A LEI DO AMOR

A lei que rege todo o Universo é a lei do amor e o nosso planeta Terra é regido por ele. Uma extensão da lei do amor é a lei de ação e reação, de causa e efeito. Tudo que existe é o Amor do Criador expressado e materializado. O amor é a essência da própria vida.

Quando praticamos um ato de desamor para com o nosso semelhante, sofremos as conseqüências desse ato e passamos a sofrer a reação dos nossos atos em nós mesmos. É a lei de ação e reação, de causa e efeito, que tem como finalidade essencial nos despertar para o fato de estarmos vivendo em discordância com a lei do amor.

A melhor maneira de remediar, ou melhor, de eliminar as nossas dores consiste em nos reeducarmos por meio de uma auto-análise profunda e viver em harmonia com as leis divinas, principalmente com a lei do amor.

O amor é essência da própria vida e, sendo asssim, é o elixir procurado pelos antigos para manter a eterna juventude. "O amor cobre uma multidão de pecados", ou seja, o amor rejuvenesce, dá vida, saúde, felicidade para quem vive na lei.

Dentro da nossa evolução cada um expressa o amor da forma em que se encontra. Assim existe o amor sensual, o amor carnal e o verdadeiro e puro amor, que é a lei que rege a criação.

Todos os seres expressam a capacidade de amar segundo a sua faixa de evolução, mas temos que considerar que sempre é o mesmo amor na tentativa e na espera para se expressar.

No início da sua evolução, o homem tem apenas instintos, mas à medida que vai atingindo novos graus evolutivos alcança as sensações, chega as paixões animalizadas, e vai melhorando os sentimentos até atingir a capacidade de expressar o amor.

E assim o amor é o sentimento no seu mais alto grau, na sua maior pureza, no seu refinamento.

É bom notarmos que as criaturas mais abjetas sentem amor por outras criaturas e expressam seus sentimentos.

Esse sentimento divino está presente em todas as criaturas e em todas as coisas, sendo diferente apenas a capacidade de perceber e expressá-lo.

Mas os fariseus, quando ouviram o que Jesus tinha feito, calaram a boca dos saduceus, juntaram-se em conselho e um deles, que era doutor da lei, sondando-o perguntou-lhe: "Mestre, qual o maior mandamento da lei?".

Jesus lhe disse: "Amarás ao senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu entendimento; este é o primeiro mandamento e o segundo é semelhante ao primeiro: "Amarás o próximo como a ti mesmo" (Mateus, 22: 34-40).

Estes dois mandamentos contêm toda a lei dos profetas.

"E assim, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei dos profetas". (Mateus, 11: 12)

"Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem." (Lucas, 1:31)

A lei de amor tem aplicação direta com a pessoa do nosso próximo. É totalmente impossível amarmos a Deus se não amarmos o próximo, e amar o próximo é fazer para os outros o que gostaríamos que eles nos fizessem, é desejar e praticar para os outros, o que desejaríamos para nós mesmos.

Amar o próximo é, acima de tudo, aceitar o nosso semelhante como ele é e como se apresenta, consciente de que todos nós somos filhos de Deus, alvo do mesmo amor, com a mesma sensibilidade e com o mesmo destino.

Devemos aceitar o próximo como ele é e se apresenta, consciente de que os nossos defeitos não fazem parte integrante de nós e que à medida que vivenciamos a lei de Deus, estamos eliminando do nosso ser todo ódio, negatividade e toda imperfeição. Amar o próximo é também desenvolver a capacidade de perdoar aqueles que nos ofendem a exemplo do próprio Cristo que nos Seus últimos instantes falou: "Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem".

É interessante observarmos que quando falamos da lei de amor, quando falamos em amor, já pensamos automaticamente em condições.

Amamos as pessoas que são prestativas e amorosas conosco.

Amamos as pessoas que podem acrescentar algo à nossa vida e repelimos aquelas que nada podem acrescentar.

Quando Jesus disse: "Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis alívio para vossa alma;" (Mateus, 11: 28-30) ... é interessante lembrarmos que trazemos do passado falsos valores, complexos sociais, políticos e religiosos e com isso construímos as nossas muralhas que nos separam do próximo.

No entanto, é o próprio Jesus que nos ensina em relação ao amor: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei". Como nos ama Jesus? Será que Jesus impôs alguma condição para amar o próximo?

O Mestre Divino amou Madalena que era uma mulher adúltera e pecadora. Amou Zaqueu que era um avarento. Enfim Jesus amou e ama todos nós incondicionalmente, e é isso que devemos aprender. isto é, a amarmos sem distinções. Amar o próximo é nos colocarmos numa posição espiritual bem consciente, ou seja, sabermos distingüir uma personalidade temporária que erra, de um espírito eterno, expressão do próprio Deus do amor.

E, ainda, em relação ao próximo, é indispensável lembrarmo-nos da lei da caridade, que é filha dileta do amor. É importante a nossa caridade material, é importante o agasalho, o pão e abrigo, mas mais importante é a caridade que consiste em aceitarmos, respeitarmos uns aos outros como irmãos que somos, sem as barreiras dos falsos valores temporários.

Em relação à caridade, fruto do amor ao próximo é ainda Jesus que nos recomenda: "Tudo que fiizeres ou deixares de fazer a um destes mais pequeninos, é a mim que o fazes". Quando amamos o próximo, sem dúvida alguma, amamos a Deus e quando desprezamos o próximo, é ao próprio Deus que nós desprezamos.

Portanto, sabemos que o amor é a solução ideal dos nossos problemas pessoais, familiares, sociais e solução ideal para o problema de toda a humanidade sofredora.

O único modelo, o modelo infalível para observarmos a maneira de vivenciar a lei do amor é o próprio Jesus.

Eunilto de Carvalho