A VOLTA DE JESUS

Jerusalém estava em silêncio.

O macabro espetáculo do Gólgota lançara grandes interrogações no ar.

A multidão, que horas antes havia-se deixado levar pela fúria cega, agora se perguntava sobre o possível assassinato de um justo. Os discípulos, ainda sob forte impacto, ignoravam que rumo tomar.

O tempo, porém, viria demonstrar que nada estava perdido. Poucos dias depois de levado ao sepulcro, Ele reaparece, evidenciando a vitória do espírito imortal.

Tem encontros memoráveis com seus seguidores.

Próximo aJerusalém, na estrada que leva a Emaús, mantém interessante diálogo com dois viandantes.

Às margens do Mar da Galiléia, participa de fraterna reunião com os discípulos amados.

Depois, ainda por algum tempo, permanece com os aprendizes da Boa Nova, demonstrando que não havia se extinguido, nem seus ensinamentos deveriam ser interrompidos.

A volta de Jesus depois do episódio da cruz viria mostrar, ainda, a insignificância do poder temporal dos homens.

A sanha assassina de Anás e Caifás não conseguiu cessar a marcha do Cristianismo.

A covardia de Pôncio Pilatos não interrompeu o vôo da grande mensagem.

A invigilância terrível de Judas não impediu que o Evangelho prosseguisse, atingindo seus objetivos libertadores.

Hoje, o Espiritismo revive no mundo as palavras do Mestre descrucificado.

Ele reaparece às multidões, conclamando à vitória do bem sobre o mal.

Como na antiga Galiléia, sigamo-lo, a fim de que a vida que Ele nos ensinou a viver seja a fonte de nossa paz e o caminho para a definitiva libertação.

Servílio Marrone