A AURA

 

Em ([Evolução em dois mundos] Cap. XIII), André Luiz explica o pensamento como um processo mental em que a mente absorve e emite matéria mental em processo vitalista semelhante à respiração "absorvendo energia e transubstanciando-a sob a própria responsabilidade para influenciar na Criação, a partir de si mesma".

Da mesma forma que uma corrente elétrica excita um filamento, irradiando luz, assim a mente, no processo de pensar, restitui a matéria mental ao mesmo com características que lhe foram imprimidas pela natureza dos pensamentos com que se houve, espraiando-se ao redor dos indivíduos, com qualidade de irradiação, qual halo de uma chama ao redor da mesma.

Segundo André Luiz ([Evolução em dois mundos] Cap. XVII), todos os seres vivos, desde a célula, emitem radiações revestindo-se de um halo enerrgético. No homem tais projeções "modelam-lhe o corpo vital ou duplo etérico. . . duplicata mais ou menos radiante da criatura". Diz ele ainda: - "Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende a cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes". E continua dizendo: - "Aí temos ... a aura humana, peculiar a cada indivíduo. .. valendo por espelho sensível em que todas as idéias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum.

Fotosfera psíquica ... retratando-nos todos os pensamenntos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes".

Aliás, hoje, pela fotografia Kirlian, na Parapsicologia, já se constata o aspecto da aura na dependência de fatores íntimos, "cuja cor e consistência dependem de doença, emoção, estados de espírito, pensamentos, cansaço e outros fatores de caráter emocional" ([Experiências psíquicas além da cortina de ferro] Cap. 17).

SOMOS AVALIADOS PELA AURA

Pelo fato de a aura expor em cores e imagens verdadeiras telas vivas que nos exibem os estados mais íntimos a que nos entregamos, os espíritos mais evoluídos, responsáveis pela atriibuição de tarefas às pessoas, podem examiná-la, por concentração e avaliar-nos.

André Luiz em ([Nos domínios da mediunidade], Cap. 11) fala do PSICÓSCOPIO, um aparelho destinado "à auscultação da alma, com o poder de definir-lhe as vibrações e com a capacidade para efetuar diversas observações em torno da matéria. .. Analisando a psicoscopia de uma personalidade ou de uma equipe de trabalhadores, é posssível anotar-lhes as possibilidades e categorizar-lhes a situação. Segundo as radiações que projetam, planejamos a obra que podem realizar no tempo ... A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção" .

Isto é, da mesma maneira que se nos revelam os elementos contidos em um corpo celeste analisando-lhe as radiações pela espetroscopia, as radiações que emitimos pela mente ao pensar revelam nossas possibilidades.

A emissão da matéria mental, com características dependentes da natureza de pensamentos que a mente cultiva, faz com que se estabeleça, para cada pessoa, atmosfera mental típica e característica criadora de zonas ou regiões de influência típica que se irradia e induz, em outras mentes que se lhe sintonizam, a mesma ordem de idéias e de pensamentos.

Diz André Luiz em ([Mecanismos da mediunidade] Cap. IV): - "Emitindo uma idéia, passamos a refletir as que se lhe assemelham, idéia essa que para logo se corporifica, com intensidade correspondente à nossa insistência em sustentá-la, mantendo-nos assim espontaneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de sentir" .

Em ([Nos domínios da mediunidade] Cap. II) André Luiz narra de um grupo de pesssoas comuns mas voltadas para os ideais superiores, buscando o aprimoramento íntimo na prática do bem e no estudo nobremente conduzido. Descreve ainda como, pela psicoscopia, os espíritos capacitados observam as projeções de seus raios mentais, em via de sublimação e como, do alto, assimilam correntes superiores que lhes fortalecem e ampliam as qualidades do espírito.

Diferentemente, mentes desequilibradas emitem matéria mental causadora de influência prejudicial. Em ([Os mensageiros] Cap. 40) André Luiz cita zonas de matéria mental inferior que constituem nuvens de bactérias variadas. Assim como um enfermo expele bafo contagiante, assim a mente enfermiça expele formações ameaçadoras do equilíbrio mental. E afirma: - "Somente os homens de mentalidade positiva, na esfera da espiritualidade superior, conseguem sobrepor-se às influências múltiplas de natureza menos digna.

Se temos nuvens de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma em identidade de circunstâncias .. , na estera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas".

Desta forma, grupo ou certas pessoas, mesmo se engajadas em tarefas de programa elevado, podem cair em desequilíbrio e comprometê-lo. Neste caso - pergunta André Luiz - em virrtude da psicoscopia que pode revelar a tempo essa mudança de disposições, como procede o plano espiritual?

É-lhe respondido que se esse é apenas um problema de minoria, então ela pouco a pouco, por ausência de afinidade, termina por afastar-se da maioria empenhada na extensão do bem. Caso contrário tornando-se a maioria compromissada com o mal, não se estabelece nenhuma condição de cerceamento de ação, denúncia ou perseguição. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Por ela, a vida se encarrega de colocar cada um no lugar que lhe compete, entregando-o "às forjas renovadoras do tempo e da provação".

Em ([Mecanismos da mediunidade] Cap. IV) diz: - "É nessa projeção de forças, a determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes encarnadas ou desencarnadas que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamento, construções substanciais na esfera da alma, que nos liberam o Passo ou nô-lo escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha. Isso acontece porque, à maneira do homem que constrói estradas para a sua própria expansão ou que talha algemas para si mesmo, a mente de cada um, pelas correntes de matéria mental que exterioriza, eleva-se a gradativa libertação no rumo dos planos superiores ou estaciona nos planos inferiores, como quem traça vasto labirinto aos próprios pés".

Rino Curti