BUSQUEMOS  MAIS  LUZ

Emmanuel

 

          Homem algum possui consigo recurso bastante para redimir o mundo, mas todos guardamos possibilidades suficientes para a regeneraçăo de nós mesmos.

          Năo te esqueças da hora que passa, convocando-te às construçőes do espírito.

          O patrimônio real de cada um é aquele que se constitui de nossas próprias obras.

          E tudo aquilo que nos rodeia, quando nos achamos na encarnação terrestre, seja riqueza ou indigência, dor ou felicidade, plenitude ou escassez, no círculo das circunstâncias a que o renascimento nos arroja, não passa de material dedático, objetivando-nos a educação para a vida imperecível.

                   Não te descures do tempo, a força aparentemente inerte suscetível de oferecer-nos os meios necessários à ação edificante.

          Com os dias, algo produzimos.

          Enquanto o lavrador diligente prepara colheitas de prosperidade e alegria, aquele outro que cruza os braços, à frente do arado, forma cristalizações de indiferença que o inclinam à penúria.

          Enquanto o aprendiz da sabedoria avança diante, traçando sendas de acesso ao Infinito, o estudante vadio coagula com as sombras, ao redor do degrau em que a vida o situa, demorando-se na estagnação.

          Resguarda o próprio corpo, por abençoado instrumento de elevação.

          Através dele, se queres, é possível amealhar os valores da espiritualidade, alcançar a paz íntima, recolher as bênçãos do Céu e refletir a Divina Vontade, enriquecendo-te, cada vez mais, pela extenção crescente das próprias faculdades, na compreensão do próprio caminho.

          Busquemos mais luz.

          Quando o Mestre recomendou  nos fizéssemos crianças, perante a Lei, não se propunha reter-nos na ingenuidade ou na incultura. Procurava criar em nós o estado imprecindível de receptividade, à frente da vida, a fim de reajustarmos os fios de nossos ideais, sobre os alicerces da verdadeira sublimação.

 

 

Do livro Nascer e Renascer -  Psicografia de Francisco Cândido Xavier