VARIAÇÕES  DA  CARIDADE

Emmanuel

    

Caridade que anuncia os próprios méritos é serviço ameaçado pela vaidade.

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Caridade que auxilia para furtar-se às obrigações do trabalho é inclinação à preguiça.

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Caridade que se expressa para dominar o pensamento e a conduta dos outros é tirania de espírito.

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Caridade que ampara com o objetivo de mostrar-se superior é fruto isolado em espinheiro do orgulho.

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Caridade que pede remuneração é fonte poluída pelo fel da exigência.

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Caridade que dá para receber é bondade com propósitos subalternos.

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Caridade limitada aos familiares e amigos é tisnada de paixão.

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Caridade que socorre e não perdoa é uma porta de ouro para a introdução à crueldade.

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Caridade com repetidas lamentações é caminho para o desânimo.

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Caridade que beneficia desesperando é inquietação e impaciência.

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A caridade legítima jamais aparece concorrendo aos tributos da gratidão, nunca reclama, não se ensoberbece, não persegue, não se lastima, não odeia e nunca desencoraja a ninguém.

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Se desejamos caminhar em companhia da divina virtude, cultivemo-la, em silêncio, no coração, à maneira do Herói do Amor Infinito que, para revelar-nos a caridade pura, entregou-se, confiante, à Vontade de Deus, pela morte na cruz.

 

(De “Indulgência”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)