CULPA,  CARIDADE  E  LIVRE  ARBÍTRIO

 

Emmanuel

 

A culpa é descida, mas a caridade é soerguimento.

 

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Pelo erro no mal, enreda-se o homem no labirinto da dor.

Pelo esforço no bem, liberta-se para a vitória a que se destina.

 

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Enganando-se nas teias da ilusão em que transita na Terra, arroja-se a alma a fundos despenhadeiros de sombras; todavia, descerrando os próprios olhos à verdade e buscando-a pelo plantio do amor, acende nova luz em si mesma, estruturando novos caminhos.

 

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Subsiste a expiação, enquanto perdura o prejuízo às leis que nos regem e abrem-se vastos horizontes de paz ao Espírito que luta em si mesmo, tão logo se consagre ao trabalho do próprio aperfeiçoamento.

 

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Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos achamos ninguém existe sem débitos a resgatar.

 

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Todos temos peregrinado na senda escura do remorso, após haver desencadeado sobre nos mesmos à longa série de causas aflitivas a que, imprevidentes, nos imantamos.

 

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Não passamos, por agora, de almas em reajuste, na oficina das provas, após o desastre de nossas deliberações infelizes.

 

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A culpa, por enquanto, é fantasma interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob as mais variadas formas.

 

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Da defecção diante do Cristo, todos partilhamos em nossas experiências, mas pela caridade bem vivida, que dá de si sem pensar em si, que se sacrifica e ampara, que tudo suporta, entende, auxilia e espera, poderemos lavar o tecido sutil de nossa alma, recuperando-nos as forças para aprendermos a servir sempre.

Para isso, porém, é preciso saibamos usar a vontade.

Somos senhores na resolução e escravos nas consequências.

 

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Compreendamo-nos, mutuamente, e amemo-nos, mobilizando o nosso livre arbítrio na criação do futuro melhor.

 

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Todos trazemos na intimidade do próprio ser a nossa dor, a nossa aflição, a nossa prova ou o nosso problema...

E estendendo braços fraternos, uns aos outros, perceberemos que só o amor bem dividido pode multiplicar a felicidade.

 

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Não nos detenhamos na culpa.

 

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Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos ser-nos-á então possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.

 

 

Livro “Nós” – Psicografia: Francisco Candido Xavier.

Digitado Por: Lúcia Aydir.