CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR
BIBLIOGRAFIA
01- FONTE VIVA, pag. 359 02 -

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CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR – COMPILAÇÃO

01 - CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR

Gálatas 6
ouvir

Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.

Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.

Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.

Mas prove cada um a sua própria obra, e terá glória só em si mesmo, e não noutro.

Porque cada qual levará a sua própria carga.

E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.

E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.

Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.

Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão.

Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo.

Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne.

Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.

E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus.

Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito! Amém.

02 - CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR

A Bíblia Sagrada afirma categoricamente que aquilo que o homem semear isso também colherá. É comum quando as coisas não dão certo como gostaríamos querermos achar um bode expiatório, ou seja, alguém para levar a culpa pelos nossos fracassos. É comum nessas horas querermos até mesmo colocar a culpa em Deus.

O homem muitas vezes entristece o coração de Deus.

Alguns chegam até mesmo a dizer: “Se Deus existisse a minha vida não estaria nessa situação” ou “Se Deus nos amasse de verdade, Ele não deixaria as pessoas sofrerem”. Mas quem é o culpado, o responsável pelo sofrimento humano? Quem é o culpado pelas coisas ruins e desagradáveis que acontece na terra? A resposta é simples: O próprio homem.

A questão é que nós não andamos, ou seja, não vivemos de acordo com a vontade de Deus, e depois quando veem as consequências queremos nos omitir e colocar a culpa em Deus. Não consultamos a Deus, não fazemos aquilo que é reto, correto diante dos seus olhos. Vivemos em nossos delitos é pecados como se Deus não existisse. E agora quem é o verdadeiro culpado pelas desgraças que nos sobrevém?

O homem tem a tendência à desobedecer a Deus.

Lembro-me de um relato bíblico no livro do Gênesis Deus havia dado uma ordem bem clara e objetiva para Adão e Eva: “Não coma do fruto da arvore que está no meio do Jardim”. Essa era o mandamento que Deus deu àquele casal, observemos que Deus não fez um pedido, era uma ordem, um mandamento.

A sequência da história todos nós conhecemos. Satanás em forma de serpente induziu o casal a desobedecer a Deus. E quando Deus se manifesta em forma corpórea no Jardim, eles tentam se esconder de Deus. E quando são questionados do porque desobedeceram à ordem divina, cada um busca uma justificativa e tenta colocar a culpa no outro.

O homem tenta se esquivar da sua responsabilidade e culpar os outros pelos seus erros.

Adão diz: “A mulher que Tu me deste, me deu do fruto e eu comi”, Eva diz: “A serpente me enganou, e eu comi”. A questão é que desde o principio da criação a humanidade tem por habito tentar se esquivar de suas responsabilidades e tentar colocar a culpa nos outros.

Não adianta tentar enganar a Deus. Ele tudo vê e tudo sabe. E cada um de nós somos responsáveis pelos próprios atos e jamais poderemos fugir da nossa responsabilidade. Cada um de nós daremos conta dos nossos atos diante de Deus. O único que é enganado quando tentamos colocar a culpa de nossos erros nos outros somos nós mesmos.

Deus deu à humanidade os mandamentos. Quando Ele disse: “Não matarás”, não é para matar e ponto final. Quando Ele diz: “Não cometerás adultério”, não é para cometer adultério e ponto final. Não adianta dizermos para Deus: “Senhor, eu fui seduzido por ele (a)”. A ordem foi dada, e compete a nós obedecermos e ponto final.

Agora veja a bondade, o amor e a misericórdia de Deus, quando nos humilhamos em sua presença, assumimos os nossos erros e pecados e nos arrependemos de fato e de verdade, Ele nos perdoa. Mostrando o seu grande amor para com o homem (humanidade).

Sem arrependimento não existe salvação. Não interessa como tem sido a sua vida. Não importa o quão baixo você desceu, em seus delitos e pecados. O que interessa é que venha reconhecer seus erros, pois Deus está com toda a certeza disposto a perdoar TODOS os seus pecados.

Uma frase dita pelo Senhor Jesus ainda continua ecoando na terra: “Arrependei-vos, pois é chegado o reino de Deus” e essa é a verdade que o homem precisa ouvir.

03 - CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR

DEUS estabeleceu princípios de como a vida deve ser preservada. E um deste princípio é a lei do plantar e colher. Esse princípios é imutável. Pois todas as coisas do universo estão de uma forma ou de outra envolvidas neste processo

(Is 55:10-11). 10 Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e päo ao que come. Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela näo voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

Há um provérbio chinês que diz: “ Se a sua visão é para um ano, plante trigo. Se a sua é para uma década, plante árvore. Se a sua visão é para toda vida plante pessoas”.

O tempo é um tesouro, vamos aproveitá-lo plantando o bem, pois fazer o contrário disto é uma grande tolice!

I – Nossa Palavras são Sementes Lançadas no Solo do coração

1 – A semente quando cai sobre a terra germina. Da mesma forma, como uma semente germina e dá seus frutos, palavras, atitudes e comportamentos também pruduzirão seus frutos, cada um segundo a espécie. Como são simples as coisas de DEUS! Elas não são complexas e teóricas.

2 – Jesus nos ensina na parábola do semeador que sua palavra é a semente que caiu em partes: num solo espinhoso, pedregoso, e por fim caiu num solo preparado

(Mt 13: 3 e) E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. E (Mt: 13: 20-23).O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;Mas näo tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duraçäo; e, chegada a angústia e a perseguiçäo, por causa da palavra, logo se ofende; E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a seduçäo das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera; Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

II – A Dinâmica da Plantação e da Colheita

A Bíblia diz que “tudo que o homem semear, isto também ceifará

(Gl 6:7). Näo erreis: Deus näo se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Este texto fala da lei da semeadura e da colheita espiritual. Esta lei tem cinco perspectiva:

1 – Toda pessoa colhe aquilo que planta: Se você planta abacaxi, colhe abacaxi, se planta Amor, colhe Amor. Aquilo que você planta você colhe. Preste atenção para a natureza de sua plantação. O que você esta plantando? Ódio, como Caim? Traição, como Judas? Ou encorajamento, como Barnabé? Fidelidade, como Timóteo?

2 – Toda pessoa colhe depois que planta: A Bíblia diz que há um tempo determinado para todas as coisas

(Ec 3:1). 1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céuMais cedo ou mais tarde colheremos os frutos da nossa plantação.

3– Toda pessoa colhe onde planta: Não importa o que você faz ou deixa de fazer; aonde você vai ou deixa de ir; um dia você “regressará” no tempo e no espaço, ao “campo” onde plantou e colherá o que plantou.

4 – Toda pessoa colhe mais do que planta: Não esqueça que a espiga foi gerada a partir de um grão! Uma sementinha de desamor produz uma grande espiga de hostilidade, amargura e dor. Tudo que você plantar hoje, colhera muito mais no futuro.

5 – Toda Pessoa tem um tempo certo para colher; Rute semeou bondade na vida de Noemi e depois colheu o fruto da generosidade!
a Plantar Boas Sementes no Solo do Coração.

Sete palavras que edificam:

“Muito obrigado (a)”. Apreciação

“você esta lindo ou (a)”. Percepção

“Que delícia”. Elogio.

“Ótimo”. Estímulo.

“Perdoa-me”. Humildade.

“Eu te amo”. Afirmação

“Preciso de você”. Interdependência.

1 – Conscientize-se de que a partir de uma boa semente resulta uma boa colheita. Quando plantamos a PAZ, haverá uma colheita de PAZ. Quando plantamos Amor, colheremos Amor, mas se plantarmos contenda, ódio ou amargura, a colheita será em espécie e em proporção “a aquilo que plantamos. A maioria dos conflitos que estamos sofrendo hoje dentro de casa são resultados de uma má plantação.

2 – Saiba que a semente que você está lançando hoje na “terra” vai germinar e produzir frutos amanhã. O solo está fértil para a plantar e devemos tomar cuidado para não lançarmos o joio no trigal de DEUS. Portanto, devemos tomar cuidado com as sementes que lançamos.

3 – Evite conflito. Quando um não quer, dois não brigam. Um dos cônjuges deve tomar uma posição ativa conta o conflito. Isso não significa que se deve ignorar o outro passivamente ou puní-lo com silêncio. É mais importante evitar o conflito do que tentar se justificar.

4 – Peça sabedoria divina para resolver seus conflitos. O poder da sabedoria do alto pode mudar um relacionamento que se encontra em conflito.Um excelente método é render-se a DEUS. Entregue a DEUS o seu membro incontrolável. O Controle da língua é uma tarefa muito difícil, mas necessária para quem deseja receber as bênção de DEUS, por isso, o salmista pediu a DEUS em oração

(Sl 141: 3) Pöe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios

5 – Entenda que a “luta” não é contra o seu cônjuge, e sim contra o diabo

Ef 6:12). Porque näo temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Não haverá contenda se a segunda pessoa negar-se a contender. Portanto, antes de falar alguma coisa durante o conflito, perguntem-se três coisas:

- O que eu vou falar e verdadeiro?

- O que eu vou falar edifica?

- O que eu vou falar é necessário?

Cinco Palavras que Podem “Matar”

- “Estúpido”. Mata o amor próprio

- “Nunca”. Mata a esperança

- “Mentiroso”. Mata a confiança

- “Depois”. Mata a oportunidade

- “Arrependo-me de ter casado com você”. Mata a comunhão conjugal

Tiago também nos alerta em sua carta. Em Tiago (3:10) De uma mesma boca procede benção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.

AMALDIÇOANDO A SÍ PRÓPRIO

Comumente achamos que as pessoas é que nos amaldiçoam, mas na imensa parte das vezes somos nós mesmos que nos amaldiçoamos. Exemplos de “auto-amaldiçoamento” que temos em nosso dia-a-dia, que chegamos a achar normal falar:

· Sou idiota;

· Não presto para nada;

· Meu destino é sofrer;

· Sou azarado;

· Nasci para o fracasso;

· Nunca vencerei..

Até mesmo falar que não gosta de seu cabelo, de seus olhos, de sua boca, de sua altura.

Em Salmos 109:17 17 Visto que amou a maldiçäo, ela lhe sobrevenha, e assim como näo desejou a bênçäo, ela se afaste dele.

AMALDIÇOANDO O PRÓXIMO

Comumente, por causa de nossa natureza, é muito fácil soltar palavras de maldição contra outras pessoas, e às vezes fazemos isto crendo que são apenas palavras e que de fato nada irá ocorrer ao próximo.

Em Eclesiastes 7:22 “... Porque o teu coração também já confessou que muitas vezes tu amaldiçoaste a outros”

Não devemos proferir palavras que nada edificam as outras pessoas,

AMALDIÇOANDO OS FILHOS

Dentre todos os tipos de maldição a mais fácil de ser feita é amaldiçoar os próprios filhos. E porque é mais fácil? Simples: crianças e adolescentes são cheios de energia, algumas vezes são desobediente, teimosos e respondões, e a soma destes fatores colabora para fazer os pais “perderem a cabeça” e lançar pragas e maldições.

Quantas vezes já ouvimos e falamos de uma determinada pessoa é “danada” ou “danado”? Milhares, sem dúvida. E onde está o problema em usar este termo? A resposta é simples: em tudo.

Muitas vezes erramos porque não temos conhecimento do real significado de algumas palavras. De acordo com a maioria dos dicionários a palavra “danado” significa:

· Condenado ao inferno;

· Maldito;

· Estragado / corrompido;

· Perverso / ruim. Ou seja, quando dizemos que uma determinada pessoa é “danada”, dizemos que ela “está condenada ao inferno”,

O que aprendemos com tudo isto? Muito simples, pois tudo o que falamos trará conseqüências a nós, nossos filhos e futuras gerações.

Deus espera de nós que venhamos a agir com sabedoria, controlando nossas iras e raivas, controlando nossa “vontade de falar demais”.

· Escute muito;

· Fale pouco;

· Ire-se pouco;

· Controle sua língua, sua vontade de falar de mais.

E como podemos fazer isto? Resposta: pedindo a Deus que o use o Espírito Santo que habita em nós a nos orientar e nos controlar.

Deus se agrada e abençoa a aqueles que preferem mais ouvir do que falar

Mateus 15;11 O que contamina o homem näo é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem

04 - CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR

Vigiar - LXXVIII

Assim como na Física existe o princípio de que: “Toda ação provoca uma reação igual e oposta”, assim também acontece no aspecto psíquico e emocional de nosso ser.

Toda reação, ou melhor, violação das leis de amor provoca uma reação consequencial. Essa reação é chamada de lei, de carma por alguns; de retorno ou de ação e reação por outros. O certo é que, o que semearmos haveremos de colher. Nosso livre arbítrio permite que semeemos livremente, no entanto, nos obriga à colheita.

Sempre que semearmos o mal colheremos o mal, se no entanto semearmos o bem colheremos o bem. Diz um ditado que: “todo o mal praticado, vem a cavalo e o remorso na garupa, tanto quanto a sombra é inseparável do corpo”. O homem é pois herança de si mesmo por isso o apóstolo Paulo asseverou inspirado: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear isso também ceifará”. (Ef 6:7)

Muitas vezes agimos como crianças espirituais, acreditando em prêmios e castigos divinos. Na verdade, Deus não recompensa nem castiga ninguém. Ele apenas criou leis perfeitas e imutáveis que governam os universos.

Com o nosso proceder é que vamos direcionar o caminho de nossas vidas. Nosso carma será positivo ou negativo de acordo com a natureza positiva ou negativa de nossas ações. É lógico que se não fizermos higiene bucal, certamente aumentarão muito as possibilidades de termos problemas dentários. Se abusarmos de alimentos gordurosos e de açúcar engordaremos muito. Se fumarmos teremos câncer, problemas circulatórios e cardíacos. Então não poderemos culpar a cárie, a gordura, o açúcar e o cigarro. Mas se por outro lado semear o bem haveremos de colher o bem.

O sentido evangélico do termo: “vigiar” não é somente manter-se acordado, observar, manter atento; é também discernir, comparar, escolher o melhor. Nossa felicidade é uma conquista e por isso temos que ser vigilantes, escolhendo sempre o melhor, não nos deixando seduzir pelos prazeres e facilidades terrenas. A bondade de Deus nos concede a liberdade de nossos atos e ações, entretanto, Paulo em I Coríntios 6:12 nos adverte: “Todas as cousas me são lícitas, mas nem todas me convém”. Se realmente estamos comprometidos com nossa evolução espiritual, temos que traçar planos corretos para alcançá-la. O que tem determinado à infelicidade de muitos é a falta de objetivos e falta de roteiro, de rumo e sobretudo, de vigilância.

Infelizmente a maioria dos que habitam nosso orbe querem apenas comer, beber, dormir e reproduzir, deixando-se levar pela lei do menor esforço.

Temos que trabalhar nosso interior. É necessário força e esforço para as mudanças. Toda transformação requer fibra e determinação. Por isso nosso insigne codificador nos alertou: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações”. ESPIRITO.ORG

05 - CEIFARÁ AQUILO QUE SEMEIAR

Ressurreição e Reencarnação

"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação." (João, 5: 29)
"Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna."(Gálatas, 6: 8)

Ao iniciarmos o estudo destes versículos faz-se preciso como introdução fazermos algumas considerações.
Conforme nos informa Kardec a reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição1. Porém, como ele próprio coloca, as idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo.2
Isso acontecia não só com os judeus, mas também com outros povos que criam na proposta palingenésica.
Só com o advento da Doutrina Espírita a idéia da reencarnação ganhou um estudo mais completo e que pôde elucidar alguns pontos até então obscuros. Não foi Kardec quem inventou nem quem descobriu a reencarnação, ela existe desde o princípio dos tempos, porém, ele com lógica e bom senso, e assessorado pelos Espíritos superiores, deu uma fundamentação científica ao assunto.
Outro ponto que precisa ser considerado é que nem todos os judeus criam na teoria das vidas sucessivas. O judaísmo ao tempo de Jesus não era uma religião sem rupturas, um bloco concreto e unificado, no judaísmo do I século de nossa era havia muitos subgrupos entre os judeus cada qual com suas características próprias.
Os fariseus tinham uma idéia sobre a reencarnação; é ela também fundamental para a crença da corrente hassídica.3
Todavia, quando Jesus se referia à ressurreição não era de reencarnação que ele estava dizendo.

…mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento; porque já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.4
Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.5

Analisemos o texto proposto:

“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.” (João, 5: 29)

E os que… - Define que todos que procederem da forma indicada terão como consequência colheita de acordo com a semeadura. É a Lei de Causa e Efeito.
Depois há uma relação:

Fazer o bem - ressurreição da vida
Fazer o mal - ressurreição da condenação

"Sair para ressurreição da vida é dinamizar a capacidade nossa de, na medida em que nos entrosarmos num processo de maior ajuste às Leis que nos governam, sairmos da necessidade de ressurgir no plano reencarnatório nas linhas das provas e expiações. É quando entramos numa linha de cooperação com as forças superiores da vida dentro de uma linha missionária. Perdemos peso de inferioridade e ganhamos em espiritualidade." (Honório Abreu)
O que isto significa?
É quando vencemos aquele último inimigo citado por Paulo, a morte [do pecado], e aí entramos na vida eterna.
A expressão vida eterna no Evangelho não fala de nossa vida biológica que temos e não vemos perder mais, mas de uma vida de qualidade, qualidade esta obtida através da aplicabilidade do Evangelho. É a vida abundante; nesse momento cessa o ciclo reencarnatório.
É aí que entra o segundo versículo proposto para o estudo:

…mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna. (Gálatas, 6: 8)

Portanto, ressurreição da vida, conforme esta análise é não mais precisar reencarnar é adquirir qualidade para entrar no mundo vindouro:

…mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento; porque já não podem mais morrer…6

Ressurreição da condenação, dentro deste contexto, é justamente viver sob o impacto da Lei em seu aspecto justiça. Aí é que entra a reencarnação.
Não que reencarnar seja uma condenação como pensaram os gnósticos. Reencarnar é uma benção divina, porém não deixa de ter seu lado condenatório, pois aquele que reencarna dentro do processo natural da evolução está imerso no ambiente das provas e das expiações.

Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção…

Dentre os conceitos de corrupção está o ato, processo ou efeito de corromper. Deterioração, decomposição física, orgânica de algo; putrefação.7
Não é a isso que estamos sujeitos no plano em que vivemos? Morte sob vários aspectos?
Desejamos sair deste plano de acontecimentos de sucessivas perdas e ganhos, de vida e morte?
Adotemos então a proposta do Evangelho.
Jesus veio justamente instaurar em nós a era do Espírito, tudo que aconteceu anteriormente era relativo ao homem-biológico…

…eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.8

Queridos amigos, esta é apenas uma interpretação do texto, muitas outras, e até melhores do que esta, certamente haverá.

…sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.9

Primeiro estudo proposto

O tema da ressurreição era um tema polêmico no tempo de Jesus.
Os fariseus tinham-na como certa, os saduceus não a aceitavam.
Conforme colocação de Kardec:

A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. (Evangelho Segundo o. Espiritismo, cap. 4 item 4)

Josefo, em Guerra dos Judeus, II.8.14 conforme citação de Champlin, nos diz que:

"Os fariseus criam na imortalidade da alma, que haveria de reencarnar-se. Isso poderia envolver uma série de reencarnações (doutrina essa muito comum naquela época, que evidentemente também era defendida pelos essênios.), mas também incluía a idéia de que a alma haveria de animar o corpo ressurrecto. Criam fortemente na sorte ou determinismo, no universo, bem como na existência dos espíritos. (O Novo Testamento, Interpretado Versículo a Versículo. Nota a Marcos, 3: 6)

Se os fariseus mantinham um ponto de vista que cria na ressurreição literal, os saduceus rejeitavam essa idéia, juntamente com outras doutrinas que envolvem o sobrenatural, como a existência e a sobrevivência da alma e a existência dos espíritos. (Ib. Nota a Mateus, 22: 23)

Diante este contexto, e aplicando ao Evangelho os ensinamentos da doutrina espírita, como podemos compreender os versículos evangélicos abaixo?

E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação. (João, 5: 29)

Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna. (Gálatas, 6: 8)
1 Evangelho Segundo o. Espiritismo, cap. 4 item 4
2 Idem
3 Cf. SEVERINO, Celestino. Analisando as Traduções Bíblicas, 2ª Ed. Pág. 145.
4 Lucas, 20: 35 e 36.
5 João, 11: 25
6 Lucas, 20: 35 e 36
7 Dicionário Houaiss
8 João, 10: 10
9 2 Pedro, 1: 20