OBSESSÃO

 

Todos quantos vivem dentro do santuário bendito da Doutrina do Consolador conhecem, de perto, o termo obsessão, os casos de obsessão e os livros sobre obsessão. Tema antigo, porquanto desde os primeiros momentos do homem terrestre a obsessão se fez presente, inaugurando na Terra o seu reinado.

Vítima de obsessões terríveis temos, nos quadros da História da Humanidade, casos familiares que se apresentam diariamente aos nossos olhos atentos e comovidos. Casos nos locais de trabalho onde companheiros nossos se ajustam ao jugo terrível da obsessão, como encadeando-se em terríveis prisões. Sabemos também que o próprio Cristo sofreu o martírio do Gólgota, presa de obsidiados de sua época.

Até hoje somos conhecedores dos terríveis dramas de obsessão, pois afortunados com a luz evangélica que nos revela aos dramas das obsessões, orarmos simplesmente por eles ou estudarmos o Evangelho, não será terapêutica tão somente recomendável aos nossos corações enfronhados no divino labor da seara do Mestre.

Cumpre-nos a obrigação primordial de encetarmos verdadeira batalha em prol da luz, da harmonia, do bem em toda parte. Sabemos que as obsessões só se verificam em campo aberto quando a mente emite raios de influenciação às zonas inferiores ou afins, com o nosso pensamento. Sentiremos então, invariavelmente, a resposta justa ao nosso apelo às linhas mais baixas com as consequências lógicas do que desejamos. Se nossa casa mental estiver arejada por ideais ou ajustada aos deveres mais simples e belos que a vida nos oferece, teremos, como é natural, o nosso livre-trânsito para a comunhão com o Grande Além, recebendo-nos as belíssimas inspirações.

Entretanto, endividados nos séculos, seremos, muitas vezes, conduzidos às provas mais árduas, sofrendo as tentações que nos são impostas. Neste justo instante está a nossa obrigação maior de combate às trevas, fugindo ao império do mal, não dando guarida a sentimentos inferiores e elevando-nos pela prece aos majestosos caminhos da Lua. Não bastará pois o conhecimento, a frequência às reuniões de amor cristão para transpormos a grande barreira da obsessão e ajudarmos àqueles que nos são próximos. É mister dosarmo-nos de verdadeira atitude de vigilância e oração, paciência e principalmente de amor, para afastar de nossa senda, já plena de atribulações pelas dívidas do passado, os obsessores.

Importa verificarmos sempre as qualidades de vibrações que emitirmos de nossa mente a todo instante e em estado de alerta permanente, comungando as divinas e maravilhosas lições do Cristo, marcharmos para diante empenhados na harmaniosa luz do Bem, do Amor, da fraternidade que nos dará e à Terra inteira a Verdade e a Vida do Caminho Salvador.

Que o Senhor nos abençoe.

BEZERRA DE MENEZES