais têm mencionado o assunto.

6. Já existem algumas respostas para os desafios impostos por essa nova realidade.

Por todos esses motivos, estamos transmitindo as informações de que dispomos sobre este assunto tão controverso. Até onde sabemos, trata-se do primeiro livro totalmente dedicado às crianças índigo. Sabemos que, ao lê-lo, muitas pessoas irão se identificar com seu conteúdo e esperamos que o assunto possa ser mais bem estudado por profissionais qualificados.

Objetivos

O livro foi escrito para pais e mães (Os autores Carroll e Tober reuniram especialistas de diversas áreas para tratar do fenômeno das crianças ÍNDIGO, de modo que o livro dirige-se não só aos pais mas também a todo aquele que convive e trabalha com crianças.NE). Trata-se de um relatório inicial e não da "palavra final" sobre as crianças índigo. O objetivo é ajudar as famílias fornecendo informações de aplicação prática no caso de identificação com o conteúdo. Pedimos aos leitores que avaliem com ponderação todas as idéias apresentadas. Não publicaríamos o material se não tivéssemos certeza de que, com ele, muitas pessoas podem se beneficiar e nosso trabalho de compilação foi estimulado por centenas de pais e professores com quem falamos no mundo todo.

Método

Gostaríamos de apresentar todas as histórias de pais de crianças índigo que conhecemos, pois testemunhamos centenas delas. Mas são apenas histórias e não servem como base para o estabelecimento de um padrão de comportamento que possa ser avaliado por pesquisadores ou indivíduos de pensamento puramente lógico. Por isso, decidimos utilizar nossa base internacional de contatos para obter relatórios, descrições e (por que não incluir também?) histórias de funcionários de escolas, educadores, médicos, estudiosos e autores. A medida que avançar na leitura, o leitor notará que tentamos ao máximo validar todas as observações, além de incluir estudos de caso que julgamos mais apropriados para a pesquisa científica. Como nossa própria pesquisa não seria suficiente para estabelecer conceitos mais precisos, recorremos aos relatórios e às descobertas de profissionais que contribuíram para o estudo deste tema.

Apresentação

Escolhemos o tipo de estrutura mais útil possível. Esta introdução vai ajudá-lo a esclarecer quaisquer dúvidas quanto às nossas intenções de publicar este livro e quanto ao fato de estarmos interessados em ajudá-lo e aos seus filhos.

No Capítulo 1, apresentamos as características das crianças índigo e alguns dos colaboradores que iremos mencionar nos capítulos seguintes.

O Capítulo 2 trata de como se deve agir em relação a essas crianças. Em muitos livros, isso seria apresentado apenas na conclusão, mas os capítulos seguintes abordam aspectos médicos e/ou esotéricos que devem ser considerados separadamente. Além disso, os dois primeiros capítulos contêm respostas e informações práticas muito importantes, mesmo que você decida não continuar a leitura. Nesse mesmo capítulo, também é abordada a questão educacional e as melhores alternativas nesse âmbito para as crianças índigo.

O Capítulo 3 trata do lado espiritual dessas crianças, mas não sob o aspecto religioso. Apresentamos uma descrição de características incomuns que não poderiam ser ignoradas. Elas parecem "saber exatamente quem são" e deixam isso muito claro para seus pais.

O Capítulo 4 é sobre o modo como o índigo é diagnosticado pelos médicos. Nem todos os índigos têm problemas psicológicos, mas quando isso ocorre são normalmente classificados como portadores de DDA ou TDAH (Distúrbio do Deficit de Atenção e Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade, respectivamente). Apesar de nem todas as crianças com DDA serem índigos, decidimos apresentar alguns métodos bastante eficazes para tratar esse tipo de distúrbio nos estudos de caso. São alternativas que podem ajudar a reduzir o uso de medicamentos sedativos em crianças.

Alguns pais podem sentir certo alívio ao imaginar que a Ritalina pode ser a solução no caso de crianças que utilizam sedativos. Ela faz com que a criança se comporte bem e permaneça mais calma e estável em casa e na escola. Parece mesmo ser uma excelente idéia! Esse medicamento coloca a criança em compasso de espera e em um padrão de comportamento e de sensações que podem até ser agradáveis para ela. Entretanto, mais tarde, quando não estiver mais sob seu efeito (quando parar de tomar o medicamento), o resultado pode surgir como uma verdadeira explosão: depois de crescidas, podem sentir que parte de sua infância se transformou em uma porção de lembranças confusas e que pouco têm que ver com a sua verdadeira identidade. A Ritalina normalmente adia a sabedoria que o crescimento traz: o aprendizado de como funciona a convivência social. Isso é fato documentado.

Já existem, porém, métodos alternativos para ajudar tais crianças. Basta abrirmos nossa mente para outras possibilidades. Os profissionais que apresentamos neste livro são especialistas nessa área e podem ajudar.

O Capítulo 5 contém mensagens de índigos de várias idades descrevendo, retrospectivamente, a educação que receberam. E eles sabem mesmo que são diferentes! Seus depoimentos são bastante profundos.

Finalmente, o Capítulo 6 contém declarações e mensagens de todos os que participaram no processo de compilação e criação deste livro.

Colaboradores

Incluímos as informações profissionais e as credenciais de todos os colaboradores. No final do livro, você poderá saber mais detalhes sobre cada um e sobre as instituições a que estão vinculados. Caso tenha perguntas ou deseje obter informações ou produtos de alguns deles sinta-se a vontade para escrever, enviar e-mails ou mesmo telefonar para os endereços e números fornecidos. Incluímos os sites das organizações que eles representam. Você, também, pode nos enviar cartas ou mensagens, embora não sejamos especialistas no assunto. Atuamos como meros repórteres reunindo um grupo de profissionais qualificados para identificar e tratar com mais profundidade a questão das crianças índigo. Teremos prazer em encaminhar suas dúvidas.

Referências

Sempre que houver informação suplementar disponível sobre o assunto, indicaremos com um número entre parênteses no próprio texto.

Basta ir até o final do livro e você encontrará referências de bibliografia, produtos e instituições.

LEE CARROLL & JAN TOBER

..1 - O QUE É UMA CRIANÇA ÍNDIGO

..2 - O QUE FAZER PARA AJUDAR?
..3 - O LADO ESPIRITUAL DAS CRIANÇAS ÍNDIGO
..4 - QUESTÕES SOBRE SAÚDE
..5 - AS MENSAGENS DOS ÍNDIGOS
..6 - CONCLUSÕES
..7 - APÊNDICE E REFERÊNCIAS