A PRECE
BIBLIOGRAFIA
01 - À Luz da oração - toda a obra 02 - A mediunidade sem lágrimas - pág. 81
03 - A prece segundo o Evangelho - pág. 46/62/69 04 - A Vida alé do véu - pág. 178
05 - Ação e reação - pág. 259 06 - As aves feridas na Terra voam - pág. 72
07 - Boa Nova - pág. 122/127/178 08 - Cartas e Crônicas - pág. 13/179
09 - Catecismo Espírita - 3ª. lição, 48ª. lição 10 - Conduta Espírita - pág. 96
11 - Coragem - pág. 79/115 12 - Curso Dinâmico do Espitismo - pág. 179
13 - Depois da morte - pág. 295 14 - Fonte viva - pág. 161/337/339/349
15 - O Céu e o Inferno - pág. 342/354 16 - O Consolador - pág. 147
17 - O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. XXVI 18 - O Livro dos Espíritos - Q.323/479/658/997
19 - O Livro dos Médiuns - Q. 189 20 - Obras Póstumas - pág. 90
21 - Os mensageiros - pág. 78/101/129/134 22 - Religião dos Espíritos - pág. 83
23 - Sinal verde - pág. 114 24 - Sintese do Novo Testamento - pág. 147

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

A PRECE - COMPILAÇÃO

11 – CORAGEM – FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER – pág. 79

Oração e atenção. 24 – Oraste, pediste. Desfaze-te, porém, de quaisquer inquietações e asserena-te para recolher as respostas da Divina Providência. Desnecessário aguardar demonstrações espetaculosas para que te certifiques quanto às indicações do Alto. Qual ocorre ao Sol que não precisa descer ao campo para atender ao talo da erva que lhe roga calor, de vez que lhe basta, para isso, a mobilização dos próprios raios, Deus conta com milhões de mensageiros que lhe executam os Excelsos Desígnios.

Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma cousa doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites.

Em muitas circunstâncias, a advertência ou conselho, a frase orientadora ou a palavra de benção te alcançarão a alma, no verbo de um amigo, na página de um livro, numa nota singela de imprensa e até mesmo num simples cartaz que te cruze o caminho. Mais que isso. As respostas do Senhor às tuas necessidades e petições, muitas vezes, te buscam, através dos próprios sentimentos a te subirem do coração ao cérebro ou dos próprios raciocínios a te descerem do cérebro ao coração.

Deus responde sempre, seja pelas vozes da estrada, pela pregação ou pelo esclarecimento da tua casa de fé, no diálogo com pessoa que se te afigura providencial para a troca de confidências, nas palavras escritas, nas mensagens inarticuladas na Natureza, nas emoções que te desabrocham da alma ou nas idéias imprevistas que te fulgem no pensamento, a te convidarem o espírito para a observância do Bem Eterno.

O próprio Jesus, o Mensageiro Divino por excelência, guiou-nos a procura do Amor Supremo, quando nos ensinou a suplicar: “Pai Nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos Céus...” E, dando ênfase ao problema da atenção, recomendou-nos escolher um lugar íntimo para o serviço da prece, enquanto ele mesmo demandava a solidão para comungar com a Infinita Sabedoria.

Recordemos o Divino Mestre e estejamos convencidos de que Deus nos atende constantemente; imprescindível, entretanto, fazer silêncio no mundo de nós mesmos, esquecendo exigências e desejos, não só para ouvirmos as respostas de Deus, mas também a fim de aceitá-las, reconhecendo que as respostas do Alto são sempre em nosso favor, conquanto, às vezes, de momento, pareçam contra nós. Emmanuel

15 – O CÉU E O INFERNO – ALLAN KARDEC – pág. 342

Pergunta 10 – Vendo-se um Espírito insensível à ação da prece, será motivo para que se deixe de orar por ele?
-Não, porquanto, cedo ou tarde, a prece poderá triunfar do seu endurecimento, sugerindo-lhe benéficos pensamentos. O mesmo sucede com certos doentes nos quais a ação medicamentosa só se torna sensível depois de muito tempo, e vice-versa.

Compenetrando-nos bem de que todos os Espíritos são suscetíveis de progresso, e que nenhum é fatal e eternamente condenado, fácil nos será compreender a eficácia da prece em quaisquer circunstâncias. Por mais ineficaz que ela possa parecer-nos à primeira vista, o certo é que contém germens em si mesma, bastante benéficos, para bem predisporem o Espírito, quando o não afetem imediatamente. Erro seria, pois, desanimarmos por não colher dela imediato resultado.

II PARTE – CAP. VI – pág. 353 – Espírito sofredor – Jacques Latour
-Muito grato vos sou pela perspectiva que me trouxeste e a cujo fim glorioso sei que devo chegar quando purificado. Sofro muito, mas parece-me que os sofrimentos diminuem. Não posso acreditar que, no mundo dos Espíritos, a dor diminua pouco a pouco à força do hábito. Não. O que eu depreendo é que as vossas preces salutares me aumentaram as forças, de modo que, pelas mesmas dores, com mais resignação, eu menos sofro.

O pensamento se me volve então para a última existência e vejo as faltas que teria conjurado se soubesse orar. Hoje compreendo a eficácia da prece; compreendo o valor dessas mulheres honestas e piedosas, fracas pela carne, porém fortes pela fé; compreendo enfim, esse mistério ignorado pelos supostos sábios da Terra. Preces ! palavra que por si só provoca o riso dos espíritos fortes. Aqui os espero no mundo espiritual, e, quando a venda que encobre a verdade se romper para eles, então, a seu nuto se prosternarão aos pés do Eterno a quem desprezaram e serão felizes em se humilhar para que seus pecados e crimes sejam revelados ! Hão de compreender então a virtude da prece.

Orar é amar, e amar é orar ! E eles amarão o Senhor e lhe dirigirão preces de reconhecimento e de amor, regenerados pelo sofrimento. E, pois que devem sofrer, pedirão como eu peço a força necessária ao sofrimento e à expiação. Em deixando de sofrer, hão de orar ainda para agradecer o perdão merecido por sua submissão e resignação. Oremos, irmão, para que mais me fortaleça...

16 – O CONSOLADOR – EMMANUEL – pág. 147

Pergunta 245 – Se é justo esperarmos no decurso do nosso roteiro de provações na Terra, por determinadas dores, devemos sempre cultivar a prece?
-A lei das provas é uma das maiores instituições universais para a distribuição dos benefícios divinos.
Precisais compreender isso, aceitando todas as dores com nobreza de sentimento.
A prece não poderá afastar os dissabores e as lições proveitosas da amargura, constantes do mapa de serviços que cada Espírito deve prestar na sua tarefa terrena, mas deve ser cultivada no íntimo, como a luz que se acende para o caminho tenebroso, ou mantida no coração como o alimento indispensável que se prepara, de modo a satisfazer à necessidade própria, na jornada longa e difícil, porquanto a oração sincera estabelece a vigilância e constitui o maior fator de resistência moral, no centro das provações mais escabrosas e mais rudes.

21 – OS MENSAGEIROS – FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (ANDRÉ LUIZ) –

24. A prece de Ismália – Aniceto falou-me:
-Na prece encontramos a produção avançada de elementos-força. Eles chegam da Providência em quantidade igual para todos os que se dêem ao trabalho divino da intercessão, mas cada Espírito tem uma capacidade diferente para receber.
Essa capacidade é a conquista individual para o mais alto. E como Deus socorre o homem pelo homem e atende a alma pela alma, cada um de nós somente poderá auxiliar os semelhantes e colaborar com o Senhor, com as qualidades de elevação já conquistadas na vida.

25 – Efeitos da oração. As luzes da prece inundaram o vasto recito. Palpitava em tudo, agora, uma claridade serena, doce, irradiante, muito diversa da luminosidade artificial. Os flocos radiosos que partiam de nós multiplicavam-se no ar, como se obedecessem a misterioso processo de segmentação, e caíam sempre sobre os corpos inanimados e enrijecidos, dando a impressão de lhes penetrarem as células mais íntimas.

22 - RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS – FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (EMMANUEL) – pág. 83

Oração e provação. Reunião pública de 11-5-59 – Questão nª. 663 –
A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los. Repara o caminho que a névoa amortalha, quando a noite escura te distancia do Sol. Em cima, nuvens extensas furtam-te aos olhos o painel das estrelas e, em baixo, espinheiros e precipícios ameaçam-te os pés.

Debalde, consultarás a bússola que a treva densa embacia. Se avanças, é possível te arrojes na lama de covas escancaradas; se paras, é provável padeças o assalto de traiçoeiros animais... Faze, porém, pequenina luz, e tudo se modifica. O charco não perde a feição de pântano e a pedra mantém-se por desafio que te adverte na estrada; entretanto, podendo ver, surgirás, transformado e seguro, para seguir à frente, vencendo as armadilhas da sombra e as aperturas da marcha.

Assim, também, é a oração nos trilhos da experiência. Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; todavia, se acendes no coração leve flama da prece, fios impoderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.

Exteriormente, em torno, o sofrimento não se desfaz da catadura sombria; a morte, ainda e sempre, é o véu de dolorosa separação; a prova é o mesmo teste inquietante e o golpe da expiação continua sendo a luta difícil e inevitável, mas estarás, em ti próprio, plenamente refeito, no imo das próprias forças, com a visão espiritual iluminada por dentro, a fim de que compreendas, acima das tuas dores, o plano sábio da vida, que te ergue dos labirintos do mundo à benção do amor de
Deus.

23 – SINAL VERDE – FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (ANDRÉ LUIZ) – pág. 118

50.Ante a oração. Acatemos na oração a presença da luz que nos descortina a estrada para a Vida Superior, sem prevalecer-nos dela, a fim de queixar-nos de outrem ou espancar verbalmente seja a quem seja, quando a nossa comunhão com Deus e com a Espiritualidade Superior não seja possível em lugar à parte, no silêncio do coração, conforme a recomendação de Jesus.


24 – SÍNTESE DE O NOVO TESTAMENTO – MÍNIMUS – pág. 147

Como se deve orar (Luc., 18:9 a 14). – Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: - “Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu, e o outro publicano. O fariseu, em pé, orava, dizendo intimamente: Ó Deus, graças te dou por não ser como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

O publicano, porém, estando a alguma distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê benevolente comigo, pecador. –Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não o outro; porque, todo aquele que se exalta, será humilhado; mas aquele que se humilha, será exaltado”.