PROGRESSÃO ESPÍRITA
BIBLIOGRAFIA
01 - Educação Mediúnica - pag. 18 02 - No Limiar do Amanhã - pág. 19
02- O Livro dos Espíritos - perg. 114 a 127  

01 - EDUCAÇÃO MEDIÚNICA - PÁG. 18

Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, e a cada um deu todas as possibilidades de progredir, dentro de suas determinadas missões a fim de que todos possam, por seu próprio esforço e merecimento, subir na escala evolutiva para atingir a perfeição, que representará a pura e eterna felicidade. Uns aceitam, submissos, as provas por que devem passar e chegam mais depressa à meta, porém outros só as suportam com murmurações, retardando dessa forma o seu progresso.

Os espíritos, em sua origem, seria como as crianças, ignorantes e inexperientes, que só adquirem os conhecimentos de que necessitam à proporção que avançam em idade através das diferentes fases da vida; a diferença, porém, é que a vida do homem tem fim, enquanto que a vida do espírito é infinita. Todos os espíritos se tornarão perfeitos, e a perfeição será por eles alcançada em mais ou menos tempo, conforme o desejo que têm de atingí-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus.

À proporção que avançam, mais capazes se tornam e melhor se protegem contra as quedas ou violações à lei divina, porém também se tornam mais responsáveis por suas ações. Os espíritos jamais perdem o conhecimento e as conquistas já realizadas, porém, em face de desvios e violações grave à lei, poderão ficar ESTACIONÁRIOS por tempo mais ou menos longo e com o esquecimento temporário e a incapacidade de fazer uso dos direitos anteriormente conquistados; contudo, tão logo desejem, por esforço de sua vontade, poderão readquirir a plena posse das faculdades e reassumir o lugar que lhes compete, através da expiação e resgate de suas faltas.

O LIVRE-ARBÍTRIO se desenvolve à medida que o espírito adquire consciência de si mesmo. Os espíritos possuem, desde o princípio, iguais aptidões tanto para o bem como para o mal; em qualquer ponto da escala o espírito enfrenta sempre dois caminhos e compete-lhe fazer a escolha, recebendo, de acordo com a sua situação, influências de outros espíritos, igualmente nos dois sentidos: do bem e do mal, às quais cederá livremente, com tanto mais responsabilidade quanto mais alto estiver situado na escala.

Assim, podendo fazer a escolha do caminho livremente, cada um tem o mérito de suas obras, pelas quais responderá. Aliás, o Divino Mestre já nos advertia a todos de que seríamos julgados pelas nossas obras. Desde o princípio os espíritos poderão seguir francamente o caminho do bem ou do mal, existindo entre esses dois extremos opostos inúmeras graduações, constituindo a maioria os que ocupam os graus intermediários.

Todos porém, na sucessão intérmina dos acontecimentos, alcançarão o grau supremo da perfeição, dentro de mais ou menos longa duração. Deus nos vê de igual maneira, e a todos nos quer com igual amor. Os chamados maus são os que sucumbiram, e por isso mesmo recebem constantes apelos para a volta ao bom caminho, que terão de trilhar, como todos, fatalmente.

Os espíritos são criados iguais e progridem mais ou menos rapidamente em inteligência e em moralidade, utilizando-se do livre arbítrio, que será tanto mais amplo quanto mais alta for a sua posição evolutiva.

02 - NO LIMIAR DO AMANHÃ - JOSÉ HERCULANO PIRES - A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO - pág. 19

"Se existem mundos melhores do que este, por que vivemos aqui? Deus tem os seus privilegiados, que vivem em mundos melhores?" O senhor está encarando o problema dentro de uma concepção estreitamente humana, que respeita, inclusive, o condicionamento social em que nós vivemos. Não. Deus não é um chefe político. Deus não é um administrador de empresas, que possa ter os seus privilegiados. Deus é a suprema inteligência do Universo, causa primária de todas as coisas. Ele é o Criador. Ele impulsiona na sua criação o desenvolvimento de todas as criaturas num mesmo e único sentido.

Nós todos temos de evoluir, de progredir. Mas se aqui estamos na Terra e outras criaturas habitam mundos superiores, é porque ainda não atingimos, na nossa evolução, a condição necessária para habitar esses mundos mais elevados. A vida é uma ascensão contínua. Bastaria isso para nos mostrar a sua grandeza e a grandeza do poder de Deus. Nós subimos, desde os planos inferiores da criação, através da evolução, e quando chegamos ao homem, nós partimos para o Mundo superior, o que no Espiritismo chamamos de angelitude, quer dizer, o Plano dos anjos.

Os anjos não são mais do que homens evoluidos. Os Espíritos humanos depurados, aperfeiçoados, que se desprenderam dos planos inferiores da criação e conseguiram desenvolver as suas potencialidades internas, a sua inteligência, a sua afetividade, a sua vontade, num Plano extremamente superior, extremamente elevado. As religiões os chamam de anjos, mas para nós espíritas, esses anjos são os Espíritos puros, elevados, que já desenvolveram os seus sentimentos.

Na proporção em que os Espíritos se elevam, eles passam a habitar mundos superiores. Mas ninguém está privado de habitar esses mundos. Todos caminhamos para lá.

" Por quê temos que renascer neste mundo? Não progrediremos melhor nos planos espirituais onde, segundo o Espiritismo, tudo é melhor? - A evolução é um progresso contínuo. Nós temos que conceber o problema, não apenas através da nossa concepção humana das coisas. Precisamos ir um pouco além. Precisamos compreender que estamos lidando com um processo universal, cósmico e que todo o Cosmo está implicado neste processo.

Assim, quando estamos aqui na Terra passando por uma evolução necessária, é porque o nosso Espírito, dotado de potências que ainda não foram desenvolvidas, precisa, na vida terrena, dos choques da vida material, do contato, ainda, com as condições dos reinos inferiores, de que ele partiu. O senhor pode ler na Bíblia aquele trecho alegórico, bastante importante, que diz assim: "Deus fez o homem do barro e da terra".

Ora, esta expressão nos coloca diante de uma verdade, que o Espiritismo comprova pela experiência. Deus tira o Espírito humano do Princípio Inteligente do Universo, que é um motivo de organização e de estruturação de todas as formas de matéria, desde o reino mineral até o reino hominal. Assim sendo, esse Princípio Inteligente tem potências que vão sendo desenvolvidas, através desses reinos.

Portanto, se ainda estamos aqui na Terra é porque não estamos em condições, não poderíamos viver num mundo superior, onde nossa inteligência, a nossa sensibilidade, não estariam em condições de se relacionarem com as coisas circundantes. Não teríamos sensibilidade para captarmos as sutilezas deste mundo, para percebermos as coisas que nele existem e para convivermos com os seus habitantes.

É por isso que continuamos a nos preparar na Terra até que atinjamos a condição necessária, para subirmos a mundos mais elevados.

03 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - VII

V—DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
Perg. 96. Os Espíritos são todos iguais, ou existe entre eles alguma hierarquia?
— São de diferentes ordens, segundo o grau de perfeição a que tenham chegado.
Perg. 97. Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os Espíritos?
— E' ilimitado o número dessas ordens, pois não há entre elas uma linha de demarcação, traçada como barreira, de maneira que se pode multiplicar ou restringir as divisões, à vontade. Não obstante, se considerarmos os caracteres gerais, poderemos reduzi-las a três ordens principais.

Na primeira ordem, podemos colocar os que já chegaram à perfeição: os Espíritos puros. Na segunda, estão os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a sua preocupação. Na terceira, os que estão ainda na base da escala: os Espíritos imperfeitos, que se caracterizam pela ignorância, o desejo do mal e todas as más paixões que lhes retardam o desenvolvimento.

Perg. 98. Os Espíritos da segunda ordem só têm o desejo do bem, ou terão também o poder de o fazer?
— Eles têm esse poder, de acordo com o grau de sua perfeição. Uns possuem a ciência; outros a sabedoria e a bondade. Todos, entretanto ainda têm provas a sofrer.

Perg. 99. Os Espíritos da terceira ordem são todos essencialmente maus ?
— Não; uns não fazem bem nem mal, outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo. Há ainda Espíritos levianos ou estouvados, mais travessos do que malignos, que se comprazem mais na malícia do que na maldade, encontrando prazer em mistificar e causar pequenas contrariedades, das quais se riem.

VI—ESCALA ESPÍRITA

100. OBSERVAÇÕES PRELIMINARES. A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta; nenhuma categoria apresenta caráter bem definido, a não ser no conjunto; de um grau a outro a transição é insensível, pois, nos limites as diferenças se apagam, como nos reinos da Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo com a maneira por que se considerar o assunto.

Acontece o mesmo que em todos os sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cómodos para a inteligência; mas, sejam como forem, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das categorias, sem maiores consequências. Houve quem se apegasse a esta contradição aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo; deixam-nos os problemas da forma, da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.

Ajuntemos ainda esta consideração, que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos. Toda classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que têm conhecimentos limitados são como os ignorantes deste mundo, incapazes de apreender um conjunto e formular um sistema; eles não conhecem ou não compreendem senão imperfeitamente qualquer classificação; para eles todos os Espíritos que lhes sejam superiores são dê primeira ordem, pois não podem apreciar as suas diferenças de saber, de capacidade e de moralidade, como entre nós faria um homem rude em relação a homens ilustrados.

E aqueles mesmos que sejam capazes, podem variar nos detalhes, segundo os seus pontos de vista, sobretudo quando uma divisão nada tem de absoluto. Linneu, Jussieu, Tournefort tiveram cada qual o seu método, e a Botânica não se alterou por isso. E que eles não inventaram nem as plantas, nem os seus caracteres, mas apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos e as classes. Foi assim que procedemos. Nós também não inventamos os Espíritos nem os seus caracteres. Vimos e observamos; julgamos pelas suas palavras e os seus atos, e depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos nos dados que eles nos forneceram.

Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões.
Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.

Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram.

Com a ajuda deste quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem. Esta é, de alguma maneira, a chave da Ciência espírita, pois só ela pode explicar-nos as anomalias que comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as irregularidades intelectuais e morais dos Espíritos.

Observaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem para sempre e exclusivamente a esta ou àquela classe; o seu progresso se realiza gradualmente e, como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro, eles podem reunir as características de várias categorias, o que é fácil avaliar por sua linguagem e seus atos.(...)

PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS, pág. 93, PERGUNTAS 114 a 127.

Perg. 114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se: - Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

Perg. 115. Uns Espíritos foram criados bons e outros, maus? - Deus criou todos os Espíritos simples e IGNORANTES, ou seja, SEM CONHECIMENTO. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade, e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

Perg.115a. Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelhariam a crianças, ignorantes e sem experiência, mas que vão adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida? - Sim, a comparação é justa; a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

Perg. 116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores? - Não; todos se tornarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?

Perg.117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição? - Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?

Perg. 118. Os Espíritos podem degenerar? - Não. À medida que avançamos, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito conclui uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.

Perg. 119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem? - Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito, sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade; e a missão que lhes cabe, nos diferentes graus, está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.

Como na vida social todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual existe a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um possibilidade de se elevar ao posto supremo.

Perg. 120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal, para chegar ao bem? - Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.

Perg. 121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros do mal? - Não têm eles o LIVRE-ARBÍTRIO? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.

Perg. 122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para o outro? - O Livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros resistiram.

Perg. 122a. De onde vem as influências que se exercem sobre ele? - Dos Espíritos imperfeitos que procuram envolvê-lo e dominá-lo, e que ficam felizes de o fazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás. 122.b - Esta influência só se exerce sobre o Espírito na sua origem? - Segue-o na vida do Espírito, até que ele tenha de tal maneira adquirido o domínio de si mesmo, que os maus desistam de obsidiá-lo.

Perg. 123. Por que Deus permitiu que os Espíritos pudessem seguir o caminho do mal? - Como ousais pedir a Deus conta dos seus atos? Pensais poder penetrar os seus desígnios? Entretanto, podeis dizer: A sabedoria de Deus se encontra na liberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.

Perg. 124. Havendo Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto, e outros, o do mal absoluto, haverá gradações, sem dúvida, entre esses dois extremos? - Sim, por certo, e constituem a grande maioria.

Perg. 125. Os Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade que os outros? - Sim. mas as eternidades serão mais longas para eles. Por esta expressão, as eternidades, devemos entender a idéia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver. Essa idéia se renova em todas as provas nas quais sucumbem.

Perg. 126. Os Espíritos que chegam ao supremo grau, depois de passarem pelo mal, têm menos mérito que os outros, aos olhos de Deus? - Deus contempla os extraviados com o mesmo olhar, e ama a todos do mesmo modo. Eles são chamados maus porque sucumbiram; antes não eram mais que simples Espíritos.

Perg. 127. Os Espíritos são criados iguais quanto ás faculdades intelectuais? - São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o LIVRE-ARBÍTRIO se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.

Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem, nem por isso, são Espíritos perfeitos; se não têm más tendências, não estão menos obrigados a adquirir a experiência e os conhecimentos necessários à perfeição. Podemos compará-los a crianças que, qualquer que seja a bondade dos seus instintos naturais, têm necessidade de desenvolver-se, de esclarecer-se, e não chegam sem transição da infância à maturidade. Assim como temos homens que são bons e outros que são maus, desde da infância, há Espíritos que são bons ou maus, desde o princípio, com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito, na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio.