JULGAMENTO  MENOR

Emmanuel

 

     

  Não olvides que, antes do Julgamento Maior, que vergasta o corpo das civilizações, alterando, muita vez, a golpes de sangue e lágrimas, o destino das nações e dos povos, usufruímos todos, pela Misericórdia Divina, o privilégio do Julgamento Menor, a cujas decisões nos expomos todos os dias.

          Referimo-nos ao renascimento na vida física, coma a prerrogativa de recapitular e reaprender.

          Aí dentro, nos círculos da reencarnação, encontramo-nos, de novo, à frente da lição, no reajuste dos próprios erros.

          Nosso berço, no Plano Físico, por isso mesmo, na maioria das circunstâncias, surge no campo de nossos adversários, para que venhamos a reencontrar nos elos consangüíneos os nossos credores do pretérito para a quitação das dívidas que nos ensombram a consciência.

          Nessa fase de trabalho, a Terra, com o corpo que nos detém, toma feição de tribunal, em cujas celas somos provisoriamente detidos para criar atenuantes às nossas culpas, quando não possamos extingui-las de todo, a preço de abnegação e sacrifício.

 

 

Do livro Nascer e Renascer -  Psicografia de Francisco Cândido Xavier