O BALANÇO DAS ATIVIDADES

O BALANÇO DAS ATIVIDADES

Estou aqui para dar notícias minhas porque nós, os espíritos, quando estamos de folga, gostamos de nos entreter com os amigos. Como no momento só consigo estabelecer contato com você, venho tomar seu tempo para entabular uma conversação unilateral, quase um monólogo, a não ser nos breves momentos em que você me faz alguma pergunta ou dá um aparte mental.

Como sempre em constante atividade, tenho trabalhado e estudado bastante. Nosso trabalho tem sido bem interessante e variado.

Soube que meu pai e minha mãe estiveram aqui em sua casa dias atrás, porém não pude vir, porque tinha tarefas importantes a realizar.

Conforme vamos progredindo em nossa compreensão, recebemos encargos de maior responsabilidade e não podemos nos afastar com facilidade de nossa missão.
Isso acontece em toda parte e com os encarnados também. Aliás, é bem provável que, por esse motivo, de agora em diante, minhas mensagens sejam mais espaçadas. Sempre que puder, virei.

Meu calendário marca o fim de um ano muito bom para todos e cheio de realizações. E' assim que mantemos em dia as informações sobre todas as pessoas por quem nos interessamos: usamos uma espécie de agenda onde anotamos as coisas mais importantes que temos de conseguir e as consumadas. Seria muito bom para todas as pessoas encarnadas manterem anotações dos projetos e objetivos que desejem alcançar, assim como daquilo que realmente conseguem fazer. Veriam quanta coisa realizam, embora se esqueçam depois. Seria oportuno lembrar-lhes que nem sempre as lamentações e os resmungos são procedentes.

Todos nós temos por hábito reclamar das coisas que nos aborrecem e não nos lembramos das que nos causam alegrias; vivemos o momento feliz como se fosse um acontecimento natural, porém, quando temos um pequeno problema ou um malogro em nossos propósitos, não os encaramos com naturalidade. Ora, sendo a vida um contínuo aprendizado, ela é delineada de forma a que as vitórias e derrotas, os sofrimentos e as alegrias se alternem para que possamos estar sempre enfrentando situações novas e aprendendo a resolvê-las. Admitimos que devemos nos alegrar nas horas felizes, mas não conseguimos pensar da mesma forma quando chega o momento de sofrer pelas dificuldades que encontramos.

Caberia aqui um aparte: "alguém conseguiria ser alegre quando está sofrendo?"

Sim. Há sofrimentos redentores que, para o espírito que possui compreensão, causam tranquilidade tal que pode ser considerada felicidade. Ele sabe que está atravessando um vale sombrio para encontrar mais adiante um campo verdejante.

Bem, não vamos exigir muito, porque ainda não estamos tão evoluídos que possamos entender bem a causa de sofrimentos atrozes pelos quais passarão muitos irmãos, encarnados e desencarnados. Só o Estatuidor da Lei sabe porque devemos aprender por esse meio.

Estou tocando neste assunto porque gostaria que todos os que deixei (amigos e parentes) procurassem, no final de cada ano, analisar as coisas boas que tenham feito e recebido; fizessem como que um balanço das atividades do ano para poderem verificar o que de bom realizaram e o que receberam de outrem ou da própria vida.

Na minha agenda costumo anotar: lugares onde estive; pessoas atendidas por mim ou por meu intermédio, com auxílio do grupo a que me filio; mensagens que ditei; ocasiões em que conversei com meus pais (em espírito); e assim por diante.

Anoto também as impressões que tive dos lugares que visitei e o que de novo encontrei; os resultados dos trabalhos que fiz ou nos quais colaborei ativamente; sensações no meu contato com encarnados; enganos que precisam ser analisados com atenção para serem corrigidos; e outras coisas mais.

Se vocês assim procederem, ficarão surpresos ao notarem quanto de bom, de útil, de agradável, conseguiram executar em um ano. Não avaliam quantas pessoas, ambientes, lugares novos conseguimos conhecer! Quantas coisas novas arquivamos em nossa mente!

Nós nos sentimos muito felizes quando, no último dia do ano, revemos nossas anotações. Experimentem fazer isso no próximo ano. Depois vocês me dirão se apoiam ou não o que estou sugerindo.

Alayde A e Silva