CELIBATO
BIBLIOGRAFIA
01- A FORÇA DO PENSAMENTO, pag. 9 02 - CURSO DINÂMICO DE ESPIRITISMO, pag. 184
03 - DOS FARAÓS À FÍSICA QUÂNTICA, pag. 134 04 - EDUCAÇÃO PARA A MORTE, pag. 104
05 - HIPNOTISMO E ESPIRITISMO, pag. 140,144 06 - JESUS PERANTE A CRISTANDADE, pag. 132
07 - MEMÓRIAS DE PADRE VITOR, pag. 19 08 - NA ERA DO ESPÍRITO, pag. 115
09 - O EVANGELHO DE TOMÉ, pag. 238 10 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS, q. 695

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CELIBATO – COMPILAÇÃO

01 - CELIBATO

O celibato (do latim cælibatus, estado daquele que não é casado ou célibe) na sua definição literal é uma pessoa que se mantém solteira1 , sem obrigação de manter a castidade, podendo ter relações sexuais. No entanto, o termo é popularmente usado para descrever uma pessoa que escolhe abster-se de atividades sexuais.

Motivações
do latim cælibatus "sem estar casado", em oposição a coniugalem, conjugal, com jugo, espécie de forca por baixo da qual desfilavam (perante os Romanos) os inimigos vencidos.
Crenças religiosas - celibato clerical;
Para concentrar-se em outras questões, como carreira profissional;
Falta de apetite sexual - assexual ou antissexual;
Orientação sexual - assexualidade
Celibato involuntário - uma pessoa que devido à sua solidão e isolamento social mantenha involuntariamente um celibato, contra sua vontade;
Como uma tentativa de obter um senso de identidade e independência dos outros;
Por problemas de saúde - celibato médico;
Evitar os riscos de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis;
Evitar se decepcionar emocionalmente;
Como um meio de controle de natalidade;
Autoflagelação;
Disfunção erétil.

Cristianismo

O Celibato é visto de forma diferente por diferentes grupos cristãos. A Bíblia ensina que o celibato é um estado de honra. O apóstolo Paulo escreve em 1 Coríntios 7, "É bom para um homem não ter relações sexuais com uma mulher." Mas, devido à tentação de imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." (versículos 1-2); "Eu desejo que todos sejam como eu sou. Mas cada um tem o seu próprio dom de Deus, um de uma espécie e uma de outro. Para os solteiros e as viúvas digo que é bom para eles permanecer como eu sou. Mas se eles não podem exercer auto-controle, devem casar. Por isso é melhor casar do que queimar com paixão." (versículos 7-9); "Quero que você seja livre de medos. Solteiro o homem está preocupado com as coisas do Senhor, a forma de agradar ao Senhor. Porém, o homem casado está preocupado com as coisas mundanas, como agradar à sua esposa, e seus interesses estão divididos. E a mulher solteira está preocupada com as coisas do Senhor, como ser santa no corpo e espírito. Mas a mulher casada está preocupada com as coisas mundanas, como para agradar o marido. Digo isto para seu próprio benefício, para não estabelecer qualquer restrição sobre você, mas para promover a boa ordem e para garantir o seu indiviso devoção ao Senhor." (versículos 32-35)2

Perspectiva católica

Para a Igreja Católica Romana, a castidade antes do casamento é uma forma de conhecer o parceiro. A Igreja aceita que o desejo pelo prazer sexual faz parte da natureza humana, mas que a felicidade e o prazer não são sinônimos. O prazer poderia transformar o parceiro sexual em um meio, em um ato egoísta, enquanto o verdadeiro conhecimento do parceiro (amor) poderia estar sendo camuflado.

Embora no passado fosse aceite o matrimônio de padres ordenados (tendo incluso São Paulo recomendado a fidelidade matrimonial aos bispos 3 ), na atualidade, exceptuando em casos referentes aos diáconos e a padres ordenados pelas Igrejas orientais católicas e pelos ordinariatos pessoais para anglicanos, todo o clero católico latino é obrigado a observar e cumprir o celibato.4 5 6 Nas Igrejas orientais, o celibato é apenas obrigatório para os bispos, que são escolhidos entre os sacerdotes celibatários.

O celibato acabou por se impôr no Ocidente: o Código de Direito Canónico impõe o celibato a todos os sacerdotes da Igreja Latina (em 1123). Porém, há várias exceções de sacerdotes casados na Igreja Latina, houve alguns papas casados (Adriano II, Honório IV), bispos casados (nas diocese da Islândia até à Reforma protestante; o bispo Salomão Barbosa Ferraz no Brasil) e vários padres casados ordenados nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido e Escandinávia, sob autorização especial.

A Igreja Católica de rito latino, sinteticamente, dá as seguintes principais razões de ordem teológica para o celibato dos sacerdotes e religiosos de vida consagrada:8
com o celibato os sacerdotes entregariam-se de modo mais excelente a Cristo, unindo-se a Ele com o coração indiviso;
o celibato facilita ao sacerdote a participação no amor de Cristo pela humanidade uma que vez que Ele não teve outro vínculo nupcial a não ser o que contraiu com a sua Igreja;
com o celibato os clérigos dedicariam-se com maior disponibilidade ao serviço dos outros homens;
a pessoa e a vida do sacerdote são possessão da Igreja, que faz as vezes de Cristo, seu esposo;
o celibato dispõe o sacerdote pare receber e exercer com generosidade a paternidade que pertence a Cristo.

História

A recomendação de celibato clerical na igreja latina possui sua primeira menção pelo Concílio de Elvira (295-302), mas, como este concílio era apenas um concílio provincial espanhol (Elvira era uma cidade romana, junto a Granada), as suas decisões não foram cumpridas por toda a Igreja cristã 9 10 . O Primeiro Concílio de Niceia (323) decretou apenas que "todos os membros do clero estão proibidos de morar com qualquer mulher, com excepção da mãe, irmã ou tia" (III cânon) 9 . Apesar disso, no final do século IV, a Igreja Latina promulgou várias leis a favor do celibato, que foram geralmente bem aceites no Ocidente no pontificado de São Leão Magno (440-461) 10 . Aliás, o Concílio de Calcedónia (451) proibiu o casamento de monges e virgens consagradas (XVI cânon), impondo por isso o celibato ao clero regular.

Porém, apesar disso, houve vários avanços e recuos na aplicação desta prática eclesiástica, nomeadamente entre o clero secular, chegando até mesmo a haver alguns Papas casados, como por exemplo o Papa Adriano II (867-872).12 No século XI, vários Papas, especialmente Leão IX (1049-1054) e Gregório VII (1073-1085), esforçaram-se novamente por aplicar com maior rigor as leis do celibato, devido à crescente degradação moral do clero, causada em parte pela confusão instaurada pelo desmembramento do Império Carolíngio. Naquele período, houve padres e bispos que chegaram a mostrar publicamente que tinham esposas ou concubinas.10 Segundo fontes históricas, durante o Concílio de Constança (1414-1418), 700 prostitutas atenderam sexualmente os participantes.13 14 15 .

Por fim, o Primeiro Concílio de Latrão (1123) e o Segundo Concílio de Latrão (1139) condenaram e invalidaram o concubinato e os casamentos de clérigos, reforçando assim o celibato clerical, que já era na altura uma prática frequente e aceite pela maioria como necessária.16 17 O celibato é defendido porque os celibatários eram mais livres e disponíveis, daí que, com o tempo, o clero regular se foi destacando em relação ao clero secular.

O celibato clerical voltou ainda a ser defendido em força pelo Quarto Concílio de Latrão (1215) e pelo Concílio de Trento (1545-1563), que impôs definitivamente o celibato obrigatório a todo o clero da Igreja Latina, incluindo o clero secular.

Magistério da Igreja Católica

Verifica-se pelos documentos da Igreja que há de sua parte uma vontade decidida de manter esta praxis antiqüíssima: Pio XII abordou o tema na encíclica Sacra virginitas. Em 1965 dois documentos do Concílio Vaticano II trataram do tema do celibato sacerdotal: Presbyterorum ordinis, n. 16 e Optatam totius, n. 10.

Sobre este tema o Papa Paulo VI, em 24 de junho de 1967, editou uma encíclica denominada Sacerdotalis Caelibatus, sobre o celibato sacerdotal, neste documento lembra a apologia que os Padres Orientais fizeram da virgindade: Ainda hoje faz eco no nosso coração, por exemplo, a voz de São Gregório Nisseno, quando nos recorda que "a vida virginal é a imagem da felicidade que nos espera no mundo que há de vir".

Em 1971, o II Sínodo dos Bispos preparou um novo documento no mesmo sentido, depois aprovado pelo Papa Paulo VI, denominado De sacerdotio ministeriali, de 30 de novembro.

Também João Paulo II afirma: Fruto de equívoco — se não mesmo de má fé — é a opinião, com frequência difundida, de que o celibato sacerdotal na Igreja Católica é apenas uma instituição imposta por lei àqueles que recebem o sacramento da Ordem. Ora todos sabemos que não é assim. Todo o cristão que recebe o sacramento da Ordem compromete-se ao celibato com plena consciência e liberdade, depois de preparação de vários anos, profunda reflexão e assídua oração. Toma essa decisão de vida em celibato, só depois de ter chegado à firme convicção de que Cristo lhe concede esse «dom», para bem da Igreja e para serviço dos outros. Só então se compromete a observá-lo por toda a vida. (Carta Novo incipiente a todos os sacerdotes da Igreja na Quinta-feira Santa -8 de abril de 1979).

Bento XVI, recentemente, em Mariazell, disse: Para comprender bem o que significa a castidade devemos partir do seu conteúdo positivo, explicando que a missão de Cristo o levava a um dedicação pura e total para com os seres humanos. Nas Sagradas Escrituras não há nenhum momento de sua existência donde em seu comportamento com as pessoas se vislumbre pegadas de interesse pessoal. (…) Os sacerdotes, religiosos e religiosas, (…) com o voto de castidade no celibato, não se consagram ao individualismo ou a uma vida isolada, mas sim prometem solemente por totalmente e sem reservas ao serviço do Reino de Deus as relações intensas das quais são capazes. (Da homilia na Basílica de Mariazell, Áustria, 8 de setembro de 2007).

Segundo a revista La Civiltà Cattolica, desde o Concílio Vaticano II (1962-65) perto de 60 mil padres deixaram a Igreja.

Perspectiva islâmica

O Islão não promove o celibato, pelo contrário, promove o casamento. De fato, de acordo com o Islão o casamento é um forma que permite à pessoa chegar ao mais elevado nível de justiça espiritual e sagrado.

Houve incidentes em que pessoas indagaram ao Profeta Maomé que eles preferiam viver em oração, celibato e jejum para alcançar o amor de Deus. No entanto, Maomé disse-lhes que, apesar desta escolha ser boa, é também uma bênção levantar uma família. Porém o Islão respeita aqueles que escolhem conduzir a sua vida dessa maneira.

02 - CELIBATO

Por Claudia Souza

O celibato é a opção de vida escolhida por pessoas de ambos os sexos que decidem viver sem unir-se em matrimônio ou relacionamentos uns com os outros. Pode ser escolhido por opção pessoal de cada um ou atribuído àqueles que resolvem seguir uma carreira religiosa, sendo mais comum na vida de freiras, bispos e pastores, que segundo a Bíblia determina devem viver longe das tentações da carne, adotando uma vida casta.

Segundo a Bíblia, as escrituras mencionam a vontade de Deus para os pastores e bispos: “É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, tendo filhos crentes que não sejam acusados de dissolução, nem sejam desobedientes.” (I Timóteo 3:2 – Tito 1:6)

Relatos da Bíblia mostram que o apóstolo Paulo em algum momento repreendeu o celibato: “…alguns apostarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentira e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos…” (I Tm 4.1-3)… “Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne.” (Col. 2.23).

Após o início do Cristianismo, apóstolos e pastores, casavam-se normalmente e constituíam família.

O celibato teve sua origem no clero romano, após 304 d.C. nos concílios de Elvira e Nicéia que proibiam os Ministros religiosos casarem-se após a ordenação. A Igreja Católica adotou o celibato dos padres e freiras na Idade Média, para defender o seu patrimônio, a fim de evitar que se tornasse objeto de disputas por herdeiros, tornando-se obrigatório para o clero a partir de 1537, durante o papado de Gregório VII, onde um sacerdote romano que se casasse incorria na excomunhão e ficava impedido de todas as funções espirituais. Um homem casado que desejasse vir a ser um sacerdote, tinha que abandonar a sua esposa, e esta também tinha de assumir o voto de castidade ou ele não poderia ser ordenado padre.

De acordo com a Lei Canônica, o voto do celibato é quebrado quando o padre se casa, mas não necessariamente quando este tem relações sexuais. A Igreja de Roma proíbe seus sacerdotes de casarem-se, mas não interfere na vida particular deles.

A Igreja Católica justifica o celibato como uma maneira de tornar o religioso mais próximo aos propósitos de Jesus Cristo.

Entre as ordens religiosas praticantes do celibato estão: Franciscanos, Dominicanos, Carmelitas, Agostinianos, Mercedários e Servitas.

No oriente, a Igreja Ortodoxa, incentiva a ordenação de um clero casado, acreditando que os que optam pelo celibato, o fazem de livre e espontânea vontade.

03 - CELIBATO

ABSTINÊNCIA E CELIBATO

Pergunta - O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus? Resposta - Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam o mundo.

Pergunta - Da parte de certas pessoas, o celibato não será um sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo mais completo, ao serviço da Humanidade? Resposta - O caso é muito diferente.
Eu disse: por egoísmo.
Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem.
Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito.

Itens nº 698 e 699, de "O Livro dos Espíritos".

Abstinência, em matéria de sexo e celibato, na vida de relação pressupõe experiências da criatura em duas faixas essenciais – a daqueles Espíritos que escolhem semelhantes posições voluntariamente para burilamento ou serviço, no curso de determinada reencarnação, daqueles outros que se vêem forçados a adotá-las, por força de inibições diversas.

Indubitavelmente, os que consigam abster-se da comunhão afetiva, embora possuindo em ordem todos os recursos instrumentais para se aterem ao conforto de uma existência a mais, com o fim de se fazerem mais úteis ao próximo, decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos cimos do aperfeiçoamento.

Agindo assim, por amor, doando o corpo a serviço dos semelhantes, e, por esse modo, amparando os irmãos da Humanidade, através de variadas maneiras, convertem a existência, sem ligações sexuais, em caminho de acesso à sublimação, ambientando-se em climas diferentes de criatividade, porquanto a energia sexual neles não estancou o próprio fluxo; essa energia simplesmente se canaliza para outros objetivos - os de natureza espiritual.

E, em concomitância com os que elegem conscientemente esse tipo de experiência, impondo-se duros regimes de vivência pessoal, encontramos aqueles outros, os que já renasceram no corpo físico induzidos ou obrigados à abstinência sexual, atendendo a inibições irreversíveis ou a processos de inversão pelos quais sanam erros do pretérito ou se recolhem a pesadas disciplinas que lhes facilitem a desincumbência de compromissos determinados, em assuntos do espírito.

Num e noutro caso, identificamos aqueles que se fazem chamar, segundo os ensinamentos evangélicos, como sendo "eunucos" por amor do Reino de Deus".
Esses eunucos, porém, muito ao contrário do que geralmente se afirma, não são criaturas psicologicamente assexuadas, respirando em climas de negação da vida.
Conquanto abstêmios da emotividade sexual, voluntária ou involuntariamente, são almas vibrantes, inflamadas de sonhos e desejos, que se omitem, tanto quanto lhes é possível, no terreno das comunhões afetivas, para satisfazerem as obrigações de ordem espiritual a que se impõem.
Depreende-se daí a impossibilidade de se doarem a quaisquer tarefas de reparação ou elevação sem tentações, sofrimentos, angústias e lágrimas e, às vezes, até mesmo escorregões e quedas, nos domínios do sentimento, de vez que os impulsos do amor nelas se mantêm com imensa agudeza, predispondo-as à sede incessante de compreensão e de afeto.

Entendendo-se os valores da alma por alimento do espírito, impossível esquecer que a produção do bem e do aprimoramento se realiza à base de atrito e desgaste.

A semente é segregada no solo para desvencilhar-se dos empeços que a constringem, de modo a formar o pão, e o pão, a rigor, não se completa em forno frio.

A força no carro não surge sem a queima de combustível, e o motor não lhe garante movimento sem aquecer-se em nível adequado.

Abstinência e celibato, seja por decisão súbita do homem ou da mulher, interessados em educação dos próprios impulsos, no curso da reencarnação, ou seja por deliberação assumida, antes do renascimento na esfera física, em obediência a fins específicos, não contam indiferença e nem anestesia do sentimento.

Celibato e abstinência, em qualquer forma de expressão, constituem tentames louváveis do ser experiências de caráter transitório -, nos quais a fome de alimento afetivo se lhes transforma no imo do coração em fogo purificador, acrisolando-lhes as tendências ou transfigurando essas mesmas tendências em clima de produção do bem comum, através do qual, pela doação de uma vida, se efetua o apoio espiritual ou a iluminação de inúmeras outras.

Tais considerações nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo, abstenção, ligação afetiva, constituição de família, vida celibatária, divórcio e outras ocorrências, no campo do amor, são problemas pertinentes à responsabilidade de cada um, erigindo-se, por essa razão, em assuntos, não de corpo para corpo, mas de coração para coração.

Livro: Vida e Sexo - Páginas 97 a 100 - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB

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03 - CELIBATO

O que dizer das pessoas que, por opção, não querem formar uma família?
J. Raul Teixeira: As pessoas que optam por não formar família, por mero comodismo, acabam não ficando tranqüilas, acabam não logrando paz.
Nos casos de acomodação, embora as criaturas não queiram os compromissos e canseiras impostos por uma família, não abrem mão do prazer propiciado pela atividade sexual. Aqui os indivíduos anseiam pelos bônus da sexualidade sem os ônus dos deveres conjugais.
Em casos assim, onde a tônica é egoística, os envolvidos se comprometem não com uma companhia, mas com as diversas que façam parte do seu universo de prazeres.
Em O Novo Testamento, deparamos com o Apóstolo Paulo refletindo sobre a questão do casamento versus celibato, e sua conclusão é que “é melhor casar-se do que abrasar-se”(ICor. 7:9). Ninguém está, portanto, impedido de usufruir das estesias que a libido proporciona, contudo, que seja em bases de responsabilidade, de respeito e de amor recíprocos, a fim de que não se convertam as relações em exercícios de mal-disfarçada prostituição.
Em todo e qualquer caso, no entanto, vige o livre-arbítrio, que é o indicador dos níveis de amadurecimento e compromisso com a existência em cada indivíduo.


Todos os espíritos são programados para encontrar um cônjuge? E os que não encontram?
Não. Nem todos os indivíduos reencarnados no mundo vêm com compromissos estabelecidos para o matrimônio. Exemplos de celibato:

· Há indivíduos que reencarnam para experimentar a solidão afetiva, em nome da lei de causa e efeito. Estes casos acontecem para levar os indivíduos a reajustar emoções, disciplinar atitudes e burilar sentimentos, facultando-lhes aprender a valorizar as relações conjugais, a valorizar a família, a aprender a viver com outras pessoas;

· Há indivíduos que não encontram correspondência amorosa, em termos conjugais, em razão de compromissos de diferentes magnitudes, de grande amplitude na sociedade, trazidos à presente encarnação. São deveres que não compatibilizam com as responsabilidades do lar, perante as exigências de amplo aspecto da tarefa ou da missão esposada, desde o além. É o caso das pessoas comprometidas com profundos descobrimentos científicos, com atividades abnegadas na esfera religiosa, ou outros a exigir dedicação quase exclusiva em prol da causa social ou sócio-moral do mundo, já sabem, no seu íntimo – percebem-no por intuição – que o matrimônio estável com alguém não consta de sua “agenda” reencarnatória;

· Ocorrem também casos de celibato com almas que não sentem nada por ninguém. São emocionalmente frias, sentimentalmente mudas, inaptas para tais relações afetivas, uma vez que expiam, duramente, as posturas desdenhosas ou exploradoras do pretérito. Posições numa existência corporal geram incapacidades e bloqueios magnéticos em outras, impondo frustrações e sofrimentos.

Em casos em que o indivíduo se dê conta de que já buscou, já se insinuou, já demonstrou interesse e continua a “ouvir” um intenso silêncio nessa área, ou se nota que o que surge não é compatível com seus projetos de vida para o trabalho e para o bem, é de bom alvitre tranqüilizar a mente, assossegar a alma, entregando-se a viver seu dia-a-dia com dignidade, sem ansiedade, evitando enveredar por faixas de exploração obsessiva, considerando-se que nos disse o Cristo: “Buscai e achareis...”(Lc 11:9)
Dessa forma, quem deseja unir-se a alguém e não logra êxito, quem aspira por sentir algum tipo de atração afetiva por alguma pessoa e nada sente, por maiores esforços que realize, deve procurar tranqüilizar-se, mergulhando na ação do bem. Trabalhe, estude, desenvolva seus veios artísticos, pratique esportes salutares e sirva, em nome do amor, onde quer que se encontre. Na impossibilidade de ter uma pessoa a quem oferecer carinho, afeto, trate de tornar-se uma pessoa útil, prestativa, fraterna, simpática e jovial, deixando-se conduzir pelas mãos do Criador que pode alterar, a cada momento, os rumos de nossas existências em função do que nos seja melhor.

04 - CELIBATO

Casamento e Celibato. Poligamia (Estudo 118 de 193)

LE 118 - Estudo Sintético de "O Livro dos Espiritos"
LIVRO DOS ESPIRITOS - Allan Kardec. Da Lei de Reprodução
Parte Terceira. Capitulo IV. Questões 695 a 701
Tema: Casamento e celibato


a) A união permanente de dois seres pelo casamento está de acordo com
a Lei da Natureza e é um progresso na marcha da Humanidade. A sua
abolição seria regredir à vida dos animais.

b) Segundo Kardec, a união livre e fortuita dos sexos é um estado de
natureza. O casamento estabelece a solidariedade fraterna, observa-se
entre todos os povos e se constitui um dos primeiros atos de progresso das
sociedades humanas. Sem ele, o homem regridiria à infância da humanidade
e se colocaria abaixo mesmo de certos animais.

c) A indissolubilidade absoluta do casamento é lei humana e contrária à da
natureza.

d) O celibato praticado com sacrifício pessoal e para o bem da Humanidade
é um ato meritório, que eleva o homem acima da sua condição material. Se
praticado com idéias egoístas, porém, desagrada a Deus.

e) A poligamia é lei humana contrária à lei da Natureza, pois não há nela
afeição real, mas, tão somente, sensualidade. O casamento conforme a Lei de
Deus deve se fundar na afeição dos seres que se unem.


QUESTÕES PARA ESTUDO E PARTICIPAÇÃO::

1) Qual a importância do casamento para o progresso da humanidade?

2) A prática do celibato pode ser considerada adoração a Deus?

3) Por que os Espíritos disseram que a poligamia fere a lei de Deus?