MERETRÍCIO

1 - MERETRÍCIO OU PROSTITUIÇÃO

A - A MULHER

A chamada "vida fácil", folcloricamente também denominada "primeira profissão na Terra", contrariamente, tem as nuances mais difíceis, jamais podendo ser considerada como trabalho profissional.

Até bem pouco tempo, era atividade exclusivamente feminina.

Algumas mulheres, menos resolutas, esgotadas as tentativas de progresso material, eliminadas as chances de serem ajudadas por parentes ou amigos, vendo periclitar a própria sobrevivência, recorrem à prostituição.

Diante de dificuldades para conseguir emprego, para Espíritos invigilantes, esse ato não é opção: é considerado a última chance.

Para mulheres, é um ato feito sob pressão. Nem bem chegam, já querem sair. Não há nem jamais houve uma prostituta feliz.

Todas, sem exceção, sonham com o dia em que se libertarão das pesadas amarras, físicas e morais, a que quase sempre voluntariamente se entregaram.

Se no início há deslumbramentos, isso é miragem, pois cedo a realidade apresenta-se, descortinando um mundo de mazelas, de sofrimentos, de desenganos.

Entrando em contato com todo tipo de parceiros, sua vida continuamente está em perigo: seja por brutalidades, por crimes ou por doenças infecciosas.

Talvez, um dos maiores enganos na face da Terra seja o que existe entre a aparência (até por obrigação, usualmente bem cuidada), e a alma de uma prostituta:

- os sorrisos ocultam lágrimas;
- os sonhos se transformam em pesadelos;
- por trás das fantasias, esconde-se a realidade, quase sempre perversa;
- por fora parecem bonecas, de imagem deslumbrante; contudo no íntimo, seus corações estão torturados. Isso, com as mulheres.

B - O Homem

- O que dizer dos homens?...
A mulher se prostitui, ou por desamparo, ou por desespero, ou por ilusão.
Exala inferioridade em todos os momentos dessa triste sina. Já o homem, embora com iguais objetivos financeiros, a condicionante íntima é outra: anda com falsidade, pois, nomeia a si mesmo amenizador de carências afetivas.

Mediante pagamento, oferece-se a criaturas infelizes, solitárias, desiludidas ou frustradas, não importando se do sexo masculino ou feminino.

Tristíssimo quadro: mercantilismo sexual, ilusão somando-se a ilusão.

Na verdade, o homem que realiza o comércio do seu saudável corpo, primeiro o faz por narcisismo e depois por complexo de superioridade em relação ao parceiro.

Não precisaria enveredar por esse caminho. Sua sobrevivência não estava em jogo. Em qualquer instante sua saúde o habilitaria a um emprego mesmo braçal.

Em suma: seu "pecado" é maior.

C - Consequências Espirituais

Para as criaturas que desrespeitam a bênção do sexo, fazendo dele objeto de comércio, mesmo se a isso induzidas sob a enganosa falácia da sobrevivência (mulheres) ou sob a égide de dispensário de sensações (homens), o futuro será sempre penoso.

Como consequência, os desenganos, dissabores, doenças e solidão se apresentam já nesta existência.

Quanto ao porvir - novas reencarnações -, irremediavelmente serão criaturas debatendo-se com neurose e anormalidades sexuais genéticas.

Mulheres: provavelmente sem a maravilha da maternidade, eis que seus organismos terão inibições resistentes a quaisquer tratamentos.

Homem: poderão arrastar a existência com impedimentos sexuais, traumáticos ou incuráveis, causando desgostos sem par.

Como a dor é temporária e como o tempo tem tempo, ao esgotarem esse mau karma, tais criaturas se reerguerão quais "fênix" (fabulosa e mitológica ave que durava séculos e, se queimada, renascia das próprias cinzas).

Em novas etapas, se quiserem, poderão se consagrar ao atendimento a quem esteja caminhando na "estrada larga da perdição", que Jesus tanto contra-indicava.

Quem melhor para ajudar num problema, do que aquele que já o tenha vivido e superado?

Eurípedes Kuhl