O NADA, A VIDA FUTURA

1 - POR QUE O HOMEM REPELE INSTINTIVAMENTE O NADA?

RESP.: Porque o nada não existe.

2 - DE ONDE VEM PARA O HOMEM O SENTIMENTO INSTINTIVO DA VIDA FUTURA?

RESP.: Já o dissemos: antes da encarnação o Espírito conhece todas essas coisas, e a alma guarda uma vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual.

Em todos os tempos o homem se preocupou com o futuro de além-túmulo, o que é muito natural. Qualquer que seja a importância dada à vida presente, ele não pode deixar de considerar quanto é curta e sobretudo precária, pois podeser interrompida a cada instante e jamais ele se acha seguro do dia de amanhã. Em que se tornará depois do instante fatal? A pergunta é grave, pois não se trata de alguns anos, mas da eternidade. Aquele que deve passar longos anos num país estrangeiro se preocupa com a situação em que se encontrará neste. Como não nos preocuparmos com a que teremos ao deixar este mundo, desde que o será para sempre?

A idéia do nada tem algo que repugna à razão. O homem mais despreocupado nesta vida, chegado o momento supremo, pergunta a si mesmo o que será feito dele e, involuntariamente, fica na expectativa.

Crer em Deus sem admitir a vida futura seria um contrasenso. O sentimento de uma existência melhor está no foro íntimo de todos os homens, e Deus não o pôs ali à toa.

A vida futura implica a conservação da nossa individualidade após a morte. Que nos importaria sobreviver ao corpo, se a nossa essência moral tivesse de perder-se no oceano do infinito? As consequências disso para nós seriam as mesmas do nada.

3 - DE ONDE PROCEDE A CRENÇA, QUE SE ENCONTRA EM TODOS OS POVOS, NAS PENAS E RECOMPENSAS FUTURAS?

RESP.: É sempre a mesma coisa: pressentimento da realidade, dado ao homem pelo seu Espírito. Porque, ficai sabendo, não é à toa que uma voz interior vos fala, e vosso mal, é não escutá-la sempre. Se pensásseis bem nisso, com a devida frequência, vos tornaríeis melhores.

4 - NO MOMENTO DA MORTE, QUAL O SENTIMENTO QUE DOMINA A MAIORIA DOS HOMENS: A DÚVIDA, O MEDO OU A ESPERANÇA?

RESP.: A dúvida para os céticos endurecidos; o medo para os culpados; a esperança para os homens de bem.

5 - POR QUE HÁ CÉTICOS, DESDE QUE A ALMA TRAZ PARA O HOMEM O SENTIMENTO DAS COISAS ESPIRITUAIS?

RESP.: São em menor número do que supondes. Muitos se fazem de espírito forte, durante esta vida, por orgulho, mas no momento da morte não se conservam tão fanfarrões.

A consequência da vida futura decorre da responsabilidade dos nossos atos. A razão e a justiça nos dizem que, na distribuição da felicidade a que todos os homens aspiram, os bons e os maus não poderiam ser confundidos. Deus não pode querer que uns gozem dos bens sem trabalho e outros só os alcancem com esforço e perseverança.

A idéia que Deus nos dá de sua justiça e de sua bondade, pela sabedoria de suas leis, não nos permite crer que o justo e o mau estejam aos seus olhos no mesmo plano, nem duvidar de que não recebam, algum dia, um a recompensa e o outro o castigo, pelo bem e pelo mal que tiverem feito.

É por isso que o sentimento inato da justiça nos dá a intuição das penas e das recompensas futuras.

6 - DEUS SE OCUPA PESSOALMENTE DE CADA HOMEM? NÃO É ELE DEMASIADAMENTE GRANDE E NÓS MUITO PEQUENOS, PARA QUE CADA INDIVÍDUO EM PARTICULAR TENHA AOS SEUS OLHOS ALGUMA IMPORTÂNCIA?

Deus se ocupa de todos os seres que criou, por menores que sejam; nada é demasiado pequeno para a sua bondade.

7 - DEUS TEM NECESSIDADE DE SE OCUPAR DE CADA UM DOS NOSSOS ATOS, PARA NOS RECOMPENSAR OU PUNIR? A MAIORIA DESSES ATOS NÃO SÃO PARA ELE INSIGNIFICANTES?

RESP.: Deus tem as suas leis, que regulam todas as vossas ações. Se as violardes, a culpa é vossa. Sem dúvida, quando um homem comete um excesso, Deus não expende um julgamento contra ele, dizendo-lhe, por exemplo: tu és um glutão e eu te vou punir. Mas Ele traçou um limite: as doenças e, por vezes, a morte são consequências dos excessos. Eis a punição: ela resulta da infração da lei. Assim se passa em tudo.

Todas as nossas ações são submetidas às leis de Deus; não há nenhuma delas, por mais insignificante que nos pareça, que não possa ser uma violação dessas leis. Se sofrermos as consequências dessa violação, não nos devemos queixar senão de nós mesmos, que nos fazemos assim OS ARTÍFICIES DE NOSSA FELICIDADE OU DE NOSSA INFELICIDADE FUTURA.

Essa verdade se torna sensível pelo seguinte apólogo: "Um pai dá ao filho a educação e a instrução, ou seja, os meios para saber conduzir-se. Cede-lhe um campo para cultivar e lhe diz: Eis a regra a seguir e todos os instrumentos necessários para tornar fértil o campo e assegurar a tua existência. Dei-te a instrução para compreenderes essa regra. Se a seguires, o campo produzirá bastante e te proporcionará o repouso na velhice; se não a seguires, nada produzirá e morrerás de fome. Dito isso, deixa-o agir à vontade".

Não é verdade que o campo produzirá na razão dos cuidados que se dispensar à cultura e que toda negligência redundará em prejuízo da colheita? O filho será, portanto, na velhice, feliz ou infeliz, segundo tenha seguido ou negligenciado a regra traçada pelo pai. Deus é ainda mais previdente, porque nos adverte a cada instante, se fazemos o bem ou o mal.

Envia-nos Espíritos que nos inspiram, mas não os escutamos. Há ainda outra diferença e é que Deus dá ao homem um recurso, por meio das novas existências, para reparar os seus erros do passado, ao passo que o filho de que falamos não o terá, se empregar mal o seu tempo.

8 - AS PENAS E OS GOZOS DA ALMA APÓS A MORTE TÊM ALGUMA COISA DE MATERIAL?

RESP.: Não podem ser materiais, desde que a alma não é de matéria. O próprio bom senso o diz. Essas penas e esses gozos nada têm de de carnal e, por isso mesmo, são mil vezes mais vivos do que os da Terra. O Espírito, uma vez desprendido, é mais impressionável: a matéria não mais lhe enfraquece as sensações.

9 - POR QUE O HOMEM FAZ IDÉIAS TÃO GROSSEIRAS E ABSURDAS DAS PENAS E DOS GOZOS DA VIDA FUTURA?

RESP.: Inteligência ainda não suficientemente desenvolvida. A criança compreende da mesma maneira que o adulto? Aliás, isso depende também do que se tenha ensinado; é nesse ponto que há necessidade de uma reforma.Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance. Por isso foi necessário fazer comparações, sendo essas imagens e figuras tomadas como a própria realidade. Mas à medida que o homem se esclarece, seu pensamento compreende as coisas que a sua linguagem não pode traduzir.

10 - EM QUE CONSISTE A FELICIDADE DOS BONS ESPÍRITOS?

RESP.: Em conhecer todas as coisas; não ter ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que fazem a infelicidade dos homens. O amor que os une é para eles a fonte de uma suprema felicidade. Não experimentam nem as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São felizes com o bem que fazem. De resto, a felicidade dos Espíritos é sempre proporcional à sua elevação. Somente os Espíritos puros gozam, na verdade, da felicidade suprema, mas nem por isso os demais são infelizes. Entre os maus e os perfeitos há uma infinidade de graus, nos quais os gozos são relativos ao estado moral. Os que são bastante adiantados compreendem a felicidade dos que avançaram mais que eles e a ela aspiram, mas isso é para eles motivo de emulação e não de inveja. Sabem que deles depende alcançá-la e trabalham com esse fito, mas com a calma da consciência pura. Sentem-se felizes de não ter de sofrer o que sofrem os maus.

11 - CONTAIS A AUSÊNCIA DAS NECESSIDADES MATERIAIS ENTRE AS CONDIÇÕES DE FELICIDADE PARA OS ESPÍRITOS. MAS A SATISFAÇÃO DESSAS MESMAS NECESSIDADES NÃO É PARA O HOMEM UMA FONTE DE GOZOS?

RESP.: Sim, de gozos animais. E quando não podes satisfazer essas necessidades, isso é uma tortura.

12 - O QUE SE DEVE ENTENDER QUANDO SE DIZ QUE OS ESPÍRITOS PUROS ESTÃO REUNIDOS NO SEIO DE DEUS E OCUPADOS EM LHE CANTAR LOUVORES?

RESP.: É uma alegoria para dar idéia da compreensão que eles têm das perfeições de Deus, pois o vêem e compreendem; mas, como tantas outras, não se deve tomá-la ao pé da letra. Tudo na Natureza, desde o grão de areia, canta, ou seja, proclama o poder, a sabedoria e a bondade de Deus. Mas não penseis que os Espíritos bem-aventurados estejam em contemplaçãona eternidade. Isso seria uma felicidade estúpida e monótona e, mais ainda, a felicidade egoísta, pois a sua existência seria uma inutilidade sem fim. Eles não sofrem mais as tribulações da existência corpórea: isso já é um gozo; depois, como já dissemos, conhecem e sabem todas as coisas e empregam proveitosamente a inteligência adquirida, para auxiliar o progresso dos outros Espíritos; essa é a sua ocupação e ao mesmo tempo um gozo.

13 - EM QUE CONSISTEM OS SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS INFERIORES?

RESP.: São tão variados quanto as causas que os produzem, e proporcionais ao grau de inferioridade, como os gozos são proporcionais ao grau de superioridade. Podemos resumí-los assim: cobiçar tudo o que lhes falta para serem felizes; mas não não poder obtê-lo; ver a felicidade e não poder atingí-la; mágoa, ciúme, raiva, desespero, decorrentes de tudo o que os impede de ser felizes; remorsos e uma ansiedade moral indefinível. Desejam todos os gozos e não podem satisfazê-los. É isso o que os tortura.

14 - A INFLUÊNCIA QUE OS ESPÍRITOS EXERCEM UNS SOBRE OS OUTROS É SEMPRE BOA?

RESP.: Sempre boa de parte dos bons Espíritos, é claro. Mas os Espíritos perversos procuram desviar do caminho do bem e do arrependimento os que consideram suscetíveis de ser arrastados, e que muitas vezes eles levaram para o mal durante a vida terrena.

15 - ENTÃO A MORTE NÃO NOS LIVRA DA TENTAÇÃO?

RESP.: Não; mas a ação dos maus Espíritos é muito menor sobre outros Espíritos do que sobre os homens, pois aqueles não estão sujeitos às paixões materiais.

16 - COMO PROCEDEM OS MAUS ESPÍRITOS PARA TENTAR OS OUTROS ESPÍRITOS, SE NÃO DISPÕEM DO AUXÍLIO DAS PAIXÕES?

RESP.: Se as paixões não existem materialmente, existem, entretanto, no pensamento dos Espíritos atrasados. Os maus entretêm esses pensamentos, arratando suas vítimas aos lugares onde deparam com essas paixões e com tudo o que as possa excitar.

17 - MAS PARA QUE SERVEM ESSAS PAIXÕES, SE LHES FALTA O OBJETO REAL?

RESP.: Assim é precisamente para o seu suplício: o avarento vê o ouro que não pode possuir; o devasso, as orgias de que não pode participar; o orgulhoso, as honras que inveja e de que não pode gozar.

18 - QUAIS OS MAIORES SOFRIMENTOS A QUE OS MAUS ESPÍRITOS SE VERÃO SUJEITOS?

RESP.: Não há descrição possível das torturas morais que constituem a punição de certos crimes. Os próprios Espíritos que as sofrem teriam dificuldades em vos dar uma idéia. Mas seguramente a mais horrível é o pensamento de serem condenados para sempre.

19 - DE ONDE PROCEDE A DOUTRINA DO FOGO ETERNO?

RESP.: Imagem, como tantas outras, tomada pela realidade.

20 - MAS ESSE TEMOR NÃO PODETER UM BOM RESULTADO?

RESP.: Vede se ela refreia aqueles que a ensinam. Se ensinais coisas que a razão rejeitará mais tarde, produzireis uma impressão que não será durável nem salutar.

21 - OS ESPÍRITOS INFERIORES COMPREENDEM A FELICIDADE DO JUSTO?

RESP.: Sim, e é isso o que os tortura, pois compreendem que estão privados dela por sua própria culpa. É por isso que o Espírito liberto da matéria aspira a uma nova existência corpórea, pois poderá abreviar, se for bom empregada, a duração desse suplício. É então que ele escolhe as provas que poderão expiar suas culpas. Porque, ficai sabendo, o Espírito sofre por todo o mal que fez ou do qual foi causador voluntário, por todo o bem que, tendo podido fazer, não o fez, e por todo o mal que resultar do bem que deixou de fazer. O Espírito errante não está mais envolvido pelo véu da matéria: é como se tivesse saído de um nevoeiro, e vê o que o distância da felicidade; então sofre ainda mais, porque compreende quanto é culpado. Para ele não existe mais a ilusão: vê a realidade das coisas.

22 - VER OS ESPÍRITOS QUE SOFREM NÃO É PARA OS BONS UMA CAUSA DE AFLIÇÃO E, NESSE CASO, EM QUE SE TRANSFORMA A SUA FELICIDADE ASSIM PERTURBADA?

RESP.: Isso não é uma aflição, pois eles sabem que o mal terá fim. E ajudam os outros no seu aperfeiçoamento, estendendo-lhes as mão; essa é a sua ocupação e um gozo quando obtêm êxito.

23 - CONCEBE-SE ISSO DE PARTE DOS ESPÍRITOS ESTRANHOS OU INDIFERENTES, MAS A VISÃO DAS DORES E DOS SOFRIMENTOS DOS QUE LHES FORAM CAROS NA TERRA NÃO LHES PERTURBA A FELICIDADE?

RESP.: Se não vissem esses sofrimentos, é que eles vos seriam estranhos após a morte. Ora, a religião vos diz que as almas vos vêem, mas consideram as vossas aflições de outro ponto de vista, pois sabem que os vossos sofrimentos são úteis para o vosso adiantamento, desde que os suporteis com resignação. Eles se afligem mais com a falta de coragem que vos atrasa do que com os sofrimentos que sabem ser passageiros.

24 - OS ESPÍRITOS NÃO PODENDO OCULTAR-SE RECIPROCAMENTE OS PENSAMENTOS, E TODOS OS ATOS DA VIDA SENDO CONHECIDOS, SEGUE-SE QUE O CULPADO ESTÁ NA PRESENÇA DA VÍTIMA?

RESP.: Isso não pode ser de outra maneira, diz o bom senso.

25 - ESSA REVELAÇÃO DE TODOS OS ATOS REPREENSÍVEIS E A PRESENÇA CONSTANTE DAS VÍTIMAS SERÃO UM CASTIGO PARA O CULPADO?

RESP.: Maior do que se pensa, mas somente até que ele tenha expiado suas culpas, seja como Espírito, seja como homem em novas existências corpóreas.

26 - A RECORDAÇÃO DAS FALTAS QUE A ALMA TENHA COMETIDO, QUANDO AINDA IMPERFEITA, NÃO PERTURBA A SUA FELICIDADE, MESMO DEPOIS QUE ELA SE DEPUROU?

RESP.: Não, porque ela resgatou as suas faltas e saiu vitoriosa das provas a que se submeteu com esse fim.

27 - AS PROVAS QUE AINDA TERÁ DE SOFRER PARA TERMINAR A SUA PURIFICAÇÃO, NÃO SÃO UMA PREOCUPAÇÃO PENOSA, QUE PERTURBA A SUA FELICIDADE?

RESP.: Para a alma que ainda permanece maculada, sim. É por isso que ela não pode gozar de uma felicidade perfeita, senão quando estiver inteiramente pura. Mas para aquela que já se elevou, o pensamento das provas por que ainda tem de passar nada tem de penoso.

28 - O LAÇO DE SIMPATIA QUE UNE OS ESPÍRITOS DA MESMA ORDEM É PARA ELES UM MOTIVO DE FELICIDADE?

RESP.: A união dos Espíritos que se simpatizam pelo bem é para eles um dos maiores gozos, porque não temem ver essa união perturbada pelo egoísmo. Eles formam, no mundo inteiramente espiritual, as famílias do mesmo sentimento. É nisso que consiste a felicidade espiritual, como em teu mundo os homens se agrupam em categorias e gozam de um certo prazer quando se reúnem. A afeição pura e sincera que provam e de que são objeto é um motivo de felicidade, pois lá não há falsos amigos nem hipócritas.

29 - HÁ DIFERENÇA, PARA O ESTADO FUTURO DO ESPÍRITO, ENTRE AQUELE QUE TEMIA A MORTE E AQUELE QUE A VIA COM INDIFERENÇA E ATÉ MESMO COM ALEGRIA?

RESP.: A diferença pode ser grande; entretanto, ela em geral se apaga ante as causas que produzem esse medo ou esse desejo. Quem a teme ou quem a deseja pode ser impulsionado por sentimentos muito diversos, e são esses sentimentos que vão influir no estado futuro do Espírito. É evidente, por exemplo que aquele que deseja a morte unicamente por ver nesta o fim das tribulações, de certa maneira se queixa das provas que deve sofrer.

30 - É NECESSÁRIO FAZER PROFISSÃO DE FÉ NO ESPIRITISMO E CRER NAS MANIFESTAÇÕES, PARA ASSEGURAR NOSSA SORTE NA VIDA FUTURA?

RESP.: Se assim fosse, todos os que não crêem ou que não puderam esclarecer-se seriam deserdados, o que é absurdo. É o bem que assegura a sorte no futuro; ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja a via que a ele conduz.

A crença no Espiritismo ajuda o homem a melhorar-se ao fixar-lhe as idéias sobre determinados pontos do futuro; ela apressa o adiantamento dos indivíduos e das massas, porque permite considerarmos o que seremos um dia; é, pois, um ponto de apoio, uma luz que nos guia. O Espiritismo ensina suportar as provas com paciência e resignação, desvia o homem da prática dos atos que podem retardar-lhe a felicidade futura, e é assim que contribui para a sua felicidade. Mas nunca se disse que sem ele não se possa atingí-la.