LAÇOS DE FAMÍLIA

1 - QUAIS SÃO OS VERDADEIROS LAÇOS DE FAMÍLIA?

RESP.: Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este já existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal.

2 - QUAIS SÃO AS DUAS ESPÉCIES DE FAMÍLIAS EXISTENTES?

RESP.: Há portanto, duas espécies de família: 1ª - as famílias por laços corporais;
2ª - famílias por laços espirituais.

3 - O QUE JESUS QUIS DIZER COM A EXPRESSÃO "EIS MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS"?

RESP.: Jesus quis fazer-nos compreender quando disse aos discípulos: "Eis minha mãe e meus irmãos", ou seja, a minha família pelos laços Espirituais, pois "quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe".

4 - COMO SE CONSTITUEM OS AGRUPAMENTOS NO PLANO ESPIRITUAL?

RESP.: No Mundo Espiritual, da mesma maneira que no plano material, os Espíritos se reunem-se em associações, classes, sociedades, conjugando interesses semelhantes entre os indivíduos. Juntam-se no espaço em aglomerados afins com o seu pensamento, de modo a continuar o mesmo gênero de vida que procuravam quando encarnados.

5 - POR QUE PAIS E FILHOS NÃO SE RECONHECEM, ENTRE OS ANIMAIS, QUANDO OS ÚLTIMOS NÃO PRECISAM MAIS DE CUIDADOS?

RESP.: Os animais vivem a vida material e não a moral. A ternura da mãe pelos filhos tem por princípio o instinto de conservação aplicado aos seres que deu à luz. Quando esses seres podem cuidar de si mesmos, sua tarefa está cumprida e a Natureza nada mais lhe exige. É por isso que ela os abandona, para se ocupar de outros que chegam.

6 - HÁ PESSOAS QUE DEDUZEM, DO ABANDONO DAS CRIAS PELOS ANIMAIS, QUE OS LAÇOS DE FAMÍLIA ENTRE OS HOMENS NÃO SÃO MAIS QUE O RESULTADO DE COSTUMES SOCIAIS E NÃO UMA LEI NATURAL. QUE DEVEMOS PENSAR DISTO?

RESP.: O homem tem outro destino que não o dos animais; por que, pois, querer sempre identificá-los? Para ele, há outra coisa além das necessidades físicas: há a necessidade de progresso. Os liames sociais são necessários ao progresso e os laços de família resumem os liames sociais; eis porque eles constituem uma lei natural. Deus quis que os homens, assim, aprendessem a amar-se como irmãos.

7 - QUAL SERIA PARA A SOCIEDADE O RESULTADO DO RELAXAMENTO DOS LAÇOS DE FAMÍLIA?

RESP.: Uma recrudescência do egoísmo.

8 - Como se classifica o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?

RESP.: Do ponto de vista mental, os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minada por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

9 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?

RESP.: Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

10 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?

RESP.: Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

11 - Como classifica a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consanguinidade?

RESP.: A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

12 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?

RESP.: Os ensinamentos espíritos, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.