COMO OVELHAS ENTRE LOBOS

Ainda distanciada dos ideais elevados, a humanidade segue hoje entre conflitos de toda ordem.

Por não haver aceitado a mensagem do amor, o homem colhe agora o impositivo da dor, como efeito natural dos seus atos de rebeldia ante as leis superiores.

Entre as expiações que atualmente se abatem sobre as criaturas, não podemos esquecer o flagelo da obsessão. Mentes em litígio voltam a se encontrar no campo das vibrações espirituais, fazendo com que vítimas e algozes se digladiem numa peleja que infelicita a ambos.

Nessa arena de lágrimas, muitas vezes os tarefeiros do amor se converterão em objeto de perseguição dos adversários da luz. Daí a necessidade de constante equilíbrio e do pensamento elevado, a fim de que os dardos desferidos não comprometam nem abalem as estruturas do servidor.

A Doutrina Espírita oferece a metodologia ideal para o tratamento das obsessões, mas não dispensa os trabalhadores do preparo constante, por meio da vigilância no campo mental e comportamental, bem como da prece sincera, capaz de criar a psicosfera superior para os tornar inacessíveis aos golpes das sombras.

Constitui ainda importante elemento de defesa a ação no bem, através da caridade operante.

Só assim os cooperadores do Cristo estarão aptos a transitar pelo "vale de dores", em missão de socorro às vítimas da obsessão.

Recordemos que Jesus não nos prometeu vantagens especiais na tarefa do bem no mundo. Antes, nos advertiu de que seríamos como ovelhas mansas entre lobos traiçoeiros.

Conscientes do dever que nos compete, entreguemo-nos à tarefa, sem medo e com amor, confiantes no amparo do Mais Alto, que nos sustenta hoje, assim como ontem e sempre.

Bezerra de Menezes