PERANTE  O  DINHEIRO

 

Emmanuel

 

Não condenem o dinheiro que te incentiva os passos na evolução.

 

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Qual acontece à eletricidade ou à força explosiva, o ouro não é bom nem mau em si mesmo, dependendo os seus efeitos da aplicação que lhe conferimos.

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Com o homem e com o dinheiro, o Senhor levanta a civilização às culminâncias da luz, mas o homem, às vezes, com desenfreada ambição senhoreia o dinheiro que é fazenda do Senhor e estende o calamitoso poder da sombra, através das guerras que lhe flagelam a vida.

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Com o homem e com o dinheiro, o Senhor conduz as nações ao santuário da ciência, emprestando-lhes os talentos da cultura e da arte, mas o homem, geralmente mestre da vaidade, domina o dinheiro que é patrimônio do Senhor e enlameia o caminho da comunidade com as trevas do desequilíbrio e da insensatez.

 

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Com o homem e com o dinheiro constrói o Senhor para a Humanidade, o refúgio doméstico, mas, em muitos lances da vida, o homem com o egoísmo absorve o dinheiro que é propriedade do Senhor e convertem o lar em trincheira de ominosas paixões que extravasam em fogueiras de perturbação e ódio.

 

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Com o homem e com o dinheiro ergue o Senhor o templo da justiça, na Terra, mas o homem, com maldade calculada; aprisiona o dinheiro que pertence ao Senhor e com ele fabrica o fel da venalidade com que aniquila a existência dos semelhantes.

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Não há maldição no ouro da Terra que é sangue do trabalho e baluarte do progresso, no aperfeiçoamento do mundo, mas sim em nós mesmos quando nos algemamos ao desregramento da ignorância e da delinquência, escravizando-o à nossa inferioridade e às nossas paixões, para adubar com ele as raízes do mal.

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Grandes; ser-te-á no mundo, repartindo as sobras da mesa e os recursos da bolsa, em favor daqueles que te partilham a marcha humana, no entanto, serás bem-aventurado pela palabra consoladora com que operes a ressurreição das esperanças semimortas.

 

Livro “Nós” – Psicografia: Francisco Candido Xavier.

Digitado Por: Lúcia Aydir.