Jesus e a fidelidade a Deus

1 - INTRODUÇÃO

A vinda de Jesus, o Messias (Cristo, na tradução grega) encontra seu momento aprazado, nesta circunstância em que "a Terra não podia perder a sua posição espiritual, depois das conquistas da sabedoria terrestre e da família romana" ([A caminho da luz] Cap. XI). E viria como Mestre, guia espiritual, tal como o preconizaram os profetas.

Diz Emmanuel: "No momento aprazado, Jesus reúne as assembléias de seus emissários. .. É então que se movimentam as entidades angélicas do sistema... Todas as providências são levadas a efeito. Escolhem-se os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. .. e, quando reinava Augusto. .. viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas ... em que a manjedoura é o teatro de todas as gloriificações da luz e da humildade ... " ([A caminho da luz], Cap. XI).

2 - NASCIMENTO E CORPO DE JESUS

André Luiz em ([Missionários da luz], Cap. 12) fala de Planejamento de reencarnações, segundo processos altamente especializados e trabalhosos.

Emmanuel em ([Renúncia], l.a Parte - 1) diz: .. "Jesus, penetrando na região terrestre, foi compelido a se aniquilar em sacrifícios pungentes ... " Em seguida narra que Alcíone é desligada de suas tarefas no Plano Espiritual com as seguintes palavras de seu Instrutor: - . . . "ficas desde já desligada de tuas obrigações nesta esfera, a fim de te adaptares, vencendo as situações adversas das regiões inferiores que nos separam do mundo, no que, pressinto-o, deverás gastar quase dez anos terrestres" .

Concluímos portanto que:

1 - ao lado de todas as providências, deva ter havido manifestações mediúnicas as mais variadas e extraordinárias; mesmo porque elas acontecem conosco diariamente;

2 - que Jesus veio a este mundo pelo processo normal reencarnatório, mesmo porque não há um único caso que possa comprovar qualquer exceção à regra.

A gravidez de Maria, pelo Espírito Santo, Deus na 3ª pessoa, é figura mitológica, relacionada às concepções da época, segundo as quais, um Deus - Jesus - só poderia ser gerado por outro Deus.

É relativamente a este conceito que alguns foram levados a conceber o corpo de Jesus fluídico, tese já levantada pelo Docetismo, no início da era cristã e retomada por Roustaing, modernamente.

Kardec estuda a questão e refuta esta tese n'A Gênese, Cap. XV, e em "Obras Póstumas" sob o título: "Estudo sobre a natureza do Cristo".

3 - A VIDA DE JESUS

Muito difícil é reconstituir a vida de Jesus. Os Evangelhos são, praticamente, a única fonte de informação, mais voltados a descrever o que ele significa para a Igreja, do que a relatar fatos. Neles, Jesus é tido como Deus, a segunda pessoa - o Filho, numa concepção que se liga aos mitos e narrações bíblicas, consideradas como revelação direta de Deus aos homens. Segundo tal concepção Deus criou o mundo a partir do nada, 3.761 anos antes do nascimento do Cristo. O calendário judaico toma como referência a data da criação. Em 1980 comemora-se, no ano novo judaico, 5.741 anos de existência do mundo: o aniversário do mundo.

Deus criou Adão e Eva que teriam ofendido a Deus por quererem assemelhar-se-lhe. É o pecado original, uma ofensa proporcional à grandeza do ofendido. Infinita, portanto. Por isto mereceram castigo que se estendeu a toda sua descendência. Mas, infinitamente misericordioso que Ele é, Deus, na pessoa do filho, fêz-se homem a fim de sofrer ele próprio a dor do resgate e, com isto, redimir a humanidade e proporcionar-lhe salvação.

Com a sua ressurreição ficou demonstrado ser ela estendida aos homens, que ressurgirão no dia do juízo final, no fim dos tempos. Nesse dia cada alma retomará o próprio corpo e, cada um será justiçado de forma definitiva.

A ciência comprova a idéia de evolução e o Espiritismo a confirma dizendo que ela se efetua nos dois planos; que quem evolui é o Espírito, o qual se desenvolve gradativamente, há bilhões de anos, e através dos diversos reinos: o mineral, o vegetal, o animal, o hominal, sem que lhe possamos divisar começo e fim. E, ainda, que a vida existe em bilhões de outros planetas. Ver ([A caminho da luz], Cap. IV) e ([Espiritismo e evolução), Cap. 11).

O que se mantém sem controvérsia, nos Evangelhos, embora as interpretações difiram, é a parte moral ([O Evangelho Segundo o Espiritismo], Introdução), a única abordada por Kardec, em [O Evangelho Segundo o Espiritismo].

Nós, neste Curso, também, mais que aos fatos, nos cingiremos ao significado da personalidade de Jesus no processo histórico, em face da evolução, segundo o ponto de vista, espírita, apoiados nos Evangelhos, nos livros da codificação e da literatura espírita, notadamente em Boa Nova, de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

4 - A INFÂNCIA DE JESUS

o nascimento de Jesus é narrado nos Evangelhos que registram, a ele relacionados, muitos fatos extraordinários. (Mateus, Cap. 1.0). Em Lucas, Cap. 1.0, o nascimento de João Batista também é relacionado a outros fatos inusitados, entendendo-se que o nascimento de ambos terá sido acompanhado de manifestações e fenômenos mediúnicos excepcionais pela excelsitude de seus Espíritos.

Da infância de ambos pouco se sabe, sendo digno de reegistro a passagem de Jesus entre os doutores da lei, quando contava 12 anos. (Lucas 2: 46.47).

Conta Humberto de Campos em ([Boa Nova], Cap. 2), que Maria e Isabel, genitoras de Jesus e João Batista, respectivamente, referiam-se a eles como predestinados a trazer "para a Humanidade, a luz divina de um caminho novo".

Jesus, falando de sua comunhão com Deus, elucidava viajantes, confortava necessitados, com uma sabedoria que não podia provir deste mundo: Para a mãe, que queria enviá-lo ao Templo, a fim de educar-se, teria dito que ele, já estava com Deus. A seguir. .. "pediu a José que o admitisse em seus trabalhos, para ensinar que a melhor escola é a do Lar e a do próprio esforço." ([Boa Nova], Cap. 2).

Dizem alguns que viveu entre os Essênios. A crítica histórica considera o fato pouco provável e Emmanuel o nega em ([A caminho da luz), Cap. XII) . No Evangelho, nada há que revele esse relacionamento.

5 - JOÃO BATISTA E O BATISMO

João Batista é o precursor de Jesus. Adverte as pessoas e exproba-lhes as imperfeições. "João é a Verdade e a Verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa ... " ([Boa Nova], Cap. 2).

Anuncia o Messias, (Lucas 3: 17) e, dizem os Evangelhos (Mateus 2:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21-22) que o batiza.

Os antigos criam que o mundo era formado por quatro elementos: o fogo, o ar, a água e a terra, sendo a água considerada um princípio gerador das coisas e da vida. Por isto, o batismo, existente desde longa data, era tido como meio de purificação para a iniciação aos deveres religiosos.

Os católicos lhe modificaram o significado. Tendo Jesus redimido com o sacrifício os pecados da Humanidade, abriu a possibilidade de Deus outorgar, através da Igreja, a graça que remove, pelo batismo, o pecado original. Ninguém pode salvar-se sem o Batismo. As crianças que morrem sem batismo ficarão num estado de felicidade natural, o limbo, sem entrarem no céu.

Para o Espiritismo, o Batismo é tão somente um ritual, estribado em antigas concepções mitológicas, readaptadas a uma nova doutrina.

O homem cresce pelo aperfeiçoamento íntimo, constituído de aptidões e virtudes, edificadas paulatina e gradativamente pelo esforço e trabalho contínuos, pela aquisição de valores efetivamente forjados na experiência vivida que sempre se oferece, sempre se renova, sempre é proporcionada pelas leis que nos governam.

E este é o significado da vinda de Jesus. O daquele que viria esclarecer a Lei do Amor, o poder da sabedoria e das virtudes no despertamento dos valores íntimos e pessoais, delegando a seus seguidores a tarefa de continuar sua obra.

Conta Humberto de Campos em ([Palavras do infinito], pág. 42 - A ordem do Mestre) que Jesus, ao encontrar-se com João o Evangelista, no espaço, pede-lhe contas deste trabalho. Ao revelar-lhe João que "suas verdades são deturpadas... os homens lhes adicionam a extravagância de suas concepções e... que seus representantes estão. .. quase todos mergulhados nos interesses da vida material", ordena:

" - Se os vivos nos traíram. .. se traficam com o objeto sagrado de nossa casa. .. mandarei que os mortos falem na Terra em meu nome ... , que a Verdade ressurja das mansões silenciosas da Morte. Os que já voltaram pelos caminhos ermos da sepultura retornarão à Terra para difundir a minha mennsagem, levando aos que sofrem, com a esperança posta no céu, as claridades benditas do meu amor!

E desde essa época memorável, há mais de 50 anos, o Espiritismo vem, com suas lições prestigiosas, felicitar e amparar na Terra a todas as criaturas".

Outra citação evangélica refutada pelo Espiritismo, é a tentação de Jesus no deserto, pelo diabo, cuja existência é inadmissível dentro de sua conceituação.

Em ([Boa Nova], Cap. 3) a passagem refere-se aos primeiros dias do ano 30, em que, após jejum e penitência no deserto com João Batista, Jesus se dirige a Jerusalém e, nas proximidades do Templo, afirma a Hanã "o futuro juiz inclemente de sua causa" que está "buscando a fundação do reino de Deus ... obra divina no coração dos homens "dizendo-lhe: - "Sei qual é a vontade de meu Pai que está nos céus".

6 - OS MILAGRES

Após o encontro com Hanã, Jesus dirige-se a Cafarnaum, onde convida Simão e André, pescadores; o culto Levi (futuro Mateus) publicano (cobrador de impostos) a implantarem o Reino de Deus na Terra. Faz-lhes uma primeira exposição e, a seguir, faz a primeira pregação em praça ampla. "Aproveitaria o sentimento como mármore precioso e a boa vontade como cinzel divino. Os ignorantes do mundo, os fracos, os sofredores, os desalentados, os doentes e os pecadores seriam em suas mãos o material de base para a sua construção eterna e sublime. Converteria toda miséria e toda dor num cântico de alegria" ([Boa Nova, Cap. 3).

Em Cafarnaum, Jesus realiza vários fatos extraordinários: a cura de um endemoninhado, da sogra de Pedro, de um leproso, de um paralítico; a pesca maravilhosa e outros, qualificados de milagres, derrogação das leis da natureza.

Para o Espiritismo trata-se tão-somente de fenômenos mediúnicos, de leis ainda desconhecidas, que não sabemos explicar. ([A Gênese], Cap. IV).

7 - O REINO DE DEUS

No que concerne ao Reino de Deus, Humberto de Campos lhe tece a conceituação num diálogo que narra em [Boa Nova], Cap. 4) entre Jesus e Zebedeu, pai de Tiago e João, outros dois convocados. - Não se trata - diz Jesus - de um estado geográfico; trata-se, porém, de realização íntima dos homens, pela qual passarão a trabalhar pelo bem, constituído pelos bons sentimentos, mantido pelo combate ao mal, configurado nos maus sentimentos.

Trabalho árduo e difícil mesmo porque "na Terra o preço do Amor e da Verdade tem sido o martírio e a morte". ([Boa Nova], Cap. 4).

Interessante é comparar, nas instruções que Jesus dá aos Apóstolos, o conteúdo de Mateus, Cap. X que transcrevemos em parte e o correspondente, narrado em Boa Nova, Cap. 5 e 6 com a significação espírita, que aqui colocamos entre parênteses, em cada citação.

Mateus Cap. 10, 5. .. Não ireis pelo caminho das gentes (B.N.: "os dos caminhos fáceis e inferiores"), nem entrareis nas cidades dos Samaritanos (B.N.: "nos centros de discussões estéreis, à moda dos Samaritanos, nos das contendas que nada aproveitam às edificações do verdadeiro reino nos corações com sincero esforço").

Mateus 10,8 - Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos (B.N.: "ressuscitai os que estão mortos nas sombras do crime ou das desilusões ingratas do mundo"), expulsai os demônios (B.N.: "esclarecei todos os Espíritos que se" encontram em trevas"); de graça recebestes, de graça dai.

Nesta comparação verificamos como certas expressões evangélicas deveriam ser modificadas nos textos de divulgação espírita, a fim de esclarecer o leitor de modo a que não perpetue noções pertencentes a outros credos. É este um esforço de Humberto de Campos, Emmanuel e outros, ainda pouco entendido ou considerado pelos divulgadores da Doutrina Espírita.

Por exemplo, ressuscitar é palavra a ser excluída porque designa fato totalmente excluído pela Ciência e pelo Espiritismo ([A Gênese], Cap. XV); a palavra tem um significado totalmente diferente.

Não é a morte que devemos temer, mas sim a falência do espírito por escolhas infelizes, nas veredas do crime ou das ilusões dos interesses mundanos inferiores, porque por estes, seremos alijados de tudo que nos é caro, seremos obrigados a refazer caminhos, afastados daqueles a quem nos afeiçoamos.

Mateus 10.28 - Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aqueles (B.N. "os sentimentos malignos") que podem fazer perecer no inferno (B.N. "mergulhar no inferno da consciência") a alma e o corpo.

V. 34 - Não cuideis que vim trazer a paz (B.N. "garantias exteriores") à Terra; não vim trazer paz, mas a espada (B.N. "do conhecimento interior para a batalha do aperfeiçoamento") .

V.38 - E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim.


V.39 - Quem acha a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.

Estipula Jesus que os discípulos limitem suas posses ao necessário, pois que se trata de um meio a ser utilizado com muita sabedoria.

A Judas, que lhe apresentara coleta pequenina, observa: "Sim, é pequenina, contudo permita Deus nunca sucumbas ao seu peso!" ([Boa Nova], Cap. 5).

8 - PRIMEIRO MANDAMENTO - FIDELIDADE A DEUS

O primeiro mandamento diz respeito ao relacionamento entre Deus e as criaturas. Deus governa por leis naturais, ao contrário do que se pensava na concepção mitológico-antropomorfa, segundo a qual Deus mimaria suas criaturas com dádivas, poderes, vantagens, sendo que a dor e o sofrimento representariam seu abandono, um castigo.

Jesus aponta o Reino de Deus como sendo o aperfeiçoamento das pessoas: uma conquista, não uma dádiva; educação e não concessão. ([Boa Nova], Cap. 6), algo que importa em operosidaade, esforço e luta.

O mandamento passa a ser entendido não como uma norma, mas como uma qualidade a cultivar no coração; e o primeiro mandamento, a primeira qualidade. Diz ele, Lucas 10.27: ... "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração", o que significa que "acima de todas as coisas. .. é preciso ser fiel a Deus".

Pois como entender que Pai e Filho não estabeleçam "como ideal de união a confiança integral e recíproca? Nós não podemos duvidar da fidelidade do Nosso Pai para conosco" ([Boa Nova, Cap. 6).

Mateus: 7 :25 - ... Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida. .. V. 26 - Olhai as aves do céu, que nem semeiam nem regam, nem ajuntam em celeiros; e Vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós mais valor do que elas?

A nós cabe retribuir. A lei pede que sejamos honestos. Sejamo-lo independentemente de qualquer condição ou conveniência. Mateus: 7: 24 - Ninguém pode servir a dois senhores ... Não podeis servir a Deus e a Mamon ("Fôra absurdo viver ao mesmo tempo para os prazeres condenáveis da Terra e para as virtudes do céu"). '

A seguir, Humberto de Campos, em ([Boa Nova], Cap. 6) nos mostra mais um exemplo de como interpretar o evangelho segundo a Doutrina, remodelando a parábola do trigo e do joio, descrita em Mateus: 13, de 24 a 30 e explicada em Mateus: 13, 36 a 43, segundo o Catolicismo.

Em Mateus se explica que o reino dos céus é como um campo em que o homem semeia boa semente, e o inimigo lhe semeia joio às escondidas; que recebe a ordem de deixar os dois crescerem juntos, para separá-los somente na ceifa, ocasião em que queimará o joio. Este simbolizando os filhos do maligno, o trigo representando os filhos do reino; o inimigo, o diabo; a ceifa, o dia final; os ceifeiros, os anjos.

Em ([Boa Nova], Cap. 6) faz-se uma analogia em que o discípulo da Boa Nova, na conquista do Reino de Deus é comparado ao lavrador.

Da mesma maneira que este luta contra os inimigos: ... vermes asquerosos, víboras peçonhentas, tratos de terra improdutiva, a semelhança, aquele terá de lutar contra as próprias imperfeições, más tendências e fraquezas.

Para os inimigos do lavrador, nada melhor que ele permaneça à parte, isolando-se. Para o refestelo dos vícios, dos prazeres, das liberalidades, nada melhor que permaneçamos entregues às suas sugestões, aos seus impulsos e domínios.

Mas, do mesmo modo que o lavrador operoso, ao lançar-se "ao trabalho com perseverança e boa vontade" entra "em luta silenciosa com o meio" sofrendo-lhe "os tormentos com heroísmo espiritual;" planta "uma flor onde haja um espinho"; abro "uma senda. .. onde estejam. .. os parasitos da Terra." cava "as entranhas do solo, para que surja uma gota d'água onde queime um deserto;" e encontra alegria nas dádivosas manifestações com que a natureza lhe retribui o esforço, da mesma forma o Discípulo da Boa Nova, que ao lançar-se ao aprimoramento de si próprio, com denodo e determinação, luta contra as próprias imperfeições, opondo-se-lhes aos apelos com valor; aceita confiante os impositivos da jornada transmudando brados de dor em cânticos de esperança; esparze realizações para o bem comum, onde vicejavam o ócio, a incúria, o desvalor: rompe as barreiras das inferioridades abrindo-se para a luz; verá enaltecerem-se as sendas evolutivas. Para ele "brotará sempre um cântico de alegria, porque Deus o ama e segue com atenção."

Conclui Humberto de Campos: - "Humilhados e perseguidos, crucificados na dor e esfolados vivos, souberam ser fiéis, através de todas as vicissitudes da Natureza, e, transformando suas angústias e seus trabalhos num cântico de glorificação, sob a eterna inspiração do Mestre, renovaram a face do mundo". ([Boa Nova], Cap. 6).

Rino Curti