.3 - AMOR-PRÓPRIO

O "amor-próprio, o "brio", o "caráter", a "honra", são atitudes que a sociedade humana reclama da personalidade; como proceder em tal caso, quando os fatos colidem com os nossos conhecimentos evangélicos?

- O círculo social exige semelhantes atitudes da personalidade e, contudo essa mesma sociedade ainda não soube entendê-las, senão pela pauta das suas convenções, quando o AMOR-PRÓPRIO, o brio o caráter e a honra deveriam ser traços do aperfeiçoamento espiritual e nunca demonstrações de egoísmo, de vaidade e orgulho, quais se manifestam, comumente na Terra.

Quando o homem se cristianizar, compreendendo essas posições morais no seu derradeiro prisma, não mais se verificará qualquer colisão entre os acontecimentos da existência comum e os seus conhecimentos do Evangelho, porquanto o seu esforço será sempre o da cooperação sincera a favor do reerguimento e da elevação espiritual dos semelhantes.

Emmanuel

Por que vês tu, pois, o argueiro no olho de teu irmão, e não vês a trave no teu olho? (Mt., 7:3)

Um dos caprichos da Humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio. Por que condenar nos outros o que desculpamos em nós? Antes de criticar alguém, consideremos se a própria reprovação não nos pode ser aplicada. Quando criticais, que dedução se pode tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais que o culpado (ESE, Cap. X item 16). Se nos julgamos superiores àquele que criticamos é porque ainda somos movidos pelo orgulho, pelo AMOR-PRÓPRIO.

Eis no fundo o móvel de nossas palavras. Comprazemo-nos na eventual supremacia de nossas qualidades, satisfazemo-nos com o capricho do EU SUPERIOR. Ao invés de uma postura espiritualizada que visa o bem sincero do próximo, estamos antes satisfazendo o nosso próprio ego. O homem autêntico se ama é e não como gostaria de ser visto. É isso que distingue o amor a si do AMOR-PRÓPRIO.

AMOR PRÓPRIO
O AMOR-PRÓPRIO
QUEM SOUBESSE