A JANGADA DA MORTE

1 - PREFÁCIO

As surpresas da vida às vezes são bastante dolorosas, porque quase nunca estamos estruturados para assimilá-las, superá-las.

Estamos mais voltados aos fatos e aos reclamos da vida material, porque vivemos no mundo da matéria densa.

E, por não escutarmos a voz interior da alma falando de outra vida no mais além, as situações adversas ganham força contra o nosso equilíbrio de existir.

Tudo tem uma razão de ser. Nossos atos repercutem nos nossos atos. O presente é fruto do passado. E às vezes o peso dos nossos erros nos joga ao chão ou às águas turbulentas da jangada da morte...

Aqui está uma história verídica desdobrada nos sertões do nosso vasto Brasil, palco de tanto espetáculo de vida e de morte, de tantas encenações do espírito atuando para si próprio, para a sua própria elevação, ao lado da evolução de tudo e de todos.

As provações e expiações se sucedem e vão ensinando o homem a valorizar melhor a vida, a entender a ampla repercussão dos seus atos, numa e noutras encarnações à frente.

Diana de Aguiar, escritora do Além, vem narrar os acontecimentos trágicos envolvendo por largo tempo a jangada da morte e tantas criaturas que dela se valeram para a travessia das águas, margem a margem de um rio, e para a passagem desequilibrada de uma a outra vida.

O descontrole dos sentimentos, os desencontros em torno do amor são como a tempestuosa atmosfera envolvendo, impelindo aquela jangada a situações inesperadas, perigosas, mortíferas.

Porém, as travessias se repetem, tantas vezes quanto são necessárias.

E as reencarnações também se multiplicam, levando reconforto às consciências atormentadas pelos seus escabrosos deslizes.

Porque há um programa a ser cumprido por cada alma, um programa que nós mesmos traçamos, tentando sempre errar menos.

Esta nova obra psicofônica recebida pelo médium João Berbel vem mostrar a vida em cores vivas e a morte em cores sombrias — isto quando a alma se revolta contra a vida e vai sofrer duras penas na Outra Vida.

Aqui estão fartas e bem explícitas razões para que todos entendam que o desespero, a vingança e o suicídio são condições que fazem penar amargamente o espírito, mesmo que ele imagine estar perpetrando tudo isto em nome do amor.

O amor é vida que eleva — não é paixão que decai. O amor é luz, jamais será morte e treva.

Tal a bela lição da vida legítima do espírito que aprendemos ao navegarmos a bordo da jangada da morte.

Os Editores

..1 - VIVEMOS PARA AMAR !
..2 - SOMOS FILHOS DO AMOR !
..3 - VALORIZAR A VIDA
..4 - A FÚRIA DAS ÁGUAS
..5 - UM ATO DE LOUCURA
..6 - PROBLEMAS NO ALÉM
..7 - A BÊNÇÃO DO REENCARNE
..8 - NOVAMENTE SOB A AÇÃO DAS ÁGUAS
..9 - TRISTEZA INCONSOLÁVEL DE UM JOVEM
..10 - A RECUPERAÇÃO DE LINDOLFO
..11 - ENFIM, A RECONCILIAÇÃO
..12 - JANGADA DO AMOR