ASCENSÃO
BIBLIOGRAFIA
01- AOS MÉDIUNS, pag. 39 02 - BOA NOVA, pag. 183
03 - CHÃO DE FLORES, pag. 59 04 - CONVITES DA VIDA, 17
05 - CORAGEM, pag. 69 06 - FONTE VIVA, pag. 163
07 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS, q.205, 274 08 - OS MILAGRES DE JESUS, xviii
09 - OTIMISMO, pag. 147 10 - PENSAMENTO E VONTADE, pag. 101
11 - PSIQUISMO: FONTE DA VIDA pag. 94 12 - UNIVERSO E VIDA, pag. 72

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ASCENSÃO – COMPILAÇÃO

01 - ASCENSÃO

Por: Padre Wagner Augusto Portugal

A Ressurreição de Jesus é celebrada e festejada na Páscoa após toda uma vida de peregrinação vivenciada na terra. Jesus ressurreto promove várias aparições a seus discípulos para que os mesmos pudessem ter a certeza de que tudo que fora dito por Ele, se cumpriu.

Ascensão significa “subir”. Ascensão de Jesus ao Céu significa, portanto, a Sua subida Gloriosa ao Céu, junto de Deus. Depois do evento Cristo Ressuscitado, ocorre o retorno do Filho de Deus ao Céu, pois uma vez vindo de Deus, também para Deus haveria de voltar.

Há uma seqüência lógica na organização da liturgia da Igreja para melhor celebrar o mistério da fé. Primeiro Jesus peregrina por vários lugares em sua missão, passa pelo suplício do Calvário, morre, ressuscita e se ascende ao céu. Estamos acostumados a enxergar a ascensão de Jesus como um ato mágico em que Ele sai do túmulo, ressuscitado e vai passando pelas nuvens até chegar ao céu. Não podemos ficar simplesmente com esta visão, mas precisamos entender que a celebração da Ascensão nos garante o cumprimento da missão de Jesus na terra como enviado de Deus. Sua subida para o alto não é algo que vai demonstrar para nós uma distância definitiva, mas ao contrário, nos faz crer que, Jesus estando junto do Pai, se faz ao mesmo tempo, presente na vida de todos os filhos de Deus. “Ele está no meio de nós” e sempre estará, “Cristo ontem, hoje e sempre”.

Assim como a Páscoa, a Igreja também celebra a Ascensão de Jesus ao Céu como um ato vitorioso da fé. Esta solenidade é celebrada cerca de quarenta dias após a Ressurreição de Jesus, que é a Páscoa, e uma semana antes do domingo de Pentecostes. Procede desta forma a liturgia da Igreja para nos dar sempre a idéia de que quando Jesus sobe para o céu, Ele o faz para nos enviar a presença do Espírito Santo Paráclito, com a riqueza de todos os seus Dons.

Em suma, a Ascensão de Jesus Cristo ao Céu, é celebrada ainda no Tempo Pascal, é o tempo da alegria e o tempo da vitória. A Festa do Espírito Santo no domingo seguinte ao domingo da Ascensão vem trazer a plenitude divina sobre os filhos de Deus para que os mesmos, possam dar pleno cumprimento a missão. Uma vez vivendo os preceitos de Deus, o Cristo nos dá a certeza de que um dia também nós, vamos passar pelo vale da morte, pela Ressurreição e chegaremos junto de Deus com a certeza da missão cumprida.

02 - ASCENSÃO

Revolução dos Índigos e Cristais

Eles estão chegando para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente das fronteiras e de classes sociais. São como catalisadores para desencadear as reações necessárias para as transformações. As pessoas despertas acordarão como de um sonho com seus centros de energia totalmente abertos, livres do véu do esquecimento, tanto pessoal quanto planetário, pertinentes à terceira dimensão. As pessoas começarão a se reconectar com suas origens e propósitos da alma, que é o retorno da Consciência Crística para o planeta. Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma.

A ascensão é a elevação da frequência vibratória dos nossos campos energético, até as oitavas mais elevadas de luz, é o processo de aumento do nosso quociente de luz interior, a fusão com nossa verdadeira natureza. Ascender é reconhecer nossa matriz divina e recuperar a consciência de quem realmente somos.

O processo de ascensão é nosso caminho de reencontro com Deus, ao mesmo tempo que trazemos Deus para se manifestar em nossa personalidade. Neste aspecto podemos dizer que a ascensão é na realidade uma descensão, ou seja, é o processo de trazer a luz a nossa mônada (ou presença EU SOU) para se manifestar e expressar através da nossa personalidade. E com a manifestação da luz na Terra, estamos realizando nosso propósito divino no planeta.

O planeta Terra está passando atualmente pelo processo de ascensão planetária, que é um processo natural que ocorre a todos os planetas num estágio específico de sua evolução. Ao mesmo tempo em que sua frequência fica mais refinada e sua vibração vai chegando a oitavas superiores, os seres que habitam o planeta, também são modificados pela nova frequência.

Dessa forma, a ascensão pessoal é uma consequência da ascensão planetária e vice-versa. E é exatamente isso que estamos vivendo em nossos dias atuais.

A ascensão pessoal ocorre com a participação ativa do indivíduo. Quanto mais consciência tiver o ser desse processo, mais ele pode acelerá-lo e à medida que mais pessoas vão despertando e se voltando para aceleração consciente do processo de ascensão, os seres humanos vão auxiliando o planeta em sua mudança e isso faz com que mudança de vibração posa ocorrer sem grandes complicações (cataclismos, desastres,acidentes causados pela natureza se reequilibrando, etc.). Se a frequência dos habitantes também se eleva juntamente com a do planeta a mudança ocorre de forma harmônica e natural, pois os habitantes dão a sustentação energética que o planeta precisa.

O processo de ascensão se encontra intimamente ligado com o processo de iniciação: ” A palavra iniciação provém de uma raiz latina que significa começar. A iniciação pode ser considerada um novo começo, a transformação para uma nova forma de ser”. Uma analogia utilizada pelo mestre Djwhal Khul é que uma iniciação seria como a passagem através de um portal.

Existem duas maneiras pelas quais podemos definir uma iniciação espiritual – em termos do seu significado ou de sua mecânica subjacente. Se olharmos para o significado interno de uma iniciação, um boa maneira de de defini-la seria dizer que é um processo que nos torna “mais conscientes de nós mesmos como almas encarnadas”. A iniciação pode aumentar diretamente esse estado de consciência, ao passo que pode fazer como que esse estado evolua através da melhora de algum traço ou característica,por exemplo: a capacidade de experiemtar o amor incondicional.

Se olharmos para as iniciações em termos de mecânica, uma boa definição é:

“Uma iniciação é como uma sequência progressiva de impactos direcionados de energia”.

Do ponto de vista holístico a iniciação implica uma transformação permanente nos campos de energia dos seus corpos sutis. é importante entender que a iniciação não está ligada ao aprendizado intelectual, mas é uma mudança permanente na sua estrutura e portanto no seu ser.

03 - ASCENSÃO

TEMA 11. Ressurreição, Ascensão e Segunda vinda de Cristo (opinião dos católicos)

A Ressurreição de Cristo é verdade fundamental da nossa fé, como diz São Paulo (cfr. 1 Cor 15, 13-14). Com este fato, Deus inaugurou a vida do mundo futuro e a pôs à disposição dos homens.

1. Cristo foi sepultado e desceu aos infernos.

Após padecer e morrer, o corpo de Cristo foi sepultado em um sepulcro novo, próximo ao lugar onde o haviam sacrificado. E sua alma desceu aos infernos. A sepultura de Cristo manifesta que verdadeiramente morreu. Deus dispôs que Cristo passasse pelo estado de morte, isto é, de separação entre a alma e o corpo (cfr. Catecismo, 624). Durante o tempo que Cristo passou no sepulcro, tanto sua alma como seu corpo, separados entre si por causa da morte, continuaram unidos à sua Pessoa divina (cfr. Catecismo, 626).

Porque continuava pertencendo à Pessoa divina, o corpo morto de Cristo não sofreu a corrupção do sepulcro (cfr. Catecismo, 627; At 13, 37). A alma de Cristo desceu aos infernos. “Os «infernos» (não confundir com o inferno da condenação) ou mansão dos mortos, designam o estado de todos aqueles que, justos ou maus, morreram antes de Cristo” (Compêndio, 125). Os justos se encontravam em um estado de felicidade (diz-se que repousavam no “seio de Abraão”) embora ainda não gozassem da visão de Deus. Dizendo que Jesus desceu aos infernos, entendemos sua presença no “seio de Abraão” para abrir as portas do céu aos justos que o haviam precedido. “Com a alma unida à sua Pessoa divina, Jesus alcançou, nos infernos, os justos que esperavam o seu Redentor para acederem finalmente à visão de Deus” (Compêndio, 125).

Cristo, com a descida aos infernos, mostrou seu domínio sobre o demônio e a morte, libertando as almas santas que estavam retidas, para levá-las à glória eterna. Deste modo, a Redenção – que devia atingir todos os homens de todas as épocas – aplicou-se àqueles que haviam precedido Cristo (cfr. Catecismo, 634).

A glorificação de Cristo consiste em sua Ressurreição e sua Ascensão aos céus, onde Cristo está sentado à direita do Pai. O sentido geral da glorificação de Cristo está relacionado com sua morte na Cruz. Como, pela paixão e morte de Cristo, Deus eliminou o pecado e reconciliou o mundo consigo, de modo semelhante, pela ressurreição de Cristo, Deus inaugurou a vida do mundo futuro e a colocou à disposição dos homens.

Os benefícios da salvação não derivam somente da Cruz, mas também da Ressurreição de Cristo. Estes frutos se aplicam aos homens por mediação da Igreja e por meio dos sacramentos. Concretamente, pelo Batismo recebemos o perdão dos pecados (do pecado original e dos pessoais) e o homem se reveste, pela graça, com a nova vida do Ressuscitado.

“Ao terceiro dia” (de sua morte), Jesus ressuscitou para uma vida nova. Sua alma e seu corpo, plenamente transfigurados com a glória de sua Pessoa divina, voltaram a se unir. A alma assumiu de novo o corpo e a glória de sua alma se comunicou totalmente ao corpo. Por este motivo, “a Ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena. O Seu corpo ressuscitado é Aquele que foi crucificado e apresenta os vestígios da Sua Paixão, mas é doravante participante da vida divina com as propriedades dum corpo glorioso” (Compêndio, 129).

A Ressurreição do Senhor é fundamento de nossa fé, pois atesta de modo incontestável que Deus interferiu na história humana para salvar os homens. E garante a verdade do que prega a Igreja sobre Deus, sobre a divindade de Cristo e a salvação dos homens. Pelo contrário, como diz São Paulo, “se Cristo não ressuscitou, vã é nossa fé” (1 Cor 15, 17).

Os Apóstolos não podiam enganar-se nem ter inventado a ressurreição. Em primeiro lugar, se o sepulcro de Cristo não estivesse vazio, não poderiam ter falado da ressurreição de Jesus; além disso, se o Senhor não lhes tivesse aparecido, em várias ocasiões e a numerosos grupos de pessoas, homens e mulheres, muitos dos discípulos de Cristo não teriam podido aceitá-la, como ocorreu inicialmente com o apóstolo Tomé. Muito menos teriam podido eles dar sua vida por uma mentira. Como diz São Paulo: “E se Cristo não ressuscitou (...) seríamos convencidos de ser falsas testemunhas de Deus, por termos dado testemunho contra Deus, afirmando que Ele ressuscitou a Cristo, ao qual não ressuscitou” (1 Cor 15, 14.15). E quando as autoridades judias queriam silenciar a pregação do evangelho, São Pedro respondeu: “Há que obedecer a Deus antes que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus a quem vós destes a morte, suspendendo-o num madeiro. (...) Nós somos testemunhos destas coisas” ( At 5, 29-30.32).

Além de ser um evento histórico, verificado e testemunhado mediante sinais e testemunhos, a Ressurreição de Cristo é um acontecimento transcendente porque “ultrapassa a história como mistério da fé, enquanto implica a entrada da humanidade de Cristo na glória de Deus” (Compêndio, 128). Por este motivo, Jesus Ressuscitado, embora possuindo uma verdadeira identidade físico-corpórea, não está submetido às leis físicas terrenas, e se sujeita a elas só enquanto o deseja: “Jesus ressuscitado é soberanamente livre de aparecer aos seus discípulos como Ele quer, onde Ele quer e sob aspectos diversos” (Compêndio, 129).

A Ressurreição de Cristo é um mistério de salvação. Mostra a bondade e o amor de Deus, que recompensa a humilhação de seu Filho, e que emprega sua onipotência para encher de vida os homens. Jesus ressuscitado possui, em sua humanidade, a plenitude da vida divina, para comunicá-la aos homens. “O Ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, é o princípio da nossa justificação e da nossa Ressurreição: a partir de agora, Ele garante-nos a graça da adoção filial que é a participação real na sua vida de Filho unigênito; depois, no final dos tempos, Ele ressuscitará o nosso corpo” (Compêndio, 131). Cristo é o primogênito entre os mortos e todos ressuscitaremos por Ele e nEle.

Da Ressurreição de Nosso Senhor, devemos tirar para nós:

a) Fé viva: “Acende tua fé. – Cristo não é uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na história. Vive! “Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!” – diz São Paulo – Jesus Cristo ontem e hoje e sempre!” [1];

b) Esperança: “Nunca desesperes. Morto e corrompido estava Lázaro: “iam foeted, quatriduanos est enim” – já fede, porque há quatro dias que está enterrado, diz Marta a Jesus. Se ouvires a inspiração de Deus e a seguires – “Lazaro, veni foras!”: Lázaro, vem para fora! -, voltarás à Vida” [2];

c) Desejo de que a graça e a caridade nos transformem, levando-nos a viver vida sobrenatural, que é a vida de Cristo: procurando ser realmente santos (cfr. Cl 3, 1 e ss). Desejo de apagar nossos pecados no sacramento da Penitência, que nos faz ressuscitar para a vida sobrenatural – se a havíamos perdido pelo pecado mortal – e recomeçar de novo: nunc coepi (Sl 76, 11).

A Exaltação gloriosa de Cristo compreende sua Ascensão aos céus, ocorrida quarenta dias depois de sua Ressurreição (cfr. At 1, 9-10), e sua entronização gloriosa neles, para compartilhar, também como homem, a glória e o poder do Pai e para ser Senhor e Rei da criação.

Quando confessamos neste artigo do Credo que Cristo “está sentado à direita do Pai”, nos referimos com esta expressão à “glória e à honra da divindade, onde aquele que existia como Filho de Deus antes de todos os séculos, como Deus e consubstancial ao Pai, está sentado corporalmente depois que se encarnou e de que sua carne foi glorificada” [3].

Com a Ascensão, termina a missão de Cristo, enviado para o meio de nós, em carne humana, para realizar a salvação. Era necessário que, após sua Ressurreição, Cristo continuasse sua presença entre nós, para manifestar sua nova vida e completar a formação dos discípulos. Mas essa presença terminará no dia da Ascensão. Porém, ainda que Jesus tenha voltado ao céu, junto do Pai, permanece entre nós de vários modos, principalmente no modo sacramental, pela Sagrada Eucaristia.

A Ascensão é sinal da nova situação de Jesus. Sobe ao trono do Pai para compartilhá-lo, não só como Filho eterno de Deus, mas também como verdadeiro homem, vencedor do pecado e da morte. A glória que havia recebido fisicamente, com a Ressurreição, se completa agora com sua entronização pública nos céus, como Soberano da criação, junto ao Pai. Jesus recebe a homenagem e o louvor dos habitantes do céu.

Uma vez que Cristo veio ao mundo para redimir-nos do pecado e conduzir-nos à perfeita comunhão com Deus, a Ascensão de Jesus inaugura a entrada no céu da humanidade. Jesus é a Cabeça sobrenatural dos homens, como Adão o foi na ordem da natureza. Já que a Cabeça está no céu, também nós, seus membros, temos a possibilidade real de alcançá-lo. Mais, ele foi para preparar-nos um lugar na casa do Pai (cfr. Jo 14, 3).

Sentado à direita do Pai, Jesus continua seu ministério de Mediador universal da salvação. “Ele é o Senhor que agora reina com a sua humanidade na glória eterna de Filho de Deus e sem cessar intercede por nós junto do Pai. Envia-nos o Seu Espírito e tendo-nos preparado um lugar, dá-nos a esperança de um dia ir ter com Ele” (Compêndio, 132).

Com efeito, dez dias depois da Ascensão ao céu, Jesus enviou o Espírito Santo aos discípulos, conforme sua promessa. Desde então, Jesus manda incessantemente aos homens o Espírito Santo, para comunicar-lhes a potência vivificadora que possui, e reuni-los por meio de sua Igreja para formar o único povo de Deus.

Depois da Ascensão do Senhor e da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, a Santíssima Virgem Maria foi levada em corpo e alma para os céus, pois convinha que a Mãe de Deus, que havia levado a Deus em seu seio, não sofresse a corrupção do sepulcro, à imitação de seu Filho [4].

A Igreja celebra a festa da Assunção da Virgem no dia 15 de agosto. “A Assunção da santíssima Virgem é uma singular participação na ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos” (Catecismo, 966).

A Exaltação gloriosa de Cristo:

a) Nos anima a viver com o olhar posto na glória do Céu: : quae sursum sunt, quaerite (Cl 3, 1); recordando que não temos aqui morada permanente (Hb 13, 14), e com o desejo de santificar as realidades humanas;

b) Nos impulsiona a viver de fé, pois nos sabemos acompanhados por Jesus Cristo, que nos conhece e nos ama, estando no céu, e que nos dá sem cessar a graça de seu Espírito. Com a força de Deus, podemos realizar o labor apostólico que nos encomendou: levar-lhe todas as almas (cfr. Mt 28, 19) e pô-lo no cume de todas as atividades humanas (cfr. Jo 12, 32), para que seu Reino seja uma realidade (cfr. 1 Cor 15, 25). Além disso, Ele nos acompanha do Sacrário.

Cristo Senhor é Rei do universo, mas ainda não lhe estão submetidas todas as coisas deste mundo (cfr. Hb 2, 7; 1 Cor 15, 28). Concede tempo aos homens para experimentar seu amor e sua fidelidade. Contudo, no fim dos tempos, terá lugar seu triunfo definitivo, quando o Senhor aparecerá com “grande poder e majestade” (cfr. Lc 21, 27).

Cristo não revelou o tempo de sua segunda vinda (cfr. At 1, 7), mas nos anima a estar sempre vigilantes e nos adverte que antes dessa sua segunda vinda, a parusia, ocorrerá um último assalto do demônio acompanhado de grandes calamidades e outros sinais (cfr. Mt 24, 20-30; Catecismo 674-675).

O Senhor virá então como Supremo Juiz Misericordioso para julgar os vivos e os mortos: é o juízo universal, no qual os segredos dos corações serão revelados, assim como a conduta de cada um diante de Deus e em relação ao próximo. Este juízo sancionará a sentença que cada um recebeu após a morte. Todo homem será cumulado de vida ou condenado, por toda a eternidade, segundo suas obras. Assim se consumará o Reino de Deus, pois “Deus será tudo em todos” (1 Cor 15, 28).

No Juízo Final os santos receberão, publicamente, o prêmio merecido pelo bem que fizeram. Deste modo, a justiça será restabelecida, já que nesta vida, muitas vezes, os que praticaram o mal são louvados e os que praticaram o bem, desprezados ou esquecidos.

O Juízo Final nos leva à conversão: “Deus dá ainda aos homens «o tempo favorável, o tempo da salvação» (2 Cor 6, 2). Ela inspira o santo temor de Deus, empenha na justiça do Reino de Deus e anuncia a «feliz esperança» (Tt 2, 13) do regresso do Senhor, que virá «para ser glorificado nos seus santos, e admirado em todos os que tiverem acreditado» (2 Ts 1, 10)” (Catecismo, 1041).

Antonio Ducay