EVANGELHO  E  ALEGRIA

  

Espírito:   EMMANUEL.

 

     Grande injustiça comete quem afirma encontrar no Evangelho a religião da tristeza e da amargura.

     Indubitavelmente, o sacerdócio muita vez impregnou o horizonte cristão de nuvens sombrias, com certas etiquetas do culto exterior, mas o Cristianismo, em sua essência, é a revelação da profunda alegria do Céu entre as sombras da Terra.

     A vinda do Mestre é precedida pela visitação dos anjos.

     Maria, jubilosa, conversa com um mensageiro divino que a esclarece sobre a chegada do Embaixador Celestial.

     Nasce Jesus na manjedoura humilde, que se deslumbra ao clarão de inesperada estrela.

     Tratadores rústicos são chamados por um emissário espiritual, repentinamente materializado à frente deles, declarando-se portador de “notícias de grande alegria” para todo o povo. No mesmo instante, vozes cristalinas entoam cânticos na Altura, glorificando o Criador e exaltando a paz e a boa vontade entre os homens.

     Começa a reinar o contentamento e a esperança...

     Mais tarde, o Mestre inicia o seu apostolado numa festa nupcial, assinalando os júbilos da família.

     Como que percebendo limitação e estreiteza em qualquer templo de pedra para a sua palavra no mundo, o Senhor principia as suas pregações à beira do lago, em pleno santuário da natureza. Flores e pássaros, luz e perfume representam a moldura de sua doutrinação.

     Multidões ouvem-lhe a voz balsamizante.

     Doentes e aleijados tocam-se de infinitas consolações.

     Pobres e aflitos entrevêem novos horizontes no futuro.

     Mulheres e crianças acompanham-no, alegremente.

     O Sermão da Montanha é o hino das bem-aventuranças, suprimindo a aflição e o desespero.

     Por onde passa o Divino Amigo, estabelece-se o contentamento contagiante.

     Em pleno campo, multiplica-se o pão destinado aos famintos.

     O tratamento dispensado pelo Mestre aos sofredores, considerados inúteis ou desprezíveis, cria novos padrões de confiança no mundo.

     Desdobra-se o apostolado a Boa Nova, no clima da alegria perfeita.

     Cada criatura que registra as notas consoladoras do Evangelho começa a contemplas o mundo e a vida, através de prisma diferente.

     Surge-lhe a Terra por bendita escola de preparação espiritual, com serviço santificante para todos.

     Cada enfermo que se refaz para a saúde é veículo de bom ânimo para a comunidade inteira.

     Cada sofredor que se reconforta constitui edificação moral para a turba imensa.

     Madalena, que se engrandece no amor, é a beleza que renasce eterna, e Lázaro, que se ergue do sepulcro, é a vida triunfante que ressurge imortal.

     E, ainda, do suor sangrento das lágrimas da cruz, o Senhor faz que flua o manancial da vida vitoriosa para o mundo inteiro, com o sol da ressurreição a irradiar-se para a Humanidade, sustentando-lhe o crescimento espiritual na direção dos séculos sem fim.

 

LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

Digitado por: Lúcia Aydir – SP/08/2005.