OBSESSÃO

1 - O QUE É A OBSESSÃO?

RESP.: Obsessão é o "DOMÍNIO QUE ALGUNS ESPÍRITOS PODEM ADQUIRIR SOBRE CERTAS PESSOAS".

2 - QUAIS OS TIPOS DE OBSESSÃO EXISTENTES?

RESP.: Em virtude do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que este produz, podemos classificar esse conjunto de fenômenos como:
1ª - obsessão simples;
2ª - fascinação;
3ª - subjugação.

3 - COMO FAZER PARA COMBATÊ-LA CONVENIENTEMENTE?

RESP.: Assim é que uma vez verificado o problema, há diversos meios de combatê-la, variando de acordo com as características de que se revista a obsessão.
a - Para a obsessão simples, Kardec aponta duas medidas essenciais: 1ª) Provar ao Espírito que não foi enganado por ele e que será impossível deixar-se enganar. 2ª) Apelar fervosoramente ao seu bom anjo e aos bons Espíritos que lhes são simpáticos, suplicando-lhes assistência.
b - Na fascinação há uma coisa só a fazer: convencer a vítima de que foi enganada e reverter a sua obsessão ao grau de obsessão simples, o que nem sempre é fácil, senão impossível, dada a própria postura do obsedado.
c - Quanto à subjugação corpórea, não se trata senão mediante a intervenção de uma terceira pessoa, por meio do magnetismo ou pela força da sua própria vontade.

4 - QUAL A CAUSA DA MAIORIA DOS CASOS DE OBSESSÃO?

RESP.: A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos. Os Espíritos vingativos perseguem com seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objetos do seu rancor (.) O Espírito mau espera a quem quer mal esteja encerrado em seu corpo, e assim atormentar. O algoz pode atingí-lo nos seus interesses mais recônditos, assim como nas suas mais caras afeições. Nisto consiste a causa da maioria dos casos de obsessão.

5 - PODE UM ESPÍRITO, MOMENTANEAMENTE, REVESTIR-SE DO INVÓLUCRO DE UMA PESSOA VIVA, QUE DIZER, INTRODUZIR-SE NUM CORPO ANIMADO E AGIR EM SUBSTITUIÇÃO AO ESPÍRITO QUE NELE SE ENCONTRA ENCARNADO?

RESP.: O Espírito não entra num corpo como entras numa casa; ele se assimila a um Espírito encarnado que tem os seus mesmos defeitos e as mesmas qualidades, para agir conjuntamente; mas é sempre o Espírito encarnado que age como quer sobre a matéria de que está revestido. Um Espírito não pode substituir ao que se acha encarnado, porque o Espírito e o corpo estão ligados até o tempo marcado para o termo da existência material.

6 - SE NÃO HÁ POSSESSÃO PROPRIAMENTE DITA, QUER DIZER, COABITAÇÃO DE DOIS ESPÍRITOS NO MESMO CORPO, A ALMA PODE ENCONTRAR-SE NA DEPENDÊNCIA DE UM OUTRO ESPÍRITO, DE MANEIRA A SE VER POR ELE "SUBJUGADA" OU "OBSEDADA", AO PONTO DE SER A SUA VONTADE, DE ALGUMA FORMA, PARALISADA?

RESP.: Sim, e são esses os verdadeiros possessos; mas fica sabendo que essa dominação não se efetua jamais sem a participação daquele que a sofre, seja por fraqueza, seja pelo seu desejo. Frequentemente se têm tomado por possessos criaturas epilépticas ou loucas, que mais necessitavam de médico do que de exorcismo

A palavra possesso, na sua acepção vulgar, supõe a existência de demônios, ou seja, de uma categoria de seres de natureza má, e a coabitação de um desses seres com a alma, no corpo de um indivíduo. Mas, como não há demônios nesse sentido, e como dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, também não há possessos, segundo as idéias ligadas a essa palavra. Pela expressão possesso não se deve entender senão a dependência absoluta da alma em relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.

7 - PODE UMA PESSOA, POR SI MESMA, AFASTAR OS MAUS ESPÍRITOS E SE LIBERTAR DO SEU DOMÍNIO?

RESP.: Sempre se pode sacudir um jugo, quando se tem uma vontade firme.

8 - NÃO PODE ACONTECER QUE A FASCINAÇÃO EXERCIDA POR UM MAU ESPÍRITO SEJA TAL, QUE A PESSOA SUBJUGADA NÃO A PERCEBA? ENTÃO, UMA TERCEIRA PESSOA PODE FAZER CESSAR A SUJEIÇÃO? E, NESSE CASO, QUE CONDIÇÃO DEVE ELA PREENCHER?

RESP.: Se for um homem de bem, sua vontade pode ajudar, apelando para o concurso dos bons Espíritos, porque quanto mais se é um homem de bem, mais poder se tem sobre os Espíritos imperfeitos, para os afastar, e sobre os bons, para os atrair. Não obstante, essa terceira pessoa seria impotente se aquele que está subjugado não se prestasse a isso, pois há pessoas que se comprazem numa dependência que satisfaz os seus gostos e os seus desejos. Em todos os casos, aquele que não tem coração puro não pode ter nenhuma influência; os bons Espíritos o desprezam e os maus não o temem.

9 - AS FÓRMULAS DE EXORCISMO TÊM QUALQUER EFICÁCIA CONTRA OS MAUS ESPÍRITOS?

RESP.: Não, quando esses Espíritos vêem alguém tomá-las a sério, riem e se obstinam.

10 - HÁ PESSOAS ANIMADAS DE BOAS INTENÇÕES, E NEM POR ISSO, MENOS OBSEDADAS; QUAL O MELHOR MEIO DE SE LIVRAREM DOS ESPÍRITOS OBSESSORES?

RESP.: Cansar-lhes a paciência, não dar nenhuma atenção às suas sugestões, mostrar-lhes que perdem tempo; então, quando eles vêem que nada têm a fazer, se retiram.

11 - A PRECE É UM MEIO EFICAZ PARA CURAR A OBSESSÃO?

RESP.: A prece é um poderoso socorro para todos os casos, mas sabei que não é suficiente murmurar algumas palavras para obter o que se deseja. Deus assiste aos que agem, e não aos que se limitam a pedir. Cumpre, portanto, que o obsedado faça, de seu lado, o que for necessário para destruir em si mesmo a causa que atrai os maus Espíritos.

12 - QUE SE DEVE PENSAR DA EXPULSÃO DOS DEMÔNIOS, DE QUE SE FALA NO EVANGELHO?

RESP.: Isso depende da interpretação. Se chamais demônio a um mau Espírito que subjuga um indivíduo, quando a sua influência for destruída ele será verdadeiramente expulso. Se atribuís uma doença ao demônio, quando a tiverdes curado direis também que expulsastes o demônio. Uma coisa pode ser verdadeira ou falsa, segundo o sentido que se der às palavras. As maiores verdades podem parecem absurdas, quando não se olha senão para a forma e quando se toma a alegoria pela realidade. Compreendei bem isto e procurai retê-lo, que é de aplicação geral.

13 - OS ESPÍRITOS DESEMPENHAM ALGUM PAPEL NOS FENÔMENOS QUE SE PRODUZEM ENTRE OS INDIVÍDUOS CHAMADOS CONVULSIONÁRIOS?

RESP.: Sim, e muito grande, como também o magnetismo, que é a sua primeira fonte. Mas o charlatanismo tem frequentemente explorado e exagerado os seus efeitos, o que os pôs em ridículo.

14 - DE QUE NATUREZA, EM GERAL, OS ESPÍRITOS QUE CONCORREM PARA ESSA ESPÉCIE DE FENÔMENOS?

RESP.: Pouco elevados; acreditais que Espiritos superiores perdessem tempo com tais coisas?

15 - COMO O ESTADO ANORMAL DOS CONVULSIONÁRIOS E DOS NERVOSOS PODE ESTENDER-SE SUBITAMENTE A TODA UMA POPULAÇÃO?

RESP.: Efeito de simpatia. As disposições morais se comunicam mais facilmente em certos casos; não sois tão alheios aos efeitos magnéticos para não compreender esse fato e a parte que alguns Espíritos devem nele tomar, por simpatia pelos que os provocam.

16 - QUAL A CAUSA DA INSENSIBILIDADE FÍSICA QUE SE VERIFICA, SEJA ENTRE CERTOS CONVULSIONÁRIOS, SEJA ENTRE OUTROS INDIVÍDUOS SUBMETIDOS ÀS TORTURAS MAIS ATROZES?

RESP.: Entre alguns é um efeito exclusivamente magnético, que age sobre o sistema nervoso da mesma maneira que certas substâncias. Entre outros, a exaltação do pensamento embota a sensibilidade, pelo que a vida parece haver-se retirado do corpo e se transportado ao Espírito. Não sabeis que, quando o Espírito está fortemente preocupado com uma coisa, o corpo não sente, não ouve e não vê?

17 - COMO ENTENDER A OBSESSÃO? É PROVA INEVITÁVEL, OU ACIDENTE QUE SE POSSA AFASTAR FACILMENTE, ANULANDO-LHE OS EFEITOS?

RESP.: A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual. No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem. Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração daquele que fala em nome de Jesus.
Não bastarão as fórmulas doutrinárias. É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura. Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação interior do médium perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura.
Se a execução desse reforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica. Obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumentos que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legítimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida.

18 - SERÁ SEMPRE ÚTIL, PARA A CURA DE UM OBSIDIADO, A DOUTRINAÇÃO DO ESPÍRITO PERTURBADO, POR PARTE DE UM ESPIRITISTA CONVICTO?

RESP.: A cooperação do companheiro vale muito e faz sempre grande bem, principalmente ao desencarnado; mas a cura completa do médium não depende tão-só desse recurso, porque, se é fácil, às vezes, o esclarecimento da entidade infeliz e sofredora, a doutrinação do encarnado é a mais difícil de todas, visto requisitar os valores do seu sentimento e da sua boa-vontade, sem o que a cura psíquica se torna inexequível.

19 - PODE A OBSESSÃO TRANSFORMAR-SE EM LOUCURA?

RESP.: Qualquer obsessão pode transformar-se em loucura, não só quando a lei das provações assim o exige, como também na hipótese de o obsidiado entregar-se voluntariamente ao assédio das forças nocivas que o cercam, preferindo esse gênero de experiências.

20 - TRATANDO-SE DA NECESSIDADE DE PREPARAÇÃO PARA A TAREFA MEDIÚNICA, É JUSTO ACREDITARMOS NA MOVIMENTAÇÃO DE FLUÍDOS MALÉFICOS EM PREJUÍZO DO PRÓXIMO?

RESP.: É o caso de vos perguntarmos se não haveis movimentado as energias maléficas no decurso da vida contra a vossa própria felicidade. Num orbe como a Terra, onde a porcentagem de forças inferiores supera quase que esmagadoramente os valores legítimos do bem, a movimentação de fluidos maléficos é mais que natural; no entanto, urge ensinar aos que operam, nesse campo de maldade, que os seus esforços efetuam a sementeira infeliz, cujos espinhos, mais tarde, se voltarão contra eles próprios, em amargurados choques de retorno, fazendo-se mister, igualmente, educar as vítimas de hoje na verdadeira fé em Jesus, de modo a compreenderem o problema dos méritos na tarefa do mundo.
A aflição do presente pode ser um bem a expressar-se em conquistas preciosas no futuro, e, se Deus permite a influência dessas energias inferiores, em determinadas fases da existência terrestre, é que a medida tem sua finalidade profunda, ao serviço divino da regeneração individual.

21 - POR QUE RAZÃO ALGUNS MÉDIUNS PARECEM SOFRER COM OS FENÔMENOS DA INCORPORAÇÃO, ENQUANTO OUTROS MANIFESTAM O MESMO FENÔMENO, NATURALMENTE?

RESP.: Nas expressões de mediunismo existem características inerentes a cada intermediário entre os homens e os desencarnados; entretanto, a falta de naturalidade do aparelho mediúnico, no instante de exercer suas faculdades, é quase sempre resultante da falta de educação psíquica.

22 - É NATURAL QUE, EM PLENAS REUNIÕES DE ESTUDO, OS MÉDIUNS SE DEIXEM INFLUENCIAR POR ENTIDADES PERTURBADORAS QUE COSTUMAM QUEBRAR O RITMO DE PROVEITOSOS E SINCEROS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO?

RESP.: Tal interferência não é natural e deve ser muito estranhável para todos os estudiosos de boa-vontade. Se o médium que se entregou à atuação nociva é insciente dos seus deveres à luz dos ensinamentos doutrinários, trata-se de um obsidiado que requer o máximo de contribuição fraterna; mas, se o acontecimento se verifica através de companheiro portador do conhecimento exato de suas obrigações, no círculo de atividades da Doutrina, é justo responsabilizá-lo pela perturbação, porque o fato, então, será oriundo da sua invigilância e imprevidência, em relação aos deveres sagrados que competem a cada um de nós, no esforço do bem e da verdade.

23 - QUANDO A OPINIÃO IRÔNICA OU INSULTUOSA ATACA UMA EXPRESSÃO DA VERDADE, NO CAMPO MEDIÚNICO, É JUSTO BUSCARMOS O APOIO DOS ESPÍRITOS AMIGOS PARA REVIDAR?

RESP.: Vossa inquietação no mundo costuma conduzir-vos a muitos despautérios. Semelhante solicitação aos desencarnados seria um deles. Os valores de um campo mediúnico triunfam por si mesmos, pela essência de amor e de verdade, de consolação e de luz que contenham, e seria injustificável convocar os Espíritos para discutir com os homens, quando já se demasiam as polêmicas dos estudiosos humanos entre si.
Além do mais, os que não aceitam a palavra sincera e fraternal dos mensageiros do plano superior terão, igualmente, de buscar o túmulo algum dia, e é inútil perder tempo com palavras, quando temos tanto o que fazer no ambiente de nossas próprias edificações.

OBSESSÃO E DESOBSESSÃO PELO ESPÍRITO VIANNA DE CARVALHO

24) A simples ligação do Espírito perturbado (obsessor) com o médium, sem qualquer diálogo doutrinário, poderia constituir recurso para habilitá-lo a esclarecimento oportuno no mundo espiritual?

O fenômeno da incorporação de um Espírito em estado de perturbação, e não somente daquele que se caracteriza como perseguidor - o obsessor - sempre resulta em bênçãos para o comunicante, que experimenta uma forma de repetição da morte física, graças aos fluidos animais de que é portador o médium, que o encharca, facultando-lhe experimentar a ocorrência perturbadora que ficara bloqueada no seu inconsciente.

Face a esse resultado, os Benfeitores Espirituais dispõem de melhores possibilidades para oferecer-lhe esclarecimentos indispensáveis à paz e ao equilíbrio.

Ideal, no entanto, é que havendo a comunicação, a mesma se transforme em oportuna psicoterapia, mediante a doutrinação e as orientações sábias à Entidade necessitada, que se beneficia com o despertar, conforme o tormento no qual se encontre incursa.

A incorporação ou psicofonia dos Espíritos sofredores tem como meta socorrê-los com misericórdia e amor, convidando-os à libertação das fixações físicas e psíquicas que permanecem após a disjunção cadavérica.

25) A manifestação inicial de um Mentor em reuniões desobsessivas, adotada como norma, não poderia ensejar mistificações?

Tudo é possível de acontecer, mesmo que não se esteja sob impositivos de normas estabelecidas, dependendo, naturalmente, da psicosfera criada na Sociedade Espírita onde os seus membros devem preservar os compromissos morais assumidos.

Desde que o Grupo se encontre em harmonia e siga as instruções da Entidade Mentora dos trabalhos, que se prontificou a oferecer a mensagem inicial das reuniões mediúnicas, tem a mesma responsabilidade a defender, considerando a seriedade do grupo e a qualidade do labor em desdobramento.

Assim mesmo pode ocorrer desequilíbrio e, para tanto, os membros devem estar vigilantes, liberando-se de qualquer tentativa de fé cega, cujos resultados danosos são muito conhecidos, não se descurando de observar as comunicações que devem passar pelo crivo da razão, e quando algo não estiver de acordo com a Doutrina, deve ser discutido e analisado em profundidaade. Por fim, apresentar a questão aos responsáveis espirituais, facilmente identificados pela qualidade das comunicações que ofereçam, para que orientem a conduta a ser seguida.

26) Será desaconselhável a presença do obsidiado em reunião de tratamento específico - desobsessão - sobretudo quando seu caso estiver em apreciação?

Incontestavelmente, para que se realize o tratamento das obsessões, não se torna condição essencial a presença do paciente. Essa deve ser evitada, em razão do seu próprio estado de desequilíbrio psíquico e emocional.

A comunicação do perseguidor é sempre muito constrangedora, e poderá provocar no enfermo uma soma de sofrimento e preocupação desnecessária. Ademais, por astúcia, o comunicante poderá ameaçar o doente, produzindo nele depressão, receio, ou sugestioná-lo de forma que os vínculos prossigam, estabelecendo mais fácil identificação entre ambos.

Onde se encontre o paciente, os recursos de ajuda poderão ser-lhe direcionados.

O ideal será que o necessitado venha à primeira parte da reunião, a fim de participar dos estudos preparatórios, recebendo passes e sendo retirado depois, quando se for iniciar a experiência prática, a de terapia com os desencarnados, retornando ao lar, onde deverá ficar em preces - se tiver possibilidade de fazê-las - ou noutro cômodo da Instituição em atitude de concentração.

27 - Existe relação entre obsessão e correntes mentais?

RESP.:- Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, às correntes mentais. O pensamento é a base de tudo.

28 - Todos temos desafetos do pretérito?

RESP.:- Inegável que todos carreamos ainda, do pretérito ao presente, enorme carga de desafetos.

29 - Qual a nossa posição, depois de desencarnados, quando não somos integralmente bons, nem integralmente maus?

RESP.:- Quando desencarnados, em condições relativamente felizes, guardadas as justas exceções, somos equiparados a devedores em refazimento, habilitando-nos, pelo trabalho e pelo estudo, ao prosseguimento do resgate dos compromissos de retaguarda.

30 - Onde somos defrontados com mais freqüência pelos desafetos do passado, na Terra ou no Plano Espiritual?

RESP.:- É compreensível que seja na esfera física que mais direta e freqüentemente nos abordem aqueles mesmos Espíritos a quem ferimos ou com quem nos cumpliciamos na delinqüência.

31 - Como poderíamos classificar aqueles que em outras existências nos foram inimigos ou de quem fomos adversários e que, no presente, desempenham, na base da profissão ou da família, o papel de nossos companheiros e de nossos parentes?

RESP.:- São eles as testemunhas de nossso aperfeiçoamento, experimentando-nos as energias morais, quando não lhes suportamos o permanente convívio, por força das provas regenerativas que trazemos ao renascer. Acompanham-nos por instrumentos do progresso a que aspiramos, vigiam-nos as realizações e policiam-nos os impulsos.

32 - Quando estaremos realmente em paz com todos aqueles que ainda são para nos aversões naturais ou pessoas difíceis?

RESP.:-Um dia, chegaremos a agradecer-lhes a colaboração, imitando o aluno que, incomodado na escola, se rejubila, mais tarde, por haver passado sob as atenções do professor exigente.

33 - Como se transformam os nossos adversários do passado?

RESP.:-Nos processos da obsessão, urge reconhecer que os nossos opositores ou adversários se transformam para o bem, à medida que, de nossa parte, nos transformamos para melhor.

34 - As sessões de desobsessão têm valor? Em que condições?

RESP.:- Toda recomendação verbal e todo entendimento pela palavra, através das sessões de desosessão, se revestem de profundo valor, mas somente quando autenticados pelo nosso esforço de reabilitação íntima, sem a qual todas as frases enternecedoras passarão, infrutíferas, qual música emocionante sobre a vasa do charco.

35 - Em que tempo e situação nos podem atingir os fenômenos deprimentes da obsessão?

RESP.:- Salientando-se que o pensamento é alavanca de ligação, para o bem ou para o mal, é muito fácil perceber que os fenômenos deprimentes da obsessão podem atingir-nos, em qualquer condição e em qualquer tempo.

36 - É preciso que o obsediado observe a própria vida mental para contribuir para as próprias melhoras?

RESP.:- Sim. As correntes mentais são tão evidentes quanto as correntes elétricas, expressando potenciais de energias para realizações que nos exprimem direção, propósito ou vontade, seja para o mal ou para o bem.

37 - Qual o papel do desejo, da palavra, da atividade e da ação no fenômeno obsessivo?

RESP.:- Cada um de nós é um acumulador por si, retendo as forças construtivas ou destrutivas que geramos. Desejo, palavra, atitude e ação representam eletroímãs, através dos quais atraímos forças iguais àquelas que exteriorizamos, no rumo dos semelhantes.

39 - Quais as conseqüências parn quem se detém em qualquer aspecto do mal?

RESP.:- Deter-nos, em qualquer aspecto do mal, é aumentar-lhe a influência, sobre nós e sobre os outros.

40 - Qual a relação entre as manifestações do sentimento aviltado e os desequilíbrios da personalidade?

RESP.:- Todas as manifestações de sentimento aviltado, quais sejam a calúnia e a maledicência, a cólera e o ciúme a censura e o sarcasmo, a intemperança e a licenciosidade, estabelecem a comunicação espontânea com os poderes que os representam, nos círculos inferiores da natureza, criando distonias e enfermidades, em que se levantam fobias e fixações, desequilíbrios e psicoses, a evoluirem para a alienação mental declarada.

41 - O que nos acontece moralmente quando emitimos um pensamento?

RESP.:Emitindo um pensamento, colocamos um agente energético em circulação, no organismo da vida - agente esse que retarnará fatalmente a nós, acrescido do bem ou do mal de que o revestimos.

42 - Qual a relação entre os nossos pontos vulneráveis e o retorno do mal que praticamos?

RESP.:- Compreendendo-se que cada um de nós possui pontos vulneráveis, no estado evolutivo deficitário em que ainda nos encontramos, toda vez que o mal se nos associe a essa ou àquela idéia, teremos o mal de volta a nós mesmos, agravando-se doenças e fraquezas, obsessões e paixões.

43 - O que recebemos dos outros?

RESP.:- Assimilamos dos outros o que damos de nós.

44 - Que imagens reflete o espelho da mente?

RESP.:-A mente pode ser comparada a espelho vivo, que reflete as imagens que procura.

45 - Qual o nexo existente entre a obsessão e os interesses da criatura?

RESP.:A obsessão, em qualquer tipo pelo qual se expresse, está fundamentalmente vinculada aos processos mentais em que se baseiam os interesses da criatura.

46 - As companhias têm influência na obsessão?

RESP.:-Assevera o Cristo: "Busca e acharás.- Encontraremos, sim, os companheiros que buscamos, seja para o bem ou para o mal.

47 - Qual a solução mais simples ao problema da obsessão?

RESP.:- Consagremo-nos à construção do bem de todos, cada dia e cada hora, porquanto caminhar entre Espíritos nobres ou desequilibrados, sejam eles encarnados ou descncarnados, será sempre questão de escolha e sintonia.