ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL
BIBLIOGRAFIA
01- AOS MÉDIUNS, pag. 62 02 - AS AVES FERIDAS NA TERRA VOAM, pag. 17
03 - CIÊNCIA E ESPIRITISMO, pag. 144 04 - DEPOIMENTOS VIVOS, pag. 15, 65
05 - DEPOIS DESTA VIDA, pag. 93 06 - ESPÍRITO E VIDA, pag. 111
07 - FLORAÇÕES EVANGÉLICAS, pag. 208 08 - FLUIDOS E PASSES, 4, pag. 11
09 - INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS, pag. 220 10 - MÉDIUM QUEM É QUEM NÃO É, pg. 90

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL – COMPILAÇÃO

01 - ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Assistência Espiritual e Espiritismo
Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Visão de Conjunto. 4. Assistência Espiritual: 4.1. Como se Processa a Assistência dos Espíritos; 4.2. Um Caso de Obsessão; 4.3. Raciocinando sobre a Cura da Obsessão. 5. Sessão de Assistência Espiritual: 5.1. Preparação de Ambiente; 5.2. Preparação dos Médiuns; 5.3. Preparação dos Assistidos. 6. O Trabalho de Passe: 6.1. Objetivo do Passe; 6.2. Magnetização e Padronização; 6.3. Perfil do Médium Passista. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar a contribuição dos Benfeitores espirituais no reequilíbrio, tanto físico como espiritual dos encarnados. O nosso roteiro comporta uma explicação do processo de atuação dos Espíritos, como funciona um sessão de assistência espiritual e algumas notas sobre o passe espiritual.

2. CONCEITO

Assistência – do lat. Assistentia. Ato ou efeito de assistir a alguma coisa.

Assistência Espiritual - É o trabalho realizado pelos Espíritos, com o auxílio dos médiuns, no socorro às mentes em desequilíbrio. Diz-se também que é o conjunto de atividades organizadas de modo a proporcionar o reequilíbrio espiritual à coletividade que busca o Centro Espírita.

3. VISÃO DE CONJUNTO

Os Espíritos foram criados simples e ignorantes com a finalidade de se tornarem perfeitos. No que tange à evolução, o Espiritismo difere da Ciência, pois considera a vida planejada e conduzida pelos operários espirituais. As mônadas, trabalhadas por esses mesmos operários, vão adquirindo maior capacidade de expressão. Quando atingem a fase humana, em que o princípio inteligente é impregnado do pensamento contínuo, do livre-arbítrio e da razão, a divindade deixa-as ao sabor das próprias escolhas e a responsabilidade que daí advém.

O Espírito, que na fase humana adquiriu o livre-arbítrio, nem por isso é entregue totalmente à sua própria sorte; sempre teve e terá a proteção de Espíritos superiores. Sobre esse mister, Allan Kardec afirma que somos muito mais influenciados pelos Espíritos do que imaginamos.

Compulsando a história da humanidade, não são poucas as pessoas que se dizem guiadas por uma voz do além. O daimon socrático é um exemplo clássico, pois tudo o que fazia, fazia-o sob a sugestão dessa voz. Joana D’Arc, a heroína francesa, na luta pela libertação da França do poderio britânico, dizia-se, também, guiada por uma voz interior.

Isso mostra-nos que os Benfeitores espirituais estão preocupados com nossa evolução e, para que não nos desviemos do caminho, auxiliam-nos de diversas formas e mais objetivamente através de uma trabalho de assistência espiritual no Centro Espírita.

4. ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

4.1. COMO SE PROCESSA A ASSISTÊNCIA DOS ESPÍRITOS

Tem que haver um Espírito superior, o médium e a intenção.

O Espírito superior está sempre interessado em auxiliar a humanidade encarnada. A sua dificuldade é a qualidade do instrumento, ou seja, o médium. Se o instrumento for moralizado o trabalho fica mais fácil. Há também que se considerar a intenção do instrumento, que se expressa na sinceridade do pensamento do médium. Caso este não aja com humildade, a assistência pode não acontecer a contento, e é quando os Espíritos menos felizes se aproveitam da situação constrangendo o médium. (Kardec, 1860, p. 46-47.)

4.2. UM CASO DE OBSESSÃO

Certa moça, contrariada em suas inclinações, casou-se com um homem que não amava. A mágoa que sofreu levou-a a um distúrbio mental; sob o domínio de uma idéia fixa, perdeu a razão e teve de ser internada.

Um amigo da família e membro da Sociedade Espírita de Paris, julgou dever interrogar um Espírito superior, que respondeu: “A idéia fixa dessa senhora, por sua mesma causa, atrai em sua volta uma porção de Espíritos maus, que a envolvem com seus fluidos e alimentam as suas idéias, impedindo que lhe cheguem as boas influências: os Espíritos dessa natureza abundam sempre em semelhantes meios e constituem sempre obstáculo à cura dos doentes. Contudo, podereis curá-la, mas para tanto é necessário uma força moral capaz de vencer a resistência; e tal força não é dada a um só. Cinco ou seis espíritas sinceros se reúnam todos os dias, durante alguns instantes e peçam com fervor a Deus e aos bons Espíritos que a assistam; que a vossa prece seja, ao mesmo tempo, uma magnetização mental; para tanto não necessitais estar junto a ela, ao contrário, pelo pensamento podeis levar-lhe uma salutar corrente fluídica, cuja força estará na razão de vossa intenção, aumentada pelo número. Por tal meio podereis neutralizar o mau fluido que a envolve. Fazei isto: tende fé em Deus e esperai.”

Seis pessoas se dedicaram, durante um mês, a esse mister. Depois de alguns dias a doente estava mais calma; quinze dias mais tarde a melhora era manifesta; e, passado um mês, ela voltou para casa em estado perfeitamente normal, ignorando ainda, como o seu marido, de onde lhe veio a cura. (Kardec, 1863, p. 5)

4.3. RACIOCINANDO SOBRE A CURA DA OBSESSÃO

Em se tratando da obsessão, poderíamos perguntar por que os Espíritos protetores não forçam a retirada do Espírito mau. Não o fazem por uma razão simples: permitindo a luta, deixam-nos o mérito da vitória. O sofrimento dos Espíritos nobres é uma espécie de ginástica moral.

Há muitas pessoas que preferem receita mais fácil para expulsar Espíritos: fórmula, palavra e gestos mágicos. O correto é atacar a causa, ou seja, corrigir os próprios defeitos, pois são estes que ocasionam a obsessão.

O remédio: colocarmo-nos moralmente superiores ao que nos prejudica.

Allan Kardec lembra-nos, contudo, de que a cura da subjugação, que é quando a vontade do Espírito obsessor se interpõe na nossa, nem sempre se consegue sozinho; nesses casos, deve-se solicitar o auxílio de terceiros, que são os trabalhos de desobsessão nos Centros Espíritas. (Kardec, 1862, p. 362)

5. SESSÃO DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

5.1. PREPARAÇÃO DE AMBIENTE

Os preparativos espirituais para a realização de uma sessão espírita são ativos e complexos: eles começam bem antes de nossa chegada ao local.

Para cada tipo de trabalho há um cuidado especial. O Espírito André Luiz, no capítulo 43 de Os Mensageiros, fala-nos da divisão da sala por longas faixas fluídicas, no serviço de preservação e vigilância em relação aos sofredores que ali acorriam. Eles magnetizavam o próprio ar.

No capítulo 28 de Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz discorre sobre a proteção e a preparação de ambiente para a realização de uma sessão de efeitos físicos. Diz-nos que os Espíritos procedem à ionização da atmosfera, combinando recursos para efeitos elétricos e magnéticos. Nos trabalhos deste teor reclamam-se processos acelerados de materialização e desmaterialização da energia.

5.2. PREPARAÇÃO DOS MÉDIUNS

O médium deve estar sempre bem preparado para o trabalho espiritual, pois ele será o intermediário na assistência dos Espíritos. Não estando devidamente equilibrado, poderá atrapalhar a veiculação dos bons fluidos dos benfeitores espirituais.

Por isso, ele deve:

1) evitar os noticiários televisivos, principalmente aqueles que antecedem a reunião espiritual;

2) fazer um pequeno repouso, alguns momentos de meditação;

3) evitar rusgas e discussões acaloradas.

5.3. PREPARAÇÃO DOS ASSISTIDOS.

Numa sessão de assistência espiritual a preparação do assistido assume papel relevante. As instruções quanto ao recebimento do passe deveriam começar pelo Plantão de Entrevistas, pois se receberem orientações para irem confiantes à Assistência Espiritual, com certeza facilitarão o trabalho tanto dos Espíritos como dos médiuns passistas.

Nos momentos que antecedem o passe propriamente dito, os assistidos devem ser mantidos em concentração, principalmente através da leitura e comentário de uma página do Evangelho Segundo o Espiritismo.

6. O TRABALHO DE PASSE

6.1. OBJETIVO DO PASSE

Propiciar ao assistido um reequilíbrio psicofísico espiritual. Para tanto o médium passista deve entender que o trabalho na câmara de passes tem um caráter mediúnico, ou seja, da mesma maneira que os Espíritos se utilizam dos recursos do médium, para a comunicação escrita ou falada, eles se utilizam das faculdades radiantes do médium para curar.

6.2 MAGNETIZAÇÃO E PADRONIZAÇÃO

Observa-se que a magnetização do paciente, mesmo a estimulada, independe da "técnica" ou da "gesticulação" do operador. Depende essencialmente da forma pela qual o cliente se condiciona, se entrega ao transe, se deixa sugestionar. A padronização da FEESP foi criada sob a orientação dos Espíritos Benfeitores, de acordo com conhecimentos científicos do corpo físico e do corpo espiritual, para proporcionarem maiores vantagens e melhor aproveitamento de tempo e espaço, além da necessidade de atenderem um número elevado de pessoas.

6.3. PERFIL DO MÉDIUM PASSISTA

Para atuar no setor de passes espíritas deve o colaborador ter as seguintes características:

1) possuir a faculdade radiante, ou seja, a capacidade de transmitir aos outros parte de seu magnetismo pessoal;

2) o médium passista, antes de tudo, é um médium e deve estar sempre se aperfeiçoando doutrinariamente;

3) estar em equilíbrio no campo das emoções. “Um sistema nervoso esgotado, oprimido, é um canal que não responde pelas interrupções havidas”;

4) disciplina no campo da alimentação. O excesso de alimentação, o álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores;

5) ter consciência do mecanismo do passe para fugir à mecanização do mesmo.

7. CONCLUSÃO

O médium é um indivíduo que deve estar sempre se burilando, pois somente com este objetivo em mente conseguirá atrair as boas vibrações dos mentores espirituais e, com isso, transformar-se num instrumento valioso na cura espiritual.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1860.
KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1862.
KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1863.
XAVIER, F. C. Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz. 10. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1979.
XAVIER, F. C. Os Mensageiros, pelo Espírito André Luiz. 7. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1969.

02 - ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

A Assistência Espiritual cuida essencialmente do socorro às mentes em desequilíbrio, das deficiências da alma, com a utilização de recursos pertinentes a Doutrina Espírita (irradiação, bioenergia, apometria, dialimetria, água fluidificada e fluidoterapia, conhecida como “passe”) que atendem ao restabelecimento do equilíbrio fisiopsicossomático geral.

Atendimento Fraterno:

Entrevista fraterna, qual o interessado narra seus principais problemas e angústias, daí advindo o diagnóstico espiritual quanto ao tratamento a ser observado.

Irradiação: Também em sala própria o paciente fica sentado. É normalmente um tipo de atendimento prestado as pessoas, geralmente portadoras de muita angústia, lamentos e desajustadas emocionalmente, que comparecem pela primeira vez na SESMA

Passes Tratamento: Nome correto: “fluidoterapia”, a terapia dos fluidos. O paciente recebe esse tratamento em sala apropriada e permanece sentado. Recebem esse tipo de assistência todos os que passaram pelo Atendimento Fraterno.

Bioenergia:

O paciente permanece deitado em maca apropriada, momento em que é tratado o seu organismo psicossomático. Terapia conhecida e aplicada pelos orientais há longos milênios. São tratados os centros de força, conhecidos como “chakras”.

Pomadas Vovô Pedro: registrada junto aos órgãos competentes, em nome da Sociedade Espírita Maria Nunes – SEMAN – baseia-se nas propriedades medicinais de plantas e produtos naturais, como própolis, erva-de-bicho, ipê-roxo e o condurango, não apresentando efeitos colaterais (maiores informações em http://www.marianunes.org.br/pomada.htm). De graça a recebemos, de graça a doamos. Destinada aqueles de parcos recursos financeiros ou pessoas que não encontram resposta satisfatória para o tratamento de muitas doenças na medicina convencional.

Apometria: (do grego apo – preposição significando além e de métron, relativo a medida). Técnica essa utilizada como recurso extremo do ser que não encontra tratamento na medicina convencional moderna. Técnica que, através de pulsos magnéticos, identifica nas existências pretéritas do paciente o problema de hoje. Não se trata de TVP (Terapia de Vidas Passadas).

Dialimetria:

Semelhante a técnica já relacionada, Bioenergia, com a diferença de que a Dialimetria trata exclusivamente a doença do corpo físico, sendo os resultados surpreendentes. Esclarecemos que essa técnica não utiliza nenhum instrumento. O magnetizador não toca o paciente. Trabalha-se também com os tarefeiros do mundo atemporal.

Água fluidificada: Os frequentadores, se o desejarem, trazem recipientes com água de suas casas, onde as mesmas, na sala de tratamento apropriado, são fluidificadas. Esse processo representa acionar o magnetismo do tarefeiro desejando que, aqueles que dela se servirem, aliviem seus males, seja físico ou espiritual.


03 - ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Assistência Espiritual

A Assistência Espiritual cuida essencialmente do socorro às mentes em desequilíbrio e das deficiências da alma, com a utilização de recursos pertinentes a Doutrina Espírita, tais como: Conversa fraterna, Palestras educativas e consoladoras, vibração, água fluidificada, passes e fluidoterapia, promovendo assim, a desobsessão e o esclarecimento ao irmão necessitado, restabelecendo assim, com muito amor o equilíbrio espiritual, psicológico e fisiológico daqueles que vêem em busca de paz e luz.

Tudo se inicia no Plano Espiritual, muitas horas antes dos trabalhos começarem, com a preparação do ambiente pelos trabalhadores do Plano Maior.

Horários de tratamento:

2ª feira – às 19h00min – Atendimento Fraterno ou triagem

3ª feira – às 19h20min – Fluidoterapia

4ª feira – às 19h20min – Tratamento de Desobsessão

5ª feira – às 19h30min – Reunião Pública

6ª feira – às 16h00min – Reunião Pública

Sábado – às 09h30min – Tratamento Infantil

Domingo – às 09h00min – Reunião Pública

Domingo – às 18h00min – Reunião Pública

Domingo – às 18h00min – Tratamento e Reunião Pública no Jardim das Oliveiras

Qual deve ser a postura do paciente?

Em primeiro lugar, deve-se observar que os vícios são agentes contrários à atuação benéfica do tratamento. O fumo, o álcool, os excessos alimentares e os emocionais levam a uma intoxicação fluídica do perispírito e do corpo físico. Assim, a maior parte da energia do passe acaba sendo utilizada na limpeza do paciente em vez de ser utilizada na harmonização do mesmo.

Regras gerais para um bom aproveitamento no tratamento:
•Não ingerir bebida alcoólica; ·
•Não fumar; ·
•Não alimentar-se em excesso antes do tratamento. As refeições do dia devem ser leves, sem gorduras, sem condimentos e sem carne.
•Trajar-se de forma discreta; ·
•Enquanto aguardar o atendimento, manter-se em silêncio e em prece. Se possível ocupar-se em leituras edificantes.
•Ter postura mental positiva: Afastar todo pensamento negativo (de ódio, vingança, orgulho, egoísmo, angústia, revolta, medo, etc….).

Cultivar a humildade, a resignação, a esperança, a coragem pela FÉ raciocinada.

Atenção! Não perca tempo na quarta-feira.
Acesse o formulário: Encarnados e Desencarnados.

04 - ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Dando Continuidade as atividades de orientação e esclarecimento das diretivas da Doutrina Espírita, a Divisão de Assistência Espiritual no ano passado a preocupação constante com os esclarecimentos de seus voluntários, não só pela responsabilidade que lhe cabe, mas a fim de garantir a melhor realização das atividades propostas. Baseando-se nisso a coordenação acredita estar cumprindo a missão da Divisão, qual seja, favorecer o trabalho consolador, repartir o amparo oferecido pela Doutrina dos Espíritos, promover o senso de equidade no ser.

No segundo semestre desse ano foi ministrado o Curso de Reciclagem de Passes para os trabalhadores passistas das Unidades Doutrinárias, contando também com a participação dos alunos a partir do 3º ano do Curso de Doutrina.

Mais de 700 pessoas participaram do curso, demonstrando um saldo positivo de aceitação e interesse de nossos voluntários na aprendizagem constante da Doutrina.

A Energização, atividade desenvolvida em parceria com a Área Clínica da U.L.P. e com o apoio da Divisão de Assistência Social, que conta atualmente com 9 grupos ativos, atendeu em 2004 uma média de 148 pacientes, sendo esses avaliados a cada 8 meses pela Coordenação da Energização e pela Área Clínica.

Após o término dos trabalhos os integrantes dos grupos também aplicam passes diários em 12 pacientes que são atendidos nas suas respectivas unidades.

Não podemos deixar de registrar o início das Reuniões Doutrinárias realizadas pelo Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz nas dependências do Hospital João Evangelista no bairro do Tucuruvi em São Paulo no dia 14 de junho de 2004, um dia após a comemoração dos 50 anos do Hospital.

Essas reuniões são direcionadas aos pacientes do Hospital e seus familiares quando é oferecida aplicação de passes, atendimento fraterno do Plantão de orientação e Palestras com temas extraídos de livros espíritas. Para este ano o intuito é estender o atendimento para a população local, segundo planeja a coordenação do Conselho Doutrinário.

A partir deste ano estaremos acrescentando as informações das Unidades Doutrinárias de Santos, inaugurada em julho de 2003 e também do Hospital João Evangelista.

Plantão de Orientação

Atendimento Fraterno que procura auxiliar, sob a orientação do Evangelho de Jesus e da Filosofia Espírita, proporcionando um melhor caminho para a solução de problemas, apresentados pelos atendidos em entrevista. É o Plantão de Orientação a porta de entrada do Centro, por ele o freqüentador, além de receber orientações, é encaminhado para tratamento de passes; reunião pública; recebe informações sobre os cursos oferecidos pelo Centro e indicações de leituras.

Aplicação de Passes

“Transfusão de energias benéficas refazendo nossas forças físicas e espirituais” (André Luiz). São aplicados todos os dias em que é realizada a Reunião Pública, beneficiando terapeuticamente todos que dele se utiliza. O Passe em nosso Centro é o do tipo misto, ou humano/espiritual, quando os Espíritos combinam seus fluidos com o do passista.

Reuniões de Orientação aos Espíritos

Realizado por grupo de trabalhadores com treinamento específicos para a tarefa. Objetiva atender os espíritos manifestantes com a orientação necessária a cada um.

Estudo Sobre Relacionamento Familiar

Reunião anual em que um grupo de casais – previamente inscritos – participa de atividades durante o dia inteiro tais como, palestras, jogos interativos, dinâmica de grupo, dentre outras. Em média temos 50 casais participantes.

Orientações pela Internet

Tem a mesma característica do Plantão de Orientação, só que adaptado para atendimento por e-mail, sempre visando a orientação, mas nunca se esquecendo que a freqüência em um Centro Espírita proporciona melhor apoio.

Energização

Em março de 1999 teve início o trabalho com a formação do primeiro grupo, hoje já contamos com nove grupos que oferecem tratamento de vibrações fluídicas, fluidificação de água e passes para 148 assistidos da U.L.P., de 2ª a 6ª – feira.

Os grupos são separados de acordo com o tipo de enfermidade, escolhidos de comum acordo com a Diretoria Clínica e sempre que possível há uma rotatividade com os demais assistidos pela Instituição. Após o término dos trabalhos os integrantes dos grupos também aplicam passes diários em 12 pacientes que são atendidos nas suas respectivas unidades, aplicam-se por volta de 4.368 passes durante o ano, devendo este número aumentar ou diminuir conforme freqüência.

* Trabalhos realizados em parceria com a Divisão de Trabalhos Externos

Dados 2006 Unid. D. Santana Unid. D. Vila Galvão Unid. D. Vl. Gustavo Unid. D. Santos Unid. D. João Evangelista

Frequência 80.989 33.898 8.482 1.678 1051

Passes magnéticos 68.972 21.864 5.671 1.446 878

Atendimento 11.744 4.228 459 313 125

Cartões de passes 9.329 3.412 394 278 125

Cartões de passes a distância 956 668 61 44 15

Atendimento 1ª vez 9.329 1.919 174 159 89

04 - ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

IV - Reunião de Assistência Espiritual
Federação Espírita do Estado de Sergipe

Essa reunião é pública e destina-se à explanação evangélica à luz da Doutrina Espírita, aplicação de passes e atendimento fraterno através do diálogo.

A reunião se divide em três partes:

Explanação do Evangelho, visando à reforma moral de seus freqüentadores;
aplicação de passes e fluidificação de água, objetivando a mobilização de recursos terapêuticos do plano espiritual às pessoas carentes deste auxilio; e
atendimento fraterno através do diálogo, objetivando atender às pessoas que procuram o Centro Espírita em busca de orientação e amparo.

1- EXPLANAÇÃO DO EVANGELHO À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

O desenvolvimento desse trabalho poderá ser realizado da seguinte forma:

Composição de mesa Diretora da Reunião
a.1 - Dirigente da reunião
a.2 - expositor escalado com antecedência para a exposição de texto evangélico
Preparação do Ambiente Espiritual tempo aproximado em minutos recomenda-se a leitura de página doutrinária espírita. (5)
Prece inicial
A prece inicial obedecerá a concisão e a simplicidade e será proferida pelo dirigente da reunião ou por quem este indicar (2)
Explanação do Evangelho
Consiste na leitura e comentário, pelo expositor, de trecho previamente programado de "O Evangelho segundo o Espiritismo".(20 a 25)
Prece Final
A prece final obedecerá a concisão e a simplicidade e será proferida pelo dirigente da reunião ou por quem este indicar .(2)

2 - APLICAÇÃO DE PASSES

Após a explanação do Evangelho, à luz da Doutrina Espírita e atendendo à recomendação de Jesus "se impuserem as mãos sobre os enfermos eles ficarão curados", o passe será aplicado às pessoas que o desejarem, de acordo com o seguinte esquema:

O dirigente da reunião permitirá a saída do recinto, em silêncio, dos que não sentirem necessidade de receber o passe;
para o início da atividade do passe, o dirigente, juntamente com os médiuns passistas, fará uma rogativa ao Plano Espiritual, oportunidade em que rogará, também, a fluidificaçào da água destinada aos necessitados;
a seguir, o passe será aplicado, individualmente, de preferência em recinto próprio para essa tarefa;
o passe deverá ser transmitido com simplicidade, evitando-se a gesticulação exagerada, a respiração ofegante, o bocejo continuado e o toque direto no paciente;
prece final, proferida pelo dirigente ou por um dos médiuns da equipe, em agradecimento aos benefícios recebidos.

3 - ATENDIMENTO FRATERNO ATRAVÉS DO DIÁLOGO

A casa Espírita é freqüentemente procurada por pessoas desejosas de obter ajuda para a solução dos problemas com que se debatem.
Buscam o Templo Espírita, muitas delas, após esgotados os outros recursos e, por isso, precisam ser ouvidas com atenção, a fim de se fundamentar uma adequada orientação.
Para esse tipo de atendimento, é aconselhável constituir equipes de trabalhadores, cujo número de componentes poderá variar para mais ou para menos, em função do número de pessoas que buscam o Centro Espírita.

Os componentes das equipes deverão receber treinamento prévio, visando a:

Familiarização com as atividades a serem desempenhados;
uniformidade de atendimento;
conhecimento das normas do Centro Espírita;
desenvolvimento do trabalho de acordo com a orientação da Doutrina Espírita e as normas do Centro Espírita;
aprimoramento e conhecimento do mecanismo do passe;
conscientização do trabalho a ser realizado;
conscientização da necessidade de preparação da equipe, através da prece e leitura de um texto evangélico, antes do início dos trabalhos do dia.
O atendimento fraterno através do diálogo consiste em:

Receber fraternalmente a pessoa que busca o Centro Espírita e proporcionar-lhe oportunidade de expor livremente, em caráter privativo, suas dificuldades;
dar-lhe após isso, as orientações e transmitir-lhe os estímulos de que estejam precisando, podendo até, conforme o caso, oferecer-lhe ligeiras noções doutrinárias, para a compreensão de seus problemas.
Este atendimento deve ser realizado antes da Explanação do Evangelho à Luz da Doutrina Espírita. Se necessário, e havendo condições, poderá ser realizado também durante o trabalho de passe, em recinto separado.
Convém destacar que o atendimento fraterno não deve ser obrigatório a todas às pessoas que pretendam ouvir a explicação do Evangelho e receber o passe. Este atendimento só será dado às pessoas que assim o desejarem.

4 - RECOMENDAÇÕES

a) Quanto a Explanação do Evangelho à Luz da Doutrina Espírita:

Indispensável se faz a lembrança ao dirigente de que deverá ser portador de razoável conhecimento doutrinário e de conduta moral-evangélica segura, para que possa inspirar confiança e respeito aos freqüentadores;
cordial e atencioso no trato co os assistentes e colaboradores do trabalho, o dirigente deve buscar na humilde e no altruísmo as virtudes que o auxiliem a vencer a vaidade e o personalismo, lembrando-se de que sua tarefa é de igual importância à dos demais trabalhadores do Centro;
ao dirigente cabe:
pedir silêncio e recolhimento a todos os assistentes antes do início da reunião e após ela, para a realização da Segunda parte dos trabalhos;
observar a pontualidade para o início da sessão;
cuidar para que o expositor escalado receba o programa mensal, trimestral ou anual, elaborado pela direção do Centro, ou o tema a ser exposto, com a necessária antecedência;
"interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto"(CE);
os expositores serão regulamente escalados, lembrando-se de que os predicados de seleção devem ser o necessário conhecimento doutrinário e a capacidade de comunicação, sem exigência, no entanto, do Dom da oratória;
vale a lembrança da leitura prévia do trecho escolhido para o encontro e sua conseqüente meditação, assim como possível anotações que auxiliem o expositor em sua explanação.

b) Quanto as pessoas:

Deve-se evitar a manifestação de Espíritos, durante o passe;
os médiuns passistas não deverão atender a pedidos de orientação ou consultas formuladas pelos enfermos, na hora prevista para a aplicação dos passes;
o dirigente deve:
pedir silêncio e recolhimento a todos os assistentes antes do início da reunião e durante a aplicação dos passes;
receber os recipientes com água para ser fluidificada antes do início da reunião e coloca-los em lugar apropriado;
admitir na equipe de médiuns passistas apenas os que já tiverem algum conhecimento doutrinário e estiverem espiritualmente preparados para a tarefa;
incentivar os médiuns passistas a participarem das reuniões de estudo promovidas pelo Centro Espírita, principalmente da Reunião de Estudo e Educação da Mediunidade;
incentivar os médiuns passistas e demais colaboradores a participarem das Reuniões de Estudo Sistematizado da Doutrina
quando o paciente estiver impossibilitado de se locomover sua residência, a direção da Instituição ou do setor responsável por este trabalho tomará providências para o seu atendimento. Neste caso o médium passista deve-se fazer acompanhar por outros confrades preparados para esta tarefa;
como meta a ser atingida no tempo, deve o médium esforçar-se por conquistar "grande domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança no Poder Divino". ("Missionários da Luz"- André Luiz.)

c) Quanto ao atendimento fraterno através do diálogo:

Com relação ao trabalho do Centro Espírita, na tarefa do atendimento
Deve ele estar plenamente consciente e preparado para a tarefa;
deve ser portador de razoável conhecimento doutrinário e de conduta moral-evangélica segura;
não esquecer, jamais, que o aspecto principal de sua tarefa é o de ouvir e orientar, carinhosamente, as pessoas que procuram o Centro Espírita em busca de lenitivos para as suas dores e necessidades;
a afabilidade e a brandura deverão ser os veículos de seus relacionamentos, uma vez que o entrevistado carece de calor espiritual para seu amparo e segurança;
a simplicidade deve ser uma de suas características, visto que favorecerá o fácil entrosamento com o assistido;
é seu dever moral-evangélico não julgar, tampouco comentar sobre as pessoas que lhe buscam a palavra amiga, principalmente em função do papel que desempenha;
deve ser pontual, estando presente ao local de trabalho alguns minutos antes, afim de obter, através do preparo da prece e da meditação, o necessário apoio do Plano Espiritual.
Com relação ao local do diálogo:
Sugere-se que o diálogo se estabeleça em local distante das demais pessoas, visto que é necessário preservar na intimidade as aflições e problemas do entrevistado, assim como evitar constrangimentos que possam bloquear a conversação;
esse diálogo pode ser efetivado em recanto do próprio salão dos trabalhos, antes do início das reuniões, dispensando-se instalações especiais.
Com relação ao diálogo propriamente dito:
Ao orientador cabe, primeiramente, ouvir o assistido, buscando conduzir o diálogo para aspectos que julgar importantes, com a única finalidade de melhor orientá-lo em suas dificuldades e anseios;
deve fundamentar suas respostas na Doutrina, quando buscar esclarecer sobre dificuldades da vida, razões e justificativas de graves problemas etc., assim como no Evangelho, quando desejar oferecer consolo, apoio e orientação, em bases fraternas e cristãs;
sugere-se recordar que o amor, o perdão, a sinceridade e a solidariedade são as bases para o equilíbrio, ao contrário da inveja, do ódio, do egoísmo e do desanimo, são as portas do desequilíbrio;
deve o orientador frisar que, apesar de sua melhora depender de vários fatores, o mais importante deles é o esforço próprio;
sugerir a freqüência às Reuniões de Assistência Espiritual, nas quais o assistido poderá receber esclarecimentos maiores, além da própria assistência espiritual, e orienta-lo quanto ao programa disciplinar existente no ambiente de trabalho de que irá participar.
Aplica-se a este Capítulo as "Recomendações Gerais" a ele referentes.