BEBÊ DE PROVETA
BIBLIOGRAFIA
01- CRÔNICAS DE UM E DE OUTRO, pg 118, 284 02 - DARWIN E KARDEC , 152, 155
03 - ESPIRITISMO O CONS. PROMETIDO, pag. 126 04 - FISIOLOGIA TRANSDIMENSIONAL, pag. 67
05 - FLORAÇÕES EVANGÉLICAS, 11 06 - GENÉTICA E ESPIRITISMO, pag.20
07 - GESTAÇÃO SUBLIME INTERCÂMBIO, pag. 193 08 - LASTRO ESPIRITUAL NOS FATOS CIENT. pag53
09 - O LIVRO DOS MÉDIUNS, q. 284 10 - PINGA FOGO COM CHICO XAVIER,pag. 67
11 - SAÚDE E ESPIRITISMO, pag. 335 12 - SEXO SUBLIME TESOURO, pag. 93

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BEBÊ DE PROVETA – COMPILAÇÃO

01 - BEBÊ DE PROVETA

Bebê de proveta é um bebê proveniente de uma inseminação artificial ou fertilização in vitro, ou seja, não resulta de uma fecundação em condições naturais proveniente de uma relação sexual entre um homem e uma mulher, mas antes da fecundação gerada em laboratório.

Designa-se proveta exactamente para aludir à sua "criação" laboratorial.

O primeiro bebê-proveta do mundo chama-se Louise Brown e nasceu a 25 de Julho de 1978, em Bristol, Inglaterra. Os médicos britânicos envolvidos neste processo foram Robert Edward e Patrick Steptoe, na Bourn Hall Clinic, em Cambridge.

No dia 7 de outubro de 1984, nascia Ana Paula Bettencourt Caldeira na cidade de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, o primeiro bebê-proveta brasileiro.1

O primeiro bebé proveta a nascer em Portugal, é hoje jogador profissional de futebol, ex jogador do Sporting Clube de Portugal, o avançado chamado Carlos Saleiro.2

O método da fertilização "in vitro" veio trazer novas esperanças aos casais inférteis, abrindo uma nova era no tratamento da infertilidade. Actualmente este método é utilizado, em diversas situações como no caso de bloqueamento das trompas de Falópio, ou em casos de espermatozóides deficientes (por exemplo imóveis) ou em número reduzido.

Cerca de 25% das gravidezes por fertilização "in vitro" são gémeos, o que corresponde a uma incidência bastante superior à das gravidezes naturais em que o normal é surgir um par de gémeos por cada 80 nascimentos.

Em Portugal, Alberto Barros é um dos especialistas portugueses em reprodução medicamente assistida mais prestigiado, tendo sido, juntamente com a sua equipa, no Porto, responsável pela introdução da metodologia da microinjecção intracitoplasmática, no país. Esta nova metodologia aumenta significativamente as possibilidades de sucesso numa gravidez, principalmente em situações de número reduzido de espermatozóides ou mobilidade deficiente ou nula, dos mesmos, o que os impossibilita de penetrar no óvulo e consequentemente fecundá-lo.

Método

Inicialmente é feita uma estimulação ovárica com fármacos indutores da ovulação, deste modo a produção de óvulos é aumentada, bem como a sua libertação. Estes são recolhidos com a ajuda de uma ultra-sonografia transvaginal, sendo depois levados para o laboratório onde serão fecundados por espermatozóides preparados. Os óvulos e espermatozóides (50 a 100 mil por cada óvulo) são colocados em um meio de cultura próprio, e se o processo for bem sucedido, os pré-embriões gerados são transferidos para o útero da mãe entre 48 a 120 horas após o início deste processo.

Outras técnicas complementares têm surgido, mas todas elas se baseiam na fertilização "in vitro".

02 - BEBÊ DE PROVETA

FERTILIZAÇÃO IN VITRO

A fertilização in vitro (FIV) com transferência de embriões - na espécie humana - surgiu em 1978, na Inglaterra. Deste enorme avanço, nasceu a primeira criança que foi fertilizada in vitro, cujo nome é Louise Brown. Este revolucionário tratamento rendeu a seu descobridor, Dr. Robert Edwards, o Prêmio Nobel de Medicina de 2010. No Brasil, a primeira criança nascida de FIV foi Ana Paula Caldeira, em 07 de Outubro de 1984.

A fertilização in vitro encontra na doença tubária sua principal indicação e isto é facilmente justificável. Um casal cujo homem apresenta sêmen com potencial, a mulher tem ciclos regulares e ovulatório, tem útero com cavidade íntegra e receptiva, colo e canal cervical normais, porém, não tem tubas funcionantes, estariam condenados a não ter filhos definitivamente.

A doença tubária, ou seja, anexites crônicas, decorrentes de doenças sexualmente transmissíveis (DST ), quase sempre adquiridas numa fase jovem da vida, são responsáveis praticamente por 25% dos casos de infertilidade conjugal. Por muito tempo, procurou-se recuperar estas tubas através de procedimentos cirúrgicos sem sucesso.

Posteriormente, a fertilização in vitro passou a ser indicada em outras condições clínicas (endometriose, infertilidade sem causa aparente).

Apesar de representar um grande avanço no tratamento da infertilidade conjugal, nem todos os casais poderão ser tratados com a fertilização in vitro. Existem limitações tanto para o lado feminino quanto masculino.

Limitações Femininas:

A mulher deve apresentar boa reserva ovariana, fato este que acompanha a sua idade; quanto mais jovem maior a reserva ovariana. Por outro lado, a reserva ovariana é um reflexo biológico da idade do complexo folículo-oócito, que pode ser avaliada medindo-se o FSH e estradiol no sangue periférico no 3o dia da menstruação. Um valor elevado de FSH (> 20 mUI/mL) ou muito baixo do Hormônio Anti-Mülleriano (<0,16) representa uma capacidade ovariana diminuída. De modo geral, a reserva ovariana é relativamente boa até 37 anos, a partir deste ponto apresenta uma queda no seu potencial de fertilidade.

Um outro aspecto muito importante neste programa é a integridade da cavidade uterina. Ela pode ser verificada por 3 métodos de imagem:
Histerossalpingografia (HSG) : exame radiológico realizado entre o 8º e 12º dia do ciclo, constitui um excelente recurso diagnóstico. A HSG muitas vezes por si só, é suficiente para a avaliação da cavidade uterina.
Ultrassonografia: realizada no período peri-ovulatório, quando o desenvolvimento do endométrio é máximo e não houve ainda a ação da progesterona, este exame permite uma boa delineação das estruturas uterinas, tanto da cavidade endometrial quanto da própria textura do útero.
Histeroscopia: exame um pouco mais invasivo, às vezes exige sedação, também oferece grande oportunidade de se conhecer o interior da cavidade uterina.
Esses exames permitem fazer diagnósticos de: pólipos, miomas e aderências intra-uterinas; malformações uterinas como útero bicorno, unicorno; falhas de enchimento da cavidade uterina.

Limitações Masculinas:

Do ponto de vista masculino, o homem deve apresentar pelo menos 3 milhões de espermatozóides móveis por ml após o processo de separação e a porcentagem de espermatozóides ovais normais não inferior a 4% pelo critério estrito de Kruger.

Em resumo, mulheres com baixa reserva ovariana ou homens com importantes alterações no espermograma , não devem ser tratados pela técnica de fertilização in vitro clássica.

03 - BEBÊ DE PROVETA

Katie Moisse

Crianças nascidas com a ajuda da tecnologia reprodutiva podem ter alteradas expressões genéticas

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta, em 1978, mais de 3 milhões de crianças nasceram com a ajuda da tecnologia reprodutiva. A maioria delas é saudável. Mas, como grupo, têm maior risco de nascer com peso menor, o que se associa no decorrer da vida à obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2.

Carmen Sapienza, geneticista da Temple University School of Medicine, na Filadélfia, está estudando dois grupos de crianças – um constituído por concebidas naturalmente e outro por concebidas por meio de tecnologia de reprodução assistida – a fim de identificar suas diferenças epigenéticas (alterações na expressão genética molecular causadas por outros mecanismos de mutações na seqüência do DNA propriamente dito). Ele está particularmente interessado em uma alteração cromossômica chamada metilação do DNA, segundo pesquisa que apresentou em 22 de fevereiro no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência. “Descobrimos que 5% a 10% dessas alterações cromossômicas eram diferentes em crianças nascidas por meio de reprodução assistida, e isso alterou a expressão de genes próximos”, diz Sapienza. Vários dos genes cuja expressão difere entre os dois grupos têm sido responsáveis por doenças metabólicas crônicas, como obesidade e diabetes tipo 2.

Por termos DNA idêntico em cada uma das nossas células, nossos corpos desenvolvem mecanismos como a metilação do DNA, para controlar quais genes são expressos em certos tipos de célula – processo chamado de impressão genômica. Quando um grupo metilo (átomo de carbono com três átomos de hidrogênio em anexo) se liga a uma molécula de citosina (um dos quatro nucleotídeos que compõem o DNA), passa-se a informação ao mecanismo das células para não transcrever aquele gene “É importante, porque todos os genes do mesmo tipo não podem ser expressos em toda célula”, Sapienza explica. “Metilação do DNA no rim é diferente de metilação do DNA no fígado”, diz ele. Isso é o que faz cada órgão único.

Mas o mecanismo não é perfeito: “Se você olhar para os tumores, eles tendem a ter hipometilação global, mas hipermetilação em alguns genes”, continua Sapienza. “Se você tomar por base a população normal, e pesquisar qual o número de pessoas com um defeito de metilação no gene que codifica insulina como fator de crescimento 2, chegará à cifra de cerca de 5%. Mas, se você for para uma clinica gastrintestinal e selecionar todas os as pessoas com câncer do cólon, essa cifra aumenta para um terço do total.”

Os primeiros indícios de que a reprodução assistida causava alterações na metilação e na expressão de genes surgiram de estudos de clonagem de animais em 2001, disse Sapienza. “Eles perceberam que a fertilização in vitro resultou na síndrome de prole grande [caracterizada por uma placenta grande e disfuncional] e defeitos do coração”, diz ele. “Quando você usa os modelos animais e faz coisas comumente feitas na reprodução assistida, a resposta é sim, isso afeta a metilação do DNA.”

Defeitos de metilação também causam desordens cromossômicas raras: síndrome de Angelman e síndrome de Beckwith-Wiedemann – ambas doenças congênitas complexas que se caracterizam por peso anormal no nascimento. O risco aumenta em até cinco vezes com a reprodução assistida – saltando de 1 em 15 mil-20 mil crianças, para 1 em 4 mil, diz Sapienza.

Ainda não se sabe se a tecnologia reprodutiva ou algum subproduto da infertilidade é o causador dos defeitos de metilação. Mas Sapienza planeja chegar à resposta em estudos futuros. “Uma fração de pessoas que têm filhos utilizando a tecnologia de reprodução assistida foi fértil antes da laqueadura tubária. Você pode comparar essas crianças com os nascidos de pais inférteis para determinar se a fertilidade é a questão. Esse é o modo como vamos tentar fazer isso”, diz. Ele não especula sobre qual é a causa mais provável, mas disse que muitas coisas, como as mutações do gene, podem causar defeitos de metilação e resultar em infertilidade. “A tecnologia de reprodução assistida subverte esses [defeitos]”, diz ele.

Sapienza diz que o próximo passo é repetir o estudo considerando mais genes. O atual estudo analisou cerca de 800, mas ele gostaria de analisar todos os 54 mil. Ele também espera acompanhar essas crianças a longo prazo para determinar se elas têm maiores taxas de obesidade ou diabetes. Para Sapienza, o objetivo não é fazer com que os pais se preocupem, mas sim para tornar as pessoas conscientes de suas predisposições genéticas e incentivá-los a manter a boa saúde.