Esquema para aplicação:
Individual, em grupos e por Correspondência

"O homem, ao buscar a sociedade, obedece apenas a um sentimento pessoal, ou há também nesse sentimento uma finalidade providencial mais geral? — O homem deve progredir, mas sozinho não o pode fazer, porque não possui todas as faculdades: precisa do contato dos outros homens. No isolamento, ele se embrutece e se estiola. "
(Allan Kardec. O livro dos Espíritos. Lei de Sociedade. Pergunta 768.)


1° - . APLICAÇÃO INDIVIDUAL E EM GRUPOS

Com a finalidade de melhor conduzir o trabalho daqueles que desejarem aplicar individualmente o que está apresentado neste manual, indicamos um esquema, que certamente ajudará, como sugestão, a dirigir com aproveitamento nossos esforços no sentido do auto-aprimoramento.
O empenho isolado, se bem que válido e necessário, poderá se transformar numa atividade conjunta, em que alguns se reunam para aplicar em grupo o conteúdo desse compêndio.

Aos diversos grupos de estudos doutrinários, já funcionando nas Casas Espíritas, aos grupos familiares reunidos para o Evangelho no Lar, e principalmente às Escolas de Aprendizes do Evangelho, submetemos, para consideração dos seus dirigentes e integrantes, a possibilidade de introduzir periodicamente aulas práticas de reforma íntima, complementando qualquer outro programa já elaborado, quer tenha como objetivo o conhecimento do Espiritismo, a formação de divulgadores ou a preparação de Aprendizes do Evangelho.


Como Proceder?

Como primeiro passo, quer venha a se constituir numa atividade individual ou em grupo, deve-se fixar o dia e a hora da semana, caso ainda não estejam estabelecidos.

O propósito firmado, como requisito disciplinar, pressupõe pontualidade e assiduidade. Entendemos que esse tipo de atividade, pelo que pode resultar em benefícios, passará a contar com o apoio de Companheiros Espirituais interessados nas nossas transformações íntimas.

Embora a centralização dos assuntos, nas suas abordagens ou discussões em grupo, seja realizada uma vez por semana, as aplicações se farão nos nossos convívios diários, em todas as ocasiões em que se apresentarem as oportunidades. Nos intervalos semanais, quando retomamos a sequência do que iremos focalizar para ser aplicado, também nos enseja momentos de auto-avaliação para aferição de resultados.

Roteiro de Cada Reunião

Cada reunião individual ou em grupo poderá seguir basicamente o seguinte roteiro:

1° Leitura de uma Página Evangélica:
(Indicamos, entre outros, os livros Vinha de Luz, Pão Nosso, Fonte Viva, Caminho, Verdade e Vida, Rumo Certo e Coragem.)

2° Precede Abertura:
Espontaneamente e de improviso, estabelecendo sintonia com os Amigos Espirituais que nos inspiram para o bem e com o nosso Divino Mestre Jesus. (Evitar preces decoradas ou proferidas mecanicamente.)

3° Estudo e Aplicação da Reforma Intima:
Seguir o programa apresentado adiante para as aulas de aplicação, assim também as indicações de como conduzir o mesmo.

4° Vibrações:
Realizadas mentalmente, quando individual, ou verbalmente quando em grupos. Seguem um pequeno roteiro e se constituem em doações de vibrações reconfortantes, emitidas com o nosso carinho em benefício da paz, da união fraterna entre as criaturas, pela implantação do Evangelho de Jesus, pelos que sofrem, pelos lares em conflito, pelos nossos inimigos, amigos e familiares, e também por nós mesmos.

Tempo para Cada Reunião:

O tempo de duração para cada reunião, individual ou em grupo, poderá variar de 60 (sessenta) a 90 (noventa) minutos.

2° - . PROGRAMAS DE APLICAÇÃO

Apresentamos adiante dois programas orientativos, para utiliza­ção de forma disciplinar, da matéria contida neste livro. Em resumo, são os programas a seguir comentados:

.2. l. Programa de Aplicação — A

Mais extenso, em 21 aulas, para ser empregado individualmente ou por grupos de interessados que desejarem se reunir com a finalidade de fazerem a prática do "Conhece-te e Transforma-te". Apesar desses objetivos renovadores serem, nesta obra, abordados dentro da fundamentação doutrinária espírita, admitimos também a sua utilidade de aplicação a pessoas não-espíritas. É também indicada adiante a maneira de conduzir esse programa nas formas seguintes:

I — Individualmente;

II — Em grupos pequenos, de até aproximadamente 20 pessoas;

III - Em grupos maiores, acima de 30 pessoas.

O Material Didático individual que achamos necessário é recomendado mais adiante.
Apresentamos, ainda, um Esquema para Elaboração dos Planos de Aula, que poderão ser distribuídos entre os participantes nos grupos dos tipos II e III, como encargo a desempenhar.

Como decorrência da aplicação deste Manual, os participantes não totalmente familiarizados com o Espiritismo poderão estudá-lo, seguindo as suas obras básicas, conforme indicado posteriormente.

.2. 2. Programa de Aplicação — B

Esse programa foi pensado para ser introduzido em grupos já constituídos nos Centros Espíritas, em grupos familiares de Evangelho no Lar, e principalmente nas Escolas de Aprendizes do Evangelho. O que nos levou a isso foi a observação de que cada instituição tem, em geral, o seu próprio programa de estudo doutrinário e, uma vez que os seus dirigentes venham a aceitar a importância do aspecto prático da vivência espírita que estamos propondo, poderão encaixar essa atividade nos próprios grupos em andamento.

O Programa de Aplicação - B se constitui em 12 aulas. A maneira de conduzi-lo é semelhante à do Programa de Aplicação — A.
Para o Programa de Aplicação - B elaboramos e apresentamos um Roteiro e Sequência das Aulas, que ajudará aos que tiverem a incumbência de conduzir as aulas de forma dinâmica.

Para as Escolas de Aprendizes do Evangelho, que já têm como propósito a reforma íntima, somos de opinião que todo esse trabalho se enquadra bem, embora, com a experiência adquirida, os seus responsáveis farão as necessárias adequações para se obter os resultados desejados.

.2. 3. PROGRAMA DE ESTUDO E APLICAÇÃO DO ESPIRITISMO

Esse programa, apresentado mais à frente, visa não apenas a aplicar o que constitui o assunto desse opúsculo, mas principalmente a desenvolver, de forma mais completa, o estudo de toda a fundamentação na Doutrina dos Espíritos, que antecede cada capítulo dessa obra. É um programa de aproximadamente dois anos de duração, em que se começa estudando os capítulos d'O Livro dos Espíritos e ao Evangelho Segundo o Espiritismo, que dão maior ênfase ao escopo desse nosso trabalho, ou seja: "O Conhecimento de Nós Mesmos e a Realização das Nossas Transformações Intimas".

Iniciando-se por essa trilha objetiva, admitimos que logo entenderemos o sentido renovador do Espiritismo e o aplicaremos em nosso auto-aprimoramento. A necessária complementação, pelo estudo dos capítulos restantes desses dois principais livros de Allan Kardec, e também dos demais indicados, poderá ser feita, em aditamento, num segundo ciclo.

Temos a certeza de que quem ao menos estudar os referidos capítulos programados por essa forma prática e objetiva, conhecerá o extrato da Doutrina dos Espíritos, nos seus aspectos mais importantes, e ficará sabendo muito mais a respeito do que ela pode fazer em benefício do aperfeiçoamento moral da Humanidade. O valor da sua essência vivencial, percebido pêlos resultados em cada um de nós, nos levará a estudá-la sempre e a amá-la cada vez mais.

.2.1. PROGRAMA DE APLICAÇÃO - A PARA A PRÁTICA INDIVIDUAL E EM GRUPOS NOVOS

lª aula - Em que se fundamenta a Reforma Intima?
Cap. l — Allan Kardec Estabelece as Bases
Cap. 2 - Reforma Intima em Seis Perguntas

2ª aula — Como Conhecer-se a Si Mesmo (I)
Cap. 3 - O Conhecimento de Si Mesmo
Cap. 4 — Como Conhecer-se
Cap. 5—0 Conhecer-se no Convívio com o Próximo

3ª aula — Como Conhecer-se a Si Mesmo (II)
Cap. 6 - O Conhecer-se pela Dor
Cap. 7 - O Conhecer-se pela Auto-Análise
Cap. 8 - Faça sua Avaliação Individual: O Conhecimento de Si Mesmo

4ª aula - Como Eliminar os Vícios Comuns (I)
Cap. 9 - Os Vícios
Cap. 10 - Fumar é Suicídio
Cap. l1 h — Os Malefícios do Álcool

5ª aula - Como Eliminar os Vícios Comuns (II)
Cap. 12 - Os Malefícios do Jogo
Cap. 13 — Os Malefícios da Gula
Cap. 14 - Os Malefícios dos Abusos Sexuais

6ª aula — Como Combater os Defeitos (I)
Cap. 15 - Os Defeitos
Cap. 16 - Orgulho e Vaidade
Cap. 17 — A Inveja, o Ciúme, a Avareza

7ª aula - Como Combater os Defeitos (II)
Cap. 18 — Ódio, Remorso, Vingança, Agressividade
Cap. 19 - Personalismo
Cap. 20 — Maledicência

8ª aula - Como Combater os Defeitos (III)
Cap. 21 — Intolerância e Impaciência
Cap. 22 — Negligência e Ociosidade
Cap. 23 — Reminiscências e Tendências

9ª aula- As Virtudes a Serem Cultivadas (I)
Cap. 24 - As Virtudes
Cap. 25 — Humildade, Modéstia, Sobriedade
Cap. 26 — Resignação

10ª aula - As virtudes a serem cultivadas (II)
Cap. 27 - Sensatez, Piedade
Cap. 28 - Generosidade, Beneficência
Cap. 29 — Afabilidade, Doçura

11ª aula- As Virtudes a Serem Cultivadas (III)
Cap. 30 - Compreensão, Tolerância
Cap. 31 -Perdão
Cap. 32 — Brandura, Pacificação

12ª aula- As Virtudes a Serem Cultivadas (IV)
Cap. 33 - Companheirismo, Renúncia
Cap. 34 - Indulgência
Cap. 35 - Misericórdia

13ª aula - As virtudes a serem cultivadas (V)
Cap. 36 — Paciência, Mansuetude
Cap. 37 - Vigilância, Abnegação
Cap. 38 — Dedicação, Devotamento

14ª aula- Como Fazer uma Auto-Análise
Cap. 39 - Um Método Prático de Auto-Análise

15ª aula— Como Programar a Nossa Reforma Intima
Cap. 40 - Como Programar as Transformações

16ª aula- Como Trabalhar Intimamente
Cap. 41 - Como Trabalhar Intimamente

17ª aula- Como Desenvolver a Vontade
Cap. 42 - Como Desenvolver a Vontade

18ª aula- Transformações pelo Serviço ao Próximo
Cap. 43 - Transformações pelo Serviço ao Próximo

19ª aula— Como Fazer as Nossas Auto-Avaliações
Cap. 44 — Auto-Avaliação Periódica

20ª aula- O Que a Reforma Intima Realizará em Você
Cap. 46—0 Processo de Mudança Interior
Cap. 47 - 0 Mecanismo das Transformações

21ª aula- Conclusão

V Parte — Conclusão

RESUMO DO PROGRAMA - A

As Bases da Reforma Intima: 3 aulas
A Eliminação dos Vícios: 2 aulas
O Combate aos Defeitos: 3 aulas
O Cultivo das Virtudes: 5 aulas

Práticas: Auto-Análise Programação Trabalho Intimo Desenvolvimento da Vontade Serviços ao Próximo Auto-Avaliações

Total: 6 aulas

Consequências e Conclusões: 2 aulas

Total de aulas 21 aulas

Tempo Previsto: 5 meses

COMO CONDUZIR O PROGRAMA DE APLICAÇÃO - A

I. — Individualmente

a) Ler os capítulos mencionados para cada aula, recorrer às fontes das citações feitas no início dos mesmos, grifando os aspectos, frases ou narrações que mais lhe chamarem a atenção ou que se refiram mais de perto às suas próprias experiências e aspirações.
Preencher, quando for o caso, os testes ou questionários de auto-avaliações.

b) Resumir as conclusões tiradas da leitura e dos testes de auto-avaliação, relacionando por escrito, numa ordem de sequência, o que deve ser observado na prática individual, como trabalho a desenvolver intimamente.

c) Fixar o que ficou anotado no resumo como algo a ser atingido, memorizando com firmeza para lembrar no transcurso da semana seguinte.

Material Didático Necessário

Um dos livros mencionados para leitura de uma página evangélica. O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. O livro Manual Prático do Espirita.
Um caderno para anotações dos resumos das conclusões e das observações consideradas importantes. Uma caderneta individual para anotações das auto-avaliações periódicas.

Observação: No caderno dos resumos das conclusões é recomendável indicar para cada reunião o que segue:
Dia: .../.../... Hora de início: ............
Hora do término: ..........
Página evangélica lida: ....................•••••••••••••••

Aula do programa de aplicação: .............................

Pessoas presentes: .......................•••••••••••••••

Resumo das conclusões:
1° ................................................
2° .........................•••••••••••••••••••••••
3° ............................••••••••••••••••••••
4° ........................•.......•••••••••••••••••

II - Em Grupos Pequenos de Até Aproximadamente 20 Pessoas

a) Leitura, distribuindo-se trechos de cada capítulo e as citações no início dos mesmos entre os presentes, de modo que todos se familiarizem com a participação, começando pela leitura da matéria a ser aplicada.

b) Discussão, no grupo, do assunto lido, feita sobre um capítulo por vez, e sobre as fontes das citações apresentadas no início dos mesmos, com a colaboração de todos os presentes, que podem ser convidados nominalmente a externar suas idéias a respeito. Quando houver, cada um poderá preencher em seguida os testes ou questionários de auto-avaliação, por alguns minutos, em caráter pessoal.

c) Num sistema de rodízio, um por vez, por capítulo discutido, poderá fazer um resumo das conclusões importantes sobre o que foi lido e discutido, como também sobre os testes de auto-avaliação preenchidos.

d) Cada participante poderá anotar, em seu caderno, essas conclusões, relacionando desse modo o que deverá ser observado na prática individual, como trabalho a desenvolver intimamente, fixando e memorizando com firmeza, para aplicar no transcurso da semana seguinte.

Material Didático Necessário

O mesmo indicado acima para cada um dos integrantes do grupo.

III — Em Grupos Maiores, com mais de 30 Pessoas

a) Distribuir, entre os integrantes do grupo, dentro de uma programação prévia, os capítulos a serem antecipadamente estudados e posteriormente apresentados aos demais, expondo-se, então, do que trata os mesmos, dentro de um Plano de Aula, elaborado conforme esquema sugerido adiante.

b) Havendo dificuldades iniciais para a indicação de expositores entre os próprios integrantes do grupo, ou mesmo com o intuito de provocar maior motivação do assunto, poderão ser periodicamente escalados alguns elementos de reconhecida aptidão para fazer a apresentação da matéria programada por aula.

c) Após a apresentação da aula, de preferência de forma dinâmica estimulando-se a reflexão e a participação dos componentes do grupo, poderá o auditório ser dividido em quatro ou seis equipes de seis a doze pessoas cada, que se agruparão, no próprio local, para discutir o assunto apresentado, tendo a incumbência de responder duas ou três perguntas diferentes sobre a matéria dada, propostas pelo expositor. A cada duas equipes serão solicitadas as mesmas perguntas, de modo a criar um clima de competição entre os subgrupos.

Quando houver testes ou questionários de auto-avaliação a serem preenchidos, devem ser os mesmos feitos nessa ocasião, no âmbito das equipes, quando também serão os mesmos discutidos e resumidas as conclusões.

d) Cada equipe terá um elemento escolhido para apresentar, em alguns minutos, as respostas das perguntas formuladas, bem como sumarizar as conclusões sobre os testes, quando for o caso.

e) Cada participante poderá anotar em seu caderno as respostas e as conclusões, relacionando desse modo o que deverá ser observado na prática individual, como trabalho a desenvolver intimamente, fixando e memorizando com firmeza, para aplicar no transcurso da semana seguinte.

Material Didático Necessário

O mesmo indicado acima para cada um dos integrantes do grupo.
Observação: Quando forem constituídos os grupos, tanto no caso II quanto no III, pressupõe-se a designação de um coordenador e de um secretário que deverão conduzir as atividades, bem como o necessário controle escolar, ou seja:
• relacionar os participantes num Diário de Classe;
• controlar a frequência;
• anotar aulas estudadas, data, expositor, resumos;
• anotar coisas relativas à colaboração dos participantes;
• arquivar em pastas os Planos de Aula, para deles se utilizar em outras ocasiões.

Esquema para Elaboração dos Planos de Aula

Os Planos de Aula poderão ser preparados pêlos expositores conforme es­quema abaixo:

l. Aula, Assunto, Tema

1. 1. TITULO:_____ .
1. 2. CURSO, ESCOLA: ___.
1. 3. N°: ________

2. Estudo e Pesquisa Bibliográfica
2. 1. Obras Básicas da Codificação (Allan Kardec - livros, capítulos)
2. 2. OBRAS COMPLEMENTARES (livros, autores, capítulos):

3. Indicar os Objetivos do Assunto
3. 1. A que se propõe: ————
3. 2. Objetivo essencial a ser destacado:
3. 3. Consequências práticas individuais:
3. 4. Consequências práticas sociais:

4. Como Apresentar o Assunto
4. 1. A quem será transmitido:
4. 2. Como motivar:
4. 3. Exemplos práticos como ilustração:
4. 4. Como obter a criatividade e a reflexão dos ouvintes:
4. 5. Como obter a participação e a contribuição dos ouvintes:

5. Recursos Didáticos a Utilizar
5.1 - Cartazes, quadro-negro, etc.
5.2 - Projeções

6. Avaliação do Aproveitamento:
6.1. - Distribuição de testes ou questionários
6.2 - Perguntas aos ouvintes

7. Roteiro e Sequência da Aula — Resumo
1.___
2.___
3.___
4.___
5.___
6.___
7.___

Em caráter geral, entendemos que para quem estiver amadurecido, ou constituir-se em terreno fértil, o estudo e a aplicação prática do Espiritismo transcorrerá naturalmente como algo familiar e espontaneamente aceito. Espera-se, então, do praticante que se inicia, além da dose de boa vontade persistente, o estudo complementar da Doutrina Espírita, come­çando pelas obras básicas, escritas por Allan Kardec. Como seguem:

O Livro dos Espíritos
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Livro do Médiuns
A Gênese
O Céu e o Inferno
Obras Póstumas

Precisamente, não só para fundamentar cada assunto como também para estimular esse estudo complementar, é que inserimos, no inicio de cada capítulo, uma citação de Allan Kardec. Recomendamos aos amigos praticantes que busquem as fontes citadas, e mesmo de modo fragmentado comecem a ler aqueles capítulos correspondentes, compondo aos poucos o mosaico doutrinário e armando no seu entendimento a estrutura espírita. "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", ensinou-nos o Mestre Jesus...

Observação:

Utilize folhas anexas para desenvolver por escrito a matéria da aula em maiores detalhes.
Data: ___ / ___ / Preparador do plano de aula: Endereço: Bairro:

O Que se Espera dos Praticantes

Obviamente, a aplicação desse trabalho é livre a qualquer pessoa interessada em experimentar os seus efeitos, até mesmo por mera curiosidade. No entanto, admitimos, por decorrência natural, que os iniciantes ainda não familiarizados com as proposições que a Doutrina Espírita apresenta, em termos de transformações íntimas, estarão certamente nela adentrando pela via prática, sem inteirar-se completamente do que a mesma consiste como um todo científico-filosófico-religioso.

2. 2. PROGRAMA DE APLICAÇÃO - B

PARA A PRÁTICA EM GRUPOS DE ESTUDOS JÁ CONSTITUÍDOS EM GRUPOS FAMILIARES - EVANGELHO NO LAR NAS ESCOLAS DE APRENDIZES DO EVANGELHO

1ª aula - Como Conhecer-se a Si Mesmo
Cap. 4 — Como Conhecer-se
Cap. 5—0 Conhecer-se no Convívio com o Próximo
Cap. 6—0 Conhecer-se pela Dor
Cap. 7—0 Conhecer-se pela Auto-Análise
8 - Faça sua Avaliação Individual - O Conhecimento de Si Mesmo

2ª aula - Como Eliminar os Vícios Comuns
Cap. 9 - Os Vícios
Cap. 10 — Fumar é Suicídio
Cap. 11 — Os Malefícios do Álcool
Cap. 12 — Os Malefícios do Jogo
Cap. 13 - Os Malefícios da Gula
Cap. 14 — Os Malefícios dos Abusos Sexuais

3ª aula — Como Combater os Defeitos
Cap. 15-Os Defeitos Observações:
1. - Citar de forma geral os defeitos abordados nos capítulos 16 a 22.
2. — Deter-se um pouco mais nos defeitos: Orgulho, Agressividade e Maledicência.

4ª aula — Como Reconhecer Reminiscências e Tendências
Cap. 23 — Reminiscências e Tendências

5ª aula — As Virtudes a Serem Cultivadas (I)
Cap. 24 - As Virtudes
Cap. 25 — Humildade, Modéstia, Sobriedade
Cap. 26 — Resignação

6ª aula — As Virtudes a Serem Cultivadas (II)
Cap. 29 — Afabilidade e Doçura
Cap. 31 - Perdão
Cap. 32 - Brandura, Pacificação

7ª aula — Como Fazer uma Auto-Análise
Cap. 39 - Um Método Prático de Auto-Análise

8ª aula — Como Programar a Nossa Reforma Intima
Cap. 40 — Como Programar as Transformações

9ª aula — Como Trabalhar Intimamente
Cap. 41 — Como Trabalhar Intimamente

10ª aula — Como Desenvolver a Vontade
Cap. 42 - Como Desenvolver a Vontade

11ª aula - Transformações pelo Serviço ao Próximo
Cap. 43 — Transformações pelo Serviço ao Próximo

12ª aula - Como Fazer as Nossas Auto-avaliações
Cap. 44 — Auto-avaliações Periódicas

Recomendações:

1. Dentro de um Programa de Estudo já elaborado e em andamento, a cada quatro ou cinco aulas poderá ser encaixada uma aula do Programa de Aplicação - B.

2. Embora a sequência do Programa de Aplicação — B seja sugerida numa ordem natural de assuntos, a mesma poderá ser alterada dentro das necessidades que possam aparecer.

3. Dentro do Programa de Estudo adotado nas Escolas de Aprendizes do Evangelho, com duração de dois anos e meio, as aulas do Programa de Aplicação — B poderão ser dadas nas aulas de revisão, previstas ou incluídas após cada seis aulas do Programa de Estudo.

COMO CONDUZIR O PROGRAMA DE APLICAÇÃO - B

Consideraremos as mesmas condições indicadas para o Programa de Aplicação — A, relativamente ao número de integrantes do grupo, isto é: II — grupos pequenos de até 20 pessoas, e III — grupos maiores com mais de 30 pessoas.
As mesmas recomendações antes expressas em II e em III poderão ser seguidas para o Programa de Aplicação — B, assim como o Material Didático necessário.

ROTEIRO E SEQUÊNCIA DAS AULAS PARA O PROGRAMA DE APLICAÇÃO - B

Elaboramos, como sugestão, os Roteiros das Aulas, com a sequência dos assuntos a serem comentados, para as doze aulas do Programa de Aplicação - B, que a seguir apresentamos isoladamente:

1ª aula — Como Conhecer-se a Si Mesmo
Item 1. Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal?

— Um sábio da Antiguidade vos disse: "CONHECE-TE A TI MESMO".
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Pergunta 919.)
Comentários:

a) Por que "Conhecer-se a si mesmo" é o meio prático mais eficaz para melhorar intimamente?

b) Que tipo de prática será essa?
(Colocar uma pergunta por vez, fazendo reflexões sobre aspectos práticos, estimulando os alunos a trazerem algumas contribuições.)

Item 2. O que manifestamos inconscientemente, sem às vezes pensar ou refletir? Quais os conflitos que nos provocam essas manifestações? Impulsos, desejos, paixões, emoções, sentimentos. Intrigas, inimizades, separações, ódios, vinganças, aflições.
(Fazer uma pergunta por vez e, antes de dar a resposta, perguntar aos ouvintes o que acham a respeito.)

Comentários:


a) Por que não conseguimos refrear os nossos impulsos?

b) O que está no inconsciente pode chegar ao consciente?

c) O homem que age muito de forma inconsciente está mais próximo ou mais distante dos seres irracionais?

d) O esforço de melhorar poderá ser realizado de forma inconsciente?
(Colocar uma pergunta por vez, animando os alunos a darem suas respostas e comentando o que eles disserem.)
Item 3. Como a vida nos ensina a conhecer a nós mesmos?

No convívio com o próximo, quando transgredimos os limites de nossa liberdade e direitos.
Pelo sofrimento que nos desperta e nos faz refletir.
Quando conduzimos deliberadamente a nossa reflexão.
(Colher as idéias dos alunos antes de apresentar as respostas.)

Comentários:

a) Citar algumas situações no convívio familiar, no ambiente de trabalho e no relacionamento com a sociedade, em que somos levados a colher os resultados dos nossos abusos e transgressões.

b) Colocar exemplos em que os momentos dolorosos e penosos nos possam levar a transformações íntimas.

c) De que modo podemos conduzir pela própria vontade a reflexão ou análise de alguma situação que nos tenha atingido intimamente?
(Trabalhar com os participantes sobre exemplos práticos trazidos por eles mesmos.)

Item 4. Faça sua Avaliação Individual — Preencher Questionários:

(Distribuir para ser preenchido em classe. Solicitar que sejam ana­lisadas as respostas e tiradas as conclusões, individualmente.)

Os questionários poderão ser recolhidos pelo expositor ou pelo coordenador do grupo, que os analisará e até poderá fazer algumas recomendações esclarecedoras para cada aluno, na própria folha do teste.

Na aula seguinte do próprio Programa de Estudo em andamento, o coordenador do grupo poderá fazer uma abordagem geral, sem descer a particularidades pessoais, no intuito de dinamizar o "conhecimento de si mesmo" entre os alunos.

As folhas dos questionários preenchidos e analisados deverão ser devolvidas aos seus donos.

2ª aula — Como Eliminar os Vícios Comuns

Item 1. "Entre os vícios, qual o que podemos considerar radical?
— Já o dissemos muitas vezes: o egoísmo. Dele se deriva todo o mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos existe o egoísmo..."
(Aliar! Kardec. O Livro dos Espíritos. Pergunta 913.)

Comentários:


a) Como podemos identificar em nós mesmos as manifestações de egoísmo?

b) O que são vícios?

c) De que forma a nossa imaginação participa quando contraímos algum vício?

d) Como entender as tentações?
(Colocar uma pergunta por vez, movimentando entre os alunos suas opiniões sobre as mesmas e comentando-as.)

Item 2. Quais os vícios mais comuns?
O Fumo
O álcool
O Jogo
A gula
Os abusos do sexo
(Solicitar aos presentes a indicação das respostas.)

Comentários:

a) Quais os prejuízos do fumo?

b) Quais os prejuízos do álcool?

c) Quais os prejuízos do jogo?

d) Quais os prejuízos da gula?

e) Quais os prejuízos dos abusos sexuais?

(Obter os comentários dos alunos para depois arrematá-los, complementando com o que achar adequado.)
(Fazer uma pergunta por vez aos alunos, animando-os a respondê-las. Tecer comentários conclusivos sobre o item.)

— Preencher os Questionários:

Item 3. Faça sua avaliação Individual: Vícios, Fumo, Álcool, Jogo, Gula, Abusos Sexuais
Distribuir para serem preenchidos em classe. Solicitar que sejam analisadas as respostas e tiradas as conclusões de cada um.
Os questionários poderão ser recolhidos pelo expositor ou pelo coordenador do grupo, que os analisará e até poderá fazer algumas recomendações esclarecedoras para cada aluno, na própria folha do teste.

Na aula seguinte do próprio Programa de Estudo em andamento, o coordenador do grupo poderá fazer uma abordagem geral, sem descer a particularidades pessoais, no intuito de dinamizar o "como eliminar os vícios comuns" entre os alunos.
As folhas dos questionários preenchidos e analisados deverão ser devolvidas a seus donos.

3ª aula — Como Combater os Defeitos

Item 1. "O egoísmo se funda na importância da personalidade; ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto que o sentimento de personalidade desaparece de alguma forma, perante a imensidade. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato é, ele combate necessariamente o egoísmo."
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Pergunta 917.)


Comentários:

a) Por que o verdadeiro sábio desconhece que o é? Quais seriam os reais valores que podemos guardar?

b) Quase sempre somos orgulhosos e vaidosos, será isso resultado da importância que nos damos?

c) Que imensidade será essa, na qual desaparece o sentimento de personalidade?
(Fazer uma pergunta por vez aos alunos, animando-os a res­pondê-las. Tecer comentários conclusivos sobre o item).

Item 2. Como devemos iniciar a batalha contra os nossos defeitos? — Procurando conhecer como eles se manifestam em nós. (Antes de responder, saber dos alunos o que acham a respeito).

Comentários:

a) Quais os defeitos mais evidentes a serem citados?

b) De que modo podemos identificá-los?

c) Já sentiu-se entristecido por algum erro cometido? Nesse caso, descobriu o que lhe levou a cometê-lo? (Levar as perguntas para os alunos responderem, uma por vez e desenvolver comentários complementares.)

Item 3. Apenas o conhecimento dos defeitos basta-para deles nos libertar?

— Embora seja o começo da empreitada, o diagnóstico dos nossos males, só com o esforço em seguir a medicação prescrita conseguiremos sarar.
(Colocar a pergunta para os alunos e trabalhar com eles sobre as respostas dadas.)

Comentários:

a) Depois de identificadas as manifestações dos defeitos em nós, qual será o passo seguinte?

b) O exame dos defeitos como poderá ser feito? (Procurar que os alunos respondam e depois fazer as conclu­sões como meios a serem adotados na prática.)
Item 4. Faça sua Avaliação Individual - Preencher Questionário:

(Distribuir para ser preenchido em classe. Solicitar que analisem depois as próprias respostas. Deixar em poder dos alunos.)

Item 5. Teste da Maledicência e Auto-avaliação do Ódio:

(Distribuir para ser preenchido em classe e se não houver tempo o farão em casa. Solicitar que sejam analisadas as respostas e tiradas as próprias conclusões.)

Os questionários poderão ser recolhidos pelo expositor ou pelo coordenador do grupo que os analisará e até poderá fazer algumas recomendações esclarecedoras para cada aluno, na própria folha do teste.

Na aula seguinte do próprio Programa de Estudo em andamento, o coordenador do grupo poderá fazer uma abordagem geral, sem descer a particularidades pessoais, no intuito de dinamizar o "como combater os defeitos", entre os alunos.
As folhas dos questionários preenchidos, analisadas, deverão ser devolvidas aos seus donos.

Ney Prieto Peres

4ª AULA: EM DIANTE: