REDENÇÃO

 

I – Definição: O que é Redenção?

A – Literal: - Ato ou efeito de remir ou redimir;


- Auxílio que livra alguém de transe aflitivo;
- Adquirir de novo, resgatar;
- Tirar do cativeiro, do poder alheio;
- Reabilitar, livrar-se de.

B) Teologia: - Resgate da humanidade pela morte de Jesus Cristo: o mistério da Redenção;


- Livrar das penas do inferno, expiar;
- O resgate do gênero humano por Jesus Cristo.

C) Doutrina Espírita:

– Nós, espíritas temos que compreender que a verdadeira REDENÇÃO nasce dentro de nós. Nós só nos redimiremos quando compreendermos conscientemente pelo raciocínio (fé raciocinada) que todos os sofrimentos, provas, expiações são necessárias para a nossa evolução espiritual. Então é necessário que entendamos que estamos subordinados ao princípio da Reencarnação na Terra ou em outros mundos, tantas vezes quanto se fizerem necessárias. Lembre-se do ditado: “O trabalho dignifica o homem”, trabalhando ou expiando teremos graves tarefas de recapitulação e corrigendas para que possamos ter uma consciência tranqüila.

– Somente o nosso sofrimento pouco ou muito não é o suficiente para resgatar os nossos compromissos não cumpridos nas existências anteriores, é preciso que tenhamos o coração aberto e saibamos transformar estas dores em esperanças e ensinamentos. Lembre-se: Jesus disse: “Bem aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”, existe uma compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento como o prelúdio da cura.

– Não adianta chorarmos a vida inteira, manter-nos nela o desespero e a inconformação, para sermos felizes devemos nos valer da provação como recurso de trabalho convertendo a tribulação em alegria e a dificuldade em lição. Lembre-se: Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente.

– Jesus disse: “Se alguém lhe bater na face esquerda, vire e dê a direita”. Não basta só bendizer as mãos que nos ferem, é necessário que façamos algo a fim de que se renovem para o entendimento e para a prática do bem, devemos nos conformar e procurar dar bons exemplos.
Lembre-se: Jesus disse que não devemos retribuir o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que tende a reduzir-lhe o orgulho; que é mais glorioso para ele ser ferido que ferir, etc..

– Nós espíritas, ao dizermos à verdade, sofremos o escárnio dos outros e por isso achamos que não devemos trabalhar mais para a expansão de nossa doutrina. Nós devemos ser abnegados dando continuidade a nossa persistência, possibilitando o aproveitamento e estender o benefício a todos.

– Vivem nos injuriando diariamente e ficamos normalmente inertes, mas, não é o suficiente para que nos desenvolvamos espiritualmente, é necessário que usemos de compaixão e bondade com aqueles que nos perseguem e intensificar o nosso trabalho em favor do próximo. Lembre-se: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelo que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre os bons e os maus, e vir a chuva sobre os justos e os injustos.

– Não adianta só sofrermos a ingratidão e ficarmos reclamando. Ela (a ingratidão) é sempre resultado da ignorância e para que ela nos ajude em nossa caminhada é necessário que plantemos o entendimento e a fraternidade em nosso meio (da incompreensão). Lembre-se: A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo, e revolta sempre os corações virtuosos. Devemos sempre nos lembrarmos que para nos dirigirmos à Deus, só existe uma senha – a caridade. Não há caridade sem esquecimento das ofensas e das injúrias, não há caridade com ódio e sem perdão.

– Quase sempre exigimos o máximo dos outros na construção da nossa felicidade mas, é necessário que devemos dar uma retribuição em atividades e encargos de sacrifício Isto quer dizer: exigimos muito dos outros e damos muito pouco de nós mesmos.

– No Plano Espiritual de comum acordo com os nossos irmãos Espíritos assumimos compromissos (de sermos maridos, termos filhos, etc.) mas ao chegarmos na Terra encarnados, nos esquecemos de tudo. A regeneração pela qual ansiamos espera por nossa fidelidade aos nossos compromissos assumidos, em suma, devemos ser mais compreensivos, termos um melhor entendimento como reflexo de espíritas que somos.

–Sempre reclamamos que o fardo que carregamos é muito pesado. Mas para que este sofrimento nos sirva para o reajuste da alma, cabe-nos a obrigação de transformá-los em testemunhos de fé e serviço ao próximo (que nada mais é que a prática do bem). Lembre-se: Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são a conseqüência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por conta da própria culpa ! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição.

Quando nos arrependemos dos nossos erros e faltas cometidas, só é o primeiro passo de nossa reabilitação. Mas ele será nulo se não resolvermos nos corrigir com humildade e paciência na execução dos deveres que a vida nos recomenda, isto é, a nossa persistência na prática do bem.

– Nós devemos sempre aproveitar o auxílio que nossos irmãos desencarnados nos oferecem para que possamos ter uma evolução moral na Terra. Devemos nos espelhar em seus exemplos vivificantes. Eles tem vindo como encarnados durante todos os tempos dando-nos exemplos maravilhosos cada um ao seu modo entregando-nos a chave da evolução.

CONCLUSÃO: Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intelectual, seu espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal. Eis porque ele fez do trabalho uma necessidade. É pelo nosso trabalho persistente, abnegado em favor do próximo (encarnado e desencarnado) em cada reencarnação nossa, que nos redimiremos, nos evoluiremos, mas, devemos nos lembrar sempre que: “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO’, mas, tem que ser aquela Caridade com fé; fazer o bem e não ver a quem; ela não pode ser fria; deve vir do coração; não pode ser orgulhosa; tem que ser aquela que só pensa em socorrer os necessitados sem pedir nada em troco.

TRABALHO DO GRUPO DE ESTUDOS - LIVRO: LEIS DE AMOR: DE EMMANUEL

LEMBRETE:

1° - Nós, que conhecemos a vontade suprema, temos que lhe seguir o roteiro. Não devemos pensar no deus que concede, mas no Pai que educa; não no deus que recompensa, sim no Pai que aperfeiçoa. Daí se segue que a nossa batalha pela redenção tem ser perseverante e sem trégua. Humberto de Campos.