DIANTE  DOS  HOMENS

Emmanuel

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras,

as quais Deus, de antemão, preparou para que andássemos nelas.

– Paulo  (Efésios, 2:10)

 

  Não te deixes dominar pelo derrotismo acerca da natureza humana.

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  Nem sempre as ações isoladas de um indivíduo são as melhores que se devem esperar dele, mas o homem, visto no conjunto da Humanidade, é um ser dotado de todos os recursos virtuais dos entes superiores em trânsito para a angelitude.

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  O criador não ergueria a criatura para insuflar-lhe maldição.

  Todos os filhos de Deus são potencialmente bons e encerram em si as sementes da grandeza moral a que se destinam.

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  O pessimismo possivelmente objetará que, em contraposição às nossas afirmativas, encontramos a presença dos homens nas guerras que envilecem nações, nos vários sistemas de cativeiro que ainda rebaixam a espécie humana, nos cadastros policiais que patenteiam a criminalidade existente no mundo e nos vícios que corrompem coletividades inteiras.

  Conhecemos tudo isso e a isso nós todos nos referimos nos estudos que vamos realizando em torno de nossa própria natureza, mas, de quando em quando, é justo refletir no exemplo daqueles que nos deram a certeza de que nascemos no Universo para complementar os mais altos Propósitos Divinos.

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  Pensemos em nós, espíritos em reajuste perante a Lei, como sendo talvez muitos dos tiranos que censuramos nas galerias da História e meditemos na abnegação e no heroísmo de quantos nos legaram tudo de bom que hoje possuímos.

  Voltemo-nos para eles, os nossos benfeitores que nos proporcionaram o melhor nas leis, nos costumes, edificações e ideais que nos motivam a evolução no Planeta.

  E, perante os irmãos que se afeiçoam ao pessimismo, malsinando-nos as instituições de socorro espiritual, como sejam as religiões e os princípios de elevação do caráter, perguntemos sinceramente a nós mesmos: se ainda nos achamos extremamente imperfeitos, com o auxílio incessante das ciências da alma, que seria de nós sem elas?

 

Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Bênção de Paz"