O PASSADO VIVE EM NÓS

 

O passado vive em nós

I - Introdução

Bendito esquecimento da reencarnação. Abafa a dor lancinante. Permite nos ergamos à altura da oportunidade renovada de evoluir.

Velhas culpas, questões dilacerantes dormem no subconsciente enquanto crescemos em corpo e alma, aparelhando o novo veículo para a viagem na estrada da vida. Mas, ao atingirmos a puberdade, emergem, paulatinamente, as velhas questões tingindo-nos as emoções de cores bizarras.

De onde me vêm estes sentimentos? perguntamo-nos, perplexos, enquanto, com maior ou menor sucesso, tratamos de viver o presente respondendo-lhe às demandas.

O passado vive em nós e é mister aprendamos a conviver com ele.

Ainda aí a doutrina espírita é campeã do esclarecimento.

Podemos nos sentir bem normais, irmanados ao resto da humanidade que vive, sem a menor sombra de dúvida, as mesmas perplexidades que nós.

O passado é uma carga mas vamos levá-la compreendendo a necessidade de ir alijando aos poucos o peso inútil das dores e traumas que nos carreou.

Vivamos nossa vida buscando os instrumentos da nossa evolução, dedicando-nos às pessoas e questões atuais com devotamento, inteligência e amor.

Bom senso e paz. Trabalho e planejamento.

Matrícula voluntária no estudo da verdade que liberta.

Dia por dia, o passado se depura liberando-nos dos seus grilhões, restando em nós a doçura dos amores velhos que se reconstituem, no presente, na pessoa dos entes queridos que aformoseiam
nossa existência.

Amemos muito e sem rebuços ou vacilações.

Amemos na atuação constante no bem de todos, acalmando as dores da própria alma e confiando na ação do tempo que tudo reconduz ao equilíbrio.

O amor vence tudo.

Conjugado ao serviço, à prece e ao estudo, desconhecemos receita mais poderosa.

CARL

(Mensagem psicografada no Grupo Irmão Vieira na sede do Grupo da Paz na noite de 28 de fevereiro de 2001.)

II - Explicando para começar

Escrever uma história tão antiga exige muito do pretendente a escritor.

Além de compulsar as próprias lembranças, se ele fez, em algum momento, parte da história, há de considerar os pontos de vista dos demais personagens.

Outras consultas são necessárias ao que chamamos aqui de registro akáshico, ou seja, às gravações registradas no éter que envolve o planeta dos fatos aqui sucedidos.

Se, para os humanos, é difícil muitas vezes lembrar, com detalhes, um diálogo ocorrido há uma semana, imagine, leitor amigo, a dificuldade em registrar, com precisão, conversas, cenas, cores e perfumes de quinhentos anos atrás. Mas... nós vamos tentar.

Este livro começou a ser psicografado há alguns anos, mas a médium, num momento de angústia, desfez-se dos seus escritos.

De qualquer forma, eram páginas datilografadas e precisariam ser vertidas na linguagem do computador, pois assim é que os livros são feitos agora.

Hoje, 7 de maio de 2000, resolvemos nós, todos os envolvidos na empreita, convocar a médium, mais amadurecida, a retomar do começo o velho projeto.

E, como ela concordou... vamos à nossa história.

Grace Khawali

01
..OS PERSONAGENS NO SEU CENÁRIO
02
..ENCONTROS MARCADOS
03
..ARMANDO A MÃO DO DESTINO
04
..IRILA E BHOPAL
05
..ESCOLHENDO CAMINHOS
06
..FRACASSO DE UM CASAMENTO
07
..SOFRIMENTO PROFUNDO, MUDANÇA...
08
..REMORSO, REMÉDIO EXTREMO
09
..ACERTO DE CONTAS
10
..CAMINHANDO PARA O FIM
11
..ESTUDANDO PARA COMPREENDER
12
..CONCLUSÃO