INTERCESSÃO
BIBLIOGRAFIA
01 - A Mediunidade sem lágrima - pág. 84 02 - O Consolador - pág. 221
03 - O Livro dos Espíritos - questão 665 04 - Pão Nosso - pág. 45

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INTERCESSÃO - COMPILAÇÃO

02 – O CONSOLADOR – FRANCISCO C. XAVIER (EMMANUEL), pág. 221


Perg. 399 – Quando a opinião irônica ou insultuosa ataca uma expressão da verdade, no campo mediúnico, é justo buscarmos apoio dos Espíritos amigos para revidar:

-Vossa inquietação no mundo costuma conduzir-vos a muitos despautérios.
-Semelhante solicitação aos desencarnados seria um deles. Os valores de um campo mediúnico triunfam por si mesmos, pela essência de amor e de verdade, de consolação e de luz que contenham, e seria injustificável convocar os Espíritos para discutir com os homens, quando já se demasiam as polêmicas dos estudiosos humanos entre si.

-Além do mais, os que não aceitam a palavra sincera e fraternal dos mensageiros do plano superior terão, igualmente, de buscar o túmulo algum dia, e é inútil perder tempo com palavras, quando temos tanto o que fazer no ambiente de nossas próprias edificações.

Perg. 400 – Poderá admitir-se que um médium se socorra de outro médium para obter o amparo dos seus amigos espirituais?
-É justo que um amigo se valha da estima fraternal de um companheiro de crença, para assuntos de confiança íntima e recíproca, mas, na função mediúnica, o portador dessa ou daquela faculdade deve buscar em seu próprio valor o elemento de ligação com os seus mentores do plano invisível, sendo contraproducente procurar o amparo, nesse particular, fora das suas próprias possibilidades, porque, de outro modo, seria repousar numa fé alheia, quando a fé precisa partir do íntimo de cada um, no mecanismo da vida.

-Além dos mais, cada médium possui a sua esfera de ação no ambiente que lhe foi assinalado. Abandonar a própria confiança para valer-se de outrem, seria sobrecarregar os ombros de um companheiro de luta, esquecendo a cruz redentora que cada Espírito encarnado deverá carregar em busca da claridade divina. Intercessão: sf. Ato de interceder. Interceder: vt. Intervir a favor de alguém.

03 – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC, questão 665.

Que pensar da opinião que rejeita a prece pelos mortos, por não estar prescrita nos Evangelhos?
-O Cristo disse aos homens: Amai-vos uns aos outros. Essa recomendação implica também a de empregar todos os meios possíveis de testemunhar afeição aos outros, sem entrar, entretanto, em nenhum detalhe sobre a maneira de atingir o objetivo. Se é verdade que nada pode desviar o Criador de aplicar a justiça, que é inerente a Ele mesmo, a todas as ações do Espírito, não é menos verdade que a prece que lhe dirigis, em favor daquele que vos inspira afeição, é para este um testemunho de recordação que não pode deixar de contribuir para aliviar os seus sofrimentos e o consolar.

Desde que ele revele o mais leve arrependimento, e somente então, será socorrido; mas isso não o deixará jamais esquecer que uma alma simpática se ocupou dele e lhe dará o doce crença de que essa intercessão lhe foi útil.Disso resulta necessariamente, de sua parte,, um sentimento de afeição por aquele que lhe deu essa prova de interesse e de piedade. Dessa maneira, o amor recomendado aos homens pelo Cristo desenvolveu-se e aumentou entre eles, e ambos obedeceram à lei de amor e de união de todos os seres, lei divina que deve conduzir à unidade, objetivo e fim do Espírito.


04 – PÃO NOSSO – FRANCISCO C. XAVIER (EMMANUEL), pág. 45

17. INTERCESSÃO
"Irmãos, oral por nós." — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:25.)
Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.
O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não é justo acreditar seja essa oração o incenso bajula-tório a derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores.

A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em consequência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxílio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos. Não olvides os bens da intercessão. Jesus orou por seus discípulos e seguidores,nas horas supremas.

A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia (...).