SIMPLIFICA

 

Emmanuel

 

Se desejares a bênção da paz, simplifica a própria vida para que a tranquilidade te favoreça.

 

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Muitos recorrem ao auxílio dos outros, esquecendo a necessidade do auxílio a si mesmos.

Encarcera-se no cipoal das preocupações sem proveito, adquirindo compromissos que lhes prejudicam a senda e acabam suplicando o socorro da caridade, quando, mais avisados, poderiam entesourar amplos recursos para a assistência generosa aos mais desfavorecidos do mundo, empregando o talento das horas nas mais ricas sementeiras de simpatia.

 

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É que se extraviam nas ambições desregradas, buscando para si próprios os grilhões do sofrimento ou afixando aos ombros frágeis pesados fardos, difíceis de suportar.

 

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Não se contenta em viver com segurança o dia que o Senhor lhes concede.

Preferem lamentar por antecipação as tempestades prováveis do amanhã remoto que, talvez, jamais sobrevenham.

Não se conformam com o pão abençoado de hoje.

Reclamam celeiro farto para longo tempo, à frente da vida, ignorando as alterações e provas que os espreitam.

 

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Não se alegram com o agasalho valioso de agora.

Exigem guarda-roupa repleto e variado de que provavelmente não mais se utilizarão, enquanto companheiros da jornada, enquanto companheiros da jornada humana exibem a pele desnuda e fria.

Não se resignam a possuir o dinheiro prestimoso que lhes soluciona os problemas da hora em curso.

Suspiram pela caderneta de banco, dominadora e invejável, que lhes marque o nome com a melhor expressão financeira, não obstante a penúria que, muitas vezes, magoa o lar alheio.

 

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Aprende a viver o mínimo que Deus te empresta no corpo físico, amealhando a luz do conhecimento nobre e fazendo aos outros o bem que possas.

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Auxilia, perdoa, trabalha, ama e serve, gastando sensatamente os recursos que o Céu te situou no caminho e nas mãos, como quem sabe que a Contabilidade Divina a todos nos procura no grave instante do acerto justo.

 

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E, simplificando as próprias experiências, reconhecer-te-ás mais leve e mais feliz, habilitando-te, por fim, à libertação espiritual que, infalivelmente, convocar-te-á, hoje ou amanhã, para o regresso à Vida Maior.

 

Livro “Nós” – Psicografia: Francisco Candido Xavier.

Digitado Por: Lúcia Aydir.