JUSTIÇA DIVINA

1 - QUAL A RELAÇÃO ENTRE REENCARNAÇÃO E A JUSTIÇA DIVINA?

RESP.: Se víssemos só sobre um prisma, como poderíamos encarar a Justiça Divina, se morrem crianças recém-nascidas de pais boníssimos ou homens bons, no maior sofrimento moral com a miséria estampada na face. Existem leis imutáveis e o nosso planeta é de Expiações e Provas. Então é pelas reencarnações que vamos nos purificar e desenvolver.

2 - COMO PODEMOS CONCEITUAR DEUS EM FACE DE SUA JUSTIÇA?

RESP.: Entre os atributos de Deus, encontra-se o de soberana justiça e bondade (qualidades indubitáveis da divindade), em seu mais alto grau "o infinito de uma qualidade exclui a possibilidade da existência de uma qualidade contrária que a diminuisse ou anulasse".

3 - COMO SOMOS JULGADOS, POR NOSSOS ACERTOS E ERROS?

RESP.: Esse julgamento se dará no "Tribunal da consciência", onde cada um é seu próprio juiz e julgará de acordo com a verdade, sem procurar atenuar suas falhas, mas sendo, o mais justo quanto possível. As leis imperantes neste tribunal não são as humanas (falhas, lacunosas, obscuras), mas as Leis Divinas (sábias, harmonizadoras, perfeitas). A sentença é equilibrada isto é, abrange todo o campo das necessidades de aperfeiçoamento do Espírito, mais voltada para o futuro do que para o passado, traçando os próximos passos do indivíduo no sentido de sua reformulação moral.

4 - O QUE DEVEMOS FAZER PARA NOS MELHORARMOS?

RESP.: A necessidade de reflexão é permanente para cada um de nós. É o melhor meio de nos melhorarmos já nesta vida e resistirmos ao arrastamento do mal. Sócrates, imortalizando o conhecimento: "conhece-te a ti mesmo", enfatizou também que "a vida sem exame é indigna do homem". Santo Agostinho reforçou este pensamento do melhoramento de si mesmo é a chave do melhoramento individual". Estejamos, pois, atentos a nós mesmos, a todo momento para que a Justiça Divina possa vir mais em abono das nossas virtudes e menos em corrigenda de nossas imperfeições.

5 - O QUE JESUS NOS ORIENTA ACERCA DOS JULGAMENTOS?

RESP.: O nosso Excelso amigo nos alertava no Sermão do Monte, para a responsabilidade de julgar o próximo: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juizo com que julgardes sereis julgados e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós".

6 - PODE-SE CONSIDERAR A MORTE PREMATURA COMO INJUSTIÇA DE DEUS?

RESP.: Não. Desde épocas imemorais, a morte vem sendo revestida de lúgubre aspecto e entendida como um infausto acontecimento que espalha a dor e a desolação, atingindo indescriminadamente todas as idades. Daí a revolta das criaturas questionando a justiça divina, por sacrificar jovens fortes, com todo um futuro de realizações pela frente.

7 - QUAL O CONCEITO SOBRE A MORTE NO MUNDO ESPIRITUAL?

RESP.: No entanto, no mundo espiritual o conceito de morte é bem diverso. Os Espíritos desencarnados encaram-na como um processo de libertação, dando a ela um configuração diametralmente oposta àquela que lhe é dada no mundo carnal. Eles consideram a morte como um grande benefício que Deus concede ao que se vai, por evitar ocorrências muitas vezes graves e danosas, que poderiam atrasar o processo evolutivo daquele Espírito.

8 - Quais os dois aspectos da Justiça?

RESP.: A Justiça na Terra pune simplesmente a crueldade manifesta, cujas consequências transitam nas áreas do interesse público, dilapidando a vida e induzindo à criminalidade; entretanto, esse é apenas o seu aspecto exterior, porque a Justiça é sempre manifestação constante da Lei Divina, nos processos da evolução e nas atividades da consciência.