DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

1) Do ponto de vista ético-religioso e também da modernidade dos tempos atuais, como será o comportamennto da Imprensa espírita?

É-nos pouco recomendável prever condutas futuras. Todavia, a Imprensa espírita, inspirada no exemplo de Allan Karrdec, que foi o primeiro jornalista do gênero, deverá ser responsável, honrada, verdadeira, divulgando o bem e ensinando como superar o mal, inscrevendo nas suas páginas variadas as lições de sabedoria e amor que edifiquem a criatura para tornar-se sempre melhor, antes que lhe criar conflitos e situações embaraçosas, prejudiciais, que somente exaltam o ego e exibem o personalismo doentio nos combates inglórios das acusações sem justificativa.

A função da Imprensa é dignificar a criatura e orientá-la, instruí-la e informá-la, combatendo a ignorância e o mal, porém ajudando os ignorantes e os maus, a fim de que se reajustem e reconsiderem suas posições, tornando-se úteis à sociedade.

2) Observamos o crescimento vertiginoso nos meios de comunicação, notadamente televisivo, da presença das religiões, com o intuito de influenciar na formação religiosa, cultural, política e social da população; dentro deste contexto, qual deverá ser o papel da mídia espírita?

Todo ensinamento bom encontra guarida nas criaturas e as edifica. Embora não nos pareçam corretas determinadas condutas na mídia religiosa, de certa forma preenchem os espaços que estavam sendo utilizados para o sexo alucinado, para as paixões subalternas, para os comportamentos asselvajados, para o exibicionismo vulgar, e para os estímulos perturbadores ...

Pelo menos são ensinadas lições de dignificação, condutas não viciosas, apresentadas renovações morais à luz do Evangelho, respeito aos bons costumes e convites à reflexão. Os danos, que possam apresentar, parecem-nos menores do que os prejuízos anteriores, infelizmente ainda prosseguindo em outros horários e em diferentes canais, inclusive naqueles que são de orientação religiosa.

O Espiritismo não deve competir, nem se propõe a campeonatos de glorificações terrenas, mas tem uma mensagem nobre a oferecer, e cumpre aos espíritas o dever de propô-la, convidando a pessoa lúcida ou sofrida, culta ou limitada em conhecimentos a ter opção para discernir e examinar.

Sem a preocupação, nem a presunção de salvar o mundo ou as pessoas, cabe aos espíritas a atitude de contribuir para que a Humanidade seja melhor e mais justa, e a divulgação da Doutrina, bem como a sua conduta moral nela baseada, são os meios hábeis e sábios para tal cometimento.

Portanto, todo o esforço que vise à edificação do ser huumano deve ser envidado, particularmente, mediante a iluminação das consciências através do Espiritismo.

Espírito Vianna de Carvalho