APELO  DE  AMIGO

André Luiz

 Não se deprecie.

Não diga que você não merece a bênção de Deus.

Atendamos à realidade.

Se a Divina Providência não confiasse em você, não teria você em mãos tarefas importantes quanto estas:

uma criatura querida a proteger;

alguém a instruir;

uma casa a sustentar;

um doente para assistir;

uma profissão a exercer;

esse ou aquele encargo, mesmo dos mais simples;

algum ensinamento a compor;

essa ou aquela atividade de auxílio aos semelhantes;

algum trato de terra a cultivar;

determinada máquina para conduzir.

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Se a sabedoria da Vida nada esperasse de você não lhe teria dado tantos recursos, quais sejam:

a inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;

a noção do bem e do mal;

as janelas dos cinco sentidos;

a capacidade mental cujas manifestações você pode aprimorar ao infinito, empregando o esforço próprio;

a visão do corpo e da alma com que você realiza prodígios de observação e de análise;

a palavra, que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores possibilidades de renovar o próprio destino;

a audição com que recolhe mensagens de todos os setores da existência tão só pelo registro de sons diferentes;

as mãos que lhe complementam os braços, expressando-se por antenas hábeis de serviço;

as faculdades genésicas que, iluminadas pelo amor e dirigidas pelo senso de responsabilidade, lhe conferem poderes incomparáveis de criatividade nos domínios do corpo e do espírito;

os pés que transportam você, atendendo-lhe a vontade.

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Se você detêm maiores áreas de ação ou usufrui vantagens mais amplas, no que se reporta aos encargos e benefícios aqui relacionados, então você já obteve significativas promoções nos quadros da vida.

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Quanto a imperfeições ou deficiências que ainda nos marquem, convém assinalar que estamos em evolução na Terra, sem sermos espíritos perfeitos

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Reflitamos nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos, estamos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.

De “Respostas da Vida”, de Francisco Cândido Xavier