14 - MAHAYANA

I - O BUDISMO MAHAYANA

Eventualmente, alguns séculos depois da morte de Buddha, muitos textos com seus discursos, ou sutras (páli sutta), acabaram sendo reeditados, fazendo surgir diferentes versões de um mesmo texto. Inicialmente, os ensinamentos de Buddha eram memorizados pelos recitadores (sânsc. e páli bhanaka) e posteriormente foram anotados. Os textos de grupos diferentes e distantes são muito semelhantes. Além disso, surgiram muitos sutras novos, atribuídos a buddhas transcendentais (sânsc. dhyani-buddha), seres da iluminação (sânsc. bodhisattva) ou ao próprio Buddha Shakyamuni.

Por volta dos séculos I e II, esses novos sutras deram impulso ao movimento que passaria a se autodenominar como o Grande Veículo (sânsc. Mahayana). Segundo este movimento, esses sutras conteriam os ensinamentos mais profundos de Buddha e teriam sido preservados no reino das nagas (dragões aquáticos com corpo de serpente e cabeça humana) até que os discípulos se tornassem aptos a recebê-los.

Os historiadores japoneses geralmente afirmam que o movimento Mahayana surgiu como um modo de atender às necessidades dos leigos budistas. Outros historiadores associam o surgimento do Mahayana à veneração dos relicários (sânsc. stupa) e à propagação dos novos sutras. Aos poucos, o Mahayana se espalhou pelo Tibet, Nepal, Butão ,Mongólia,Vietnã, China, Coréia,Japão e em algumas regiões de ex-repúblicas soviéticas.

Os precursores do Mahayana passaram a denominar a escola a escola Sarvastivada e suas dissidências (Vaibhashika e Sautrantika) pelo termo pejorativo Hinayana, Pequeno Veículo. Os adeptos do Mahayana acabaram estendendo este termo às outras escolas antigas, até mesmo a aquelas que não tinham qualquer relação com os sarvastivadins e suas dissidências. Hoje em dia, muitos se referem à antiga escola Theravada como sendo Hinayana; alguns também classificam algumas escolas sino-japonesas (Ch'eng-shih / Jôjitsu,Chu-she / Kosha,Lü-tsung / Ritsu) de maneira semelhante.

Os adeptos da escola Theravada, predominante no sudeste asiático (Mianmar,Sri Lanka,Camboja,Tailândia e Laos), rejeitam o termo Hinayana, mesmo porque esta designação não era originalmente aplicada a esta escola e porque não existe qualquer registro histórico neste sentido. Os therevadins consideram-se os preservadores dos ensinamentos verdadeiros de Buddha e não aceitam os sutras do budismo Mahayana. Em um dos textos de seu cânone (Uttaravipatti-sutta, Angutara-nikaya IV:163), afirma-se que Tudo o que for bem dito é palavra de Buddha.

Esta afirmação foi tomada pelo Mahayana para legitimar seus sutras; mesmo que o Buddha não tenha realmente proferido estes discursos, os ensinamentos estariam corretos e, portanto, também podem ser considerados como sendo suas próprias palavras. O texto Mahayana mais antigo de que se tem registro é uma versão chinesa do Discurso da Perfeição da Sabeodria em Oito Mil Linhas (sânsc. Ashta-sahasrika-prajna-paramita Sutra), traduzido por Lokakshema no século II. Na mesma época, surgiram vários outros textos sobre a Perfeição da Sabedoria (sânsc. Prajna-paramita), retomando conceitos antigos e adicionando novas idéias. O mais conhecido é o Sutra do Coração. Os Sutras da Perfeição da Sabedoria atacaram o conceito Hinayana de que os harmas, os elementos que constituem a realidade, tenham existência inerente.

Uma dos principais ensinamentos do Mahayana é a doutrina do vazio (sânsc. shunya) ou vacuidade (sânsc. shunyata), interpretada de diversas formas: na filosofiaMadhyamaka, o vazio é a ausência de svabhava (existência inerente); na filosofiaYogachara, o vazio é a ausência de dualismos; e na doutrina Tathagatagarbha, é a ausência de impurezas na natureza búdica. Outro ponto muito enfatizado é o ideal do ser da ilumunação (sânsc. bodhisattva), que visa atingir a iluminação para beneficiar a todos os seres sencientes.

[No Mahayana,] o bodhisattva é geralmente contrastado com o ideal Hinayana do arhat, que buscaria escapar da existência cíclica preocupado principalmente com a liberação pessoal (sânsc. pratimoksha). O bodhisattva, ao contrário, procuraria estabelecer a todos os seres sencientes na iluminação. (...) É admitido na literatura Mahayana que os arhats também possuem compaixão e ensinariam os outros. Além disso, as realizações dos arhats seriam impressionantes: eles superam as emoções aflitivas, eliminando o ódio, a ignorância e o desejo pelas coisas da existência. Eles se desapegam das posses materiais, não se preocupando com a fama e poder e, por isso, eles transcendem o mundano. Quando morrem, ele passam deste mundo para o estado bem-aventurado do nirvana, no qual não há mais renascimento ou sofrimento.

Porém, apesar dessas realizações, seu caminho é denigrido pelos sutras Mahayana, que fazer uma distinção acentuada entre a "grande compaixão" dos bodhisattvas e a "compaixão limitada" dos arhats. (...) [Apesar das críticas,] o Mahayana também afirma que os caminhos Hinayana são meios válidos para se fazer progresso espiritual e que eles foram ensinados para certas pessoas que estariam interessadas principalmente na liberação pessoal. (...) [Isto] reflete o tom fortemente sectarista de muitas discussões do Mahayana sobre seus rivais Hinayana, contrastando a compaixão universal dos bodhisattvas com o suposto egoísmo dos arhats e realizadores solitários. (...) [Este] tom é particularmente evidente nos primeitos textos Mahayana, provavelmente porque o emergente Mahayana encontrou forte oposição dos proponentes do caminho que caracterizavam de "inferior".

(John Powers, Introduction to Tibetan Buddhism)

Na escola Theravada, não-Mahayana, estes pontos de vista são encarados de outra forma. Os arhats (páli arahat) são vistos da mesmo maneira que na antiga escola Sthaviravada: são considerados seres perfeitos, idênticos ao Buddha em suas realizações e, por terem atingido o nirvana (páli nibbana), são totalmente livres do sofrimento do samsara. O termo bodhisattva (páli bodhisatta) é usado apenas para se referir ao Buddha histórico, Siddharta Gautama (páli Siddhatta Gotama), antes de atingir a iluminação e ao buddha do futuro,Maitreya (páli Metteya).

No campo social, pode-se perceber que os monges das escolas antigas, centralizados em mosteiros sustentados pelos reis, ficaram praticamente desligados da sociedade. O Mahayana, ao contrário, teve grande penetração popular; seus monges e leigos passaram a venerar os bodhisattvas, os buddhas transcendentais e os novos sutras, acreditando na salvação pela fé. Posteriormente, os monges Mahayana deixaram muitas das regras monásticas do budismo ortodoxo e passaram a sustentar os seus monastérios, dependendo menos dos leigos e, em muitos casos, diminuindo a ênfase sobre o estudo e meditação.

A diferença fundamental entre os assim chamados Hinayana e Mahayana é o modo como cada veículo observa a vida e os ensinamentos de Buddha. No sistema tibetano, por exemplo, as filosofias budistas são divididas em quatro escolas: Sautrantika, Vaibhashika, Madhyamaka e Yogachara. As duas primeiras primeiras, dissidentes da escola Sarvastivada, são classificadas como Hinayana, e as duas últimas como Mahayana. Enquanto as filosofias Hinayana vêem o Buddha como um grande santo que abandonou suas riquezas para alcançar a iluminação, as filosofias Mahayana tendem a apresentá-lo de maneira mais transcendental, como um ser de infinita compaixão que "apareceu" entre nós para transmitir sua sabedoria e ajudar a todos os seres.

A primeira [categoria], o Hinayana, toma por base a compreensão de que o samsara é permeado de sofrimento e dificuldades, de que toda a felicidade que pode ser encontrada é impermanente. Quem segue por esse caminho toma a firme decisão de praticar a fim de encontrar uma felicidade que esteja além de qualquer sofrimento. Com a aplicação dos métodos do Hinayana, o praticante desenvolve a capacidade de passar além dos ciclos de sofrimento, para uma experiência de alegria e felicidade plenas.

No Mahayana, a segunda categoria, encontramos, além dessa mesma compreensão do sofrimento, o ensinamento de que tudo — sofrimento e felicidade, desventura e ventura, que surgem todos como o jogo do karma — é ilusório, é como um sonho, uma miragem ou como um reflexo da Lua sobre a água. Fundamental a esse caminho é a visão da inseparabilidade entre verdade relativa e absoluta, e a aspiração de ajudarmos todos os seres — não apenas nós mesmos — a encontrar a liberação. Reconhecendo a grande bondade que nos foi devotada por todos os seres, que a um tempo foram nossas mães, aspiramos à iluminação a fim de ajudá-los a despertar para a verdade de sua natureza. Não apenas almejamos que isso aconteça, mas diligentemente aplicamos os métodos pelos quais a iluminação pode ser alcançada. Através da prática das seis perfeições, desenvolvemos a capacidade de passar além do samsara e do nirvana, de encontrar a liberação plena. Esse é o caminho do bodhisattva.

(Chagdud Tulku Rinpoche, Portões da Prática Budista)

[A] incompreensão dos yanas provém da identificação do Hinayana com o Theravada, do Mahayana com o Zen e outras escolas do extremo oriente, e do Vajrayana [o budismo esotérico] com o budismo tibetano. Quando se entende verdadeiramente o budismo, torna-se claro que todos os três veículos estão presentes em cada tradição e que a essência de toda a prática budista é a mesma por toda a parte.

(Jack Kornfield, Living Buddhist Master

II - O Budismo Theravada e o Mahayana

Deixe-nos discutir uma pergunta freqüente feita por muitas pessoas: Qual é a diferença entre Mahayana e Budismo Theravada? Para ver as coisas em suas próprias perspectivas, vamos virar uma página na história do Budismo e localizar o surgimento e desenvolvimento do Mahayana e do Budismo Theravada.

O Buddha nasceu no 6º Século A.C. Depois de atingir a Iluminação com a idade de 35 anos até a sua Mahaparinibbana com 80 anos, ele passou a sua vida orando e ensinando. Ele era certamente um do homens mais enérgicos que já existiu: durante quarenta-cinco anos ele ensinou e orou dia e noite, enquanto só dormia durante aproximadamente 2 horas por dia.

O Buddha falou com todos os tipos das pessoas: reis e príncipes, Brahmins, fazendeiros, mendigos, homens instruídos e pessoas comuns. Seus ensinamentos eram talhados para as experiências, níveis de compreençãoe capacidade mental de sua audiência. O que ele ensinou foi chamado Buddha Vacana, i.e. palavra do Buddha. Não havia nada chamado Theravada ou Mahayana naquele momento.

Depois de estabelecer a Ordem de monges e freiras, o Buddha colocou certas regras disciplinares chamadas de Vinaya para a orientação da Ordem. O resto de seus ensinamentos foi chamado de Dhamma que incluiu seus discursos, sermões para os monges, freiras e pessoas leigas.

A - O Primeiro Conselho

Três meses depois da Mahaparinibbana de Buddha, seus discípulos imediatos congregaram um conselho em Rajagaha. Maha Kassapa, o mais respeitado e o monge mais velho, presidiu o Conselho. Duas personalidades muito importantes que se especializaram nas duas áreas diferentes - o Dhamma e o Vinaya - estavam presentes. Uma era Ananda, o companheiro constante mais íntimo e discípulo de Buddha durante 25 anos. Dotado de uma memória notável, Ananda pôde recitar o que era falado pelo Buddha. A outra personalidade era Upali que se lembrava de todas as regras do Vinaya.

Só estas duas seções - o Dhamma e o Vinaya - foram recitados no Primeiro Conselho. Embora não houvesse nenhuma diferença de opinião no Dhamma (nenhuma menção do Abhidhamma) havia alguma discussão sobre as regras do Vinaya. Antes da Parinibbana de Buddha, ele havia contado para Ananda que se a Sangha desejasse emendar ou modificar algumas regras secundárias, eles poderiam assim fazê-lo. Mas naquela ocasião Ananda foi dominado assim com aflição porque o Buddha estava a ponto de morrer que não lhe ocorreu perguntar ao Mestre o quais eram as regras secundárias. Como os membros do Conselho não podiam concordar sobre em que constituiam as regras secundárias, Maha Kassapa regeu finalmente que nenhuma regra disciplinar colocada pelo Buddha deveria ser mudada, e que nenhuma nova deveria ser introduzida. Nenhuma razão intrínseca foi dada. Maha Kassapa disse uma coisa, porém,: " Se nós mudamos as regras, as pessoas dirão que aqueles Veneráveis discípulos de Gotama mudaram as regras até mesmo antes que o fogo funerário deixasse de queimar ".

No Conselho, o Dhamma foi dividido em várias partes e cada parte foi nomeada a um Ancião e seus alunos para memorizarem. O Dhamma foi passado então de professor para aluno oralmente. O Dhamma foi recitado diariamente por grupos de pessoas que freqüentemente checavam entre si para assegurar que não foram feitas nenhuma omissão ou adições. Os historiadores concordam que a tradição oral é mais confiável do que um relatório escrito por uma pessoa de sua memória vários anos depois do evento.

B - O Segundo Conselho

Cem anos depois, o Segundo Conselho foi organizado para discutir algumas regras do Vinaya. Não havia nenhuma necessidade para mudar as regras três meses depois da Parinibbana de Buddha pois pequenas ou nenhuma mudança política, econômica ou social aconteceram durante aquele intervalo curto de tempo. Mas 100 anos depois, alguns monges viram a necessidade para mudar certas regras secundárias. Os monges ortodoxos disseram que nada deveria ser mudado enquanto outros teimaram em modificar algumas regras. Finalmente, um grupo de monges deixaram o Conselho e formaram a Mahasanghika - a Grande Comunidade. Embora fosse chamada Mahasanghika, não era conhecida como Mahayana, E no Segundo Conselho, foram discutidos só assuntos que pertenciam ao Vinaya e nenhuma controvérsia sobre o Dhamma foi reportada.

C - O Terceiro Conselho

No 3º Século A.C. durante a época do Imperador Asoka, o Terceiro Conselho foi organizado para discutir as diferenças de opinião entre bhikkhus de seitas diferentes. Neste Conselho as diferenças não foram limitadas ao Vinaya mas também estavam ligadas ao Dhamma. Ao final deste Conselho, o Presidente do Conselho, Moggaliputta Tissa, compilou um livro chamado O Kathavatthu refutando as visões heréticas, falsas e teorias apoiadas por algumas seitas. O ensino aprovado e concordado por este Conselho foi conhecido como Theravada. O Abhidhamma Pitaka foi incluído neste Conselho.

Depois do Terceiro Conselho, o filho de Asoka, Ven. Mahinda, trouxe o Tripitaka para Sri Lanka, junto com os comentários que foram recitados no Terceiro Conselho. Foram preservados os textos trazidos para o Sri Lanka até hoje sem perder uma página. Os textos eram escritos em Pali que era baseado na língua Magadhi falada pelo Buda. Não havianada conhecido como Mahayana naquele tempo.

D - Advento do Mahayana

Entre o 1º Século A.C. para o 1º Século D.C., os dois termos Mahayana e Hinayana apareceram no Saddharma Pundarika Sutra ou O Sutra do Lotus da Boa Lei.

Na virada do 2º Século D.C. o Mahayana se tornou claramente definido. Nagarjuna desenvolveu a filosofia Mahayana do Sunyata e provou que tudo é Vazio em um texto pequeno chamado Madhyamika-karika. Lá pelo 4º Século, haviam Asanga e Vasubandhu que escreveram uma quantidade enorme de trabalhos sobre o Mahayana. Depois do 1º Século DC., os Mahayanistss tomaram uma posição definitiva e, só então, foram introduzidas os termos Mahayana e Hinayana.

Nós não devemos confundir Hinayana com Theravada porque os termos não são sinônimos. Budismo Theravada foi para o Sri Lanka durante o 3º Século A.C. quando não havia nenhum Mahayana. As seitas Hinayana se desenvolveram na Índia e tiveram uma existência independente de forma de Budismo que existe no Sri Lanka. Hoje não há nenhuma seita Hinayana em qualquer lugar do mundo. Então, em 1950 a Companhia Mundial de Budistas inaugurado por unanimidade em Colombo decidiu que o termo Hinayana deveria ser derrubado ao se recorrer ao Budismo que existe hoje no Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, Camboja, Laos, etc. Esta é a história breve do Theravada, Mahayana e Hinayana.

E - Mahayana e Theravada

Agora, qual é a diferença entre Mahayana e Theravada?

Eu estudei Mahayana por muitos anos e qunto mais eu estudo isto, o mais que eu acho que quase não há qualquer diferença entre Theravada e Mahayana com respeito aos ensinos fundamentais.

- Ambos aceitam Sakyamuni Buddha como o Professor.

- As Quatro Verdades Nobres são exatamente as mesmas nas duas escolas.

- O Caminho Octuplo é exatamente o mesmo em ambas escolas.

- O Paticca-samuppada ou A Origem Dependente é a mesma em ambas escolas.

- Ambos rejeitaram a idéia de um ser supremo que criou e governou este mundo.

- Ambos aceitam Anicca, Dukkha, Anatta e Sila, Samadhi, Panna sem qualquer diferença.

Estes são os ensinos mais importantes do Buddha e eles são todos aceitos sem questionamentos por ambas escolas.

Também há alguns pontos onde eles diferem. Um óbvio é o ideal de Bodhisattva. Muitas pessoas dizem que Mahayana é para o caminho do Bodhisattva que conduz ao Budato enquanto Theravada é para o caminho do Arahant. Eu tenho que mostrar que Buddha também era um Arahant. Pacceka Buddha também é um Arahant. Um discípulo também pode ser um Arahant. Os textos Mahayana nunca usam o termo Arahant-yana, Veículo do Arahant. Eles usavam três termos: Bodhisattvayana, Prateka-Buddhayana, e Sravakayana. Na tradição Theravada estes três são chamados Bodhis.

Algumas pessoas imaginam que o Theravada é egoísta porque ensina que as pessoas deveriam buscar sua própria salvação. Mas como uma pessoa egoísta pode alcançar a Iluminação? Ambas as escolas aceitam o três Yanas ou Bodhis mas consideram o ideal do Bodhisattva como o mais alto. O Mahayana criou muitos Bodhisattvas místicos enquanto o Theravada considera um Bodhisattva como um homem entre nós que dedica sua vida inteira para alcançar a perfeição, finalmente se tornando um Buddha completamente Iluminado para o bem-estar do mundo, para a felicidade do mundo.

F - Três Tipos de Budato

Há três tipos de Budato: o Samma Sambuddha que alcança a Iluminação completa por seu próprio esforço, o Pacceka Buddha que tem menos qualidades que o Samma Sambuddha, e o Savaka Buddha que é um discípulo Arhant. A conquista do Nibbana nestes três tipos de Budato é exatamente a mesma. A única diferença é que o Samma Sambuddha tem muitos mais qualidades e capacidades que os outros dois.

Algumas pessoas pensam que o Vazio ou Sunyata discutido por Nagarjuna é puramente um ensino de Mahayana. Ele está baseado na idéia de Anatta ou não-ego, no Paticcasamuppada ou "A Origem Dependente", encotrada nos textos Pali originais Theravada. Uma vez Ananda perguntou para o Buddha, as " Pessoas falam a palavra Sunya. O que é Sunya "? O Buddha respondeu, " Ananda, não há nenhum ego, nem qualquer coisa que pertença ao ego neste mundo. Então, o mundo está vazio ". Esta idéia foi levada por Nagarjuna quando ele escreveu seu notável livro, "Madhyamika Karika". Além da idéia de Sunyata está o conceito de depósito-da-consciência no Budismo Mahayana que tem sua semente nos textos Theravada. Os Mahayanistss desenvolveram isto em uma psicologia e filosofia profunda.

Ven. Dr. W. Rahula
Traduzido para o Portugues por Sérgio Pereira Alves