SEARA BENDITA

APRESENTAÇÃO

Ao apresentar esta obra, organizada pelo "instituto Espírita de Estudo e Divulgação do Evangelho - INEDE", encontramo-nos vencidos de que os registros e advertências dos amigos espirituais ali publicados estão primeiramente direcionados às nossas conhecidas necessidades de aprendizado.

"Seara Bendita" vem a lume cinqüenta anos após o inspirado momento que nos legou o Pacto Áureo, mantenedor das balizas que asseguraram a integridade da Codificação Kardeciana e estruturaram o Movimento espírita de unificação, protegendo-a contra as investidas adversários da Luz e do progresso, espiritual da Humanidade.

Nesse momento em que a comunidade espírita rejubila-se, com justa razão, pelas vitórias do passado, as Vozes do Alto, também se regozijando com a feliz iniciativa de cinquenta anos atrás, apontam-nos o futuro propondo reflexões sobre novas posturas que norteiem as atividades doutrinárias nas próximas décadas, direcionando-as ao centro espírita, que na feliz expressão de nosso abnegado e leal Francisco Thiesen, recebeu a denominação de "Célula Àurea".

O centro espírita, reconhecido como a base fundamental do movimento espírita, estará sendo chamado, segundo depreendemos mensagens ora publicadas, a exercer papel ativo e relevante no ambiente doutrinário, assumindo postura mais interativa com as outras casas congêneres, numa maior abertura, buscando relacionamento construtivo e revitalizador com as mesmas.

Os espíritos que subscrevem este livro são companheiros que, quando encarnados, prestaram relevantes serviços à causa da Doutrina. Suas abordagens revelam decisiva empreitada do mundo espiritual visando, no mundo físico, o despertamento e a conscientização das lideranças espíritas para que se empenhem em posicionamentos que interfiram eficientemente no quadro preocupante de distanciamento, de influentes segmentos do movimento espírita, daqueles valores simples e profundos que caracterizaram o Cristianismo primitivo e que, a Doutrina dos Espíritos, codificada pelo missionário lionês, veio reviver na atualidade.

Trazem estes amigos desencarnados uma contribuição relevante, especialmente por se tratar de tarefeiros com respeitável acervo de realizações prestadas à seara espírita, ao longo de anos de abnegação, renúncia e devotamento às instituições a que serviram quando na escola física, acrescidas hoje, de visão ampliada pela experiência adquirida no mundo espiritual.

Conhecedores das ciladas que cargos, posições de mando e poder despertam na intimidade de todos nós, pelos hábitos condicionados há milênios e que se enraízam em nossa personalidade, incompatíveis, portanto, com as propostas do Consolador Prometido, reagem fraternalmente, mas com rigor que a seriedade do problema recomenda. Buscam despertar-nos para o perigo de voltarmos ao passado, onde institucionalizamos a mensagem do Cristo provocando retardamento lamentável nas conquistas espirituais da Humanidade, e que repercutem até os dias atuais de forma constrangedora e penosa em nossa atuação e nas tarefas doutrinárias.

Não são indiferentes, todavia, a todos os que se encontram vigilantes. Em verdade, nutrem grande esperança naqueles que também engrossam as fileiras da atividade espírita, mantendo-se atentos aos seus compromissos com o Cristo, desempenhando seus papéis, comprometidos com a vivência das máximas evangélico-doutrinárias. A marca destes companheiros espalhados por todo Brasil, é a operosidade silenciosa, o quase anonimato.

Assegurados pela convivência e atuação ininterruptos no movimento unificacionista de Minas Gerais, há quase três décadas, e também por incursão recente, embora rápida, pelo movimento espírita brasileiro como secretário da comissão regional centro do Conselho Federativo Nacional, que nos permitiu observar a realidade do Brasil espírita, podemos afirmar que estes abnegados tarefeiros, atuantes em centros espíritas, AME's, ARE's, ADE's, CRE's (1) e Federativas Estaduais, além de grupos de serviços que se mantêm na simplicidade e despretensão, formam a base sólida e essencial do movimento espírita. Operários abnegados do Cristo, não têm ainda seus exemplos positivos influenciando parte das cúpulas dirigentes unificacionistas, como era de se esperar, mas pela ação benéfica que espalham, sustentam o reconhecimento e respeito da sociedade brasileira pela nossa Doutrina.

Em "Seara Bendita", os amigos espirituais mantêm-se na linha do equilíbrio e da sabedoria, características das almas nobres. Não propõem nenhuma revolução nos ambientes doutrinários ou atitudes contundentes que levem a confrontos ideológicos. Reconhecem a gravidade das situações infelizes geradas por nós pela má utilização do livre-arbítrio, quando administradores espíritas desatentos, e recomendam cuidados.

"Seara Bendita" é, portanto, uma verdadeira convocação à lucidez, à responsabilidade e ao comprometimento com a causa do Evangelho.

Nosso ínclito Codificador, certificando-se das facilidades com que o mal se multiplicava em nosso orbe, indagou o porquê de o ma! proliferar-se de tal maneira. As Vozes da Verdade responderam que a causa era a timidez dos bons. (Questão 932, "O Livro dos Espíritos)

Pela resposta concisa da espiritualidade superior, a "timidez dos bons", paradoxalmente, abre caminhos largos para o mal se movimentar. Hoje, esse mal visa prioritariamente as hostes do bem agrupadas no movimento espírita. Por isso, a fala dos amigos espirituais em "Seara Bendita" está vazada na mais absoluta clareza, em meias palavras, sem contemporizações.

Sabemos dos enganos provocados pela carga pesada e milenar que depositamos em nosso psiquismo, ao longo de inúmeras encarnações, quando assimilamos a mensagem libertadora do Cristo como mais uma religião, portanto, organizada, institucionalizada, centralizadora, dogmática, restrita e restritiva, sectária e partidarista. Hoje, como dirigentes espíritas, apesar de cientes desta nossa realidade espiritual, em certas circunstâncias tememos ser estigmatizados, na hora do testemunho e definição pessoal de comprometimento com o Cristo, como criaturas contundentes, muito senhoras de suas próprias verdades ou intolerantes. Para evitarmos contendas, conflitos e desconforto, furtamo-nos aos testemunhos mais ásperos e, sem percebermos, acabamos encaixando-nos no perfil dos bons, porém tímidos.

Nesta obra está evidenciado que o objetivo dos amigos espirituais a nossa sensibilização, enquanto dirigentes espíritas, para a importância do momento que experimentamos frente às responsabilidades assumidas no movimento doutrinário. Por isso, em nosso auxílio, buscamos o posicionamento de Jesus como referência que nos estimule a segui-lo, nos momentos de aferição de valores. Na passagem do Lava Pés, o evangelista João registra a fala de Jesus quando disse: "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou". (João, 13:13)

A postura de Jesus neste versículo é de extrema importância para todos nós, que nos encontramos chamados diante das circunstâncias que nos situam à frente de tarefas na seara espírita. O exemplo de nosso "guia e modelo", quando analisado com sinceridade e atenção, cala fundo nos escaninhos mais profundos de nossas mentes e corações.

Ao reconhecer-se como Mestre e Senhor pelo seu grupo e assumindo, inequivocamente, a responsabilidade que estas posições lhe conferiam, sinaliza para todos nós, comprometidos com a condução de tarefas no campo doutrinário, a consciência que devemos ter dos papéis, das atribuições e dos deveres que espontaneamente abraçamos.

Ensina-nos, ao aceitarmos a coordenação de tarefas na seara espírita, a não fugir das responsabilidades e do imperioso dever de assumir os encargos decorrentes dos cargos ou posições em que nos situamos.

Chamando para si a responsabilidade inerente à posição que lhe fora outorgada por aqueles que O admiravam e respeitavam, demarca Jesus, com clareza, qual deve ser nossa postura ao nos encontrarmos nas tarefas em seu nome. Observamos na sua atitude espontaneidade, maturidade, da idéia de destaque pessoal, ou personalismo, e total desinteresse na busca de vantagens pessoais.

Aceitou, o Senhor com serena e despretensiosa consciência, as expectativas dos companheiros com relação às suas atribuições. Entendeu que, no confronto do seu trabalho, as exigências mais rigorosas e contundentes a não se justificarem de forma alguma, faziam parte do processo evolutivo da comunidade com a qual trabalhou, aceitando como naturais a insipiência e imaturidade da mesma, reagindo positivamente aos fatos. Assim, não se sentia sobrecarregado, irritado, queixoso, inadaptado ao compromisso livre e prazerosamente assumido:' Deus ama a quem dá com alegria:' (Paulo, II, Coríntios, 9:7)

Demonstrou o Senhor saber com clareza a parte que lhe competia realizar no processo em curso. Assume a grandeza da tarefa, mas não se supervaloriza. Também não superdimensiona o trabalho chamado a executar junto ao círculo mais íntimo dos seus seguidores. Deixa transparecer o reconhecimento da sua posição frente ao colegiado apostólico e todo seu comprometimento com a missão a realizar junto dele. Registra, por fim, a marca de que a coerência e a dedicação incondicionais à tarefa são premissas indispensáveis para direção responsável conduzir-se com proveito e eficácia, frente aos cargos recebidos.

Mais ainda, aprofunda o ensinamento no versículo seguinte quando diz: "Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós haveis também lavar os pés uns aos outros." (João, 13:14). Neste versículo, Jesus determina uma posição indispensável a direção responsável: a consciência interior, íntima, de que antes de ser Mestre, Ele é Senhor, vemos, assim, conquistar o ''título de Senhor" com o esforço pessoal, a renúncia, a abnegação e a disposição sincera de servir ao outro, ou seja, conquistar a autoridade de quem exemplifica, de quem primeiro faz, para, só depois, ensinar, administrar e orientar.

Vale notar que, no versículo anterior, Jesus demonstra conhecer perfil psicológico do grupo, que primeiro percebe o Mestre, para depois descobrir o Senhor. Mas aqui, nesse versículo, falando de sí, avaliando-se, mantém uma linha de coerência admirável, definindo-se antes como Senhor, e só depois como Mestre.

O Senhor é todo aquele que conquistou com o esforço pessoal bem a autoridade de si para consigo mesmo, é, portanto, o dono dos seus atos, o comandante de sua consciência. É quem não se contra faltoso com suas obrigações, seus deveres e suas responsabilidades.

A autoridade conferida pela vivência, pela exemplificação, proporciona à criatura plenamente ajustada às suas funções sentimento íntimo de segurança, de firmeza, de convicção, favorecendo o desempenho da mesma na orientação, no ensino e na administração, conquista, fruto de ingentes esforços, constantes renúncias e perene abnegação inibe a contestação aberta e desafiante, o descontrole do grupo, as lutas intestinas e a rebeldia inconseqüente, quando não seja a equipe de trabalho um grupo de corações já amadurecidos no trato fraternal e habilitados à maior compreensão evangélica. Mesmo aqueles corações ainda insipientes, que discordam de uma direção com tais qualidades, costumam ajustarem-se sem criar dissenções e tumultos, rachas e divisões. O que impede o caos e a desestruturação de um grupo ou de uma comunidade é essa autoridade moral, verdadeira, da direção responsável e não o autoritarismo, a veemência, imposição, a pressão ou as manipulações partidaristas sectárias e infelizes.

Outro dado digno de nota que este ensinamento de Jesus disponibiliza é que o dirigente responsável não é apenas aquele que manda. Na verdade, quando nos encontramos no desempenho desse tipo de tarefa num grupo ou instituição dentro dos padrões evangélicos, anteriormente definidos, seremos aqueles com mais vontade de servir, de promover o crescimento do outro, de trabalhar pelo bem estar de nossos companheiros. Seremos ainda aqueles que mantêm as estruturas doutrinárias que dirige abertas ao diálogo fraterno, disponível a ouvir posições e reinvindicações de outras instituições ou grupos de serviço, buscando sempre a harmonização e ao consenso entre as várias correntes do pensamento e entendimento doutrinário.

Usaremos de criatividade, buscando promover os integrantes do grupo, vibrando com as conquistas dos mesmos, encorajando e estimulando a todos em suas realizações. Confiaremos sempre na capacidade dos tarefeiros de se superarem, guardaremos sempre otimismo, não realçaremos pequenos defeitos e falhas à nossa volta, detendo-nos nos aspectos positivos da personalidade dos nossos companheiros de trabalho. Desenvolveremos a maleabilidade, não nos melindrando com os que divergem de nossas atitudes e posições, procurando auxiliar os opositores. Sabendo que temos influência, não a utilizaremos contra ninguém, mas somente a favor das tarefas, dos trabalhos, do movimento espírita, daqueles que nos cercam e de todos os trabalhadores de nossa Doutrina, indistintamente.

Quando direção espírita responsável, evitaremos por todos os meios possíveis o conflito, sem fugir à responsabilidade de combater na defesa da causa. Nunca atuaremos na defesa de nós mesmos e de nossos pontos de vistas. Dirigentes responsáveis, deveremos, antes conquistar o "título de Senhor" através do empenho incessante no labor fraternal para, somente depois, apresentamo-nos como mestre, conforme exemplificou Jesus" assim, buscar a ação sacrificial, atuando nas áreas de base dos companheiros, nas estruturas íntimas do grupo onde se requer espírito de renúncia, já que a atuação junto a grupos nem sempre é confortável, exigindo-se maior desprendimento a comodidades e prazeres. Por fim, quando dirigentes espíritas responsáveis, seremos aqueles que escolheram, como Jesus, a prestação de serviço incondicional aos companheiros empenhados na causa do Cristianismo Primitivo que a Doutrina Espírita é chamada a reviver na atualidade, plenamente comprometida com a pureza dos ensinamentos evangélicos de dois mil anos atrás.

Somente assim, poderemos apresentar-nos aos superiores de mundo espiritual que dirigem os destinos do Consolador Prometido, sem nenhum receio de ouvir a alertiva de Jesus, nosso Senhor e Mestre quando sentenciou:" Vê pois que a luz que em ti há não sejam trevas.'"

Fiquemos, portanto, com as oportunas considerações de nossos irmãos maiores do mundo espiritual neste "Seara Bendita", como material de reflexões e debates construtivos, atentos àquilo que nos compete realizar no campo que o Senhor nos concedeu para arar, certos de que, em nossas posições assumidamente comprometidas com a verdade, o mundo espiritual que nos orienta em nome de Jesus fornecer-nos-á os antídotos, capazes de rechaçar as investidas dos inimigos do progresso e da luz que se encontram em nossa intimidade. Não foi por outra razão que o Senhor permitiu a convivência com a dificuldade de relacionamento no próprio colégio apostólico, para sinalizar a seus seguidores as mesmas lutas que, no futuro, deveriam enfrentar. Por isso, esclareceu ainda mais, na passagem do "Lava Pés": "Não falo de todos vós, eu bem sei os que tenho escolhido, mas para que se cumpra a escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar." (João, 13:18)

Enfim, em Seara Bendita, todos aqueles que se sentirem responsáveis e comprometidos com o bom andamento do movimento espírita terão agora mais um excelente aliado e confiável instrumento formador de mentalidade cristã, pelo seu irretorquível conteúdo que parte de corações que detêm valiosíssimas experiências, disponibilizando-as em nome da fraternidade e da solidariedade que os ensinos do Senhor propõem.

Caridosamente, portanto, demonstram com seus esforços, ao grafarem suas percepções, o interesse legítimo e desejo sincero de que alcancemos sucesso em nossos labores doutrinários.

Ao fazerem a parte que lhes coube, certamente estarão na expectativa de que nós, no campo físico, façamos o que nos compete, buscando nosso melhor aproveitamento frente à nossa consciência que mais cedo ou mais tarde terá que se apresentar ao Pai para as prestações de contas indispensáveis.

Atentemos todos para essa nova circunstância que nos envolve nas lides doutrinárias.

Lembrando as falas de Emmanuel, o abnegado benfeitor espiritual de todos nós, quando ensina que "as circunstâncias são a vontade do Criador em favor da criatura", deixamos nosso abraço fraternal aos nossos leitores.

VALTER BORGES DE OLIVEIRA

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