SONETOS DE VIDA E LUZ

Tudo dizer sobre o soneto seria não apenas demasiada pretensão de nossa parte quanto exigência até certo ponto refinada (conquanto respeitável) por parte do internauta que nos conceda atenção.

Entretanto, com vistas aos companheiros menos afeitos à Poesia ou ao estudo das produções poéticas, refiramo-nos, de modo breve, à composição poética de forma fixa que nunca perdeu e, possivelmente, nunca perderá seu próprio valor, quer passe o tempo e evoluam gerações, quer surjam e se renovem as chamadas escolas literárias, ou irrompam tendências novas.

Apesar de certa controvérsia quanto à origem do soneto, afigura-se-nos a Itália, ou, com mais precisão, a Sicília, como quer Cruz Filho, como sendo o seu berço.

Autores diversos, dentre outros, Guilherme Collet (1598-1659) e Charles Asselineau, Joachim Ou Bellay e Dorchain, há algumas centúrias, se digladiam, defendendo uns a origem provençal do soneto e outros explicando que o termo son ou sonnet, no século XIII usado, por exemplo, por Guilherme de Lorris, se estendia "indiferentemente a toda espécie de canto", do qual se serviam os troveiros e trovadores.

O que temos como certo, porém, é que graças a Dante (1265-1321) e a Petrarca (1304-1374), na Itália, pôde o soneto se imantar de inigualável magnetismo, sendo daí levado por Mellin de Saint-Gellais (1491-1558) à França, atingindo a Espanha por intermédio do Marquês de Santillana (1398-1458), e Portugal por Francisco de Sá de Miranda (1485-1558).

Com relação ao Brasil, sabe-se apenas que foi Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711), o primeiro poeta brasileiro a incluir sonetos em livro, no caso, Música do Parnaso, publicado em Lisboa, na Oficina de Miguel Manescai, Impressor do Santo Ofício, em 1705.

Bom que se diga de passagem que alguns autores consideram "Girard de Bourneuil, trovador francês da província de Limousin, o criador do soneto, no século XIII".

Segundo outros, baseados nas recentes investigações do Prof. G. A. Cesareo, "o soneto foi inventado por Giacomo da Lentini, poeta siciliano da primeira metade do século XII. (...)

Elias Barbosa

1 - ASCENSÃO 2 - REENCONTRO NA PRIMAVERA
3 - ARREPENDIMENTO 4 - VERSOS À MINHA MÃE
5 - NAS VERTIGENS DA VISÃO 6 - E ASSIM DEUS FEZ
7 - DUENDE E DOENTE 8 - LIBÉLULA DE DEUS
9 - RENASCENÇA DO EVANGELHO 10 - MELHOR ASSIM
11 - CHAMO-ME CARIDADE 12 - GUERRA DE ALMAS
13 - TEMPO EM VÃO 14 - LEMA DE AMOR
15 - A FONTE DE ARABELA 16 - CIÊNCIA E AMOR
17 - IMPASSE 18 - SINAIS DOS TEMPOS
19 - AMOR SEMPRE 20 - CÂNTICO DA LIBERTAÇÃO
21 - CONSOLADOR PROMETIDO 22 - PROVA DE FOGO
23 - PARADOXO 24 - ANTE O GRANDE PORTAL
25 - LEIRA DAS HORAS 26 - DESPERTA, CAMINHEIRO TRISTE !
27 - DE SOL A SOL 28 - O PERU DO NATAL
29 - NA HORA DA PARTIDA 30 - PALAVRAS DA VIDA
31 - IDEAL 32 - TRÂNSFUGA
33 - CORAGEM 34 - NO CASTELO FEUDAL
35 - MADALENA E O MESTRE 36 - VIDA DE CACHORRO
37 - FANTASMA ERRANTE 38 - TUDO FALA DE AMOR
39 - SUPREMO ENGANO 40 - DE QUE É A CULPA?
41 - MENSAGEIRA BENDITA 42 - DESOBSESSÃO
43 - DIVINO COLÓQUIO 44 - AME
45 - EM CAMINHO 46 - NÃO MAIS TALVEZ
47 - O PASSE 48 - COCOTA E BEBELA
49 - AO PALADINO DO BEM 50 - O EVANGELHO S. O ESPIRITISMO
51 - TERRA PROMETIDA 52 - MINISTÉRIO
53 - CAOS 54 - SONETO