POESIA ESPÍRITA

1 - Poesia e prosa, sobretudo poesia e muitos sonetos.

Na evolução da poesia, o soneto avulta, sem dúvida, pela sobrevivência secular, tendo resistido através das idades à insurgência de novas escolas, de novos modelos de expressão do sentimento, embora com algum sofrimento, adormecido muitas vezes no esquecimento de gerações de poetas ou passando por verdadeiras intervenções cirúrgicas na sua integridade estrutural, na congenitalidade orgânica dos seus 14 versos inerentes.

O soneto tem sofrido processo contínuo de abastardamento, de desrespeito à sua disposição estrófica, de chinesices inconsequentes, como as apresentações acrósticas, mesósticas, em losango, em cruz de Santo André, de curiosidades inexpressivas, como sonetos miniaturais, de quatro, três, duas até de uma sílaba - como diz Mello Nóbrega em, seu erudito "Os Sonetos do Soneto".

Refere-se ainda a "Verdadeiros quebra-cabeças ritmados", como entre outros, o soneto de Jean Schelandre, conservado por Collet em sua "Vie des poétes français", em que determinadas frases dão o tema do verso, podem ser lidas em vários sentidos, seja verticalmente, formadas pelas palavras iniciais de cada hemistíquio, seja em linhas inclinadas partindo do meio do primeiro alexandrino, ao fim do sétimo, ou em outras dlreções, podendo formar a figura geométrica de um losango.

Esse dismorfismo, sonetos em cruz, em losango, com a possibilidade de leitura em vários sentidos, lembra, em tempos mais chegados, o que tomou o nome de poesia de vanquarda, já com alguma repercussão entre nós, em que talentos perdidos nos descaminhos da novidadeirice se exercitam nos meandros da, por antinomia dita, poesia concreta de integração "praxis".

A composição" poemática" se nos apresenta endurecida nas angulações geométricas, charadística, dependente consideravelmente de artifícios de tipografia nos textos impressos, de cartazismo, de áudio-visual, poesia sem poesia que pede insistemente o socorro de hábeis e traquejados exegetas.

Mas, entretanto que essas e outras brotoejas literárias que empolam o tegumento cutâneo da poesia desaparecerão com a vida efêmera dos exantemas - o soneto, remontando às raízes clássicas de sua formacão secular, sofrendo embora as vicissitudes do tempo como organismo vivo que é, tem garantida a perpetuidade de sua presença como fonte de expressão poemática, de misterioso sabor, das inquietações do espírito, do lirismo das emoções, da vida interior do pensamento humano.

Eu penso, como muita gente, que só é poeta quem tem alma de poeta. Como o faiscador, batéia e almocrafe em punho, no leito aurífero da inspiração, o poeta colhe os mananciais com que construirá a catedral dos seus sonhos.

Alexandre Mello

2 - O EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO A POESIA

A primeira é de que reveste, com particular devoção e suave inspiração, os principais episódios da vida de Cristo, desde à Anunciação.

Ler os Evangelhos é vivê-los, como se o internauta fosse um contemporâneo de Cristo, ouvindo-O, seguindo-O, sentindo fome e sendo alimentado pelo milagre da multiplicação. Não conhece o Novo Testamento quem não se coloque como um personagem de época e não receba aqueles ensinamentos como se dirigidos, naquele momento, para ele próprio.

Esta poesia oferta, exatamente, essa sennsível impressão de que se está vivendo aquele momento e aquela cena, com uma poesia límpida, pura, em que o domínio do vernáculo não se permite concessões a neologismos ou modernismos corrosivos.

A poesia e a fé se unem na inspiração do autor e o resultado é uma leitura que corre fácil e dilata a alma. O classicismo da forma gera a sensação de bem estar que os versos depositam no coração de quem os lê, sendo certo que se procurasse outros caminhos poéticos mais ao gosto atual, talvez o resultado não fosse tão descortinador, como a hospedagem de versos rimados e tradicionais.

Densa a fé, maravilhosa a inspiração, fantástica a concepção, que enaltecem o autor e alegrarão todos aqueles que tiverem o privilégio de ler a obra.

A segunda palavra é sobre a forma adotada. O soneto é o mais difícil e o mais clássico dos veículos poéticos. Os 14 versos devem compreender toda a concepção artística e só os grandes mestres conseguem dominar sua prisão alcandorada.

Este é mais um soneto (italiano) para a divagação filosófica. Aquele para o pulsar da alma. O soneto inglês, em sua forma de três quartetos e um dueto, exige quase sempre solução final de caráter reflexivo, meditativo. As idéias são apresentadas nos três primeiros quartetos e a conclusão no dueto final. O soneto italiano, não.

A liberdade das soluções, com dois quartetos e dois tercetos, permite, desde conclusões de um verso só a outras que principiam no primeiro verso do primeiro terceto. Por isto, muitos autores entendem que a fórmula inspirada por Shakespeare é mais voltada ao cérebro, e a de Petrarca ao coração.

Ives G. da S. Martins

3 - CHÃO DE FLORES

Enquanto nossos companheiros - os trovadores da Espiritualidade - escreviam as páginas desta obra, notávamos que os versos lhes nasciam da alma por flores de luz a se espalharem na terra.

E da terra que pisávamos reverentes, eis que a revoada de pétalas se voltava para nós, em ondas de renovação e alegria, encantamento e beleza.

Em razão disso, esta obra pareceu-nos prodigioso chão de flores.

É com este nome, leitor amigo, que te entregamos semelhante oferta, desejando te felicites aqui com a descoberta que nos eleva os corações o tesouro das mensagens iluminadas de amor trazidas até nós por generosos intérpretes da Vida Maior, em nome de Deus, a entretecerem com ensinamentos e consolações, avisos e bênçãos todo um maravilhoso jardim de sabedoria e imortalidade, paz e luz.

Emmanuel

 

AÇÃO DE GRAÇAS ACONSELHAR ADOÇÃO
ADORAÇÃO ADULTÉRIO AFETIVIDADE
AFLIÇÃO AFLIÇÕES AGRADAR
AGRESSÕES AGUILHÃO ALEGRIA
ALMA ALUCINAÇÃO AMBIÇÃO
AMIGO AMPARO AMOR
ANIMAIS ANJOS ANO NOVO
ANSIEDADES APARÊNCIAS APOCALIPSE
ARREPENDIMENTO ASSISTÊNCIA AVARENTO
BATISMO BELEZA BEM
BENÇÃOS BENEFICÊNCIA BONDADE
CALMA CALÚNIA CALVÁRIO
CARÁTER CARIDADE CARMA
CASAMENTO CEGOS CÉU
CHORO CIÚME COBIÇA
CÓLERA COMPAIXÃO COMPANHEIRO
COMPREENSÃO COMPROMISSOS CONDENAÇÕES
CONDUTA CONFLITOS CONSCIÊNCIA
CONSOLAÇÕES CORAÇÃO CORAGEM
CONTRADIÇÕES CRIANÇAS CRISTÃOS
CULPA CURA DECEPÇÃO
DEDICAÇÃO DEMÔNIOS DESENCARNE
DESILUSÃO DESTINO DISCUSSÃO
DEUS DEVER DIFICULDADES
DOENÇA DOR EGOÍSMO
EMOÇÕES ENCARNAÇÃO ENERGIA
ENFERMIDADE EQUILÍBRIO ÊRRO
ESCRAVIDÃO ESMOLA ESMORECER
ESPERANÇA ESTRADA ETERNIDADE
EVANGELHO EXPIAÇÃO FAMÍLIA
FANATISMO FATALIDADE
FELICIDADE FILHO FLOR
FINADOS FORTUNA FRACASSO
FRATERNIDADE FUTURO GÊNIOS
GENTILEZA GRAÇA GRATIDÃO
GRAVIDEZ HARMONIA HUMILDADE
HUMILHAÇÃO IDEAL IGNORÂNCIA
IGUALDADE ILUSÃO IMAGINAÇÃO
IMORTALIDADE INCOMPREENSÃO INCREDULIDADE
INDULGÊNCIA INFERNO INFINITO
INGRATIDÃO INSPIRAÇÃO INSTINTO
INVEJA JESUS JULGAMENTO
JORNADA JUVENTUDE LÁGRIMAS
LAR LEI LIBERDADE
LIÇÃO LUTAS LUZ
MÃE MÁGOA MAL
MALEDICÊNCIA MAR MATURIDADE
MEDIUNIDADE MEDO MEMÓRIA
MENTIRA MORAL MORTE
MUDANÇA MULHER NATAL
NATUREZA OBEDIÊNCIA OBSESSÃO
ORAÇÃO PACIÊNCIA PAI SEMPRE
PAIXÕES PARENTES PAZ
PECADO PENSAMENTO PERDÃO
PESQUISA POBREZA PODER
PROBLEMAS QUEIXA RECORDAÇÃO
REENCARNAÇÃO REGENERAÇÃO RELIGIÃO
RESIGNAÇÃO REMORSO RENOVAÇÃO
REPOUSO ROSA SAUDADE
SAÚDE SENSUALIDADE SERENIDADE
SEXO SILÊNCIO SIMPLICIDADE
SINCERIDADE SOFRER SOLIDÃO
SONHOS TAREFA TEMPO
TOLERÂNCIA TRABALHO VÍCIOS
VERDADES VIDA VINGANÇA
VIOLÊNCIA VIRTUDES VONTADE
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