SUICÍDIO

1 - QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS CASOS DE SUICÍDIO?

RESP.: Embora haja muitos casos que se podem estudar de suicídio, eles podem ser classificados em dois grande grupos. a - o direto (ou intencional) b - indireto.

2 - QUAIS OS PRINCIPAIS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DOS SUICÍDIO?

RESP.: Diversas são as consequências do ato, porém, a mais comum, "a que o suicida não pode escapar é o desapontamento", o indivíduo chega a um resultado muito diverso, ou seja, diverso daquele que imaginava atingir com o seu gesto tresloucado. Mas, "a sorte não é a mesma para todos", dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa nova existência que será pior do que aquela cujo curso interromperam.

3 - QUAIS OS ANTÍDOTOS MAIS EFICAZES PARA EVITAR O SUICÍDIO?

RESP.: Há, todavia, algum antídotos eficazes que podem evitar esse mal terrível.
1° - Em primeiro lugar, está a prece que restaura o bom ânimo e a vontade de realização. (Para o Espírito suicida, também, A prece funciona como um bálsamo, que o reergue e o prepara para as encarnações regenerativas).
2° - O trabalho, em segundo lugar, que ajuda a vida a escoar-se mais rapidamente, sem maiores turbulências ajudando o homem a suportar suas vicissitudes com mais paciência e resignação, sem queixas.
3° - Deve-se observar ainda os meios possíveis de reta consciência, através de uma vida honesta, justa e acima de tudo evangelizada.

4 - QUAIS AS CAUSAS PRINCIPAIS DO SUICÍDIO E DA LOUCURA?

RESP.: O suicídio e a loucura representam dois graves problemas que assolam a Humanidade. O suicídio é um atentado contra as leis divinas, pois significa a fuga das responsabilidades e dos encargos da vida; é uma forma de deserção dos compromissos assumidos antes da encarnação, tendo como consequência a anulação de uma existência, fato que, inapelavelmente, demandará um novo recomeço no futuro.

5 - QUAL É A SITUAÇÃO DOS SUICIDAS NO PLANO ESPIRITUAL?

RESP.: O suicídio, assim como a loucura, pode ter como causa ainda o uso desenfreado do álcool, o que conduz à insensatez e inconsciência das atitudes. No entanto, o indivíduo é sempre responsável pelas consequências nefastas de seus atos. O álcool não resolve as vicissitudes humanas; enganam-se aqueles que, em vez de robustecerem na fé em Deus e em si mesmos, na religiosidade, preferem-se refugiar-se no mundo tenebroso do alcoolismo e das drogas. O suicídio é o resultado ou a consequência de uma frouxidão moral, pois o suicida acredita que tudo termina com a morte do corpo.

6 - COMPARE OS PONTOS DE VISTA DO MATERIALISTA E DO ESPÍRITA, COM RELAÇÃO À IDÉIA DE SUICÍDIO?

RESP.: Comparando, pois, os resultados das doutrinas materialistas e espírita, sob o ponto de vista do suicídio, vemos:
1° - Que a lógica de uma conduz a ele, enquanto que, 2° - a lógica de outra o evita, o que é confirmado pela experiência.
1° - A incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as idéias materialistas, em uma palavra, são os maiores incentivadores do suicídio. O materialista acredita que tudo termina com a morte do corpo.
2° - Numerosos argumentos tem o espírita para se opor à idéia de suicídio: a certeza de que, abreviando a sua vida, chega a um resultado completamente diferente do que esperava; que foge de um mal para cair em outro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar.

7 - DE ONDE VEM O DESGOSTO PELA VIDA, QUE SE APODERA DE ALGUNS INDIVÍDUOS SEM MOTIVOS PLAUSÍVEIS?

RESP.: Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da saciedade. Para aqueles que exercem as suas faculdades com um fim útil e segundo as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente; suportam as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais agem tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que os espera.

8 -O HOMEM TEM O DIREITO DE DISPOR DA SUA PRÓPRIA VIDA?

RESP.: Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

9 - O SUICÍDIO NÃO É SEMPRE VOLUNTÁRIO?

RESP.: O louco que se mata não sabe o que faz.

10 - QUE PENSAR DO SUICÍDIO QUE TEM POR CAUSA O DESGOSTO DA VIDA?

RESP.: Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada!

11 - QUE PENSAR DO SUICIDA QUE TEM POR FIM ESCAPAR ÀS MISÉRIAS E ÀS DECEPÇÕES DESTE MUNDO?

RESP.: Pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda os que sofrem e não os que não têm forças nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Infelizes ao contrário, os que esperam uma saída nisso que, na sua impiedade, chamam de sorte ou acaso! A forte ou o acaso, para me servir da sua linguagem, pode de fato favorecê-los por um instante, mas somente para lhes fazer sentir mais tarde, e de maneira mais cruel, o vazio de suas palavras.

12 - OS QUE LEVARAM O DESGRAÇADO A ESSE ATO DE DESESPERO SOFRERÃO AS CONSEQUÊNCIAS DISSO?

RESP.: Oh! Infelizes deles! Porque responderão como por um assassínio.

13 - O HOMEM QUE SE VÊ ÀS VOLTAS COM A NECESSIDADE E SE DEIXA MORRER DE DESESPERO PODE SER CONSIDERADO COMO SUICIDA?

RESP.: É um suicida, mas os que causaram o suicídio ou que o poderiam impedir são mais culpáveis que ele, a quem a indulgência espera. Não acrediteis, porém, que seja inteiramente absolvido se lhe faltou a firmeza e a perseverança e se não fez o uso de toda a sua inteligência para sairdas dificuldades. Infeliz dele, sobretudo, se o seu desespero é filho do orgulho; quero dizer, se é um desses homens em quem o orgulho paralisa os recursos da inteligência e que se envergonhariam se tivessem de dever a existência ao trabalho das próprias mãos, preferindo morrer de fome a descer do que chamam a sua posição social! Não há cem vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em enfrentar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que tem boa vontade para aqueles a quem nada falta, e que vos volta as costas quando dele necessitais? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é uma coisa estúpida, porque ele não se importará com isso.

14 - O SUICIDA QUE TEM POR FIM ESCAPAR À VERGONHA DE UMA AÇÃO MÁ É TÃO REPREENSÍVEL COMO O QUE É LEVADO PELO DESESPERO?

RESP.: O suicídio não apaga a falta. Pelo contrário, com ele, aparecem duas em lugar de uma. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso tê-la para sofrer as consequências. Deus é quem julga. E, segundo a causa, pode às vezes diminuir o seu rigor.

15 - O SUICÍDIO É PERDOÁVEL QUANDO TEM POR FIM IMPEDIR QUE A VERGONHA ENVOLVA OS FILHOS OU A FAMÍLIA?

RESP.: Aquele que assim age não procede bem, mas acredita que sim, e Deus levará em conta a sua intenção, porque será uma expiação que a si mesmo impôs. Ele atenua a sua falta pela intenção, mas nem por isso deixa de cometer uma falta. De resto, se abolirdes os abusos da vossa sociedade e os vossos preconceitos, não tereis mais suicídios.

16 - QUE PENSAR DAQUELE QUE TIRA A PRÓPRIA VIDA COM A ESPERANÇA DE CHEGAR MAIS CEDO A UMA VIDA MELHOR?

RESP.: Outra loucura! Que ele faça o bem e estará mais seguro de alcançá-la, porque, daquela forma, retarda a sua entrada num melhor e ele mesmo pedirá para vir completar essa vida que interrompeu por uma falsa idéia. Uma falta, qualquer que ela seja, não abre jamais o santuário dos eleitos.

17 - O SACRIFÍCIO DA VIDA NÃO É ÀS VEZES MERITÓRIO, QUANDO TEM POR FIM SALVAR A DE OUTROS OU SER ÚTIL AOS SEMELHANTES?

RESP.: Isso é sublime, de acordo com a intenção, e o sacrifício da vida não é então um suicídio. Mas Deus se opõe a um sacrifício inútil e não pode vê-lo com prazer, se estiver manchado pelo orgulho. Um sacrifício não é meritório senão pelo desinteresse, e aquele que o pratica tem às vezes uma segunda intenção, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.

18 - O HOMEM QUE PERECE COMO VÍTIMA DO ABUSO DAS PAIXÕES QUE, COMO SABE, DEVE ABREVIAR O SEU FIM, MAS ÀS QUAIS NÃO TEM MAIS O PODER DE RESISTIR, PORQUE O HÁBITO AS TRANSFORMOU EM VERDADEIRAS NECESSIDADES FÍSICAS, COMETE UM SUICÍDIO?

RESP.: É um suicídio moral. Não compreendeis que o homem, neste caso, é duplamente culpado? Há nele falta de coragem e bestialidade, e além disso o esquecimento de Deus.

19 - É MAIS OU É MENOS CULPADO DO QUE AQUELE QUE CORTA A SUA VIDA POR DESESPERO?

RESP.: É mais culpado, porque teve tempo de raciocinar sobre o seu suicídio. Naquele que o comete instantaneamente há às vezes uma espécie de desvario que se aproxima da loucura; o outro será muito mais punido, porque as penas são sempre proporcionais à consciência que se tenha das faltas cometidas.

20 - QUANDO UMA PESSOA VÊ À SUA FRENTE UMA MORTE INEVITÁVEL E TERRÍVEL, É CULPADA POR ABREVIAR DE ALGUNS INSTANTES O SEU SOFRIMENTO POR UMA MORTE VOLUNTÁRIA?

RESP.: Sempre se é culpado de não esperar o termo fixado por Deus. Aliás, haverá certeza de que ele tenha chegado, malgrado as aparências, e de que não se pode receber um socorro inesperado no derradeiro momento?

21 - CONCEBE-SE QUE, EM CIRCUNSTÂNCIAS ORDINÁRIAS, SEJA O SUICÍDIO REPREENSÍVEL, MAS FIGURAMOS O CASO EM QUE A MORTE É INEVITÁVEL E EM QUE A VIDA SÓ É ABREVIADA POR ALGUNS INSTANTES.

RESP.: É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.

22 - NESSE CASO, QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DE TAL AÇÃO?

RESP.: Uma expiação proporcional à gravidade da falta, segundo as circunstâncias, como sempre.

23 - UMA IMPRUDÊNCIA QUE COMPROMETE A VIDA SEM NECESSIDADE É REPREENSÍVEL?

RESP.: Não há culpabilidade quando não há a intenção ou a consciência positiva de fazer o mal.

24 - AS MULHERES QUE, EM CERTOS PAÍSES, SE QUEIMAM VOLUNTARIAMENTE SOBRE OS CORPOS DE SEUS MARIDOS, PODEM SER CONSIDERADAS COMO SE TENDO SUICIDADO E SOFREM AS CONSEQUÊNCIAS DISSO?

RESP.: Elas obedecem a um preconceito e geralmente o fazem mais pela força do que pela própria vontade. Acreditam cumprir um dever, o que não é característica do suicídio. Sua escusa está na falta de formação moral da maioria delas e na sua ignorância. Essas nuanças bárbaras e estúpidas desaparecem com a civilização.

25 - OS QUE, NÃO PODENDO SUPORTAR A PERDA DE PESSOAS QUERIDAS, SE MATAM NA ESPERANÇA DE SE JUNTAR A ELAS, ATINGEM O SEU OBJETIVO?

RESP.: O resultado para elas é bastante diverso do que esperam, pois em vez de se unirem ao objeto de sua afeição, dele se afastam por mais tempo, porque Deus não pode recompensar um ato de covardia e o insulto que lhe é lançado com a dúvida quanto à sua providência. Eles pagarão esse instante de loucura com aflições ainda maiores do que aquelas que quiseram abreviar, e não terão para os compensar a satisfação que esperavam.

26 - QUAIS SÃO, EM GERAL, AS CONSEQUÊNCIAS DO SUICÍDIO SOBRE O ESTADO DO ESPÍRITO?

RESP.: As consequências do suicídio são as mais diversas. Não há penalidades fixadas e em todos os casos elas são sempre relativas às causas que o produziram. Mas uma consequência a que o suicida não pode escapar é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.

27 - QUAIS AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DOS QUE DESENCARNAM POR SUICÍDIO?

RESP.: A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tomentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia. Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente. Anos a fios, sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias, a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem das águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e, comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido. De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.

28 - Em circunstâncias adversas, o suicídio é uma saída para muita gente. O que diz o Espiritismo?

RESP.: Nenhuma religião admite o suicídio. Essa unanimidade evidencia tratar-se de algo contrário às leis divinas. O Espiritismo corrobora essa idéia. Em qualquer tipo de morte podemos dizer que se cumpriram os desígnios divinos. No suicídio, não. Deus não quer que ninguém elimine a própria vida.

29 - Fundamentalistas islâmicos vêm se matando, explodindo como bombas humanas, levando consigo muita gente. E se dizem religiosos...

RESP.: Não conheço nenhum princípio islâmico que recomende o suicídio ou o assassinato. Os que o fazem são fanáticos movidos a ódio, que é a negação da religiosidade, e por uma profunda ignorância quanto às consequências do suicídio.

30 - Quais são?

RESP.: Todo ato de violência que cometemos contra nós mesmos, ferindo ou aniquilando o corpo, atinge o perispírito, nosso corpo espiritual. Em lamentável destrambelho, os suicidas são confinados em regiões de tormentos indescritíveis que, segundo eles próprios, não têm similar na Terra.

31 - Todos sofrem na mesma intensidade?

RESP.: Depende do tipo de suicídio, das circunstâncias agravantes, como é o caso dos homens-bomba, ou atenuantes, envolvendo uma depressão grave, um desequilíbrio mental...

32 - A obsessão é circunstância atenuante?

RESP.: Sem dúvida. Há suicídios que se afiguram como verdadeiros assassinatos, cometidos por inimigos desencarnados. Envolvem de tal forma a vítima que a induzem a matar-se.

33 - Nesse caso, o suicida isenta-se de responsabilidade?

RESP.: Negativo! Nenhum obsessor nos obriga ao suicídio. Ele nos induz. A decisão é sempre nossa. Mesmo nos casos de subjugação EM que o obsessor domina a vítima, esta tem o instinto de conservação a seu lado e tenderá a resistir, a não ser que a idéia a seduza.

34 - Em incêndios de edifícios tem ocorrido de pessoas presas em andares superiores saltarem para a morte, ante a proximidade das chamas. E' suicídio?

RESP.: E' apenas um gesto instintivo de fuga. O calor, nessa situação, é tão intenso que, literalmente, pode derreter a vítima.

35 - O que podemos fazer pelos suicidas?

RESP.: Esquecer as circunstâncias de sua morte. Deixar de lembrar deles morrendo em decorrência da auto-agressão. Pensar neles vivos, no mundo espiritual, e orar muito por eles. Dizem os suicidas que as orações em seu benefício constituem abençoado refrigério para suas almas.

36 - As criaturas que se suicidam em razão das desilusões encontradas (nas ligações afetivas agravam os sofrimentos de outrem) além dos sofrimentos que elas próprias encontram?

RESP.:- Muitos Espíritos fracos, que por razões de infelicidade na afeição sexual atiram-se ao suicídio, encontram padecimentos gigantescos, como quem salta no escuro sobre precipícios de brasas, criando derivações de angústia para os causadores de semelhantes tragédias.

37 - Os casos de suicídio nas uniões carnais infelizes agravam provas em casamentos futuros?

RESP.:- Quantos violam a passagem da morte, crendo erroneamente alcançar o repouso, nada mais encontram senão suplício e desespero, a gerarem, no âmago de si mesmos, os pavorosos conflitos, que apenas as reencarnações regenerativas conseguem remediar. - Saibamos tolerar com paciencia as provações que o mundo nos ofereça, criando o bem sobre todos os males que nos cheguem das existencias que já vivemos, na convicção de que fugir ao dever - por mais doloroso seja o dever que nos caiba - seria sempre abraçar o pior. Em quaisquer atribulações ou dificuldades, a nossa obrigação individual é fazer o melhor ao nosso alcance para que o bem triunfe.

38 - Que fazer para extinguir os males evidentes das ligações afetivas, inconsideradas e desditosas?

RESP.: - Em todos os departamentos da luta humana, os compromissos do passado reaparecem. - Indispensável revestir-se a alma de forças para vencer em si mesma, os pontos vulneráveis que, em outro tempo, a fizeram cair.

39 - Qual a direção pessoal que devemos adotar para vencer os dissabores do lar infeliz?

RESP.:- Evitemos o divórcio, tanto quanto possível, e combatamos o aborto e o suicídio com todos os recursos de raciocínio e esclarecimento de que possamos dispor.

- O divórcio adia o resgate.

- O aborto complica o destino.

- O Suicídio agrava todos os sofrimentos.

40 - O que ocorre aos suicidas nas vidas ulteriores?

RESP.: Suicidas que estouraram o crânio ou que se entregaram a enforcamento, depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatoriais frequentemente, após diversos tentames frustrados de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas transportam nele as deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras.

41 - E os protagonistas de tragédias passionais?

RESP.: Protagonistas de tragédias passionais, violentas e obscuras, criminosos de guerra, aproveitadores de lutas civis, que manejam a desordem para acobertar interesses escusos, exploradores do sofrimento humano, caluniadores, empreiteiros do aborto e da devassidão e malfeitores outros que a justiça do mundo não conseguiu cadastrar, voltam à reencarnação em tribulações compatíveis com os débitos que assumiram e, muitas vezes, junto das suas próprias vítimas, sob o mesmo teto, marcados por idênticos laços consaguíneos, tolerando-se mutuamente, até a solução dos enigmas que criaram contra si mesmos, atentos ao reequilíbrio de que se vêem necessitados, ou sofrem a pena do resgate preciso em desastres dolorosos, integrando os quadros inquietantes dos acidentes do Espírito reencarnado, seja nos transes individuais ou nas provações coletivas.

42 - E aos cúmplices de erros e enganos?

RESP.: As grandes dificuldades não caem exclusivamente sobre os suicidas e homicidas comuns. Quantos se fizeram instrumentos diretos ou indiretos das resoluções infelizes que adotaram são impelidos a recebê-los nos próprios braços, ofertando-lhes o recinto doméstico por oficina de regeneração.

43 - O que ocorre àqueles que provocaram o suicídio de alguém?

RESP.: Se levianamente provocamos o suicídio de alguém, é possível que tenhamos esse mesmo alguém, muito em breve, na condição de um filho-problema ou de um familiar padecente, requisitando-nos auxílio, na medida das responsabilidades que assumimos, na falência a que se arrojou.

44 - Que acontece aos que impelem o próximo à falência moral?

RESP.: Se instilamos viciação e criminalidade em companheiros do caminho, asfixiando-lhes as melhores esperanças na deserncarnação prematura, é certo que se corporificarão, de novo na Terra, ao nosso lado, a fim de que lhes prestemos concurso imprescindível à reeducação, na pauta dos compromissos a que nos enredamos, ao precipitá-los nos enganos terríveis de que buscam desvencilhar-se, abatidos e desditosos. Nas mesmas circunstâncias carreamos em nós, enraizados nas forças profundas da mente, os bens ou os males que cultivamos.

45 - E àqueles que se entregam aos desequilíbrio do sexo?

RESP.: Nessas condições, o porvir esboça-se, nebuloso, apontando-nos graves lições de refazimento e resgate. Se abraçarmos desequilíbrios de sexo, agravados com padecimentos alheios por nossa conta, aguentamos inibições genésicas, muitas vezes, com o cansaço precoce e a distrofia muscular, a epilepsia ou o câncer, de permeio.

46 - E àqueles que perpetram crimes?

RESP.: Se perpetramos crimes na pessoa dos nossos semelhantes, eis-nos à frente de mutilações dolorosas.