CONDUTA
BIBLIOGRAFIA
01- Celeiro de bênçãos - pág. 43 02 - Como melhorar sua comunicação - pág. 16
03 - Conduta Espírita - toda a obra 04 - Contos e Apólogos - pág. 97
05 - Encontro marcado - pág. 127 06 - Espírito e vida - pág. 164
07 - Estude e Viva - pág. 66 08 - Evolução em dois mundos - pág. 59
09 - Justiça Divina - pág. 118 10 - Manual e Dic. Básico de Espiritismo - pág.30
11 - O homem novo - pág. 42 12 - Pão Nosso - pág. 63
13 - Passes e radiações - pág. 57 14 - Repositório da sabedoria - pág. 100
15 - Seara dos Médiuns - pág. 29

16 - Vida e atos dos Apóstolos - pág. 193

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CONDUTA – COMPILAÇÃO

03 - Conduta Espírita - André Luiz - toda a obra

CONDUTA ESPÍRITA: Abraçando o Espiritismo, pedes a cada passo, orientação para as atitudes que a vida te solicita. Pensando nisso, André Luiz traçou normas que constituem este epítome da conduta. Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto de lembretes para uso pessoal, no caminho da experiência, à feição do roteiro de nossa lógica doutrinária.

Certa feita, disse o Mestre: "Quem me segue, siga-me" e, noutra circunstância, afirmou: "Quem me segue não anda em trevas". Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.

Para isto, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva. De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de redenção. Quem procura serví-la deve atender-lh as indicações. É quem assim proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra. Assim, ler este livro equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso. E se o bom senso ajuda a discernir, quem aprende a discernir sabe sempre como deve fazer. - Emmanuel

Reunimos algumas páginas com indicações cristãs para que venhamos a burilar as nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de misericórdia, nos situou os corações. Assim, pois, rogamos não se veja em nossos apontamentos esse ou aquele propósito de culto às convenções do mundo exterior, nem teorização de disciplinas superficiais.

É que, na atualidade, mourejam somente no Brasil, mais de um milhão de trabalhadores do Espiritismo, e decerto, por amor à nossa Doutrina de Libertação, será justo sintonizar as nossas manifestações, no campo vulgar da vida, com os princípios superiores que nos comandam as diretrizes.

Sabemos que a liberdade espiritual é o mais precioso característico de nosso movimento. Entretanto, se somos independentes para ver a luz e interpretá-la, não podemos esquecer que o exemplo digno é a base para a nossa verdadeira união em que qualquer realização respeitável. Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações. (...)

07 - Estude e Viva - Emmanuel - André Luiz - pág. 66

Ante a família maior
Se podes transportar as dificuldades que te afligem num corpo robusto e razoavelmente nutrido, reflete naqueles nossos irmãos da família maior que a penúria vergasta. Diante deles, não permitas que considerações de natureza inferior te cerrem as portas do sentimento . Se algo possuis para dar, não atrases a obra do bem e nem te baseies nas aparências para sonegar-lhes cooperação.

Aceitemo-los como sendo tutores paternais ou filhos inesquecíveis largados no mar alto da experiência terrestre e que a maré da provação nos devolve, qual se fossemos para eles o cais da esperança . Muitos chegam agressivos; entretanto, não julgues sejam eles especuladores da violência. Impacientaram-se na expectativa de um socorro que se lhes afigurava impossível e deixaram que a desesperação os enceguecesse.

Outros se apresentam marcados por hábitos lastimáveis; todavia, não admitas estejam na posição de escravos irresgatáveis do vício. Atravessaram longas trilhas de sombra, e, desenganados quanto à chegada de alguém que lhes fizesse luz no caminho, tombaram desprevenidos nos precipícios da margem. Surpreendemos os que aparecem exteriormente bem-postos e aqueles que dão a idéia de criaturas destituídas de qualquer noção de higiene, mas não creias, por isso, vivam acomodados à impos­tura e ao relaxamento. Um a um, carregam des­dita e enfermidade, tristeza e desilusão.

Não duvidamos de que existam, em alguns raros deles, orgulho e sovinice; no entanto, isso nunca sucede no tamanho e na extensão da avareza e da vaidade que se ocultam em nós, os companheiros indicados a estender-lhes as mãos. Se rogam auxílio, não poderiam ostentar maior credencial de necessidade que a dor de pedir. Sobretudo, convém acrescentar que nenhum deles espera possamos resolver-lhes todos os pro­blemas cruciais do destino. Solicitam somente essa ou aquela migalha de amor, à feição do peregrino sedento que suplica um copo dágua para ganhar energia e seguir adiante.

Esse pede uma frase de bênção, aquele um sorriso de apoio, outro mendiga um gesto de bran­dura ou um pedaço de pão. . .
Abençoa-os e faze, em favor deles, quanto possas, sem te esqueceres de que o Eterno Amigo nos segue os passos, em divino silêncio, após haver dito a cada um de nós, na acústica dos séculos: —
«Em verdade, tudo aquilo que fizerdes ao menor dos pequeninos é a mim que o fizestes.»

O Espiritismo e os cônjuges

Sem entendimento e respeito, conciliação e afinidade espiritual, torna-se difícil o êxito no casamento . Todos os pretendentes à união conjugal carecem de estudar as circunstâncias do ajuste esponsalício antes do consórcio, para isso existindo o período natural do noivado. Aspecto deveras importante para ser analisado será sempre o da crença religiosa. Efetivamente, se a religião idêntica no casal contribui bastante para a estabilidade do matrimônio, a diversidade dos pontos de vista não é um fator proibitivo da paz em família. Mas se aparecem rixas no lar, oriundas do choque de opiniões religiosas diferentes, a responsabilidade é claramente debitada aos esposos que se escolheram um ao outro.

A tendência comum de um cônjuge é a de levar o outro a pensar e a agir como ele próprio, o que nem sempre é viável e nem pode ocorrer. Eis por que não lhes cabe violentar situações e sentimentos, manejando imposições recíprocas, mormente no sentido de se arrastarem a determinada crença religiosa. Deve partir do cônjuge de fé sincera a iniciativa de patentear a qualidade das suas convicções, em casa, pelo convite silencioso a elas, através do exemplo.

Não será por meio de discussões, censuras ou pilhérias em torno de assuntos religiosos que se evidenciará algum dia a excelência de uma doutrina. Ao invés de murmurações estéreis, urge dar provas de espiritualidade superior, repetidas no dia-a-dia. Em lugar de conceitos extremados nas prédicas fatigantes, vale mais a exposição da crença pela melhoria da conduta, positivando-se quão pior seria qualquer criatura sem o apoio da religião. Para os espíritas jamais será construtivo constranger alguém a ler certas obras, frequentar determinadas reuniões ou aceitar critérios especiais em matéria doutrinária.

Quem deseje modificar a crença do companheiro ou da companheira, comece a modificar a si mesmo, na vivência da abnegação pura, do serviço, da compreensão, do bom-senso prático, salientando aos olhos do outro ou da outra a capacidade de renovação dos princípios que abraça. O cônjuge é a pessoa mais indicada para revelar as virtudes de uma crença ao outro cônjuge. Um simples ato de bondade, no recinto do lar, tem mais força persuasiva que uma dezena de pregações num templo onde a criatura comparece contrariada.

Uma única prova de sacrifício entre duas pessoas que se defrontam, no convívio diário, surge mais eficaz como agente de ensino que uma vintena de livros impostos para leituras forçadas. Em resumo, depende do cônjuge fazer a sua religião atrativa e estimulante para o outro, ao contrário de mostrá-la fastidiosa ou incômoda. Nos testemunhos de cada instante, no culto vivo do Evangelho em casa e na lealdade à própria fé, persista cada qual nas boas obras, porqueante demonstrações vivas de amor, cessam quaisquer azedumes da discórdia e todas as resistências da incompreensão.

08 - Evolução em dois mundos - André Luiz - pág. 59

HEREDITARIEDADE E CONDUTA: Portanto, como é fácil de sentir e aprender, o corpo herda naturalmente do corpo, segundo as disposições da mente que se ajusta a outras mentes, nos circuitos da afinidade, cabendo, pois, ao homem responsável reconhecer que a hereditariedade relativa mas compulsória lhe talhará o corpo físico de que necessita em determinada encarnação, não lhe sendo possível alterar o plano de serviço que mereceu ou de que foi incumbido, segundo as suas aquisições e necessidades, mas pode, pela própria conduta feliz ou infeliz, acentuar ou esbater a coloração dos programas que lhe indicam a rota, através dos bióforos ou unidades de força psicossomática que atuam no citoplasma, projetando sobre as células e, consequentemente, sobre o corpo os estados da mente, que estará enobrecendo ou agravando a própria situação, de acordo com a sua escolha do bem ou do mal.

09 - Justiça Divina - Emmanuel - pág. 118

BEM QUE NOS FALTA - Reunião pública de 14-8-61 IV Parte, cap. VII, § 4
Alma que choras na teia física, louva o tronco de sofrimento a que te encontras temporariamente agrilhoada na Terra! Abençoa os espinhos que te laceram. Abençoa o pranto que te lava os escaninhos do ser. Executa com paciência o trabalho que a vida te pede, porque, um dia, os companheiros amados que te precederam na vanguarda de luz estarão contigo, em preces de triunfo, a desatarem-te as últimas algemas, de modo a que lhes partilhes os cânticos de vitória, na grande libertação.

No estudo da perfeição, comecemos por vigiar a nós mesmos, corrigindo-nos em tudo aquilo que nos desa­grada nos semelhantes. Muitos pregam contra o desperdício dos administradores da causa pública e instalam-se, entre as paredes domésticas, como se devessem atravessar a existência numa carruagem de luxo, sobre lixo dourado. Outros criticam autoridades, apontando-as por verdugos do povo, e tiranizam, no lar, as mãos obscuras e generosas que lhes amassam o pão.

Vemos os que amaldiçoam a guerra entre os povos, e vivem, no aprisco familiar, com a truculência da fera solta. Há os que indicam a pena de morte para os irmãos que enlouqueceram na delinquência, e manejam, em casa, o punhal invisível da ingratidão. Muitos lideram primorosas campanhas de socorro à infância desprotegida, e enxotam, por vagabundo, o primeiro menino infortunado que lhes roga um vintém.

Outros guardam a enciclopédia na cabeça e jamais se lembram de estender o alfabeto ao companheiro atrelado à ignorância. Vemos os que cantam hosanas à virtude e encastelam-se no conforto individual, afirmando que a caridade é fábrica de preguiça. E há os que ensinam sabiamente, quanto à bondade e à simpatia, a se movimentarem, na senda particular, despedindo farpas magnéticas, entre melindres e aversões.

Nestes apontamentos humildes, a ninguém censuramos, de vez que, com evidentes exceções, até ontem éramos todos nós igualmente assim. Hoje, porém, com a Doutrina Espírita no comando da fé, sabemos todos que a lei do progresso confere a cada espírito a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, a fim de que a justiça estabeleça o merecimento de cada um, na pauta das próprias obras.

Conjuguemos, assim, conselho e ação, palavra e conduta, na mesma onda de serviço renovador, compreendendo, por fim, que o bem que nos falta nem sempre é o bem que ainda não desfrutamos, mas sim o bem dos outros que, em nosso próprio benefício, nos cabe fazer.

10 - Manual e Dic. Básico de Espiritismo - Ariovaldo Caversan/Geziel Andrade - pág.30

Conduta espírita
1) Responsabilidade ante tarefas e compromissos no meio familiar; 2) Moderação ante os gozos terrenos; 3) Auxílio aos menos felizes e necessitados; 4) Exterioriz­ção de gentileza e compreensão, alegria e esperança para com todos; 5) Dedicação constante ao trabalho e à profissão, ao estudo e ao aperfeiçoamento moral e intelectual; 6) Atendimento a todas as obrigações para com a sociedade; 7} Cultivo da fraternidade, da caridade e do amor, em toda a sua amplitude; 8) Respeito e compreensão para com idéias e atitudes dos semelhantes; 9) Proteção, gratidão e respeito para com a natureza e animais; 10) Ajuda na educação ou reeducação de crianças; 11) Uso sábio dos bens materiais, sem escravizar-se a eles; 12) Reconhecimento do valor e prática da oração; 13) Conservação do entendimento no coração, do equilíbrio no cérebro, do bem na visão, da fraternidade real no verbo e do serviço nas mãos; 14) Engrandecimento da única propriedade real e imperecível: a alma; 15) Extensão da oração, da bondade, da bênção e dos pensamentos elevados de amor, aos entes queridos que se encontram na espiritualidade; 16) Gratidão, assimilação e observância dos exemplos fornecidos por benfeitores, encarnados e desencarnados, que nos possibilitam e impulsionam à melhoria, à regeneração, ao auto-aprimoramento e ao progresso; 17) Perseverança no serviço em prol da prosperidade e do bem comum; 18) Educação e conduta atenta à eternidade da vida do espírito; 19) Utilização da liberdade, com justiça e responsabilidade; 20) Trabalho incessante, na conquista da espiritualização da humanidade.
Conduta perante o Espiritismo
1) Estudar permanentemente a codificação kardeqúiana; 2) Preservar a pureza doutrinária; 3) Observar os princípios e práticas da doutrina; 4) Usar dignamente a mediunidade; 5) Repudiar os rituais, cultos exóticos, roupas especiais, imagens e símbolos; 6) Manter independência total em matéria de política; 7) Propagar a doutrina com ponderação, bom senso e respeito para com os profitentes de outras religiões; 8J Trabalhar em prol da evolução e do desenvolvimento do Espiritismo; 9) Preservar o Centro Espírita como local de oração, trabalho e estudo; 10) Esforçar--se no sentido de ser um verdadeiro adepto do Espiritismo, através da transformação para o bem e da vivência dos princípios esposados, em todos os momentos e circunstâncias.
Conhecimento de si mesmo
Deve ser conseguido, interrogando-se diariamente a própria consciência, quanto ao cumprimento dos deveres, aos atos praticados e às mudanças pessoais que precisam ser feitas, para o crescimento espiritual. Para o conheci­mento de si mesmo, o homem precisa proceder à auto-análise e à auto-observação, a fim de dirigir seus esforços no rumo da conquista de sempre maior auto-educação, auto--aprimoramento e virtudes.

12 - Pão Nosso - Emmanuel - pág. 63

26.TRABALHOS IMEDIATOS - "Apacentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas espontaneamente, segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto". - ( I Pedro, 5:2)

Naturalmente, na pauta das possibilidades justas, ninguém deverá negar amparo ou assistência aos companheiros que acenam de longe com solicitações razoáveis; entretanto, constitui-nos obrigação atender ao ensinamentos de Pedro, quanto aos nossos trabalhos imediatos.

Há criaturas que se entregam gostosamente à volúpia da inquietação por acontecimentos nefastos, planejados pela mente enfermiça dos outros e que, provavelmente, nunca sobreviverão. Perdem longo tempo receitando fórmulas de ação ou desferindo lamentos inúteis. A lavoura alheia e as ocorrências futuras, para serem examinadas, exigem sempre grandes qualidades de ponderação.

Além do mais, é imprescindível reconhecer que o problema difícil, ao nosso lado ou a distância de nós, tem a finalidade de enriquecer-nos a experiência própria, habilitando-nos à solução dos mais intrincados enigmas do caminho. Eis a razão pela qual a nota de Simão Pedro é profunda e oportuna, para todos os tempos e situações.

Atendamos aos imperativos do serviço divino que se localiza em nossa paisagem individual, não através de constrangimento, mas pela boa-vontade espontânea, fugindo cada vez mais aos nossos interesses particularistas e de ânimo firme e pronto para servir ao bem, tanto quanto anos seja possível.

Às vezes, é razoável preocupar-se o homem com a situação mundial, com a regeneração das coletividades, com as posições e responsabilidades dos outros, mas não é justo esquecermos-nos daquele "rebanho de Deus que está entre nós".

13 - Passes e radiações - Edgard Armond - pág. 57

Regras para conservação e pureza do corpo físico: No que respeita à mantença do equilíbrio e à conservação do corpo, ressalvadas as destinações de ordem cármica que escapam ao nosso controle individual momentâneo, transferimos para aqui algumas regras e considerações:

a - Conduta consigo mesmo: Referimo-nos aos esforços íntimos em relação aos hábitos, costumes, necessidades e outros aspectos da vida moral do indivíduo, destinados a mudar os seus sentimentos negativos, vencer vícios e defeitos, dominar paixões inferiores e conquistar virtudes espirituais, isto é, a reforma íntima.