ANTONIO  ALCINDO  RIBEIRO

 

Antoninho, como é carinhosamente conhecido por seus familiares e amigos, era um jovem estudante de 16 anos repleto de entusiasmo pela vida e pelas atividades características de sua idade. Há tempos alugava motocicletas, contrariando seus pais e, por insistência sua, finalmente conseguiu uma. Sua família planejava uma viagem a Portugal para o dia 15 de dezembro. Porém, no dia 03, ao dirigir-se ao Salão do automóvel, em São Paulo, sofreu um acidente em sua moto.

Por estar sem o capacete, que havia emprestado a um amigo que participaria de uma corrida, feriu gravemente a cabeça. Seus companheiros socorreram-no prontamente (era um grupo de 25 rapazes), levando-o para um Hospital.

Vários dias de internação seguiram-se e, no dia 24, pediu em oração que, se fosse para continuar neste mundo com seu corpo aleijado, que partisse.  No dia seguinte, dia de Natal, exatamente às 6 da tarde, 24 horas após sua oração, ele se foi.

Antoninho enviou sua primeira mensagem por Chico Xavier e sua família, desde então, já recebeu por volta de 20 comunicações, algumas delas através de outros médiuns.

Dona Carminda, sua mãe, estava em profundo sofrimento, sem vontade de viver.

Ela diz:

“Após a mensagem, tudo mudou, posso continuar a viver. O relacionamento em nosso ambiente doméstico mudou e meu marido dá todo o apoio de que necessito.”

Dona Carminda passou a dar assistência ao Lar da Caridade, ex-Hospital do Pênfigo Foliáceo de Uberaba, dirigido pela Fundação Maria Aparecida Conceição Ferreira, e outras instituições.

 

Carminda dos Santos Ribeiro

 

Esclarecimentos sobre o texto da mensagem:

Pais: Carminda dos Santos Ribeiro e Francisco Preto Ribeiro.

Irmãs: Maria Antonia dos Santos Ribeiro e Rita de Cássia Ribeiro.

Sobrinho: André Ribeiro Antunes, filho de Maria Antonia.

 

“Querida mãezinha Carminda e meu querido pai, reúno os dois em meus braços para sentir-lhes o carinho de sempre.

Mãezinha, o Natal está povoado para nós de lembranças amargas e luminosas. Esqueçamos as amarguras que se relacionam com a minha repentina separação, à vista do acidente inevitável, e conservemos as recordações luminosas que são as de Nosso Senhor Jesus Cristo, sob cuja bondade temos vivido e viveremos sempre.

Mãezinha Carminda, não se entristeça se lhe disser que as mães são as vigas mestras do instituto da família. Pense em meu querido pai, como sendo o nosso tesouro de energias.

Do papai, temos a iniciativa, a dedicação, o trabalho constante, as contas pagas, os constrangimentos das compras em benefícios de todos em nossa casa.

Quando essa ou aquela crise aparece, quem surge em nossa lembrança, por interventor da normalidade é o papai; se alguém adoece, quem consultamos antes do médico sobre conveniências e despesas é ainda o papa; se sucede algum acontecimento desagradável, para sanar-lhe as conseqüências, o primeiro a receber o impacto das notícias inesperadas e difíceis é sempre o papa, se nos dispomos a visitar os parentes no exterior, para solucionar os problemas da viagem é o papai quem surge a nossa frente a fim de ensinar-nos o melhor caminho para o controle das situações e dos gastos...

Querida mãezinha Carminda, não podemos esquecer a providencial autoridade de um homem assim, sempre atencioso e diligente para que se faça o melhor para nós.

Peço-lhe imaginar o seu Antoninho na pessoa dele.

Se ele encontra alguma demora para voltar à casa, nada reclame, se ele aparecer triste ou irritado, nada perguntemos, se ele precisa de tempo para entendimentos com amigos e cliente,s deixemo-lo agir como é preciso.

Meu pai! Palavras tão bemas minha mãe, que eu pronuncio com afetuoso respeito.

De nada nos queixemos. O papai promove todos os recursos para que não nos falte o necessário e o extra-necessário.

Não será justo que o seu carinho de mãe e de esposa se digne a prestar-lhe maior confiança?

Perdoe-me se lhe falo assim, mas tenho imenso amor aos dois e não poderia ocultar este meu propósito de cooperar para que a nossa felicidade prossiga inalterável. Fique tranqüila e confiemos em Jesus.”

Antoninho.

Antonio Alcindo Ribeiro

 

Fonte: Livro “Esperança e Alegria” - Psicografia – Francisco C. Xavier - Autores Diversos