METEMPSICOSE
BIBLIOGRAFIA
01 - A Agonia das Religiões - pág. 108 02 - A alma é imortal - pág. 27/31
03 - A caminho do Luz - pág. 44 04 - A Reencarnação - pág. 23
05 - Allan Kardec - pág. 180, vol II 06 - Análise das coisas - pág. 64
07 - Animais nossos irmãos - 83 08 - Ciência e Espiritismo - pág. 43
09 - Depois da Morte - pág. 31/34 10 - Deus na natureza - pág. 251
11 - Espírito, perispírito e alma - pág. 194/195 12 - Estudos Espíritas - pág. 71
13 - Gênesis da alma - pág. 4 14 - Hipnotismo e Espiritismo - pág. 172
15 - O Centro Espírita - pág. 87 16 - O Exilado - pág. 198
17 - O Livro dos Espíritos - Questões: 222/611 18 - O que é a morte - pág. 55
19 - O que é Espiritismo - pág. 142 20 - O ser e a serenidade - pág. 57
21 - Parapsicologia hoje e amanhã - pág. 98 22 - Resumo da Doutrina Espírita - pág. 181
23 - Vampirismo - pág. 32 cap. IV 24 - Reencarnação e evolução das espécies- pág. 25

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METEMPSICOSE - COMPILAÇÃO

4 – A Reencarnação – Gabriel Delanne, pág. 23:

Pitágoras foi o primeiro que introduziu na Grécia a doutrina dos renascimentos da alma, doutrina que havia conhecido em suas viagens ao Egito e a Pérsia. Ele tinha duas doutrinas, uma reservada aos iniciados, que freqüentavam os Mistérios, e outra destinada ao povo; esta última deu nascimento ao da METEMPSICOSE.

Para os iniciados, a ascensão era gradual e progressiva, sem regressão às formas inferiores, enquanto que ao povo, pouco envolvido, ensinava-se que as almas ruins deviam renascer em corpos de animais, como o expõe, nitidamente, seu discípulo Timeu de Locres na seguinte passagem:

“Pela mesma razão é preciso estabelecer penas passageiras (fundadas na crença) da transformação das almas (ou da metempsicose), de sorte que as almas (dos homens) tímidos passam (depois da morte) para corpos de mulheres, expostas ao desprezo e às injúrias; as almas dos assassinos para os corpos de animais ferozes, a fim de aí receberem punições; as dos impúdicos para os porcos e javalis; as dos inconstantes e levianos para os pássaros que voam nos ares; a dos preguiçosos, dos vagabundos, dos ignorantes e dos loucos para a forma de animais aquáticos”.

12 – Estudos Espíritas – Divaldo P. Franco – Cap. 3. pág. 34 e Cap. 8 pág. 71

Teoria mediante a qual os Espíritos que se não houveram com equidade e nobreza na Terra a ela retornam, renascido como animais inferiores. Cap. 3 pág. 34
Não obstante oferecessem os egípcios uma concepção especial, através do que consideravam a METEMPSICOSE, ou reencarnação do espírito humano em forma animal, subtende-se que tal concepção era conseqüência de errônea interpretação do fenômeno da zoantropia, decorrente da perturbação espiritual em que muitas Entidades infelizes se apresentavam nos Cultos, traduzindo as punições que experimentavam por deformação do uso das funções orgânicas e psicológicas engendrando auto-suplícios apenas transitórios, na Erraticidade. Nesse sentido, mesmo Heródoto, “o pai da História”, ensinando a Doutrina das Vidas Sucessivas, supunha que a Metempsicose fosse uma punição necessária ao espírito calceta, o que, se assim o fora, violaria a lei incessante da evolução com um retrocesso à fase animal. Cap. 8 pág. 71

13 – Gênesis da Alma – pág. 4 – Caibar Schutel

Os animais e a metempsicose
As religiões parasitárias têem negado com a maior desfaçatez a alma aos animais. Fascinados pela vida material e seu bem estar que visam usufruir, cerceados pelo dogma execrando que condena o raciocínio, oblitera a consciência e impõe a fé passiva, os sacerdotes presos às suas doutrinas pessoais, trabalham para manter a ignorância no povo, negando-lhe o direito de pesquisa, de livre exame, condições indispensáveis para a conquista dos conhecimentos que acionam a evolução espiritual

Daí o desprezo pelos animais, os maus tratos aos mesmos inflingidos, em completo desacordo com as leis do amor e da caridade, atrás das quais se escondem os ministros e confessores para tirarem delas os proventos materiais. E se é verdade que a caridade tem conseguido fazer alguma coisa pelos pobres animais, muito tem concorrido a “Metempsicose dos Antigos”, que ensinava – “voltar ao corpo de um animal, a alma de um homem mau, para pagar o capital e juros das dividas contraídas nos seus desvarios”

Só o terror de sofrimentos futuros poderia sofrear as índoles más, que faz suspeitar do caráter humano de homens em que existe a centelha da luz imperecível. Mas não era só a “Metempsicose”; as lendas antigas, que passavam de boca em boca sobre o sofrimento que esperava aos que maltratavam os animais, essas histórias cheias de alegorias, em que se destacam “almas forçadas a impetrar a intervenção das almas dos animais”, também muito concorreram para que fossem diminuídos, em certo tempo, os suplícios por que têem passado os nossos irmãos inferiores.

Entretanto, a providência não tem descurado do bem estar dos animais que, se de um lado teem de passar pela escola do trabalho e pelo cadinho do sofrimento, como o gênero humano, para desenvolverem as suas aptidões, de outro teem os mesmos direitos que nós temos do descanso e do bom trato. “Olhai as aves do céu, diz o Mestre ensinando a Fé e o Amor aos seus discípulos, não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros e o vosso Pai Celestial as alimenta”.

14 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec - questão: 222, 611

Questão 611: A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não é a consagração da doutrina da metempsicose?
Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existem do animal o corpo, as paixões que nascem da influência do corpo e o instinto de conservação inerente à matéria. Não se pode dizer, portanto, que tal homem é a encarnação do Espírito de tal anima e, por conseguinte, a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.

Questão 612: O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?
Isto seria RETROGRADAR, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta á nascente. À medida que o Espírito avança, compreende o que o afasta da perfeição. Quando o Espírito conclui uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar. (Questão 118).

A METEMPSICOSE seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que transformariam a sua natureza, mas é falsa no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria de uma retrogradação ou de fusão. Ora, não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies, temos nisso um indício de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que o animam. Se o mesmo Espírito pudesse anima-lo alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material.

A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a progressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade. O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja, a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose, e o número de homens eminentes que a professaram, provam que o princípio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são, portanto, argumentos antes a seu favor do que contrários.

O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao princípio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-las de maneira absoluta, e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer, e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.

É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da Criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais, que constituiriam assim os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme à dignidade do homem e pode resumir-se da maneira seguinte:

“As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente uma das outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa eu deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas às necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrenos, espiritualmente falando. Com o homem, já não se dá o mesmo

Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas, do ponto de vista moral, há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade.

Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do princípio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.

O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência são a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse princípio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento, e sobre as quais seria inútil nos determos.

O Livro dos Espíritos, Cap V, pág. 132
Pitágoras, como se sabe, não é o criador do sistema da METEMPSICOSE, que tomou conta dos filósofos indianos e dos meios egípcios, onde ela existia desde épocas imemoriais. A idéia das transmigração das almas era, portanto, uma crença comum, admitida pelos homens mais eminentes. Por que maneira chegou até eles? Pela revelação, ou por intuição? Não o sabemos. Mas, seja como for, uma idéia não atravessa as idades e não é aceita pela inteligências mais adiantadas, se não tiver um aspecto sério. A antiguidade destra doutrina, portanto, em vez de ser uma objeção, devia ser antes uma prova a seu favor. Há, porém, como igualmente se sabe, entre a metempsicose dos antigos e a moderna doutrina da reencarnação, a grande diferença de que os Espíritos rejeitam, da maneira mais absoluta, a transmigração do homem nos animais e vice-versa.

19 – O que é o espiritismo? – Allan Kardec, pág. 142

A METEMPSICOSE dos antigos consistia na transmigração da alma do homem nos animais, o que implica uma degradação. Demais, essa doutrina não era o que vulgarmente se crê. A transmigração pelos corpos dos animais não era considerada como condição inerente à natureza da alma humana, mas como punição temporária; é assim eu se admitia que as almas dos assassinos iam habitar os corpos dos animais ferozes, para neles receberem castigos; as dos impudicos, os porcos e javalis; as do inconstantes e estouvados os das aves; as dos preguiçosos e ignorantes, os dos animais aquáticos. Depois de alguns milhares de anos, mais ou menos , conforme a culpabilidade, a alma, saindo dessa espécie de prisão, voltava à humanidade. A encarnação animal não era, pois, uma condição absoluta; ela, como se vê, aliava-se à encarnação humana, e a prova é que a punição dos homens tímidos consistia em passar a corpos de mulheres, expostos ao desprezo e às injúrias.

24 - Reencarnação e Evolução das Espécies - Dr.Ricardo Di Bernardi - pág. 25

A "metempsicose" confundida com a reencarnação, dela difere substancialmente do ponto de vista filosófico, conforme exporemos a seguir:

METEMPSYKHÓSIS é uma palavra grega, mas sua origem histórica remonta do Egito Antigo. Pitágoras, famoso matemático e filósofo trouxe às terras helênicas o conceito de metempsicose. Segundo este conceito, se pressupõe possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser dentro da mesma espécie evolutiva. Seria o renascimento de um homem em animais, uma concepção distorcida, como, aliás, alguns vêem pejorativamente a Reencarnação.

Basicamente, a Reencarnação admite sempre o aspecto evolutivo e presume retornos à vida física em uma espiral crescente de aquisições de valores e experiências para o espírito. A Doutrina Palingenésica, isto é, Reencarnacionista, não admite o retrocesso do espírito.

A METEMPSICOSE é geralmente encontrada nas culturas primitivas, nos mais diferentes aspectos. Os seus adeptos crêem que uma alma animará sucessivamente diversos corpos, que podem ser tanto de seres humanos como de animais, (até insetos) ou vegetais.

Em Assam, na Índia, os Angami nagas acreditavam que a alma vive diversas existências como insetos, ao passo que os Chang nagas foram curiosamente bem mais específicos a ponto de imaginar que os cantores poderiam renascer como cigarras..

O povo egípcio primitivo provavelmente expressava com a crença na metempsicose, uma versão popular do que era ensinado nos templos como Reencarnação. Supunham ser uma punição dos deuses, por comportamento indevido, o renascer como gato, camelo, cavalo, ou outros animais.

Plotino (205-270 a.D) e Orígenes (185-254 a.D.) contestaram a propriedade semântica do termo METEMPSICOSE. Plotino sugeriu que se substituisse por METEMSOMATOSE, uma vez que haveria, na realidade mudança de corpo (soma) e não de alma (psyché).

Em nossos estudos parece não haver nenhuma evidência observacional em apoio à suposição da metempsicose. Os renascimentos devem ocorrer dentro de uma espécie e acompanhando inclusive a evolução das mesmas. A própria presença do espírito na carne e seus retornos sucessivos, arquivando experiências, seria o fator impulsionador da evolução das espécies.