CRISTO E CÉSAR

As injunções dos relacionamentos humanos operam contínuas transformações nas paisagens íntimas da criatura, nem sempre saudáveis.

As constituições de ordem sócio-econômica produzem estados emocionais variados, raramente salutares.

As comunicações massificadoras revolvem os clichês mentais, e fixam painéis dificilmente edificantes.

O aturdimento humano, na atualidade, é inegável.

O predomínio dos títulos de César faz-se inexorável, conspirando contra a positiva alternativa dos valores apresentados por Cristo, a respeito de Deus.

Desertam companheiros das lides edificantes, a cada momento, permutando a simplicidade que dá paz pelos atavios que embaraçam.

Emocionalmente, a princípio, para depois fisicamente completar a distância, medra o desinteresse pela fé renovadora em muitos discípulos honestos e bem intencionados da Doutrina Espírita, vencidos pelos vapores tóxicos da psicosfera negativa onde se vêem obrigados a movimentar-se, na azáfama do dia-a-dia.

Lamentando o tempo, que passa rápido, diversos aprendizes do Evangelho se transferem para os campos das sensações e emoções mais fortes, perecendo extenuados pelo desequilíbrio e arrojando-se nos cipoais das ásperas aflições futuras.

Ação praticada, retorno difícil à posição antiga.

É urgente que faças uma revisão de conceitos e, quiçá, de atitudes.

Não te fascines pela ilusão, nem te atormentes sem necessidade.

Recupera-te, restaurando a tua paz.

Do que vale conquistar o mundo e perder-se?

Cristo e César prosseguem em litígio, no foro íntimo de cada ser.

Já conheces os resultados das induções e situações do mundo com César.

Não desperdices a oportunidade de viver o estágio espiritual com Jesus, desde hoje.

Joanna de Ângelis