TRANSMIGRAÇÕES
BIBLIOGRAFIA
01- A Gênese - cap. XI, 35 02 - O Livro dos Espíritos - questão 189
03 - Revista Espírita - 1862 - pág. 219 04 - Roteiro - pág. 52
05 - A caminho da luz- pág. pág. 168  

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TRANSMIGRAÇÕES – COMPILAÇÃO

TRANSMIGRAÇÕES, EMIGRAÇÕES E IMIGRAÇÕES DE ESPÍRITOS

 

01 – A GÊNESE – ALLAN KARDEC, EMIGRAÇÕES E IMIGRAÇÕES DOS ESPÍRITOS, pág. 195

 

35. Nos intervalos de suas existências corpóreas os Espíritos estão no estado de ERRATICIDADE, e compõem a população espiritual ambiente do globo. Para os mortos e os que nascem, essas duas populações se inclinam incessantemente uma para a outra; há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo no mundo espiritual, e imigrações do mundo espiritual no mundo corpóreo: é o estado normal.


36. Em certas épocas, reguladas pela sabedoria divina, essas imigrações e essas migrações se operam em massa mais ou menos consideráveis, em conseqüência das grandes revoluções que fazem partir, ao mesmo tempo, quantidades inumeráveis, as quais são logo substituídas por quantidades equivalentes de encarnações. É necessário, portanto, considerar os flagelos e os cataclismas como ocasiões de chegadas e de partidas coletivas, de meios providenciais para renovar a população corpórea do globo, de retemperá-la com a introdução de novos elementos espirituais mais depurados.

Se, nessas catástrofes, há destruição de um grande número de corpos, não há senão envoltórios despedaçados, mas nenhum Espírito perece: não fazem senão mudar de meio; em lugar de partir isoladamente, partem em número, eis toda a diferença, porque partir, por uma causa ou por outra, não deixam de partir fatalmente cedo ou tarde.


As renovações rápidas e quase instantâneas que se operam no elemento espiritual da população, em conseqüência e flagelos destruidores, aceleram o progresso social; sem as emigrações e as imigrações que vêm, de tempos a tempos, dar-lhe um violento impulso, ele caminharia com uma extrema lentidão.


É notável que todas as grandes calamidades, que dizimam as populações, são sempre seguidas de uma era de progresso na ordem física, intelectual e moral e, por conseqüência, no estado social das nações nas quais se cumprem. É que têm por objetivo operar um remanejamento na população normal e ativa do globo.


37. Essa transfusão que se opera entre a população encarnada e a população desencarnada de um mesmo globo se opera, igualmente, entre os mundos, seja individualmente nas condições normais, seja por massas em circunstâncias especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro. Disso resulta a introdução, na população de um globo, de elementos inteiramente novos, novas raças de Espíritos vêm se misturar às raças existentes, constituindo novas raças de homens.


Ora, como os Espíritos nunca perdem o que adquiriram, levam com eles a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem; imprimem, conseqüentemente, o seu caráter à raça corpórea que vêm animar. Eles não têm necessidade, para isso, que seus novos corpos sejam criados especialmente para o seu uso; uma vez que a espécie corpórea existe, encontra-se toda pronta pra recebê-los. São, pois, simplesmente novos habitantes; em chegando sobre a Terra, de início, fazem parte de sua população espiritual, depois se encarnam como os outros.


RAÇA ADÂMICA.
38. Segundo o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, querendo-se, uma dessas colônias de Espíritos, vindo de uma outra esfera, que deram nascimento à raça simbolizada na pessoa de Adão, e, por esta razão, chamada adâmica. Quando ela chegou, a Terra estava povoada desde tempos imemoriais, como a América, quando chegaram os Europeus.


A raça adâmica, mais avançada do que aquelas que a precederam sobre a Terra, era, como efeito, mais inteligente; foi ela que levou todas as outras ao progresso. A Gênese no-la mostra, desde seus princípios, industriosa, apta para as artes e para as ciências, sem passar pela infância intelectual, o que não é o próprio das raças primitivas, mas o que concorda com a opinião de que se compunha de Espíritos que já progrediram.


Tudo prova que ela não era antiga sobre a Terra, e nada se opõe a que não esteja aqui senão há alguns milhares de anos, o que não estaria em contradição nem com os fatos geológicos, nem com as observações antropológicas e, ao contrário, tenderia a confirmá-las.


39. A doutrina que fez todo o gênero humano proceder de uma única individualidade, há seis mil anos, não é mais admissível no estado atual dos conhecimentos. As principais considerações que a contradizem, tiradas da ordem física e da ordem moral, se resumem nos seguintes pontos:

Do ponto de vista psicológico, certas raças apresentam tipos particulares de característicos, que não permitem assinalar-lhes uma origem comum.

Há diferenças que, evidentemente, não são do clima, uma vez que os brancos que se reproduzem no país dos negros não se tornam negros, e reciprocamente. O ardor do Sol tosta e amorena a epiderme, mas nunca transformou um branco em negro, achatou o nariz, mudou a forma dos traços da fisionomia, nem tornou encarapinhados e lanudos os cabelos longos e macios. Sabe-se hoje que a cor do negro provém de um tecido particular, subcutâneo, que se liga à espécie.


40. Adão e seus descendentes são representados na Gênese como homens essencialmente inteligentes, uma vez que, desde a segunda geração, edificam as suas casas, cultivam a terra, trabalham os metais. Seus progressos nas artes e nas ciências foram rápidos e constantemente sustentados.

Não se conceberia, pois, que essa estirpe tivesse, por descendentes, povos numerosos tão atrasados, de uma inteligência tão rudimentar, que costeiam, ainda em nossos dias, a animalidade; que perdessem todo o traço e até a menor lembrança tradicional do que faziam seus pais. Uma diferença tão radical nas aptidões intelectuais e no desenvolvimento moral, atesta, com não menos evidência, uma diferença de origem.

 

02 – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC, pág. 116

 

III-ENCARNAÇÃO NOS DIFERENTES MUNDOS: Perg. 172. Nossas diferentes existências corpóreas se passam todas na Terra? – Não, mas nos diferentes mundos. As deste globo não são as primeiras nem as últimas porém as mais materiais e distantes da perfeição.

Perg. 173. A cada nova existência corpórea a alma passa de um mundo a outro, ou pode viver muitas vidas num mesmo globo? – Pode reviver muitas vezes num mesmo globo, se não estiver bastante adiantada para passar a um mundo superior.

Perg. 173 a . Podemos então reaparecer muitas vezes na Terra? - Certamente.

Perg. 173b. Podemos voltar a ela, depois de ter vivido em outros mundos? – Seguramente; podeis ter já vivido noutros mundos, bem como na Terra.


Perg. 174.  É uma necessidade reviver na Terra? – Não. Mas se não progredirdes, podeis ir para outro mundo que não seja melhor, e que pode mesmo ser pior.


Perg. 175. Há vantagem em voltar a viver na Terra? – Nenhuma vantagem particular, a não ser que se venha em missão, pois então se progride, como em qualquer outro mundo.

Perg. 175  a . Não seria melhor continuar como Espírito? –Não, não! Ficar-se-ia estacionário, e o que se quer é avançar para Deus.


Perg. 176. Os Espíritos, depois de se haverem encarnado em outros mundos, podem encarnar-se neste, sem jamais terem passado por aqui? – Sim, como vós em outros globos. Todos os mundos são solidários: o que não se faz num, pode fazer-se noutro.

Perg. 176 a . Assim, existem homens que estão na Terra pela primeira vez? – Há muitos, e em diversos graus.

Perg. 176b. Pode-se reconhecer, por um sinal qualquer, quando um Espírito se encontra pela primeira na Terra? –Isso não teria nenhuma utilidade.


Perg. 177. Para chegar à perfeição e à felicidade suprema, que é o objetivo final de todos os homens, o Espírito deve passar pela série de todos os mundos que existem no Universo? – Não, porque há muitos mundos que se encontram no mesmo grau, e onde os Espíritos nada aprenderiam de novo.

Perg. 177 a . Como então explicar a pluralidade de suas existências num mesmo globo? – Eles podem ali se encontrar, de cada vez, em posições bastante diferentes, que serão outras tantas ocasiões de adquirir experiência.


Perg. 178. Os Espíritos podem renascer corporalmente num mundo relativamente inferior aquele em que já viveram? – Sim, quando têm uma missão a cumprir, para ajudar o progresso; e então aceitam com alegria as tribulações dessa existência, porque lhes fornecem um meio de se adiantarem.

Perg. 178 a. Isso não pode também ocorrer como expiação, e Deus não pode enviar os Espíritos rebeldes a mundos inferiores? – Os Espíritos podem permanecer estacionários, mas nunca retrogradam; sua punição, pois, é a de não avançar e ter de recomeçar as existências mal empregadas, no meio que convém a sua natureza.

Perg. 178b. Quais são os que devem recomeçar a mesma existência? –Os que faliram em sua missão ou em suas provas.

Perg. 179. Os seres que habitam cada mundo estão todos no mesmo grau de perfeição? – Não. É como na Terra: há os mais e menos adiantados.


Perg. 180. Ao passar deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui? –Sem dúvida, pois a inteligência nunca se perde. Mas ele pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la. Isso depende da sua superioridade e do estado do corpo que adquirir.


Perg. 181. Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos? – Sem dúvida que têm corpos, porque é necessário que o Espírito se revista de matéria para agir sobre ela; mas esse envoltório é mais ou menos material, segundo o grau de pureza a que chegaram os Espíritos, e é isso que determina as diferenças entre os mundos que temos de percorrer. Porque há muitas moradas na casa de nosso Pai, e muitos graus, portanto, alguns o sabem, e têm consciência disso na Terra, mas outros nada sabem.


Perg. 182. Podemos conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos? – Nós, Espíritos, não podemos responder senão na medida do vosso grau de evolução. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em condições de compreende-las, e elas os perturbariam.


À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita. A matéria se torna menos densa, ele já não se arrasta penosamente pelo solo, suas necessidades físicas são menos grosseiras, os seres vivos não têm mais necessidade de se destruírem para se alimentar. O Espírito é mais livre, e tem, para as coisas distanciadas, percepções que desconhecemos: vê pelos olhos do corpo aquilo que só vemos pelo pensamento.


A purificação dos Espíritos reflete-se na perfeição moral dos seres em que estão encarnados. As paixões animais se enfraquecem, o  egoísmo dá lugar ao sentimento fraternal. É assim que, nos mundos superiores ao nosso, as guerras são desconhecidas, os ódios e as discórdias não têm motivo, porque ninguém pensa em prejudicar o seu semelhante. A intuição do futuro, a segurança que lhes dá uma consciência isenta de remorsos fazem que a morte não lhes cause nenhuma apreensão: eles a recebem sem medo e como uma simples transformação.


A duração da vida, nos diferentes mundos, parece proporcional ao seu grau de superioridade física e moral, e isso é perfeitamente racional. Quanto menos material é o corpo, menos sujeito está às vicissitudes que o desorganizam; quanto mais puro é o Espírito, menos sujeito às paixões que o enfraquecem. Este é ainda um auxílio da Providência, que deseja assim abreviar os sofrimentos.


Perg. 183. Passando de um mundo para outro, o Espírito passa por nova infância? – A infância é por toda parte uma transição necessária, mas não é sempre tão ingênua como entre vós.


Perg. 184. O Espírito pode escolher o novo mundo em que vai habitar? – Nem sempre; mas pode pedir e obter o que deseja, se o merecer. Porque os mundos só são acessíveis aos Espíritos de acordo com o grau de sua elevação.

Perg. 184 a . Se o Espírito nada pede, o que determina o mundo onde irá reencarnar-se? – O seu grau de evolução.


Perg. 185. O estado físico e moral dos seres vivos é perpetuamente o mesmo, em cada globo? – Não; os mundos também estão submetidos à lei do progresso. Todos começaram como o vosso, por um estado inferior, e a Terra mesma sofrerá uma transformação semelhante, tornando-se um paraíso terrestre, quando os homens se fizerem bons.


Assim, as raças que atualmente povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres mais e mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão à atual, como esta sucedeu a outras que eram mais grosseiras.


Perg. 186. Há mundos em que o Espírito, cessando de viver num corpo material, só tem por envoltório o perispírito? – Sim, e esse envoltório torna-se de tal maneira etéreo que para vós é como se não existisse; eis então o estado dos Espíritos puros.

Perg. 186 a. Parece resultar daí que não existe uma demarcação precisa entre o estado das últimas encarnações e a do Espírito puro? – Essa demarcação não existe. A diferença se dilui pouco a pouco e se torna insensível, como a noite se dilui ante as primeiras claridades do dia.


Perg. 187. A substância do perispírito é a mesma em todos os globos? – Não; é mais eterizada em uns do que em outros. Ao passar de um para outro mundo, o Espírito se reveste da matéria própria de cada um, com mais rapidez que o  relâmpago.


Perg. 188. Os Espíritos puros habitam mundos especiais, ou encontram-se no espaço universal, sem estar ligados especialmente a um globo? – Os Espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão confinados a eles como os homens à Terra; eles podem, melhor que os outros, estar em toda a parte.

 

IV – TRANSMIGRAÇÃO PROGRESSIVA:
Perg. 189. Desde o princípio da sua formação o Espírito goza da plenitude de suas faculdades? –Não; porque o Espírito, como o homem, tem também a sua infância. Em sua origem, os Espíritos não têm mais do que uma existência instintiva, possuindo apenas a consciência de si mesmos e de seus atos. Só pouco a pouco a inteligência se desenvolve.


Perg. 190. Qual é o estado da alma em sua primeira encarnação? – O estado da infância na vida corpórea. Sua inteligência apenas desabrocha: ela ensaia para a vida.


Perg. 191. As almas dos nossos selvagens estão no estado de infância? – Infância relativa pois são almas já desenvolvidas. Dotada de paixões.

 Perg. 191 a . As paixões, então, indicam desenvolvimento? – Desenvolvimento, sim, mas não perfeição. São um sinal de atividade e de consciência própria, enquanto na alma primitiva a inteligência e a vida estão em estado de germe.


A vida dos Espíritos, no seu conjunto, segue as mesmas fases da vida corpórea; passa gradativamente do estado de embrião ao de infância, para chegar, por uma sucessão de períodos, ao estado de adulto, que é o da perfeição com as diferenças de que nesta não existe o declínio nem a decrepitude da vida corpórea; que a sua vida, que teve um começo, não terá fim; que lhe é necessário, do nosso ponto de vista, um tempo imenso para passar da infância espírita a um desenvolvimento completo, e o seu progresso realizar-se, não sobre uma esfera apenas, mas através de diversos mundos.


A vida do Espírito constitui-se, assim, de uma série de existências corporais sendo cada qual uma oportunidade de progresso, como cada existência corporal se compõe de uma série de dias, nos quais o homem adquire mais experiência e instrução. Mas, da mesma maneira que na vida humana há dias infrutíferos, na do Espírito há existência corpórea sem proveito, porque ele não soube conduzi-las.


Perg. 192. Por uma conduta perfeita podemos vencer já nesta vida todos os graus e tornar-nos Espírito puro, sem passar pelos intermediários? –Não, pois o que o homem julga perfeito está longe da perfeição; há qualidades que ele desconhece nem pode compreender. Pode ser tão perfeito quando a sua natureza terrena o permita, mas esta não é a perfeição absoluta. Da mesma maneira que uma criança, por mais precoce que seja, deve passar pela juventude, antes de chegar à maturidade, e um doente deve passar pela convalescença, antes de recuperar-se a saúde. Além disso, o Espírito deve adiantar-se em conhecimento e moralidade, e se ele não progrediu senão num sentido, é necessário que o faça no outro, para chegar ao alto da escala. Entretanto, quanto mais o homem se adianta na vida presente, menos longas e penosas serão as provas seguintes.


Perg. 192 a O homem pode assegurar-se nesta vida uma existência futura menos cheia de amarguras? – Sim, sem dúvida, pode abreviar o caminho e reduzir as dificuldades. Somente o desleixado fica sempre no mesmo ponto.


Perg. 193. Pode um homem descer em suas novas existências, abaixo do que já havia atingido? – Em sua posição social, sim; como Espírito, não.


Perg. 194. A alma de um homem de bem pode animar, noutra encarnação, o corpo de um celerado? – Não, pois ela não pode degenerar.

Perg. 194 a . A alma de um homem perverso pode transformar-se na de um de bem? –Sim, se ela se arrepender, e então será uma recompensa.


A marcha dos Espíritos é progressiva e jamais retrógrada. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem do plano atingido. Nas suas diferentes existências corporais podem descer como homens, mas não como Espíritos. Assim, a alma de um poderoso da Terra pode mais tarde animar um humilde artesão, e vice-versa. Porque as posições entre os homens são freqüentemente determinadas pelo inverso da elevação dos sentimentos morais. Herodes era rei, e Jesus carpinteiro.


Perg. 195.  A possibilidade de melhorar numa outra existência não pode levar certas pessoas a permanecerem no mau caminho, com o pensamento de que poderão corrigir-se mais tarde? – Aquele que assim pensa não acredita em nada, e a idéia de um castigo eterno não o coibirá mais, porque a sua razão a repele e essa idéia conduz à incredulidade. Se apenas houvessem empregado os meios racionais para orientar os homens, não existiriam tantos céticos.


Um Espírito imperfeito pode pensar como dizes, em sua vida corporal, mas uma vez liberto da matéria pensará de outra maneira, porque logo perceberá que calculou mal, e é então que trará, numa nova existência, um sentimento diverso. É assim que se efetiva o progresso. E eis porque tendes na Terra uns homens mais adiantados que outros. Uns já têm uma experiência que os outros ainda não tiveram, mas que adquirirão pouco a pouco. Deles depende impulsionar o próprio progresso ou retardá-lo indefinidamente.


O homem que se encontra numa posição má deseja muda-la o mais rapidamente possível. Aquele que se persuadiu de que as tribulações desta vida são a conseqüência de suas próprias imperfeições procurará assegurar-se uma nova existência menos penosa. E este pensamento o desviará mais da senda do mal, que o pensamento do fogo eterno, no qual não acredita.


Perg. 196. Só podendo os Espíritos melhorar-se pelo sofrimento e as tribulações da existência corporal, segue-se que a vida material seria uma espécie de crivo ou de depurador, pelo qual devem passar os seres do mundo espírita, para chegarem à perfeição? – Sim, é bem isso. Eles melhoram por meio dessas provas, evitando o mal e praticando o bem. Mas somente depois de muitas encarnações ou depurações sucessivas é que atingem, num tempo mais ou menos longo, e segundo os seus esforços, o alvo para o qual se dirigem.

Perg. 196 a . É o corpo que influi sobe o Espírito, para o melhorar, ou o Espírito que influi sobre o corpo? – Teu Espírito é tudo; teu corpo é uma veste que apodrece; eis tudo.


04 – ROTEIRO – EMMANUEL – 11. A FÉ RELIGIOSA – pág. 51

Em todos os tempos, o homem sonha com a pátria celestial. As idéias de céu e inferno jazem no pensamento de todos os povos. Os indígenas da América admitem o paraíso de caça abundante e danças permanentes, com reservas inesgotáveis de fumo. Os esquimós localizavam o éden nas cavernas adornadas. As tribo maori, que cultivam a guerra, por estado natural de felicidade, esperam que o céu lhes seja uma rinha eterna, em que se digladiem indefinidamente. Entre os hindus, as noções de responsabilidade e justiça estão fortemente associadas à idéia da sobrevivência. De conformidade com a crença por eles esposada, nas eras mais remotas, os desencarnados eram submetidos às apreciações do Juiz dos Mortos.


Os bons seriam destinados ao paraíso, a fim de se deliciarem, ante os coros celestes, e os maus desceriam para os despenhadeiros do império de Varuna, o deus das águas, onde se instalariam em câmaras infernais, algemados uns aos outros, por laços vivos de serpentes. Situados, porém, na sementeira da verdade, sempre admitiram que, do palácio celeste ou do abismo tormentoso, as almas regressariam à esfera carnal, de modo a se adiantarem na ciência da perfeição.


Os assírios-caldeus supunham que os mortos viviam sonolentos em regiões subterrâneas, sob amplo domínio das sombras. Na Grécia, a partir dos mistérios de Orfeu, as concepções de justiça póstuma alcançaram grau mais alto. No Hades terrificante de Homero, os Espíritos são julgados por Minos, filho de Zeus.
Os gauleses aceitavam a doutrina da TRANSMIGRAÇÃO das almas e eram depositários de avançadas revelações da Espiritualidade Superior.


Os hebreus localizavam os desencarnados no “scheol”, que Job classifica como sendo “terra de miséria e trevas, onde habitam o pavor e a morte”. Com Virgílio, encontramos princípios mais seguros no que se refere às leis de retribuição. Na entrada do Orço, há divindades infernais para os trabalhos punitivos, quais a Guerra, o Luto, as Doenças, a Velhice, o Medo, a Fome, os Monstros, os Centauros e as Harpias, as Fúrias e a Hidra de Lerna, simbolizando os terríveis suplícios mentais das almas que se fazem presas da ilusão, durante a vida física.


Entre esses deuses do abismo, ergue-se o velho ulmeiro, em cujos galhos se dependuram os sonhos, aí principiando a senda que desemboca no Aqueronte, enlameado e iodoso, com largos redemoinhos de água fervente. Os egípcios atravessavam a existência, consagrando-se aos estudos da morte, inspirados pelo ideal da justiça e da felicidade, além-túmulo.


Mais recentemente, Maomet estabelece novas linhas à vida espiritual, situando o Céu em sete andares e o inferno em sete subdivisões. Os eleitos respiram em deliciosos jardins, com regatos de água cristalina, leite e mel, e os condenados vivem no território do suplício, onde corre ventania cruel, alimentando estranho fogo que tudo consome, e Dante, o vidente florentino, apresenta quadros expressivos do inferno, do Purgatório e do Céu.


As realidades da sobrevivência acompanham a alma humana desde o berço. Intuitivamente, sabe o homem que a vida não se encontra circunscrita às estreitas atividades da Terra.
O corpo é uma casa temporária a que se recolhe nossa alma em aprendizado. Por isso mesmo, quando atingido pelas farpas da desilusão e do cansaço, o espírito humano recorda instintivamente algo intangível que se lhe afigura ao pensamento angustiado como sendo o paraíso perdido.


Desajustado na Terra, pede ao Além a mensagem de reconforto e harmonia. Semelhante momento, porém, é profundamente expressivo no destino de cada alma, porque, se o coração que pede é portador da boa-vontade, a resposta da vida superior não se faz esperar e um novo caminho se desdobra à frente da alma opressa e fatigada que se volta para o Além, cheia de amor, sofrimento e esperança.

 

05 – A CAMINHO DA LUZ – EMMANUEL – TRANSMIGRAÇÃO DE POVOS -  pág. 168

 

É então que inúmeros mensageiros de Jesus, sob a sua orientação, iniciam largo trabalho de associação dos Espíritos, de acordo com as tendências e afinidades, a fim de formarem as nações do futuro, com a sua personalidade coletiva. A cada uma dessas nacionalidades seria cometida determinada missão no concerto dos povos futuros, segundo as determinações sábias do Cristo, erguendo-se as bases de um mundo novo, depois de tantos e tão continuados desastres da fraqueza humana.


Constroem-se os alicerces dos grandes países como a Inglaterra, que, em 1258, organiza os Estatutos de Oxford, limitando os poderes de Henrique II, e em 1265 erige a Câmara dos Lordes. A Itália prepara-se para sua missão de latinidade. A Alemanha se organiza. A Península Ibérica é imensa oficina de trabalho e a França ensaia os passos definitivos para a sabedoria e para a beleza.


A atuação do mundo espiritual proporciona à história humana a perfeita caracterização da alma coletiva dos povos. Como os indivíduos, as coletividades também voltam ao mundo pelo caminho da reencarnação. É assim que vamos encontrar antigos fenícios na Espanha e em Portugal, entregando-se de novo às suas predileções pelo mar. Na antiga Lutércia, que se transformou na famosa Paris do Ocidente, vamos achar a alma ateniense nas suas elevadas indagações filosóficas e científicas, abrindo caminhos claros ao direito dos homens e dos povos.


Andemos mais um pouco e acharemos na Prússia o espírito belicoso de Esparta, cuja educação defeituosa e transviada construiu o espírito detestável do pangermanismo na Alemanha da atualidade. Atravessamos a Mancha e deparar-se-nos-á na Grã Bretanha a edilidade romana, com a sua educação e a sua prudência, retomando de novo as rédeas perdidas do Império Romano, para beneficiar as almas que aguardaram, por tantos séculos, a sua proteção e o seu auxílio.


FIM DA IDADE MEDIEVAL
: Do plano invisível e em todos os tempos, os Espíritos abnegados a acompanharam a Humanidade em seus dias de martírio e glorificação, lutando sempre pela paz e pelo bem de todas as criaturas.


Referindo-nos, de escantilhão, à nobre figura de Joana D’Arc, que cumpriu elevada missão adstrita aos princípios de justiça e de fraternidade na Terra, e às guerras dolorosas que assinalaram o fim da idade medieval, registramos aqui, que, com as conquistas tenebrosas de Gêngis Khan e de Tamerlão e com a queda de Constantinopla, em 1453, que ficou para sempre em poder dos turcos, verificava-se o término da época medieval. Uma nova era despontava para a Humanidade terrestre, com a assistência contínua do Cristo, cujos olhos misericordiosos acompanham a evolução dos homens, lá dos arcanos do Infinito.

 

LEMBRETE:

 

NUNCA NOS ESQUEÇAMOS QUE A "EMIGRAÇÃO" E "IMIGRAÇÃO" DE ESPÍRITOS NO PLANETA TERRA, É CONTÍNUA E DIÁRIA, POIS, SOMOS + OU - 24 BILHÕES DE ESPÍRITOS (encarnados e desencarnados), ACONTECENDO ENTÃO, A SAÍDA DO PLANETA TERRA (DEVIDO A ASCENÇÃO) E ENTRADA NO PLANETA TERRA (DEVIDO A EXPIAÇÃO OU MISSÃO).

 

A PRÓXIMA TRANSMIGRAÇÃO PREVISTA (DE + OU - 16 BILHÕES) SERÁ COM E DEVIDA A ASCENDÊNCIA DO PLANETA TERRA DE MUNDO DE EXPIAÇÃO E PROVAS PARA MUNDO DE REGENERAÇÃO, COINCIDINDO COM O INÍCIO REAL DO III MILÊNIO - A ERA DO ESPÍRITO, QUANDO SERÁ RETIRADO O ELEMENTO "CARÁTER INCITADOR DA VIOLÊNCIA" E SE DARÁ A VINDA DE ESPÍRITOS MAIS ELEVADOS PARA EXEMPLIFICAÇÃO.

 

EDIVALDO