SERMÃO DO MONTE

DEFINIÇÃO:

SERMÃO: Um sermão é um discurso oral feito por um profeta ou membro do clero sobre temas bíblicos, teológicos, religiosos ou morais, normalmente sustentando uma crença, lei ou comportamento humano num contexto presente ou pretérito. Os elementos da pregação incluem exposição, exortação e aplicação prática. O sermão é por muitos considerado como sinônimo da homilia.

AS BEM AVENTURANÇAS 1: As bem-aventuranças são 9 ensinamentos que, de acordo com o Novo Testamento, Jesus Cristo pregou no Sermão da Monte para ensinar e revelar aos homens a verdadeira felicidade. Na verdade trata-se de um gênero literário com mais de 100 exemplos ao longo da Bíblia tanto no Antigo quanto Novo Testamento, com antecedentes em textos de outras culturas, em especial, dos egípcios. Se recorre a este gênero para expressar uma felicitação a pessoas que pelo seu exemplo de vida estão ligadas de modo especial a Deus.

As bem-aventuranças anunciam também a vinda do Reino de Deus através da palavra e ação de Jesus, que tornam a justiça divina presente no mundo. Elas revelam também o caráter das pessoas que pertencem ao Reino de Deus, exortando as pessoas a seguir este carácter exemplar. Segundo os ensinamentos de Cristo, nós atingimos na plenitude a nossa felicidade quando, depois da nossa morte, vivermos eternamente ao lado de Deus, fonte da vida, de toda a verdade e de toda a felicidade.

Cada bem-aventurança consiste de duas partes: uma condição e um resultado. Em quase todos casos, as frases são familiares ao Velho Testamento, mas o sermão de Jesus as eleva à condição de um novo ensinamento. No conjunto, as bem-aventuranças apresentam um novo conjunto de ideais, com foco no amor e humildade, ecoando ensinamentos de espiritualidade e compaixão.

AS BEM AVENTURANÇAS 2: "Vendo aquelas multidões, Jesus subiu ao monte. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava dizendo:

1- Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!

2 - Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

3 - Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!

4 - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

5 - Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

6 - Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!

7 - Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

8 - Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

9 - Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa .....recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós"(Mt 5, 1-12).

A fim de que o homem se configurasse mais a Cristo, o próprio Jesus vem nos dar o caminho da bem-aventurança. Todo cristão é chamado a seguir esse caminho de felicidade que nos associa à glória da Paixão e Ressurreição de Jesus.

Pelas Bem-Aventuranças ele vem mostrar sua caridade e ilumina a vida do cristão em suas ações e atitudes no cotidiano.

Desde toda eternidade Deus colocou no coração do homem o desejo de felicidade, não para que buscasse essa felicidade em coisas passageiras, e sim com o objetivo de atrair o homem a Ele mesmo, porque "Só Deus satisfaz"(Sto. Tomás de Aquino).

BEM-AVENTURADO quer dizer FELIZ e buscar a vontade de Deus é ser bem-aventurado. A esperança do céu nos levará a nos assemelharmos a Jesus, já aqui na terra, em suas atitudes retas e verdadeiras, esquecendo-se de si mesmo para fazer a vontade do Pai, certo de que a vontade do Pai é o melhor sempre e felicidade certa. Santa Teresinha do Menino Jesus diz: "Vontade de Deus, és meu paraíso!"

Eis que Jesus, ao dizer as bem-aventuranças, aos discípulos e a todo o povo de Deus, quis com isso manifestar a vontade do Pai. Aí está a nossa felicidade! Para este mundo não esperemos a glória, porque a ele não pertencemos. É junto a Deus no céu que está a nossa glória, a nossa recompensa.

Os sofrimentos deste mundo não se comparam à glória que virá, dizia São Paulo. Quão doce glória nos espera no céu! Que alegria é sofrermos por Cristo nesta terra!

"Nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o prêmio. Correi, pois, de tal maneira que o consigais. Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível. Assim eu corro, mas não sem rumo certo, dou golpes, mas não no ar"(I Cor 9,24-26).

Que alegria os sofrimentos e dores nos trazem quando, em nossa vida podemos contemplar através deles as dores de Cristo. A fé nos faz dar passos de que não estéreis, valendo a pena passar pela cruz de cada dia para se chegar à glória da Ressurreição. Se Deus permite que soframos nada mais é, além de nos santificar, para que nos assemelhemos e reflitamos a Cristo Jesus.

"Assim também quando não concede Deus alívio e permite o sofrimento, cumpre continuar a confiar nele. Só ele sabe o que convém para o verdadeiro bem de cada um. Certas tribulações que, humanamente falando, parecem absurdas e injustas, têm lugar bem precisos nos seus desígnios divinos; da aceitação delas pode depender a salvação pessoal e a de muitos irmãos. Deus colabora em todas as coisas para o bem dos que o amam".No Sermão do Monte Jesus quis nos mostrar e descrever os caminhos que nos levam ao Reino dos céus.

"As bem-aventuranças nos ensinam o fim último ao qual Deus nos chama: o Reino, a visão de Deus, a participação na natureza divina, a vida eterna, a filiação divina, o repouso em Deus".
Com os olhos em nosso fim último (Deus), podemos perceber através das bem-aventuranças o Senhor nos colocar diante de escolhas decisivas por ele ou pelo que passa.

Convida de maneira especial a purificarmos o nosso coração de todo mal instinto e amarmos a Deus acima de todas as coisas. Com o coração purificado, podemos ver claramente que a nossa felicidade não está nas riquezas ou no conforto, nem na glória deste mundo passageiro e em nada que passa, mas tão somente em Deus, fonte de todo bem e de todo amor.

Colocando em prática as bem-aventuranças em nossa vida, poderemos, então, dar frutos concretos de santidade para a Igreja, sustentados pela graça, para a glória de Deus Pai. Almejando as glórias eternas, possamos nos unir a São Paulo e dizer: "Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo. Na verdade julgo como perda todas as coisas, em comparação com este bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco a fim de ganhar a Cristo e estar com ele"(Fil 3, 7-9).

SERMÃO DO MONTE OU SERMÃO DA MONTANHA?

1 - "SERMÃO DO MONTE" ou "SERMÃO DA MONTANHA"

Difundidas as primeiras claridades da Boa Nova, todos os enfermos e derrotados da sorte, habitantes de Corazim, Magdala, Betsaida, Dalmanuta e outras aldeias importantes do lago enchiam as ruas de Cafarnaum em turbas ansiosas. Os discípulos eram os mais visados pela multidão, por motivo do permanente contacto em que viviam com o seu Mestre. De vez em quando, Filipe era assaltado, em caminho, por uma onda de doentes; Pedro tinha a casa rodeada de criaturas desalentadas e tristes. Todos queriam o auxílio de Jesus, o benefício imediato de sua poderosa virtude.

Aos primeiros dias do apostolado, um pequeno grupo de infelizes procurou Levi na sua confortável residência. Desejavam explicações sobre o Evangelho do Reino, de modo a trabalharem com mais acerto na observância dos ensinamentos do Cristo. O coletor da cidade manifestou certa estranheza. — Afinal — disse ele aos infortunados que o procuravam —, o novo reino congregará todos os corações sin­ceros e de boa-vontade, que desejem irmanar-se como filhos de Deus. Mas, que podeis fazer na situação em que vos encontrais?
E dirigindo-se a três deles, seus conhecidos pessoais, falou convicto:

— Que poderás realizar, Lisandro, aleijado como és?! E tu, Áquila, não foste abandonado pela própria família, sob o peso de sérias acusações? E tu, Pafos? Acaso edificarias alguma coisa com as tuas atuais aflições? Os interpelados entreolharam-se cabisbaixos, humilhados. Somente então chegavam a reconhecer as suas penosas deficiências. A palavra rude de Levi os despertara. Tomara-os uma dor sem limites. Jesus dissera, nas suas pregações carinhosas, que seu amor viera buscar todos os que se encontrassem em tristeza e em angústias do coração. Quando o Mestre chegara, haviam experimentado a restauração de todas as energias.

Jubilosos, guardavam as suas promessas, relativamente ao Pai justo e bom, que amava os filhos mais infelizes, renovando nos corações as esperanças mais puras. Achavam-se exaustos; mas, a lição de Jesus lhes trouxera novo consolo às almas desamparadas de qualquer conforto material. Queriam ser de Deus, vibrar com a exaltação das promessas do Cristo, porém, a palavra de Levi novamente os arrojara à condição desditosa.

O grupo de pobres e infortunados retirou-se em desalento; no entanto, o Mestre pregaria no monte, àquela tarde, e, quem sabe, ministraria os ensinamentos de que necessitavam?!... Decorridos alguns instantes, Jesus, em companhia de André, deu entrada em casa de Levi, onde se puseram os três em animada palestra. O coletor, a certa altura da conversação, a sorrir ingenuamente, relatou a ocorrência, terminando alegremente a sua exposição, com estas palavras:

— Que conseguiria o Evangelho do Reino, com esses aleijados e mendigos? — Mas, lembrando-se de súbito que os demais companheiros eram criaturas pobres e humildes, acrescentou: — É justo esperemos alguma coisa dos pescadores de Cafarnaum; são homens fortes e desassombrados e o bom trabalho lhes cabe. Não vejo, porém, como aceitar a contribuição desses desafortunados e vencidos que nos procuram.

Jesus fixou o olhar no discípulo com profundo desvelo e falou com bondade, batendo-lhe levemente no ombro: — No entanto, Levi, precisamos amar e aceitar a pre­ciosa colaboração dos vencidos do mundo!... Se o Evangelho é a Boa Nova, como não há de ser a mensagem divina para eles, tristes e deserdados na imensa família humana? Os vencedores da Terra não necessitam de boas notícias. Nas derrotas da sorte, as criaturas ouvem mais alto a voz de Deus. Buscando os oprimidos, os aflitos e os caluniados, sentimo-los tão unidos ao céu, nas suas esperanças, que reconhecemos, na coragem tranquila que revelam, um sublime reflexo da presença de Nosso Pai em seus espíritos. Já observaste algum vencedor do mundo com mais alta preocupação do que a de defender o fruto de sua vitória material?

Levi sentia-se comovido e, aproveitando a pequena pausa que se fizera, exclamou, algo desapontado:— Senhor, minhas observações partiram tão-só do meu intenso desejo de apressar a supremacia do Evangelho entre os que governam no mundo!... — Quem governa o mundo é Deus — afirmou o Mestre, convictamente — e o amor não age com inquietação. Agora, imaginemos, Levi, que os triunfadores da Terra viessem até nós, ensarilhando suas armas exteriores. Fi
guremos alguns generais romanos chegando a Carfarnaum, com os seus trofeus numerosos e sangrentos, afirmando-se desejosos de aceitar o Evangelho do Reino de Deus e oferecendo-se para cooperar em nosso esforço.

Certamente trariam consigo legiões de guardas e soldados, funcionários e escribas, carros de triunfos, espadas e prisioneiros. .. Começariam protestando contra as nossas pregações pelas estradas desataviadas da natureza. Por não estarem, no íntimo, desarmados das vaidades das vitórias, edificariam suntuosos templos de pedra, em cuja construção lutariam duramente por hegemonias inferiores; uns desejariam palácios soberbos, outros empreenderiam a construção de jardins maravilhosos. Recordando a ação das espadas mortíferas, talvez pretendessem disputar a ferro e fogo o estabelecimento do Reino de Deus, exterminando-se reciprocamente, por não cederem uns aos outros, em seus pontos de vista, desde que cada vencedor se julga, no mundo, com maior soma de direitos e de importância.

A pretexto de lutarem em nome do céu, espalhariam possivelmente incêndios e devastações em toda a Terra. E seria justo, Levi, trabalhássemos por cumprir a vontade do Nosso Pai, aniquilando seus filhos, nossos irmãos? O apóstolo o ouvia assombrado, em face da profundeza de sua argumentação. O Mestre continuou: — Até que a esponja do Tempo absorva as imperfeições terrestres, através de séculos de experiência necessária, os triunfadores do mundo são pobres seres que caminham por entre tenebrosos abismos. É imprescindível, pois, atentemos na alma branda e humilde dos vencidos.

Para os seus corações Deus carreia bênçãos de infinita bondade. Esses quebraram os elos mais fortes que os acorrentavam às ilusões e marcham para o Infinito do amor e da sabedoria. O leito de dor, a exclusão de todas as facilidades da vida, a incompreensão dos mais amados, as chagas e as cicatrizes do espírito são luzes que Deus acende na noite sombria das criaturas. Levi, é necessário amemos intensamente os desafortunados do mundo. Suas almas são a terra fecundada pelo adubo das lágrimas e das esperanças mais ardentes, onde as sementes do Evangelho desabrocharão para a luz da vida.

Eles saíram das convenções nefastas e dos enganos do caminho terrestre e bendizem do Nosso Pai, como sentenciados que experimentassem, no primeiro dia de liberdade, o clarão reconfortante do sol amigo e radioso que os seus corações haviam perdido! É também sobre os vencidos da sorte, sobre os que suspiram por um ideal mais santo e mais puro do que as vitórias fáceis da Terra, que o Evangelho assentará suas bases divinas!...

André e Levi escutavam de olhos úmidos os conceitos do Senhor, cheios de sublimada emoção. Nesse ínterim, chegaram Tiago, João e Pedro e todo o grupo se dirigiu, alegre, para um dos montes próximos. O crepúsculo descia num deslumbramento de ouro e brisas caridosas. Ao longo de toda a encosta, acotovelava-se a turba imensa. Muitas centenas de criaturas se aglomeravam ali, a fim de ouvirem a palavra do Senhor, dentro da paisagem que se aureolava dos brilhos singulares de todo o horizonte pincelado de luz. Eram velhinhos trêmulos, lavradores simples e generosos, mulheres do povo agarradas aos filhinhos. Entre os mais fortes e sadios, viam-se cegos e crianças doentes, homens maltrapilhos, exibindo as verminas que lhes corroíam as mãos e os pés.

Todos se comprimiam ofegantes. Ante os seus olhares felizes, a figura do Mestre surgiu na eminência enfeitada de verdura, onde perpassavam brandamente os ventos amigos da tarde. Deixando perceber que se dirigia aos vencidos e sofredores do mundo inteiro e como que esclarecendo o espírito de Levi, que representava a aristocracia intelectual entre os seus discípulos, na sua qualidade de cobrador dos tributos populares, Jesus, pela primeira vez, pregou as bem-aventuranças celestiais. Sua voz caía como bálsamo eterno, sobre os corações desditosos.

Bem-aventurados os pobres e os aflitos!
Bem-aventurados os sedentos de justiça e misericórdia!. ..
Bem-aventurados os pacíficos e os simples de coração!. ..

Por muito tempo falou do Reino de Deus, onde o amor edificaria maravilhas perenes e sublimadas. Suas promessas pareciam dirigidas ao incomensurável futuro humano. Do alto do monte, soprava um vento leve, em deliciosas vagas de perfume. As brisas da Galiléia se haviam impregnado da virtude poderosa e indestrutível daquelas palavras e, obedecendo a uma determinação superior, iam espalhar-se entre todos os aflitos da Terra.

Quando Jesus terminou a sua alocução, algumas estrelas já brilhavam no firmamento, como radiosas bênçãos divinas. Muitas mães sofredoras e oprimidas, com suave fulgor nos olhos, lhe trouxeram os filhinhos para que ele os abençoasse. Anciães de frontes nevadas pelos invernos da vida lhe beijavam as mãos. Cegos e leprosos rodeavam-no com semblante sorridente e diziam: — Bendito seja o filho de Deus! Jesus acolhia-os satisfeito, enviando a todos o sorriso de sua afeição.

Levi sentiu que, naquele crepúsculo inolvidável, uma emoção diferente lhe dominava a alma. Havia compreendido os que abandonam as ilusões do mundo para se elevarem a Deus. Observando as filas dos humildes populares que se retiravam, tomados de imenso conforto, o discípulo percebeu que os pobres amigos que o visitaram à tarde desciam o monte, abraçados, com uma expressão de grande ventura, como se os animasse um júbilo sem limite.

O coletor de Cafarnaum aproximou-se e os saudou transbordante de alegria, compreendendo que o ensino do Mestre, em toda a sua luz, abrangia o porvir infinito do mundo. Grande esperança e indefinível paz lhe haviam penetrado o âmago do ser. No dia imediato, o ex-publicano abriu suas portas a todos os convivas daquele crepúsculo memorável. Jesus participou da festa, partiu o pão e se alegrou com eles. E quando Levi abraçou o aleijado Lisandro, com a sinceridade de sua alma fiel, o Mestre o contemplou enternecido e disse: — "Levi, meu coração se rejubila hoje contigo, porque são também bem-aventurados todos os que ouvem e compreendem a palavra de Deus!..."

Humberto de Campos

2 - SERMÃO DO MONTE OU SERMÃO DA MONTANHA?

A Palestina era uma região montanhosa, com montes de mais de mil metros de altura.

Entretanto, o monte mais alto conhecido pelos judeus era o Monte Hermon, com 2.800 metros de altitude e se situava na Síria e não na Palestina.

Aos seus pés surgia a nascente do Rio Jordão.

A Galiléia era pouco montanhosa. A três quilômetros de Cafarnaum e bem próximo do Mar da Galiléia, situava-se um monte de pequena altura, capaz de abrigar grande multidão.

Por isso, Jesus escolheu esse local, chamado Montanha das Bem-aventuranças, para expor o Sermão da Montanha, base de Seus ensinamentos.

Por se tratar de um monte e não montanha, hoje em dia se prefere dizer Sermão do Monte.

Na Galiléia, vamos encontrar Monte Tabor e Monte Carmelo, os mais próximos de Nazaré. Tudo nos faz supor que Jesus os visitava com freqüência, em sua juventude, para orar e meditar.

Na Samaria existe o importante Monte Garizim, em cujo cimo os samaritanos construíram o seu enorme Templo, que rivalizava com o de Jerusalém.

Na Judéia ergue-se o Monte Moab onde, naquela época, eram guardados os originais das Escrituras Sagradas, escritos por Moisés, por inspiração Divina, bem como as duas Tábuas de pedra contendo os Dez Mandamentos da Lei de Deus.

Vamos encontrar ainda na Judéia, o Monte das Oliveiras, onde ficava o Horto de Getsêmani. Este horto era também conhecido como Horto das Oliveiras e foi lá que os soldados de Herodes, guiados por Judas, prenderam Jesus, levando-o até Caifás, juiz dos israelitas, que tinha o título de Pontífice, sendo Pôncio Pilatos o Procurador Romano.

Marina Mallet

LEMBRETES:

Quanto ao SERMÃO DO MONTE ou SERMÃO DA MONTANHA, para nós Espíritas, isto não importa, para nós o importante é o conteúdo. Mas, para exercitarmos a FÉ RACIOCINADA, citada pelo nosso Codificador, devemos analisar o seguinte:

1 - Na Palestina havia elevações de até 2.800m;

2 - Mas, num raio de 100 km de onde Jesus se reunia com as multidões, só havia colinas (outeiro) e montes, tais como: Monte das Flores, Monte das Oliveiras, Monte Carmelo, etc...

3 - Na realidade, Jesus não faria de levar uma multidão a andar até 200 km e subir acima dos 1.000 m para que ela ouvisse os seus sermões. Tenho certeza de que Ele consideraria isto: desumano.

4 - Então, creio que houve um deslize na tradução ou uma escolha por considerá-la mais compatível.

Edivaldo

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..AS BEM-AVENTURANÇAS
..AS BEM-AVENTURANÇAS - ANTONIO
..AS BEM-AVENTURANÇAS - CEAK
..AS BEM-AVENTURANÇAS, UM TRECHO DO SERMÃO..
..BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS
..BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS - ESE
..BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS-ESE
..BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS-ESE
..BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPIRITOS-ESE
..BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO-ESE
..BEM-AVENTURANÇA
..HIGIENE DO CORAÇÃO
..LUZ MORTIÇA E SAL INSÍPIDO
..MANSIDÃO E IRRITABILIDADE
..O JURAMENTO
..O SERMÃO DO MONTE 1
..OS DOIS TESTAMENTOS..
..OS APÓSTOLOS
..POBRES DE ESPÍRITO E ESPÍRITOS POBRES
..RESIGNAÇÃO E INDIFERENÇA


COLEÇÃO TEÓLOGO ITAMAR P.MARQUES
..00 - NA ENCOSTA DA MONTANHA
..01 - BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITOS...
..02 - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS...
..03 - BEM-AVENTURADOS OS MANSOS...
..04 - BEM-AVENTURADOS OS QUE TEM FOME E SEDE..
..05 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS...
..06 - BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO...
..07 - BEM-AVENTURADOS OS PACÍFICOS...
..08 - BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO PERSEGUIDOS...
..09 - ..
..10 - A RESTAURAÇÃO DA FELICIDADE HUMANA

 

 

 

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..BEM-AVENTURADOS OS SIMPLES
..O SERMÃO DO MONTE 1
..SERMÃO DO MONTE - JR

 

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..O SERMÃO DA MONTANHA
..O SERMÃO DA MONTANHA (POESIA)