ENGENHO  DIVINO

Emmanuel

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons,

todo o teu corpo terá luz.  JESUS - MATEUS. 6: 22.

 

“Sereis porventura, mais perfeitos se,martirizando o vosso corpo, não vos tornardes menos

egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição

não está nisso, está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito.”Cap. 17;11.

 

         Guardas a impressão de que resides, de modo exclusivo, na cidade ou no campo , e na essência, moras no corpo.

         As máquinas modernas asseguram facilidades enormes.

         Valeriam muito pouco sem o concurso das mãos.

         Palácios voadores alçam-te às alturas.

         Na experiência cotidiana, equilibras-te nos pés.

         Os grandes telescópios são maravilhas do mundo.

         Não teriam qualquer significação sem os olhos.

         A música é cântico do Universo.

         Passaria ignorada sem os ouvidos.

*

         Imperioso saibas que manejas o corpo, na condição de engenho divino que a vida te empresta, instrumento indispensável à tua permanência na estância terrestre.

         Não te enganes com o esmero de superfície.

         Que dizer do motorista que primasse por exibir um carro admirável na apresentação, sentando-se alcoolizado ao volante?

*

         Estimas a higiene.

         Sabes fugir do empanzinamento com quitutes desnecessários.

         Justo igualmente eliminar o lixo moral de qualquer manifestação que nos exteriorize a individualidade e evitar a congestão emocional pela carga excessiva de anseios inadequados.

         A vida orgânica é baseada na célula e cada célula é um centro de energia. Todo arrastamento da alma a estados de cólera, ressentimento,desanimo ou irritação equivale a crises de cúpula, ocasionando desarranjo e desastre em forma de doença e desequilíbrio na comunidade celular.

         Dirige teu corpo com serenidade e bom-senso.

         Compenetra-te de que, embora a ciência consiga tratá-lo, reconstruí–lo, reanimado, enobrecê-lo e até mesmo substituir-lhe determinados implementos, ninguém, na Terra, encontra corpo novo para comprar.

 

 

Extraído do Livro da Esperança. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.