03 - Lei de Destruição

Pergunta 728 - É lei da Natureza a destruição? - "Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais DESTRUIÇÃO, não passa de uma TRANSFORMAÇÃO, que tem por fim a RENOVAÇÃO e MELHORIA dos seres vivos".

Pergunta 752 - Poder-se-á ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição? - "É o instinto de destruição no que tem de pior, porquanto, se, algumas vezes, a destruição constitui uma necessidade, com a crueldade jamais se dá o mesmo. Ela resulta sempre de uma natureza má."

1 - HOSTILIDADES

Sempre as defrontarás pelo caminho por onde avanças, elaborando a ventura.

Há quem hostilize o próximo por prevenção, despeito, inveja, ira, pelo prazer de inquietar. São os que estão de mal consigo próprios, seguindo a largos passos no rumo da loucura.

Há os que hostilizam os fracos, os caídos nos poços da viciação, os enganados, os pervertidos, pretextando-se tarefa de depuração moral da sociedade.

Há os que hostilizam os idealistas, os triunfadores, os abnegados servidores do bem, espicaçados por sentimentos inconfessáveis ..

Se trabalhas e não dispões de tempo para a ociosidade e a maledicência, hostilizam-te os demolidores e atrasados morais.

Se te deténs na inutilidade e te acobertas na modorra dourada, hostilizam-te os adversários gratuitos que se avinagram ante as disposições igualmente doentias.

Faças ou deixes de fazer o bem não te faltarão hostilidades.

Muitas vezes vêm de fora, dos fiscais gratuitos da vida alheia. Noutras surgem no lar, no reduto familiar, entre as pessoas afeiçoadas, perturbando tuas realizações começantes, ferindo-te.

Refunde as aspirações superiores a que te afervoras nos fornos da abnegação e não te aflijas.

Intenta não revidar, tampouco desanimar, cultivando assim mesmo os propósitos relevantes com os quais conseguirás, por fim, liberar-te da perseguição deles.

Diante de pessoas hostis, a atitude mais correta é a da resistência pacífica, a perseverança na posição não violenta.

Quando nada te açode a alma nem te penetre os sentimentos em forma de acúleo e dor, estarás em perigo.

Águas paradas - águas pestilenciais.

Terra inculta - inutilidade em triunfo.

Instrumento ao abandono - desgaste à vista.

Todos os homens úteis atestaram a legitimidade dos seus propósitos e ideais sob as farpas da inveja e o ácido das hostilidades de muitos dos seus contemporâneos.

Perseguidos de todos os tempos que amaram as causas de enobrecimento humano, desbravadores de céus, terras e vidas, alcançaram a vitória, não obstannte chibatados e vituperados pelos demais.

Não dispunham de tempo para atender à malícia o ao despeito dos seus adversários.

A flama que lhes ardia n'alma era sustentada pelos combustíveis do sacrifício e da renúncia que os levaram à imolação, com que selavam a grandeza dos seus misteres.

Não temas os que hostilizam, difamam, infelicitam. Não foram poucas as personagens que se movimentaram para a tragédia da Cruz. Sem embargo, o Cruciificado, erguido ao ponto mais alto do cenário sinistro, permanece incorruptível e vivo na consciência universal, enquanto todos os que O haviam hostilizado passaram carregados pelo vendaval das paixões, consumindo-se nas alucinações que já os dominavam.

2 - CONSIDERANDO O MEDO

Coisa alguma se te afigure apavoradora.

A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria.

Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado.

Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental.

Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados.

O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação.

Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere.

O que se teme raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas.

O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos.

Um fato examinado sob a constrição do medo descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança.

A pessoa com medo agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também.

O medo pode ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real.

Necessário combatê-lo sistemática, continuamente.

Doenças, problemas, notícias, viagens, revoluções, o porvir, não os temas.

Nunca serão conforme supões.

Uma atitude calma ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge inesperadamente.

Não são piores umas enfermidades do que outras.

Todas fazem sofrer, especialmente quando se as teme e não se encoraja a recebê-las com elevada posição de confiança em Deus.

Os problemas constituem recursos de que a vida dispõe para selecionar os valores humanos e eleger os verdadeiros lutadores, discernindo-os dos falsos.

As notícias trazem informes que, sejam trágicos ou lenificadores, não modificam, senão a estrutura de uma realidade que se está a viver.

As viagens têm o seu fanal e recear acidentes, aguardá-los, exagerar providências, certamente não impedem que o homem seja bem ou malsucedido.

As revoluções e guerras que alcançam bons e maus estão em relação à violência do próprio homem que, vencido pelo egoísmo, explode em agressividade, graças aos sentimentos predominantes em a sua natureza animal.

Ninguém pode prever o imprevisto ou evadir-se à necessária conjuntura cármica para o acerto com as Leis Superiores da evolução.

Prudência, sim, é medida acautelatória e impostergável para se evitarem danos inecessários.

Afinal, em face do medo, deve-se considerar que o pior que pode suceder a alguém é advir a desencarnação. Se tal ocorrer, não há, ainda, por que temer, desde que morrer é viver.

O único cuidado que convém examinar diz respeito à situação interior de cada um perante a consciência, ao próximo, à Vida e a Deus.

Em face disso, ao invés do sistemático cultivo do medo, uma disposição de trabalho árduo e intimorato, confiança em Deus, a fim de enfrentar bem e utilmente toda e qualquer coisa, fato, ocorrência, desdita ...

Entrega-te ao fervor do bem e expulsa d'alma as artimanhas da inferioridade espiritual.

Faze luz íntima e os receios infundados baterão em retirada.

A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações, enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito.

Jesus, culminando a tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que nos acontece e ao de que necessitamos para atingir a glorificação interior.

3 - COMPANHEIROS PERIGOSOS

Indiferentes à gravidade dos problemas que perturbam o próximo, fazem-se solidários quando a pessoa está equivocada, tomando-lhe o partido.

- Não dê importância a quem o adverte -, conclamam, quando o outro está em compromisso negativo. - Seja superior -, arengam aos ouvidos de quem foi colhido pela circunstância infeliz que engendrou.

- Nada de pedir perdão -, arrematam ao interlocutor perturbado, que se ampara na sua frivolidade.

- Aproveite a vida. Somente se vive uma vez -, resmungam, conselheirais, como se dotados de toda a paciência.

Outras vezes, apresentam-se como privilegiados, com um sorriso bailando nos lábios, concitando à tolerância para com tudo, isto é, exatamente em referência às coisas que levam à abjeção moral.

Passam considerados como "boas pessoas", dotados de "excelentes valores" porque conseguem ocultar, no cinismo doentio de que são vítimas, os distúrbios morais e mentais em que se debatem.

Sabes, sem que ninguém te aplauda ou objurgue, quando acertas ou erras.

A palavra estimulante é de significação valiosa, indispensável mesmo. As expressões encomiásticas, todavia, alardeando qualidades que não possuis, trazem o bafio da loucura e levam ao desequilíbrio. Nesse sentido, a crítica de qualquer natureza, quando procedente, mesmo ácida, sempre merece consideração.

Pessoas apontam-te os teus erros quando estás ausente, censurando-te, não obstante refugiam-se na tua presença, elogiando-te.

Companheiros atiram os teus erros à tua face, em nome da lealdade, desanimando-te.

Agem erradamente. São perigosos, quão insensatos.

Reflexiona com calma em torno dos teus atos e ouve a consciência. Se persistires em dúvida quanto ao acerto desta ou daquela atitude, ora, consulta o Evangelho e ele te responderá irrefragavelmente com segurança, discrição gentil e nobre.

Se quiseres, entenderás a mensagem que dele dimana, compreendendo como deverás atuar de outra vez com retidão.

Nem todos possuem capacidade de discernimento para ajudar com acerto.

O conselho alheio é respeitável, mas não imprescindível.

Considera as opiniões, os arrazoados, os palpites dos teus amigos. Tem, porém, cuidado com aqueles que, embora aparentem amizade, são adversários perigosos disfarçados.

Por isso, em qualquer circunstância segue, consulta e ouve Jesus, que nunca erra, jamais abandona e ajuda sempre com amor.

4 - AGRESSIVIDADE

O agressor deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante, merece tratamento a agressividade, que procede do Espírito cujos germes o contaminam, em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e dominam.

Problema sério que exige cuidados especiais, a agressividade vem dominando cada vez maior número de vítimas que lhe caem inermes nas malhas constritoras.

Sem dúvida, fatores externos contribuem para distonias nervosas, promotoras de reações perturbantes, que geram, não raro, agressividade naqueles que, potencialmente, são violentos.

Acostumado à "lei da selva", o Espírito atribulado retorna à carne galvanizado pelas paixões que o laceram e de que não se deseja libertar, favorecendo facilmente que as reminiscências assomem ao consciente e se reincorporem à personalidade atual, degenerando nas trágicas manifestações da barbárie que ora aterram todas as criaturas.

A agressividade reponta desde os primeiros dias da vida infantil e deve ser disciplinada pela educação, na sua nobre finalidade de corrigir e criar hábitos salutares.

A pouco e pouco refreada, termina por ceder lugar às expressões superiores que constituem a natureza espiritual de todo homem.

O Espírito é constituído pelos feixes de emoções que lhe cabe sublimar ao império dos renascimentos proveitosos.

O que não corrija agora transforma-se em rude adversário a tocaiá-lo nas esquinas do futuro ...

O temperamento irascível, aqui estimulado, ressurge em violência infeliz adiante ...

O egoísmo vencido, o orgulho superado cedem lugar ao otimismo e à alegria de viver para sempre.

O agressivo torna-se vítima da própria agressividade, hoje ou posteriormente.

O organismo sobrecarregado pelas toxinas elaboradas arrebenta-se em crise de apoplexia fulminante.

A máquina fisiológica sacudida pelas ondas mentais de cólera, sucumbe, inevitavelmente, quando não desarranja a aparelhagem eletrônica em que se sustenta, dando início aos lances da loucura e das aberrações mentais.

Outrossim, gerando ódio em volta de si, o agressivo atrai outros violentos com os quais entra em choque, padecendo, por fim, as conseqüências das arbitrariedades a que se permite.

Não foi por outra razão que Jesus aconselhou a Simão, no momento grave da Sua prisão: "Embainha a tua espada, porque quem com ferro fere, com ferro será ferido."

Acautela-te e vence a agressividade, antes que ela te infelicite e despertes tardiamente. Só o amor vence todo o mal e nunca se deixa vencer.

5 - ANTE DISSENSÕES

Jamais faltarão dissensões enquanto o homem não se despoje dos sombrios andrajos do egoísmo e do orgulho.

Repontam em toda parte, desde que a criatura se permita arbitragem indevida, envolvendo-se nos problemas do próximo.

Semelhantes a escalracho infeliz, proliferam com celeridade e asfixiam as mais belas expressões de vida no jardim, anulando o esforço da ensementação da esperança e da alegria.

Sutilmente iniciam o contágio, qual ocorre com o morbo e outras variadas formas de contaminação, culminando por anular nobres esforços.

Quando surgem, já se encontram espalhadas. Sem dúvida, é câncer moral.

Indispensável vigiar-lhe a metástase no organismo social, de modo a preservar a comunidade em cujo corpo se instala, utilizando-se da dubiedade moral e das falhas do caráter em cujas células irrompe.

Policiar a palavra e refletir com segurança são terapêuticas valiosas para deter-lhe a proliferação.

Preservar-se pela oração, resguardando os ouvidos e o coração à sua insidiosa interferência são medidas preventivas de real valia.

Desde, porém, que se estabeleçam as redes dastricas e das informações malsãs, inútil envolver-se, tomando partido.

Salutar erguer-se pelo trabalho edificante às paisagens de luz, a fim de que, passada a tempestade da dissensão malévola, possam sobreviver nos seminários do bem as plântulas valiosas e os abençoados frutos de paz e realização.

Resguarda-te dos que promovem dissensões. Atormentados em si mesmos, comprazem-se, na alucinação que os aflige, em espalhar miasmas, quais cadáveres ao abandono, consumidos pela desarticulação que os vence.

Cerra os ouvidos diante deles e, embora escutando as suas instâncias, não irradies as malsãs informações.

Candidatas-te ao serviço e ao entendimento, não ao mister de usufruir, de desfrutar benefícios.

Se considerares que estás na Terra em reparação espiritual, recuperando o patrimônio malbaratado, submeter-te-ás facilmente à injunção deles, sem os sofreres, sem te magoares.

Tornados teus censores, transformados em teus fiscais, compreenderás que são teus benfeitores.

O trilho estreito que obriga a locomotiva à obediência salva-a de desastres lamentáveis.

O cautério que dói libera o corpo da enfermidade perniciosa.

A poda violenta obriga a seiva à renovação da vida no vegetal exaurido.

Assim a dor, as dificuldades.

Mesmo acossado, submetido à rigorosa constrição dos companheiros em agonia moral, que desconhecem a procedência do mal que os vitima, não dissintas.

Se não concordas, silencia e aguarda o tempo.

Se executares a tua parte corretamente, o valor do dever cumprido realçará o teu esforço.

Se não pretendes a glória do êxito no trabalho, não te preocuparás com a ausência do sucesso nas tuas realizações.

O triunfo de fora jamais sacia a sede de paz interior. Discordar, quiçá dialogar, apresentando opiniões e fraternalmente sugerindo, são atitudes relevantes que não podes desconsiderar nem delas te evadires. Dissentir, jamais.

O colégio galileu mantinha dificuldades entre os seus membros. Jesus, porém, como medida de perfeito equilíbrio, não se permitiu dominar ou ceder ante as murmurações, os distúrbios que assolavam nas paisagens morais dos companheiros desatentos.

Ajudava-os sem ferir, sem azorragar, sem incriminar.

Sabendo-os crianças espirituais, mantinha em relação a eles indulgência e abnegação, socorrendo-os sem termo.

Toma-O como teu exemplo e faze conforme Suas lições vivas te ensinaram.

Se, todavia, sentires a fragilidade dominando-te, reflete que aquele que sobrecarrega o irmão já cansado, censurando-o ou malsinando-o, faz-se responsável pela sua desídia como pela sua queda.

Envolve-te, em qualquer situação e lugar onde medrem dissensões -, nestes tormentosos dias de paixões generalizadas e ácidas agressões verbalístas -, na lã do Cordeiro de Deus e faze o teu caminho pavimentado com a humildade e a renúncia, lobrigando, assim, alcançar as cumeadas da montanha de redenção, onde fruirás a paz da consciência tranqüila e a alegria do dever cumprido.

6 - ELES VIVEM

Sim, com a morte orgânica ocorre uma desagregação de moléculas que prosseguem em transformação. Não, porém, o aniquilamento da vida.

Desintegra-se a forma, todavia não se dilui a essência. A modificação que se opera no mundo corporal produz o desaparecimento físico, sem embargo permanecem os liames da afetividade, as evocações queridas, as ocorrências do quotidiano alimentadas pela vida do Espírito imortal, que se emancipou das limitações carnais, sobrevivendo às contingências do desgaste inevitável, que se finou na disjunção material transitória.

Triunfa a vida sempre sobre a extinção do corpo.

A porta do túmulo que se fecha para determinadas expressões abre-se, em triunfo, para outras realizações da Vida.

O encerramento de uma existência humana, no cometimento da morte, equivaleria a lamentável falha da Organização da Vida ...

O princípio que agrega as células e as organiza para o ministério da investidura humana, com o desconectar das engrenagens pelas quais se manifesta, prossegue em incessante curso de aprimoramento e ascensão, na busca da felicidade a que está destinado.

Em face da ocorrência da morte que te visita o lar, não te permitas a surpresa insensata, que se transforma em alucinação e rebeldia.

Desde logo conjectura com segurança em torno desse fatalismo biológico, que é a morte do corpo, armando-te com os esclarecimentos com que interpretarás os possíveis enigmas em torno do pós-desencarnação.

Se ainda não foste visitado pela esta rude aflição, não creias que serás poupado, vivendo em clima de ilusória exceção.

Se, todavia, já sorves o travo da saudade e resguardas as feridas, ainda em dores produzidas pela partida dos seres amados, retifica conceituações e reformula observações.

Não penses em termos finalistas.

Examina a majestade da vida em toda parte e faze paralelos otimistas.

Teus amores não se acabaram, transferiram-se de hábitat e prosseguem vivendo.

Ouvem os teus pensamentos, sentem as tuas aspirações, sofrem as tuas revoltas, fruem as tuas esperanças, amam-te ...

Se os amaste, realmente, não recalcitres em razão da sua partida para outras dimensões da existência.

Sê-lhes grato pelas horas ditosas que te concederam, pelos sorrisos que musicaram o lar da tua alma, e, em nome deles, esparze a dádiva da alegria com outros seres tão sofridos ou mais amargurados do que tu mesmo, preparando-te, a teu turno, para o reencontro, oportunamente.

O silêncio da sepultura é pobreza dos sentidos físicos que não conseguem alcançar mais sutis percepções ....

Pensa nos teus finados com carinho e dialogarás com eles, senti-los-ás e vibrarás ante a cariciosa presença com que te vêm diminuir a pungente dor da saudade.

... E não raro, quando parcialmente desprendido pelo sono, reencontrá-los-ás, esperando-te que estão nas ditosas paisagens do mundo a que fazem jus e onde habitarás, também, mais tarde ...

Se, todavia, não conseguires o medicamento da esperança na hora grave da angústia, ora. Deixa-te arrastar pelas vibrações sublimes da prece de que sairás lenificado e confiante para concluíres a própria jornada, lobrigando a libertação a que aspiras em forma de plenitude junto aos que amas e te esperam na Vida Verdadeira.

Joanna de Ângelis

CALAMIDADES