APRENDER  E  RETIFICAR

Emmanuel

 

          Não há experiência sem preço.

          Tudo na vida corresponde a certo resultado.

          Por isso mesmo, conhecemos no mundo o verbo aprender e o verbo retificar.

          A escolha determina o trabalho.

          O trabalho mede as qualidades de espírito.

          Um homem demandará um diploma universitário que lhe confira direito ao exercício nessa ou naquela profissão liberal.

          Com semelhante desígnio, porém, não atinge a meta à custa da expectação e votos ardentes.

          O programa a concretizar-se requer estudo, com larga despesa de atividade e atenção.

          Anos a fio são gastos naturalmente em disciplina, até que a láurea lhe consagre a tarefa.

É isso verdadeiramente aprender.

          Mas, se o profissional abusa do título conquistado para ferir os outros, é justo assuma compromissos perante a vida que somente o labor da expiação conseguirá redimir. Temos aqui o reajuste em ação, compelindo a criatura a genuíno retificar.

          Diante do sofrimento é imperioso esquecer a antiga noção do crime e castigo, porquanto a evolução não aparece na calha da gratuidade.

          Refazimento é reequilibrio.

          Toda educação pede renúncia e todo aprimoramento roga serviço.

          A paz verdadeira nunca foi prêmio à ociosidade.

          Todas as grandes realizações clamam por grandes lutas.

          Em razão disso, se é certo que ressarciremos com mais trabalho os benefícios da vida de que estejamos abusando, é preciso saibamos escolher, com determinação e firmeza, o caminho do esforço máximo na exaltação do bem, a fim de que sejamos considerados, perante a Lei, na condição de operários fiéis ao salário da Eterna Luz.

 

 

Do livro Nascer e Renascer -  Psicografia de Francisco Cândido Xavier